sexta-feira, 18 de setembro de 2015

EMPRESA ISRAELENSE LANÇA UM REVOLUCIONÁRIO MINI IDENTIFICADOR DE SUBSTANCIAS



Uma start-up israelense lançou um dispositivo de bolso, que analisa instantaneamente a composição dos alimentos, bebidas, medicamentos e outros objetos.
A Física do Consumidor diz que a sua ferramenta Scio envia dados sobre a composição química de uma substância para o smartphone do usuário, onde uma variedade de aplicações irão apresentar os resultados.
"É o primeiro sensor molecular que cabe na palma da sua mão", diz Dror Sharon, co-fundador da empresa com sede em Hod Hasharon, perto de Tel Aviv. 
Os usuários serão capazes de ver quantas calorias estão em um hambúrguer, ou o que está em sua bebida, ou se esse casaco é realmente couro.
A Scio, no mercado desde o mês passado, não precisa de contato físico com a substância a ser testada, porque ele usa um feixe de luz que é conhecido como Espectroscopia no Infravermelho Próximo.
Cada molécula interage com a luz para criar uma assinatura óptica única, que pode revelar propriedades químicas de um objeto, tais como umidade, gordura ou teor de açúcar.
Ao examinar, por exemplo, o teor de açúcar de um tomate na prateleira do supermercado, o sistema pode determinar o quão maduro ele está.
Mas, por enquanto, ele se confunde com um prato pronto, como lasanha, com suas camadas de massa, molho, carne e legumes.
A Física do Consumidor está contando com dados recolhidos por usuários que contribuem para um banco de informações em constante expansão.
"Quanto maior a nossa comunidade fica, mais dados a Scio terá de materiais diferentes e estes resultados revertem para a nossa comunidade de usuários", diz o site.
O produto foi lançado com a ajuda do site de crowdfunding Kickstarter, com 13.000 clientes até o momento, que fazem encomendas para o gadget de US$ 250 dólares cada, para entrega a partir de dezembro de 2015.
Sharon diz que sua tecnologia tem um apelo que vai além do mercado consumidor.
"Há interesse por parte de pequenos desenvolvedores que desejam desenvolver algo legal para si ou para seus filhos, ou até mesmo adolescentes que queiram desenvolver isto, até as multinacionais e grandes empresas", diz ele, acrescentando que ele está de olho no setor industrial para a próxima fase.
"Há pessoas que trabalham na indústria que em um olhar pensam: Será que é realmente a qualidade que eu queria?" E um dia o seu smartphone poderia vir com a tecnologia da Scio.
O protótipo já existe, mas é mantido sob guarda cuidadosa nas instalações da Física do Consumidor.
Seus fabricantes acreditam que dentro de anos, os gigantes da indústria virão para ver o gadget indispensável.

Ensino brasileiro: máquina de produção de analfabetos funcionais - RODRICO CONSTANTINO


Parabéns, Paulo Freire, você conseguiu destruir de vez com a educação nacional!

Por: Rodrigo Constantino  
No caso, essas pessoas mudaram não o mundo, mas o Brasil, e para pior!
No caso, essas pessoas mudaram não o mundo, mas o Brasil, e para pior!
Uma reportagem no GLOBO de hoje expõe bem aquilo que todos já sabem: o fracasso do ensino brasileiro, principalmente o público. Ele não passa de uma máquina de produção de analfabetos funcionais, que são sabem ler, escrever ou fazer conta, mesmo anos depois de frequentar as escolas. Isso tudo, não custa lembrar aos que clamam por mais recursos públicos, com o governo brasileiro gastando o mesmo que a média da OCDE em relação ao PIB, ou seja, não é problema de falta de verba, e sim de mau uso dela. Vejam o resultado:
Boa parte dos alunos no 3° ano do ensino fundamental brasileiro não entende o que lê. De acordo com a Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), divulgada nesta quinta-feira, 22,21% dos estudantes de escolas públicas nessa fase da educação foram classificados no “nível 1″, o mais baixo de uma escala que vai até o “nível 4″. Segundo os critérios estipulados para o “nível 1″, essas crianças conseguem ler as palavras, mas não são capazes de compreender o que diz o texto diante delas.
Ainda segundo os resultados da ANA, 34% dos alunos estão no “nível 2″. Eles compreendem o sentido do texto, mas não são capazes de encontrar uma informação explícita quando a mesma está no meio ou no final desse texto. De acordo com a avaliação, 32% das crianças estão no “nível 3″ e apenas 11,2% estão no “nível 4″.
[…]
No que diz respeito à escrita, a ANA aponta que 34,46% dos dessas crianças não conseguem escrever um texto adequado ao que foi proposto. O resultado é a soma dos três primeiros níveis de aprendizagem. Na faixa 1, a mais baixa, estão 11,64% dessas crianças. Neste patamar elas não conseguem escrever palavras e relacionar os sons às letras. No nível 5 (índice ideal), há somente 9,88% dos estudantes, o que significa que sabem atender à proposta e escrevem textos com maior complexidade, embora possam ocorrer erros ortográficos e de pontuação.
Fonte: GLOBO
Fonte: GLOBO
Não há como ver esses dados e não “parabenizar” o patrono da educação brasileira, o comunista Paulo Freire, não é mesmo? Com sua visão marxista transportada para dentro das salas de aula, Freire criou uma legião de “pedagogos” e “professores” cuja meta não era mais transmitir conhecimento objetivo para a garotada, ensiná-la a ler direito, a fazer cálculos, nada disso! Essas coisas eram “opressoras” demais, instrumentos de uma elite burguesa que desejava perpetuar o injusto sistema capitalista.
Daquele momento em diante os professores teriam mais “humildade” para reconhecer que não eram detentores de um saber superior, e que poderiam ensinar às crianças analfabetas e pobres tanto quanto elas poderiam lhes ensinar. Era uma linda via de mão dupla, onde “nós pega os peixe” é tão correto como “nós pegamos os peixes”, já que ninguém é dono da razão.
Além disso, muito mais importante do que ensinar esses “preconceitos burgueses” era “conscientizar” esses alunos da luta social, das injustiças do mundo capitalista. Em suma, criar um exército de repetidores dos slogans marxistas. Deu certo! A turma não aprende a ler, não sabe escrever, e muito menos fazer contas complexas (o que talvez explique as demandas sempre por mais estado, sem levar em conta os rombos fiscais). Mas como cospe no capitalismo e elogia o socialismo!
Freire merece uma estátua em sua homenagem, de preferência no Maranhão ou no Piauí, nos estados mais pobres (e analfabetos) em que os alunos estão blindados contra todo tipo de “doutrinação” burguesa capitalista. Se não quiserem fazer uma estátua para o barbudo comunista lá, que ao menos façam uma em Cuba, sua grande inspiração ideológica. O Brasil tem o patrono da educação que merece, e o resultado está aí. Não seria hora de buscar uma alternativa mais… burguesa e capitalista?
Rodrigo Constantino

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Carlos Alberto Sardenberg: Quem quer ajuste?


Publicado no Globo
CARLOS ALBERTO SARDENBERG
Tirante o ministro Levy, quem mais no governo e na sua base quer mesmo fazer o ajuste fiscal? Ninguém — é a resposta que vai se formando.
Comece pelos cortes propostos no pacote de ajuste. Dividem-se em dois grupos: ou são de difícil aplicação, como os que tiram salários e benefícios dos funcionários públicos, ou são mera simulação.
Dá a impressão, mas uma forte impressão, de que a coisa se passou assim: Dilma e o ministro Nelson Barbosa, gestores daquele primeiro desastroso orçamento com déficit, que derrubou o grau de investimento, resolveram que precisavam atender, por ora, a bronca de Wall Street. Montaram de última hora aquele pacote que antes era impossível fazer.
Reparem: quem manda no corte de gastos é o ministro do Planejamento, Barbosa. Levy, da Fazenda, fica com o aumento da receita.
A medida que, em tese, economiza mais dinheiro é o adiamento do reajuste salarial do funcionalismo de janeiro para agosto e a eliminação de outros benefícios. Mas os sindicatos de servidores, muitos deles em campanha salarial, estão na base política da presidente Dilma, mobilizados contra o impeachment. Aliás, estão nisso, na defesa do mandato, com os movimentos sociais, que não perdem oportunidade de condenar o ajuste fiscal.
Ou seja, ali onde é possível fazer uma boa economia, a presidente está contrariando setores decisivos de sua sustentação política.
Outras medidas cortam vento. O governo ainda não decidiu quais ministérios vai cortar, nem disse como seria esse enxugamento, nem quanto pessoal seria dispensado. Mas prevê uma economia de R$ 2 bilhões no ano que vem em despesas administrativas e de custeio (viagens, táxis, cafezinho etc…). Parece crível??
Também diz o governo que vai economizar com a suspensão de concursos. Não é um corte de despesa corrente, mas uma promessa de que não vai gastar o que pretendia gastar. Vento, que irrita funcionários e concurseiros.
Mais: o pacote tira R$ 5 bilhões do Minha Casa Minha Vida, dinheiro que seria aplicado pelo Tesouro, mas recolhe a mesma quantia no FGTS e passa para o Minha Casa. Em manobra idêntica, o plano retira R$ 7,6 bilhões do PAC e da Saúde, e aloca exatamente o mesmo valor com base nas emendas parlamentares.
Não é preciso pensar muito para concluir que tudo isso faz sentido com o discurso original da presidente Dilma — o de que não mexeria nos seus programas prediletos. O pacote seria, assim, uma manobra dispersiva, algo para impedir que outra agência de classificação de risco reduza a nota brasileira já neste ano. Ganha tempo, enquanto a presidente recupera prestígio e salva o mandato. É o que devem ter pensado os estrategistas, incluindo Dilma.
Dirão: mas é simplista. Pode ser. Mas eles não acharam que não teria nada demais apresentar um orçamento com déficit?
No outro lado do pacote, o das receitas, a parte do ministro Levy, tem dinheiro grande. A nova CPMF sozinha daria R$ 32 bilhões, metade do que o governo precisa arranjar para alcançar um superávit para 2016. Especialistas também estão descobrindo que algumas “mexidinhas” — como na cobrança de impostos sobre juros de capital próprio e na garfada no dinheiro do Sistema S — podem dar mais recursos que o estimado oficialmente.
A CPMF, que o ministro Levy sempre defendeu, curiosamente atende à base esquerda da presidente Dilma. Como esse pessoal acha que tudo se resolve com aumento de gasto, a CPMF traz o dinheiro necessário para, por exemplo, esquecer ou adiar essa conversa sobre reforma da Previdência.
Mas há uma ampla e variada maioria contra a CPMF no Congresso. Assim como nos meios empresariais, que andaram apoiando o mandato da presidente Dilma, há uma clara irritação com a nova onda de impostos.
Então ficamos assim: os cortes anunciados são, no mínimo, duvidosos, e certamente de difícil implementação.
O aumento de receitas tem mínima chance de passar no Congresso e chance nenhuma no tamanho em que está. Mesmo quem é a favor do ajuste fiscal — nos meios políticos, econômicos e sociais — esperava que fosse uma “ponte”, como diz o ministro Levy, para ultrapassar a turbulência e iniciar um programa de reforma estrutural do setor público.
Mas o que se vê do outro lado da ponte?
Nada, nem uma reforminha da Previdência.
O que nos leva ao desfecho: o ajuste fiscal não sai; outras agências tiram o grau de investimento; Levy cai fora, claro, pois ele estava ali para fazer o ajuste; Nelson Barbosa assume a Fazenda e, com Dilma, volta à matriz de aumento de gastos e estímulos ao consumo.
Vai aumentar a dívida e a inflação, mas e daí? O grau de investimento já estará perdido — e aliás é uma coisa de neoliberais. Nem precisa procurar muito para encontrar economistas para endossar isso.
A questão é saber quanto Dilma se aguenta com mais inflação, mais recessão e mais desemprego. Sem contar a Lava-Jato.

CHARGE DO ANGELI - Montando o Ministério


Humanidades e Utilidades - HIAGO REBELLO


por HIAGO REBELLO*
humanas“(…) o que as pirâmides do Egito e sua monarquia explicam da sociedade capixaba? E os samurais? E os bárbaros germânicos do século V? Nada[1]”.
Dr. Ricardo da Costa, De que serve a História? Para nada…
A recente notícia de que o Japão teria “abolido[2]” os cursos de humanidades em suas universidades deixou muitos liberais, e até mesmo conservadores, contentes com o acontecimento. Mas o que são as humanidades? O que conseguem fazer em termos produtivos para uma nação, ou o que podem fazer de útil para a sociedade? Para que estudar a História da Literatura, ou metodologias de antropologia, em uma sociedade produtiva, e o que pode ser feito para ajudar o social?
Os defensores das matérias de cursos de humanidades, normalmente, podem expor a função social de alguns cursos de humanas, como o fato de poder conhecer melhor seu passado, condensar mais ainda o espírito de unidade e fraternidade de um povo, aprender sobre e entender outras culturas, ajudar na política, etc., contudo tais afirmações não são corretas. Não há uma produção imediata existente no caso.
Matérias relacionadas às humanidades[3], de modo direto, não têm utilidade prática. Não iremos aprender a trocar lâmpadas lendo a História da Ciência, ou a lavar calçadas pesquisando hábitos religiosos de tribos do norte da Polinésia, tampouco gerir uma grande empresa com base em seus estudos e ponderações sobre as três abstrações aristotélicas confrontadas com o naturalismo do século XIX. Nem mesmo a boa política depende de reflexões embasadas nas humanidades. O simples e prático fato de ser um bom administrador, de conhecer e compartilhar dos anseios do povo, já é o suficiente para concretizar um governo útil para a população.
Nenhum sujeito que investiu anos de sua vida em um doutorado na área de humanas tem uma funcionalidade direta na sociedade. Pilhas de livros, milhares de afirmações e postulados que se distinguem e se enfrentam, milênios de História Civilizacional, dezenas de metodologias e centenas de teorias divergentes ocupam a formação e a produção acadêmica (até mesmo no âmbito não acadêmico) efetuada por milhões de pessoas nas faculdades sobre humanidades. Não se produzem carros, energias mais baratas, uma melhor octanagem para combustíveis, soluções para retardar o envelhecimento, remédios, curas ou novos produtos que ajudariam você a conseguir trabalhar de maneira mais rentável e saudável.
Nas humanidades, hoje em dia, é complicado até mesmo aplicar o conceito deciência em certos casos. É uma tremenda bagunça envolta em altas confusões. Mas e daí?
Daí que o que impulsiona, realmente, o estudo e pesquisa em Humanidades é a própria sede de saber no homem. O conhecer, o admirar e o mais profundocontemplar movem os mais apaixonados e os verdadeiros amantes do conhecimento. Se o conhecimento só fosse válido para fins práticos e produtivos, uma estagnação nos avanços das ciências ocorreria cedo ou tarde. Aristóteles, na Metafísica, já afirmava que o conhecimento das causas é o conhecimento superior, uma vez que necessita de uma investigação para determinar as causas do que está ocorrendo na natureza. Sem o investigar das causas, conquista efetuada por ciências tão inúteis quanto as do homem[4], do que seria a busca pelo conhecimento? Nada.
Sem a busca pela verdade, pelo desejo de saber, não tendo integração com vontades práticas e funcionais, jamais a escada do conhecimento poderia ser elevada. Não existe necessidade futura, isto é, há uma impossibilidade de ter necessidades de coisas inexistentes[5]. Sem o saber pelo amor ao conhecimento, não se progride, e as ciências produtivas existentes se estagnarão por completo, pois só contemplam o útil e o necessário para o contentamento atual dos homens.
Não haveria ciências políticas sem as humanidades, pois a utilidade de teorias políticas só pôde ser alcançada por conta da reflexão e investigação filosófica do tema político, por exemplo. Pode-se argumentar que a busca pelo conhecimento tem uma utilidade no fato de ter a potência de criar novas ciências que, de algum modo, seriam produtivas, contudo devem-se analisar as ciências improdutivas e inúteis em seu escopo histórico, isto é: elas não “se veem” como produtivas, nem mesmo têm desígnios úteis quando são formuladas por seus autores. Sua nascença é inútil, de nada valem para o presente em que nasceram além da contemplação de seus respectivos criadores, e sua aplicação futura ainda sequer existe ou é segura de existir.
O que seria do liberalismo sem as reflexões existentes no campo das humanidades? O que Locke ou Smith, em seus tempos precisos, criaram ou ganharam – em termos produtivos materiais e práticos – com suas vontades investigativas? O que suas indagações e afirmações mais profundas fizeram para o povo inglês em seus períodos? Criaram uma vela mais duradoura? Uma pólvora mais explosiva e barata? Roupas mais resistentes? Não. Suas buscas e pensamentos, embora tenham influenciado larga e amplamente a História da Inglaterra, não produziram um único alfinete em suas investigações quando eram feitas e apresentadas.
Negar uma faculdade por sua inutilidade é negar o próprio saber. É, no fim, negar o liberalismo por uma espécie de tecnocracia, uma vez que o liberalismo depende de precedentes igualmente inúteis, como a análise de povos muito distantes[6], para firmar sua teoria.
Mesmo que as Humanidades, atualmente, sejam pervertidas e adulteradas pela esquerda, pelo niilismo e o irracionalismo, ainda são as portas para as mais abrangentes, grandiosas e inúteis investigações. Destruir as disciplinas Humanas é apenas adiantar o trabalho da esquerda, a grande e verdadeira amante da estagnação.
*Hiago Rebello é graduando em História na Universidade Federal Fluminense.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Dilma, que nunca lutou pela democracia, mobiliza militância para ampliar a ditadura nazicomunopetralha



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A decadente e impopular Dilma Rousseff, absolutamente insustentável na Presidência da República, comprovou ontem porque sempre praticou a demagogia de pregar que lutou contra "uma ditadura", sem nunca ter lutado pela defesa da democracia de verdade. O ato falho de proclamar que "faremos de tudo" contra o que chama de "processos não democráticos" foi mais uma dica de Dilma para antecipar que o grupo que a sustenta no poder se prepara uma radicalização. Dilma sabe que só tem "salvação" se conseguir aplicar uma espécie de "golpe de Estado", no melhor estilo bolivariano, para continuar (des)governando. Como tem certeza de que sua saída é questão de pouco tempo, fomenta ameaças a quem é oposição.

Joga contra os interesses de Dilma e seu grupinho o acelerado processo de desconstrução do corrupto regime nazicomunopetralha promovido pelas ações judiciais da Lava Jato. Ontem, no mesmo dia em que José Dirceu (o velho guerreiro do povo brasileiro), o tesoureiro João Vaccari e mais 13 viraram réus no Petrolão, o Supremo Tribunal Federal tomou a inadiável decisão de pedir ao Ministério Público Federal que analise o pedido da Polícia Federal para ouvir, oficialmente, Luiz Inácio Lula da Silva, a partir da suspeita de que o ex-Presidente possa ter sido beneficiado por propinas.

Além disso, novas delações premiadas vão abalando o PT, o PMDB e o PP, com alto risco de atingir Dilma - que foi presidente do Conselho de Administração da Petrobras quando a maior parte das falcatruas foram promovidas contra a estatal de economia mista. Dilma tem grande chance de ser responsabilizada, direta ou indiretamente, pelo prejuízo estimado de R$ 370 bilhões que roubalheira na petrolífera causou à empresa e aos investidores nacionais e estrangeiros. Documentos em poder da Força-Tarefa da Lava Jato comprovam que Dilma, demais conselheiros e diretores da Petrobras foram, no mínimo, omissos diante das denúncias (feitas oficialmente em assembleias) sobre irregularidades na gestão da companhia.

Pelo menos ontem, durante o lançamento (em São Paulo) da campanha "10 medidas contra a corrupção", promovida pelo Ministério Público Federal, o Procurador da República Deltan Dellagnol fez uma previsão otimista: "Na Lava-Jato existe uma perspectiva concreta de punição daquelas pessoas. Como o mensalão, a Lava-Jato é um ponto fora da curva, em razão da pressão da mídia, da pressão social e da opinião pública em relação ao caso". O Procurador explicou por que o MPF tem conseguido celebrar tantos acordos de "colaboração premiada" nos processos, a partir do exemplo do publicitário que se transformou no principal bode expiatório no escândalo do Mensalão: "Um dos múltiplos fatores que colaboraram foi o chamado efeito Marcos Valério, condenado a duras penas no mensalão. E ninguém quer ser um segundo Marcos Valério".

Enquanto a Lava Jato ainda não limpa a corrupção no topo do poder, o desgoverno continua infernizando a vida dos brasileiros, insistindo na tese canalha de aumentar mais os impostos em tempos bicudos de crise política, econômica e moral. Por isso, aproveitando que Dilma vai se desgastar ainda mais com isto, o inimigo dela, Eduardo Cunha, presidente da Câmara, pediu ao jurista Hélio Bicudo, fundador histórico do PT, que faça adequações no pedido de impeachment que apresentou. O texto dele receberá um aditamento de argumentos feitos pelo também jurista Miguel Reale Júnior, outro que se arrependeu do apoio dado ao PT em passado recente.

Dilma está com medo do que chama de "golpe" e prepara o verdadeiro golpe dela. O bicho vai pegar... Definitivamente, os brasileiros ainda não viram nada desta imensa crise - que vai longe, se uma intervenção constitucional, pelo poder instituinte do povo, não ocorrer o mais urgente possível.

Golpe sem militares


Dilma collorida


Quem está sentindo?


© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 16 de Setembro de 2015.

CHARGE DO SPON - CorruPTo desconhecido...