domingo, 22 de junho de 2014

Lula sabota por fora, mas Aécio ainda tem esperanças de que Henrique Meirelles seja seu vice



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A principal definição da campanha eleitoral de 2014 é costurada nos bastidores econômicos. Aécio Neves tem esperanças de que Henrique Meirelles aceite ser candidato a vice em sua chapa. Filiado ao governista PSD, comandado pelo volúvel Gilberto Kassab, o ex-presidente do Banco Central e atualmente presidente do conselho da J&F (a holdind que comanda o famoso Friboi) ainda avalia se fecha com Aécio ou se arrisca a disputar o Senado por São Paulo.

Tudo mundo sabe que o maior sonho político de Henrique Meirelles é ser Presidente da República. Posicionado como vice de Aécio, que tem chances de ganhar de Dilma, Meirelles fica na boca do gol. Além disso, Meirelles daria um troco pessoal a Dilma Rousseff – que vetou o nome dele para continuar na Presidência do Banco Central do Brasil. A vingança tardia de Meirelles pode custar muito caro ao PT. A definição pode sair na semana que vem.

Aécio é um candidato à procura de um vice, urgentemente. Sabe que, se errar na escalação, compromete suas chances de eleição, mesmo com as fragilidades de Dilma Rousseff. A opção tucana, por enquanto, é pelo nome de Meirelles. Não pelo que ele tenha de voto ou popularidade. Mas pelo poder de articulação dele com o mercado internacional. A lógica é simplória: as eleições brasileiras são decididas de fora para dentro, pelos poderes globalitários que nos controlam. O resto é conversa para boi dormir.

Quem mais pressiona contra tal aliança de Meirelles com Aécio é Luiz Inácio Lula da Silva. Classificado de “traição”, tal acordo selaria, definitivamente, o rompimento do mercado financeiro com os petistas. A pressão para ter Meirelles no time dos tucanos vem de fora. A Oligarquia Financeira Transnacional deseja que a economia brasileira volte a operar como nos tempos de FHC e na primeira gestão de Lula. Por isso, já garantiu, em favor de um eventual governo do PSDB, a presença de Armínio Fraga como formulador econômico. 

Armínio Fraga terá o cargo econômico que quiser, Ministro da Fazenda ou Presidente do Banco Central do Brasil, caso Aécio Neves consiga vencer Dilma Rousseff na eleição presidencial. Ex-presidente do Banco Central na gestão FHC, como formulador das diretrizes econômicas da campanha de Aécio, o economista Armínio vai focar no crescimento - o ponto frágil da desgovernança petista. Na visão de Fraga, é preciso reposicionar a economia brasileira, para diminuir a incerteza, criando condições para que a economia invista nas pessoas e, por consequência, no crescimento.

Sem dúvida


Xingou ou não?


Seis por meia Dúzia?


Direito e Justiça em Foco


Domingo, o advogado criminalista Mauro Otávio Nacif fala do tema “Prescrição e Nulidade”, no programa Direito e Justiça em Foco, apresentado pelo desembargador Laercio Laurelli, na Rede Gospel.


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 21 de Junho de 2014.

HUMOR - CHARGE DO SPONHOLZ


HUMOR - CHARGE DO SPONHOLZ


sábado, 21 de junho de 2014

Pesquisas, mesmo inconfiáveis, indicam que Dilma é cada vez mais impopular, rejeitada e inconfiável


Posted: 20 Jun 2014 07:00 AM PDT
Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Numa pesquisa que ninguém com bom senso conseguiu entender o resultado, registrada no TSE com o cabalístico número 171, só ficou claro que Dilma Rousseff vem perdendo popularidade e a confiança da população. Atualmente, 50% desaprovariam sua forma de administrar. Só 31% (o costumeiro percentual de adeptos do partido-seita petista) consideram o governo da Presidenta ótimo ou bom. A rejeição a Dilma é cristalina e cristalizada. Dilma já era...

O que não se compreende é como a mesma pesquisa, feita com apenas 2002 pessoas, em apenas 142 dos cinco mil seiscentos e tantos municípios brasileiros, consegue o milagre de apontar que a impopular Dilma tem 39% das intenções de voto para outubro. Aécio Neves só teria 21% e Eduardo Campos, 10%. No segundo turno, Dilma ganharia de Aécio (43% a 30%) e venceria Eduardo (43% a 27%). Na pesquisa espontânea, Dilma fica com 25%; Aécio com 11% e Eduardo Campos, com 4%.

A pesquisa não foi boa para a memória de Lula junto ao eleitorado – principalmente o mais ignorante, que ainda pensa que ele seja candidato. Na pesquisa espontânea, Lula aparece com 3% dos votos. Percentual ridículo para quem, até outro dia, ameaçava concorrer no lugar da Dilma, se o nome dela não se mostrasse viável. Lula anda mesmo meio caído, mas o percentual tão baixo soa exagerado e impreciso. 

Não dá para levar a sério o resultado de tais pesquisas, com amostragem tão baixa de pesquisados, em um número tão reduzido de municípios. Tais “levantamentos” só servem de propaganda enganosa e ilusória. Para quem gosta de Dilma, ela segue triunfante rumo à vitória. Quem não gosta dela avalia que nada vai bem para ela. Tais conclusões levam a nada. No final das contas, quem decide a eleição é o processamento eletrônico dos votos – que nós, brasileiros, não podemos auditar e temos de aceitar, de forma submissa, como uma dogmática contagem absoluta. 

Enfim, pesquisas assim prestam um desserviço ao sistema eleitoral, dirigindo o voto através da divulgação mediática de números nada confiáveis. Excelente negócio para institutos de pesquisa, que faturam milhões com tais “levantamentos”. Péssimo negócio para a lisura do processo eleitoral em um País de eleitorado subdesenvolvido e ignorante.

Vai, Lula...


Do Nelson Motta, provocando Lula a ir nos estádios, sem medinho detomar uma bruta vaia ou um enorme xingamento (tal o sofrido por sua Presidenta):

Pobre Lula, que imaginou desfrutar da “sua” Copa na Tribuna de Honra, assistindo à vitória da seleção brasileira e ovacionado pela multidão, vendo televisão em São Bernardo com dona Marisa. Para quem adora futebol não pode haver pior castigo. A vaidade vai vencer a paixão? O que é uma vaiazinha diante de um jogão? Vai, Lula, vai!”

Dilema alimentar


O Boi é um Galinha ou o Frango é uma vaca?

Pouco importa: esta é a comida, na promoção, para os eleitores do PT.

Principalmente aqueles 31% (13 ao contrário) que acham ótimo o desempenho da Presidanta... 

Medalha Inválida


Homem do carro




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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 20 de Junho de 2014.

Nasci em Cuba, mas não sou um cidadão cubano

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“Carta ao Leitor” de VEJA elogia a resistência dos chefes do Legislativo ao decreto bolivariano de Dilma

Ricardo Setti - VEJA

(Foto: Ceplac)
(Foto: Ceplac)
VEJA manteve durante anos firme postura crítica em relação às ações na vida pública de personagens como o atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o da Câmara dos Deputados, Henrique Alves (PMDB-RN). Quando foi o caso de, em reportagens, apontar irregularidades ou escândalos contra um ou outro, a revista não hesitou em fazê-lo, como procede com as autoridades em geral.
Porém, diante da reação contrária de ambos ao “decreto bolivariano” da presidente Dilma, que pretende criar — à margem da Constituição e das instituições que ela consagra — “estruturas populares” paralelas ao poder, e em defesa dos poderes do Congresso, a tradicional Carta ao Leitor da edição impressa da revista postou-se decididamente ao lado dos chefes do Legislativo. Confiram abaixo:
O CONGRESSO RESISTE
Em algumas poucas e graves ocasiões, VEJA voltou em uma Carta ao Leitor ao mesmo tema da anterior. É o caso agora. Permanece em foco nesta semana a iniciativa do governo de tentar implantar, por decreto, uma mudança de regime no Brasil.
O decreto em questão estabelece a “Política Nacional de Participação Social” e o “Sistema Nacional de Participação Social”, que implicam a entrega de instâncias de poder a “conselhos populares” e, em última análise, se nada for feito, a desmoralização da democracia representativa, aquela em que os cidadãos mandam ao Parlamento pelo voto um certo número de deputados e senadores a quem se confia a missão de interpretar a vontade popular na formulação de leis e políticas públicas.
Onde esse tipo de ruptura institucional ocorreu, ela veio no bojo de revoluções e guerras civis sangrentas. Não há na história o exemplo de um golpe dessa magnitude que tenha sido tentado por meio de um simples decreto.
O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves (Foto: Rodolfo Stuckert/Câmara dos Deputados)
O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, entrou na briga contra o decreto que dá poder aos “conselhos populares” (Foto: Rodolfo Stuckert/Câmara dos Deputados)
Uma reportagem desta edição de VEJA mostra que, depois de um momento de perplexidade em que se tentou entender as intenções às claras e, principalmente, às escondidas da iniciativa, o Congresso Nacional reagiu à altura da ameaça. (LEIAM AQUI A REPORTAGEM.)
Henrique Alves, presidente da Câmara dos Deputados, exigiu do Executivo a imediata revogação da medida e, se isso não ocorrer, prometeu colocar em votação a proposta de anulação do decreto.
Renan Calheiros, presidente do Senado, foi à tribuna reafirmar seu compromisso com a liberdade de expressão e a democracia, e disse: “Quem representa o povo é o Congresso”.
A objeção que possa surgir em razão da controversa vida política pregressa de Renan e Henrique Alves não macula os gestos de resistência de ambos – e, como disse o escritor inglês Graham Greene, “nada a temer dos políticos cujos pecados pertençam apenas ao passado”.
(Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
“Quem representa o povo é o Congresso”, diz Renan Calheiros (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
Pode-se apontar a incoerência, pois Renan e Alves são do PMDB, partido que, na semana passada, reconfirmou com Dilma Rousseff a aliança que significa a forma mais valiosa de apoio na campanha presidencial deste ano: 2 minutos e 18 segundos a mais de tempo na televisão para a candidata do PT. Mas quem tenta encontrar coerência na política partidária brasileira está procurando no lugar errado.
Fique registrado que, em vez de se paralisarem pela busca da perfeição de uma aliança sem arestas, os presidentes do Senado e da Câmara agiram como se espera de representantes do povo. Nos dias de hoje pode parecer a coisa mais comezinha do mundo, mas a ideia de que o povo exerce o poder por meio de seus representantes foi uma das maiores conquistas da civilização.
A democracia representativa teve na política os efeitos que a Revolução Industrial produziu na economia. Ambas livraram a humanidade de amarras que pareciam eternas – a escassez material e a guerra permanente de todos contra todos.
Bulir por decreto em uma conquista tão valiosa não é um bom caminho.

VÍDEO MUITO BACANA: Ao dar atenção especial a detalhes, marionetista transforma a arte antiga em um novo espetáculo


Mr. Stix é um dos personagens de Ricky Syers, que se apresenta regularmente em um parque de Nova York (Foto: Reprodução/thevillager.com)
Mr. Stix é um dos personagens de Ricky Syers, que se apresenta regularmente em um parque de Nova York (Foto: Reprodução/thevillager.com)
Visitantes frequentes do Washington Square Park, em Nova York, conhecem o marionetista americano Ricky Syers, presente quase todos os dias com seus bonecos.
Os shows são acompanhados por crianças, turistas e moradores da metrópole que passam pelo icônico parque.
O movimento das marionetes chama atenção por sua enorme precisão. Com articulações nos braços e pernas, por exemplo, elas imitam a forma como as pessoas se mexem de forma espetacular.
São cerca de quinze bonecos, todos construídos por Syers, que também é músico — ele toca uma bateria que ele mesmo construiu com materiais como um balde metálico, apenas mais uma demonstração de suas habilidades manuais e criativas.
Um dos personagens é um senhor cujos hábitos incluem beber e fumar, duas atividades proibidas no parque — e um exemplo não muito bom para os espectadores mais jovens, mas um elemento de originalidade a mais para o marionetista.
Confiram o trabalho único de Syers: