quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Humanidades e Utilidades - HIAGO REBELLO


por HIAGO REBELLO*
humanas“(…) o que as pirâmides do Egito e sua monarquia explicam da sociedade capixaba? E os samurais? E os bárbaros germânicos do século V? Nada[1]”.
Dr. Ricardo da Costa, De que serve a História? Para nada…
A recente notícia de que o Japão teria “abolido[2]” os cursos de humanidades em suas universidades deixou muitos liberais, e até mesmo conservadores, contentes com o acontecimento. Mas o que são as humanidades? O que conseguem fazer em termos produtivos para uma nação, ou o que podem fazer de útil para a sociedade? Para que estudar a História da Literatura, ou metodologias de antropologia, em uma sociedade produtiva, e o que pode ser feito para ajudar o social?
Os defensores das matérias de cursos de humanidades, normalmente, podem expor a função social de alguns cursos de humanas, como o fato de poder conhecer melhor seu passado, condensar mais ainda o espírito de unidade e fraternidade de um povo, aprender sobre e entender outras culturas, ajudar na política, etc., contudo tais afirmações não são corretas. Não há uma produção imediata existente no caso.
Matérias relacionadas às humanidades[3], de modo direto, não têm utilidade prática. Não iremos aprender a trocar lâmpadas lendo a História da Ciência, ou a lavar calçadas pesquisando hábitos religiosos de tribos do norte da Polinésia, tampouco gerir uma grande empresa com base em seus estudos e ponderações sobre as três abstrações aristotélicas confrontadas com o naturalismo do século XIX. Nem mesmo a boa política depende de reflexões embasadas nas humanidades. O simples e prático fato de ser um bom administrador, de conhecer e compartilhar dos anseios do povo, já é o suficiente para concretizar um governo útil para a população.
Nenhum sujeito que investiu anos de sua vida em um doutorado na área de humanas tem uma funcionalidade direta na sociedade. Pilhas de livros, milhares de afirmações e postulados que se distinguem e se enfrentam, milênios de História Civilizacional, dezenas de metodologias e centenas de teorias divergentes ocupam a formação e a produção acadêmica (até mesmo no âmbito não acadêmico) efetuada por milhões de pessoas nas faculdades sobre humanidades. Não se produzem carros, energias mais baratas, uma melhor octanagem para combustíveis, soluções para retardar o envelhecimento, remédios, curas ou novos produtos que ajudariam você a conseguir trabalhar de maneira mais rentável e saudável.
Nas humanidades, hoje em dia, é complicado até mesmo aplicar o conceito deciência em certos casos. É uma tremenda bagunça envolta em altas confusões. Mas e daí?
Daí que o que impulsiona, realmente, o estudo e pesquisa em Humanidades é a própria sede de saber no homem. O conhecer, o admirar e o mais profundocontemplar movem os mais apaixonados e os verdadeiros amantes do conhecimento. Se o conhecimento só fosse válido para fins práticos e produtivos, uma estagnação nos avanços das ciências ocorreria cedo ou tarde. Aristóteles, na Metafísica, já afirmava que o conhecimento das causas é o conhecimento superior, uma vez que necessita de uma investigação para determinar as causas do que está ocorrendo na natureza. Sem o investigar das causas, conquista efetuada por ciências tão inúteis quanto as do homem[4], do que seria a busca pelo conhecimento? Nada.
Sem a busca pela verdade, pelo desejo de saber, não tendo integração com vontades práticas e funcionais, jamais a escada do conhecimento poderia ser elevada. Não existe necessidade futura, isto é, há uma impossibilidade de ter necessidades de coisas inexistentes[5]. Sem o saber pelo amor ao conhecimento, não se progride, e as ciências produtivas existentes se estagnarão por completo, pois só contemplam o útil e o necessário para o contentamento atual dos homens.
Não haveria ciências políticas sem as humanidades, pois a utilidade de teorias políticas só pôde ser alcançada por conta da reflexão e investigação filosófica do tema político, por exemplo. Pode-se argumentar que a busca pelo conhecimento tem uma utilidade no fato de ter a potência de criar novas ciências que, de algum modo, seriam produtivas, contudo devem-se analisar as ciências improdutivas e inúteis em seu escopo histórico, isto é: elas não “se veem” como produtivas, nem mesmo têm desígnios úteis quando são formuladas por seus autores. Sua nascença é inútil, de nada valem para o presente em que nasceram além da contemplação de seus respectivos criadores, e sua aplicação futura ainda sequer existe ou é segura de existir.
O que seria do liberalismo sem as reflexões existentes no campo das humanidades? O que Locke ou Smith, em seus tempos precisos, criaram ou ganharam – em termos produtivos materiais e práticos – com suas vontades investigativas? O que suas indagações e afirmações mais profundas fizeram para o povo inglês em seus períodos? Criaram uma vela mais duradoura? Uma pólvora mais explosiva e barata? Roupas mais resistentes? Não. Suas buscas e pensamentos, embora tenham influenciado larga e amplamente a História da Inglaterra, não produziram um único alfinete em suas investigações quando eram feitas e apresentadas.
Negar uma faculdade por sua inutilidade é negar o próprio saber. É, no fim, negar o liberalismo por uma espécie de tecnocracia, uma vez que o liberalismo depende de precedentes igualmente inúteis, como a análise de povos muito distantes[6], para firmar sua teoria.
Mesmo que as Humanidades, atualmente, sejam pervertidas e adulteradas pela esquerda, pelo niilismo e o irracionalismo, ainda são as portas para as mais abrangentes, grandiosas e inúteis investigações. Destruir as disciplinas Humanas é apenas adiantar o trabalho da esquerda, a grande e verdadeira amante da estagnação.
*Hiago Rebello é graduando em História na Universidade Federal Fluminense.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Dilma, que nunca lutou pela democracia, mobiliza militância para ampliar a ditadura nazicomunopetralha



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A decadente e impopular Dilma Rousseff, absolutamente insustentável na Presidência da República, comprovou ontem porque sempre praticou a demagogia de pregar que lutou contra "uma ditadura", sem nunca ter lutado pela defesa da democracia de verdade. O ato falho de proclamar que "faremos de tudo" contra o que chama de "processos não democráticos" foi mais uma dica de Dilma para antecipar que o grupo que a sustenta no poder se prepara uma radicalização. Dilma sabe que só tem "salvação" se conseguir aplicar uma espécie de "golpe de Estado", no melhor estilo bolivariano, para continuar (des)governando. Como tem certeza de que sua saída é questão de pouco tempo, fomenta ameaças a quem é oposição.

Joga contra os interesses de Dilma e seu grupinho o acelerado processo de desconstrução do corrupto regime nazicomunopetralha promovido pelas ações judiciais da Lava Jato. Ontem, no mesmo dia em que José Dirceu (o velho guerreiro do povo brasileiro), o tesoureiro João Vaccari e mais 13 viraram réus no Petrolão, o Supremo Tribunal Federal tomou a inadiável decisão de pedir ao Ministério Público Federal que analise o pedido da Polícia Federal para ouvir, oficialmente, Luiz Inácio Lula da Silva, a partir da suspeita de que o ex-Presidente possa ter sido beneficiado por propinas.

Além disso, novas delações premiadas vão abalando o PT, o PMDB e o PP, com alto risco de atingir Dilma - que foi presidente do Conselho de Administração da Petrobras quando a maior parte das falcatruas foram promovidas contra a estatal de economia mista. Dilma tem grande chance de ser responsabilizada, direta ou indiretamente, pelo prejuízo estimado de R$ 370 bilhões que roubalheira na petrolífera causou à empresa e aos investidores nacionais e estrangeiros. Documentos em poder da Força-Tarefa da Lava Jato comprovam que Dilma, demais conselheiros e diretores da Petrobras foram, no mínimo, omissos diante das denúncias (feitas oficialmente em assembleias) sobre irregularidades na gestão da companhia.

Pelo menos ontem, durante o lançamento (em São Paulo) da campanha "10 medidas contra a corrupção", promovida pelo Ministério Público Federal, o Procurador da República Deltan Dellagnol fez uma previsão otimista: "Na Lava-Jato existe uma perspectiva concreta de punição daquelas pessoas. Como o mensalão, a Lava-Jato é um ponto fora da curva, em razão da pressão da mídia, da pressão social e da opinião pública em relação ao caso". O Procurador explicou por que o MPF tem conseguido celebrar tantos acordos de "colaboração premiada" nos processos, a partir do exemplo do publicitário que se transformou no principal bode expiatório no escândalo do Mensalão: "Um dos múltiplos fatores que colaboraram foi o chamado efeito Marcos Valério, condenado a duras penas no mensalão. E ninguém quer ser um segundo Marcos Valério".

Enquanto a Lava Jato ainda não limpa a corrupção no topo do poder, o desgoverno continua infernizando a vida dos brasileiros, insistindo na tese canalha de aumentar mais os impostos em tempos bicudos de crise política, econômica e moral. Por isso, aproveitando que Dilma vai se desgastar ainda mais com isto, o inimigo dela, Eduardo Cunha, presidente da Câmara, pediu ao jurista Hélio Bicudo, fundador histórico do PT, que faça adequações no pedido de impeachment que apresentou. O texto dele receberá um aditamento de argumentos feitos pelo também jurista Miguel Reale Júnior, outro que se arrependeu do apoio dado ao PT em passado recente.

Dilma está com medo do que chama de "golpe" e prepara o verdadeiro golpe dela. O bicho vai pegar... Definitivamente, os brasileiros ainda não viram nada desta imensa crise - que vai longe, se uma intervenção constitucional, pelo poder instituinte do povo, não ocorrer o mais urgente possível.

Golpe sem militares


Dilma collorida


Quem está sentindo?


© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 16 de Setembro de 2015.

CHARGE DO SPON - CorruPTo desconhecido...

CHARGE DO SPON - IncomPeTência....


Quem lhe deu asas?

quarta-feira, 16 de setembro de 2015


Lula: de quem são suas asas?
Lula: de quem são suas asas?
Sabe-se que Lula foi ao Paraguai e à Argentina na semana passada – tanto que ele estava na terra dos Kirchner quando soube que a Polícia Federal quer ouvi-lo no âmbito da Lava-Jato -, mas ainda reina o mistério sobre como ele viajou. Voo de carreira, não foi. Mas o Instituto Lula, sabe-se lá por quê, não informa a quem pertence o avião que o levou para passear pela América do Sul. No passado, Lula já viajou nas asas da Odebrecht e da Qualicorp. Por Lauro Jardim

O desabafo de Murilo Ferreira sobre a Petrobras

quarta-feira, 16 de setembro de 2015


Além dos políticos, funcionários também são "donos" da Petrobras, fez ontem um desabafo o ex-presidente do Conselho de Administração da estatal, a um interlocutor. “A Petrobrás não é do acionista majoritário, nem do acionista minoritário — ela é da corporação,” disse Ferreira, que também é o presidente da Vale. “Se eu fosse morador de Nilópolis, São Gonçalo ou da Baixada (regiões pobres do Rio de Janeiro), eu ficaria revoltado com os tipos de privilégios que os funcionários conseguiram garantir para si mesmos". Em seguida, meio constrangido, tirou da carteira um cartãozinho verde e comentou: “Sabe o que é isto? É um cartão com o qual eu vou a qualquer farmácia, pago apenas 15 reais e compro o medicamento que quiser. Nenhuma empresa particular no Brasil tem um cartão de convênio médico como esse. Eu nunca usei, senti vergonha". E prosseguiu: “Na Vale, consegui tirar os carros dos diretores. Na Petrobrás não é possível diminuir qualquer coisa que a corporação não queira". Esse espírito de corpo, segundo Murilo Ferreira, “não permite imaginar que qualquer coisa vá mudar lá". E, fazendo referência a um prêmio internacional que ganhou como CEO da Vale, disse, “Eu não poderia arriscar minha reputação continuando ali". E assim segue o Brasil comandado pelas corporações estatais, sob a batuta do populismo petista, abrigadas no setor público, e que se apoderaram do Estado.

Simonetta Vespucci, a Musa de Sandro Botticelli


Em meados do século XVI, em Florença, um grupo de estudiosos, filósofos e artistas, actores na cena cultural da corte de Lorenzo, ' O Magnifico’, tentou, com palavras e imagens, definir um modelo de beleza feminina. Simonetta Cattaneo Vespucci, parecia encarnar esta beleza aos olhos da cidade. Depois da sua morte prematura, esta beleza entrou no reino do mito.
Nas décadas que antecederam esse momento, diferentes mulheres da alta sociedade de Florença foram admiradas pelas suas qualidades: beleza e modéstia, para além de mundanismo, piedade, força e delicadeza.  Nas décadas de 1470 e 1480, um outro tipo de mulher, a "ninfa", também foi muito exaltado na arte, esta criatura etérea era um sinal da sua virtude, um conceito inspirado pela filosofia neo platónica .
Simonetta Cattaneo Vespucci, também conhecida como La Bella Simonetta , era uma ninfa viva, que também possuía as qualidades excepcionais que fizeram dela um objecto de admiração que era característica do seu tempo.
O seu nome de solteira era Simonetta Cattaneo de Candia , nascida nobre entre 1453 e 1454. O seu pai era o nobre genovês Gaspare Cattaneo della Volta, casado com  Cattocchia Spinola de Candia. Em Abril de 1469, com 16 anos, Simonetta  casou-se com  Marco Vespucci, da família do explorador Américo Vespucci, na igreja de San Torpete de Génova, na presença do Doge e da nobreza genovesa.

Todos os nobres da cidade estavam obcecados com Simonetta. Os irmãos  Giuliano e Lorenzo de Medici também sucumbiram aos seus encantos e foram atraídos pela sua beleza.  
Simonetta foi descoberta como modelo por Sandro Botticelli através dos Vespucci. Por parte do pintor foi amor à primeira vista porque desde aquele primeiro  dia em que a viu,  transformou-a em sua musa, e também o foi para os destacados pintores que passaram por Florença. Em 1475, durante a celebração de um torneio de justas, foi proclamada “Rainha da beleza”, o que fez com que a  sua fama como a mulher mais bonita  de Florença se estendesse por toda a Europa.
Apenas passado um ano, a 26 de Abril de 1476, Simonetta Vespucci faleceu provavelmente de tuberculose, tinha apenas  23 anos. Botticelli passou o resto da sua vida obcecado com a beleza de Simonetta, retratando-a em muitas das suas obras. Entre elas destaca-se o quadro "Vénus e Marte", em  que os deuses são representados por Simonetta e o  próprio Botticelli. Nove anos depois da morte da sua musa, o pintor terminou "O Nascimento de Vénus", a sua maior homenagem a Simonetta.
Antes de falecer, Botticelli  pediu para ser enterrado aos pés de Simonetta na Igreja de Ognissanti em Florença. O seu desejo foi de facto realizado quando ele morreu cerca de 34 anos depois, em 1510.

FONTE - http://estoriasdahistoria12.blogspot.com.br/2015/09/simonetta-vespucci-musa-de-sandro.html