sábado, 29 de setembro de 2012

A organização milionária da mulher de Delúbio


Mônica Valente comanda o escritório brasileiro de associação que recebe R$ 7 mi por ano para representar sindicatos

Josie Jeronimo
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DONA DO COFRE 
O ex-tesoureiro do PT (á esq.), Delúbio Soares, diz que depende da mulher,... Mônica Valente, 
para honrar suas despesas. Ela cobra um euro por filiado à associação que dirige
Exonerado do cargo de professor da rede pública de Goiás e vivendo oficialmente da renda de uma imobiliária virtual, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares costuma dizer que depende da mulher para honrar suas despesas. Mas não deve ser com os rendimentos do ofício de psicóloga que Mônica Valente tem conseguido ajudar o marido. Desde a militância à frente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na década de 90, Mônica aprofundou sua atuação profissional no mundo dos sindicatos de servidores. Membro do diretório nacional do PT, a mulher de Delúbio comanda o escritório brasileiro da Internacional do Serviço Público (ISP), entidade que desempenha o papel de intermediário entre os sindicatos de funcionários públicos e organismos globais, como a Organização Internacional do Trabalho (OIT). A adesão das confederações à ISP custa um euro por filiado. Em conjunto, as 26 confederações filiadas à associação comandada por Mônica Valente repassam para ela R$ 7 milhões por ano das receitas obtidas com o imposto sindical. As informações foram confirmadas à ISTOÉ por dirigentes de entidades ligadas a esse braço brasileiro da organização internacional. 

O destino desse dinheiro todo, porém, é um mistério até mesmo para as entidades que pagam pela filiação. A ISP recebe recursos das confederações que representam os servidores públicos e não presta contas. Por isso, a filiação à ISP gera polêmica na base das confederações. Sindicalistas contrários ao repasse de dinheiro à associação alegam não entender para que serve o dinheiro aplicado na entidade para a representação internacional. Argumentam que os resultados da atuação da organização comandada pela mulher de Delúbio deixam a desejar. Em dez anos de existência, por exemplo, apenas uma denúncia contra cerceamento dos direitos trabalhistas teria sido aceita pela OIT. “Ela não tem participação nas principais causas, não tem programa. É mais uma entidade em que os dirigentes se apegam à estrutura para ter benefícios. Recebe arrecadação das entidades e não tem transparência”, critica Sandro Pimentel, um dos coordenadores da Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra). Servidores do Judiciário tentaram impedir na Justiça o desconto nos salários para bancar entidades, que segundo Adilson Rodrigues, diretor do Sintrajud, nem deveriam existir. “É um absurdo descontar um dia do salário do trabalhador para sustentar sindicatos de fachada. Os dirigentes se lambuzam no dinheiro suado do servidor. No dia a dia, a ISP é fictícia. A atuação internacional de um sindicato é algo pontual, não de filiação em tempo integral. Gastamos dinheiro para bancar uma entidade fajuta”, acusa Rodrigues.
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A denominação “internacional” que a associação comandada por Mônica carrega também não combina com a estrutura que o ISP tem no Brasil. Como uma espécie de “franquia” do órgão internacional, a associação registrou CNPJ em São Paulo em 2001, antes da entrada da mulher de Delúbio. Embora tenha mais de dez anos de existência e opere uma verba milionária, a associação que embolsa recursos das confederações sindicais se resume a uma sala no centro da capital paulista e é tocada hoje por apenas duas pessoas. Além de Mônica, a entidade também é representada por Jocélio Drummond. Durante a semana, a reportagem de ISTOÉ procurou a mulher de Delúbio e outros representantes da ISP, mas a secretária da organização insistiu que a entidade não contava com nenhum outro responsável além de Mônica e Jocélio, ambos fora do País, em viagem à Argentina. No papel de representantes dos servidores públicos brasileiros no plano internacional, os dois se revezam realizando palestras, recrutando integrantes das confederações para formar grupos de trabalhos – com o objetivo de discutir temas do funcionalismo – e participando de congressos dos sindicatos filiados. Em eventos da sede da Internacional, eles se apresentam como representantes do escritório brasileiro. Durante a greve dos servidores federais, este ano, a ISP também prestou consultoria às confederações analisando os pleitos dos servidores que seriam apresentados ao governo. “O principal trabalho na ISP é orientar nas demandas do funcionalismo e discutir o direito de greve”, diz João Domingos, presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), entidade que reúne 2,5 milhões de funcionários de órgãos municipais, estaduais e federais. 

Mônica Valente não é novata no meio sindical. Antes de assumir a defesa de causas do serviço público, ela militou na ONG Instituto Observatório Social (IOS), ligada à CUT. O IOS atua hoje como parceiro da associação da mulher de Delúbio. Em 2011, o instituto recebeu R$ 200 mil da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e o mesmo valor da Petrobras para ação de comunicação institucional. Agora, no entanto, Mônica manipula um orçamento bem mais polpudo. A maior parte dos recursos milionários que bancam a entidade vem de descontos do contracheque de servidores públicos federais para as confederações.
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A obri­gação de dar um dia trabalhado por ano aos movimentos sindicais está prevista na Constituição. Mas um processo em tramitação no Tribunal de Contas da União (TCU) questiona a legalidade da transferência de dinheiro para as confederações de representação do serviço público, cujos funcionários não são regidos pela CLT. Servidores também entram na Justiça para questionar o desconto. Mesmo assim, entidades como a administrada por Mônica Valente recebem mais de R$100 milhões todos os anos.

O que Collor disse contra o PT e Lula em programa de televisão do segundo turno da eleição presidencial de 1989


20 anos da queda de Fernando Collor (3)




São Paulo: Igrejas na campanha, por Vitor Hugo Soares



Estou dentro de um táxi, de passagem pela politicamente efervescente cidade de São Paulo, na reta de chegada de uma das mais pegadas e cruciais campanhas eleitorais em disputa pela prefeitura da mais rica e cobiçada cidade do País. O veículo avança graças à perícia do motorista mineiro (eleitor em Sampa) que o dirige no meio do complicado trânsito do sábado, na corrida para um endereço nas imediações do Parque Ibirapuera.
No “farol” dos paulistanos, “sinaleira” dos baianos de Salvador, o carro para por instantes. Tempo suficiente, no entanto, para a discreta aproximação do homem bem vestido no traje semelhante ao usado comumente, nas cidades e vilarejos brasileiros, por pessoas a caminho dos cultos nas igrejas evangélicas, em fins de semana. No lugar de um exemplar da Bíblia, o cidadão carrega um pacote de “santinhos” de propaganda eleitoral.
Ele se aproxima e bate discretamente no vidro semiaberto da janela do veículo. Em tom suave e educado, se dirige aos três ocupantes do táxi, incluindo o motorista: “Posso entregar um destes aos senhores?”.
Na mão direita, retirado do pacote de panfletos, ele oferece um retrato sorridente do candidato do PRB a prefeito de São Paulo, Celso Russomano, que lidera com folga as pesquisas de intenção de votos de todos os institutos, a 10 dias da eleição.
Enquanto isso, o petista Fernando Haddad e o tucano José Serra suam a camisa, esquentam os próprios miolos e puxam pelos padrinhos e aliados políticos ou marqueteiros, na busca do “milagre” que pode livrar um deles da suprema humilhação de não obter a votação suficiente para alcançar o segundo turno na eleição de 7 de outubro, cada dia mais próximo e ameaçador.
Rapidamente, como na famosa e singular canção do carioca Paulinho da Viola, o sinal abre e o motorista arranca firme com o táxi, na rota do endereço indicado. Não deu tempo de receber a propaganda do candidato da mão do “militante”.
Margarida (minha mulher, também jornalista) reclama: “Oh, eu queria ler o que estava escrito no panfleto de Russomano. Quem sabe trazia alguma dica para ajudar a entender tamanha aceitação dos eleitores paulistas...”.
O motorista do norte de Minas, tão educado e elegante quanto o senhor do “farol”, pede desculpas: “não deu desta vez”. Alguns metros adiante, porém, surgem novos sinais (ainda mais nítidos e numerosos) que ajudam quem vem de fora a entender melhor “o fenômeno Russomano”.
Na altura de um dos espaços de maior movimentação popular do parque, próximo ao grande e tradicional shopping da cidade, frequentado por gente de classe média em seus diferentes estágios alfabéticos, dezenas de pessoas - jovens e adultos, homens e mulheres vestidos com modelos parecidos ao do homem da “sinaleira” - acenam bandeiras em azul e branco com o nome de Russomano, o candidato apoiado ativa e maciçamente pelos evangélicos, igreja do bispo Edir Macedo (a IURD) à frente.
É quase hora do almoço na tarde de sábado na capital paulista, mas o entusiasmo não arrefece. As bandeiras são acenadas com vigor e disposição bem característicos “da militância político-religiosa”.
Impossível para o jornalista visitante não recordar de outras campanhas e de outras bandeiras nas ruas de São Paulo e do País. As vermelhas com estrela do PT de Haddad e Lula, por exemplo, que praticamente desapareceram das praças, avenidas ou das janelas das casas e apartamentos nestes dias decisivos da campanha em Sampa, pelo menos no sábado motivador destas linhas.
Muitos dos estandartes eram bordados e costurados, então, no seio dos sindicatos. Mas igualmente nas sedes das antigas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), da Igreja Católica, com aprovação e até participação direta de muitos padres, freiras, bispos e até cardeais.
Como não lembrar igualmente dos velhos militantes de guerra do PSDB, do candidato a prefeito José Serra e de seu escudeiro Fernando Henrique Cardoso de antigas campanhas eleitorais? Dos estandartes tucanos agitados nas ruas, muitos deles igualmente confeccionados nas sacristias?
Afinal, nos combativos “núcleos de discussão” da extinta Ação Popular (AP), organização de jovens católicos “de esquerda”, foi formado politicamente o líder estudantil e ex-presidente da UNE, José Serra, que agora briga com Haddad para chegar ao segundo turno no pleito paulistano.
Pelo que vi e ouvi nestes dias agitados da passagem por São Paulo, que ninguém se iluda: as igrejas (evangélica, do bispo Edir Macedo, e católica, do arcebispo Odilo Scherer) prosseguem no jogo político-eleitoral, aberta ou disfarçadamente.
É bem provável, até, que joguem papel decisivo antes da apuração dos votos da eleição de 7 de outubro na maior e mais importante cidade do Brasil.
É um jogo interessante que merece atenção. Resultados, a conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mailvitor_soares1@terra.com.br


AUXÍLIO RECLUSÃO


Magu
Conforme prometi anteriormente, vai aqui a verdade sobre o auxílio-reclusão, matéria que tem sofrido alterações à medida que vai sendo publicada em vários blogs que, tais como os contos, cada um altera um ponto. Recorri ao site oficial da previdência social (minúsculas propositais).
“O auxílio-reclusão é um benefício devido aos dependentes do segurado recolhido à prisão, durante o período em que estiver preso sob regime fechado ou semi-aberto.
Não cabe concessão de auxílio-reclusão aos dependentes do segurado que estiver em livramento condicional ou cumprindo pena em regime aberto.
Para a concessão do benefício, é necessário o cumprimento dos seguintes requisitos:
- o segurado que tiver sido preso não poderá estar recebendo salário da empresa na qual trabalhava, nem estar em gozo de auxílio-doença, aposentadoria ou abono de permanência em serviço;
- a reclusão deverá ter ocorrido no prazo de manutenção da qualidade de segurado;
- o último salário-de-contribuição do segurado (vigente na data do recolhimento à prisão ou na data do afastamento do trabalho ou cessação das contribuições), tomado em seu valor mensal, deverá ser igual ou inferior aos seguintes valores, independentemente da quantidade de contratos e de atividades exercidas, considerando-se o mês a que se refere.
Equipara-se à condição de recolhido à prisão a situação do segurado com idade entre 16 e  18 anos que tenha sido internado em estabelecimento educacional ou congênere, sob custódia do Juizado de Infância e da Juventude.
Após a concessão do benefício, os dependentes devem apresentar à Previdência Social, de três em três meses, atestado de que o trabalhador continua preso, emitido por autoridade competente, sob pena de suspensão do benefício. Esse documento será o atestado de recolhimento do segurado à prisão .
O auxílio reclusão deixará de ser pago, dentre outros motivos:
- com a morte do segurado e, nesse caso, o auxílio-reclusão será convertido em pensão por morte;
- em caso de fuga, liberdade condicional, transferência para prisão albergue ou cumprimento da pena em regime aberto;
- se o segurado passar a receber aposentadoria ou auxílio-doença (os dependentes e o segurado poderão optar pelo benefício mais vantajoso, mediante declaração escrita de ambas as partes);
- ao dependente que perder a qualidade (ex: filho ou irmão que se emancipar ou completar 21 anos de idade, salvo se inválido; cessação da invalidez, no caso de dependente inválido, etc);
- com o fim da invalidez ou morte do dependente.
Caso o segurado recluso exerça atividade remunerada como contribuinte individual ou facultativo, tal fato não impedirá o recebimento de auxílio-reclusão por seus dependentes. Os dependentes são: Esposo(a)/Companheiro(a), filhos, filhos equiparados, pais e irmãos. Tal como é para a pensão por morte.
Tabela: De 01/06/2003 a 31/04/2004 – R$ 560,81. Seguem-se publicações anuais até a partir de 01/01/2012 – R$ 915,05
Importante é notar que: O valor do auxílio-reclusão, havendo mais de um dependente, é rateado entre todos em partes iguais. Assim, a família de um preso que recebe, por exemplo, um salário de auxílio-reclusão não terá benefício mais alto em função do número de filhos ou parentes que eram sustentados pelo segurado que esteja detido. Portanto a informação que cada filho recebe o valor total é errônea ou de má-fé.”
Comento: Eu detesto os petralhas mas, não coaduno com divulgação de mentiras, por isso o esclarecimento. Note-se também que, desde a instituição do auxílio-reclusão, seu montante é sempre bem acima do valor do salário-mínimo da época. A primeira e habitual desculpa dos marginais, quando são detidos, é dizer que são trabalhadores. É, quem leva no lombo são sempre os trabalhadores reais. Botando aí uma pitada de maldade, se não tivessem seus direitos suspensos, provavelmente os detentos deveriam ser eleitores do PT. Deixem eu me calar senão algum improvável “paralamentar” petista lançará uma emenda à constituição. Eles não tem mesmo vergonha na cara.
Os interessados poderão visitar o site abaixo http://www.previdencia.gov.br/conteudoDinamico.php?id=22

Aluguel por temporada seguro para proprietários e inquilinos


Posted: 28 Sep 2012 02:14 PM PDT
Quem lida com o aluguel por temporada, seja o inquilino que pretende aproveitar suas férias da melhor maneira possível – seja o proprietário que consegue uma renda extra com a prática – pode se deparar algumas situações emergenciais e inesperadas, mas que, com simples precauções, podem ser evitadas.
Para evitar circunstâncias desagradáveis, tanto para quem irá aproveitar as férias em seu imóvel quanto durante o período em que sua casa fica vazia, confira as dicas que o Agente Imóvel preparou para você!
Para manter a segurança de um imóvel alugado por temporada, algumas precauções podem ser tomadas, garantindo o conforto tanto de proprietários quanto de inquilinos | Foto: Educa Procon.
Para quando a sua casa estiver vazia:
- Seguro. Uma das opções mais vantajosas para manter a segurança do imóvel, conta com a vantagem de cobrir gastos com serviços de encanador, chaveiro e eletricista, dependendo do contrato;
- Contato de serviços e produtos. Disponibilizar telefones e endereços de serviços necessários ao inquilino demonstra responsabilidade e cautela. Por exemplo, hospitais, postos de saúde, delegacia e telefone de profissionais hábeis a realizarem serviços e reparos domésticos podem tornar a estadia do locatário mais agradável e prática;
- Chaves. O ideal é que a cada troca de locatário seja alterado o segredo da fechadura. A prática é vantajosa tanto ao inquilino quanto ao proprietário que possui assim maior controle do acesso ao local;
Para uma estadia segura aos seus inquilinos:
- Saúde. Deixar no local um kit de primeiros socorros pode ser útil para diferentes situações, além de demonstrar ao consumidor preocupação com seu bem-estar;
- Discrição. Para uma chegada quieta e discreta, instruir o novo inquilino a retirar suas bagagens do automóvel somente quando entrar no terreno do imóvel é de grande importância. Assim, ele chama menos atenção para seus pertences valiosos e presença;
- Contato pessoal. É imprescindível ao dono do imóvel dispor ao locatário seu telefone celular e residencial, para que, em casos de emergência ou dúvida, o inquilino possa esclarecer suas preocupações e perguntas a respeito da casa ou apartamento;
Assim, tanto o proprietário quanto os inquilinos podem usufruir da segurança de um aluguel por temporada sério e vantajoso.

COBRA MANDADA


Walter Marquart
As notícias de ontem versaram sobre as declarações de Roberto Jefferson, quando saía de mais uma hospitalização que durou 9 dias, não querendo alongar a entrevista, ele foi logo dizendo: “Eu fui vitima de mim mesmo. Eu não vendi o PTB para o PT”. Os psicólogos interpretam as palavras e vão além: eles discernem as entrelinhas.
Quem seria o sujeito oculto (os sujeitos) da frase do Jefferson, ele remeteu a todos nós a ênfase (eu não fui, então…). O julgamento do mensalão chegou na reta final, deixaram os chefes da quadrilha por último, sem alívio nenhum, porque até agora só os ovos não foram condenados. Os peixes, miúdos ou médios, não tiveram marias moles aplacando as sujas dores, o que deve estar preocupando os peixes graúdos e os cobras mandadas, facilmente identificados naquela Suprema Corte. Uma música tradicionalista gaúcha, de Rui Biriva retrata as figuras de Lewandowski e do advogado do PT, aquele que Lula julgou ter amplo saber jurídico e biografia ilibada: “Dá de noite, dá de dia, vira e mexe me arrepia. Gruda mais que carrapato não adianta benzedeira, nesse mal que não tem cura”. Para o povo brasileiro regozijar-se, ele pode contar com 9 Ministros. O autor, Bezerra da Silva, também vislumbrou que o STF poderia ser enxertado com interesses políticos: “Olha aí o que eles estão dizendo, que eu sou violento e não falo de amor, que o meu repertório é só crime e até de bandido virei defensor. É cobra mandada querendo picar meu calcanhar, isso é cobra mandada querendo picar o meu calcanhar”. Não adianta os cobras mandadas fingirem que estão praticando o melhor direito, o povo que assiste, mesmo sem nenhum conhecimento de psicologia, percebe aonde querem chegar, e pior, com “panca” de professor, querem induzir os outros a acompanhá-los. Para os caboclos mineiros, a primeira letra de uma frase, antes mesmo de proferida, já a vislumbram toda; só demoram para responder, não porque não sabem, mas para assistir o esperneio de quem estava querendo fazê-lo de bobo.

ANDARILHO NO CÉU



Giulio Sanmartini
Ainda estava no blog Prosa & Política, quando fiz a seção “Fotos imortais”. Entre 20/9 e 15/11/2010, foram publicadas 47 fotos onde se procurou contar a história de cada uma, isto é: fotógrafos, fotografados, como foram conseguidas e quando possível, como estavam em 2010 os protagonistas  dos instantâneos.(1).
Essa foto que agora público, a conhecia, mas muito por alto, tanto que cometi o erro de não dar-lhe na época o qualificativo de imortal. Vou procurar redimir-me dessa grosseira falta.
A foto está completando hoje 80 anos e o autor, Charles Clyde Ebbets (1905/1978) lhe deu como título “Luchtime atop a skyscraper” (Almoço no alto de uma arranha-céu).
Lá estão 11 homens suspensos no céu. Tem quem fuma, quem come e quem conversa despreocupado. A maioria usa boné e todos estão com os pés pendurados. O terceiro, a partir da esquerda, empenhado numa conversa com seu vizinho, pela pose parece sentado numa poltrona. O último de cara amarrada, segura uma garrafa, que pelo formato se pode deduzir qual tenha sido o conteúdo.
O mais interessante de cena, é mostrar trabalhadores acostumados às alturas, de mãos sólidas, com os nervos de aço, que certamente não sofrem vertigens e corajosos além do limite. Eles não tem absolutamente nada que os proteja.
Estão construindo o prédio da  RCA, na praça Rockefeller em Manhattan (New York). O autor da instantâneo, Charles,  na época  tinha 27 anos e a mania da fotografia. Sua vida também foi cheia de aventuras e bem diversificadas: foi ator, piloto, pugilista, por esse último fato, tornou-se fotografo oficial do grande campeão de boxe Jack Dempsey.
Para obter  foto mostrada no artigo, ele também teve que pendurar-se no vazio, como  se pode ver no retrato tirado por um seu colega de dentro do prédio.
As imagens do Luchtime, são de tal forma incríveis, que na sua publicação, o jornal “New York Herald Tribune” lançou um protesto sobre as condições de insegurança, do trabalhadores edis.
Ebbets morreu de câncer em 1978, deixando traços sólido nas história da fotografia. Sua família está entretida em realizar um longa metragem de sua história, que já tem nome. “Skywalker”. (Andarilho do Céu).
Para encerrar vai um coisa bem curiosa. Quem são os fotografados?
Da esquerda para a direita: os irlandeses Martin “Matty” O’Shaughnessy e James Joy; o canadense Austin Lawton e o estadunidense John Charles Cook; mais um canadense Calude Stagg e tdos os outros são irlandeses; Jonh Patrick Madden, “Stretch” Donahue, Francis Michael Rafferty, Thomas Enright, Thomas “Norton” Naughton e Patrick “Sonny” Glynn.
(1) Separei 6 artigos sem algum critério definido, clique sobre as fotos para aumentá-las
Fotos Imortais  “V–J day in Times Square” – 22/9
Fotos Imortais  “O pecado mora ao lado” -28/9
Fotos Imortais “Eu, o pequeno hebreu da foto símbolo do holocausto”- 7/10
Fotos Imortais  “A Bicicleta de Pelé” – 10/10
Fotos Imortais  “Kiss of Life”  – 20/10
Fotos Imortais  “John Jr. Playing under JFK’s Desk”- 27/10