terça-feira, 16 de junho de 2015

VENEZUELA FAZ DOBRASIL UMA PIADA DIPLOMÁTICA


fonte - http://cristalvox.com.br/2015/06/16/venezuela-faz-do-brasil-uma-piada-diplomatica/


dilma maduro diplomacia
 dilma maduro diplomaciaPor Cláudio Humberto em Diário do Poder!
Se a Venezuela fosse uma democracia, não teria presos políticos.  Se a Venezuela fosse uma democracia, não se incomodaria que um grupo de senadores de um país vizinho e amigo fosse visitá-la para se entrevistar com quem quisessem, assim como fazem as autoridades venezuelanas que amiúde estão no Brasil  para cumprir os programas que bem entendem.
Agora mesmo, o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Diosdado Cabello veio ao Brasil – em avião oficial do governo de seu país -, sem que ninguém o tivesse convidado, para manter encontros com o ex-presidente Lula, a presidente Dilma Rousseff e o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros.
Para quê? Para convencer nossos governantes a impedir a ida de uma delegação de senadores da oposição e da base do governo a Caracas, para visitar presos políticos (que não deveriam existir numa democracia)!
Aos venezuelanoss oferecemos homenagem, prestígio e reverência. Em troca recebemos caneladas e golpes baixos. Viramos mesmo uma piada  diplomática, e isso em nossa própria região!
O Ministro da Defesa, Jaques Vagner, faz-se de desentendido. De manhã liga para os senadores e promete colocar uma avião da FAB à disposição da comitiva, para horas depois dizer que é muito difícil que a Venezuela conceda autorização de sobrevoo e pouso à aeronave.
Difícil? Que país  viramos nós? Que diplomacia de segunda classe é essa, que fica impassível, atarantada, quando um sócio do Mercosul nos faz desfeitas e nos ameaça? Não há pedido de igual natureza feito pelo governo da Venezuela que não seja prontamente atendido.
O Itamaraty busca disfarçar-se de poste, para ver se a confusão passa ao largo, sem afetá-lo.  Obviamente isso não será possível. Por alegações de quebra de democracia, nossos diplomatas ejetaram por algum tempo o Paraguai do Mercosul para que a Venezuela pudesse entrar na organização (entrada essa a que se opunha o Congresso paraguaio). E agora, o que nossos diplomatas vão sugerir que façamos com a Venezuela? Na percepção de número expressivo de Senadores, ela deveria igualmente ser suspensa.
Mais uma vez, é a dignidade do Brasil e os interesses do Estado brasileiro que são jogados na lata de lixo, para que não se altere a agenda do  PT. Percebemos que a influência do aspone Marco Aurélio “Top Top” Garcia, que pouco se lixa para o interesse nacional de longo prazo, continua intacta.
Doravante, não espere o Itamaraty a boa vontade dos senadores para fazer avançar sua agenda no Senado

China tenta comprar a América Latina: atrás dos milhões, os grilhões - LUIS DUFAUR


Mídia sem Máscara

Desde o ano 2000, a China comunista aumentou mais de 20 vezes seu comércio com a América Latina, calculou o jornal El País, de Madri.
Como se isso fosse pouco para as ambições hegemônicas do socialismo chinês, no discurso de inauguração da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) em Pequim, o presidente Xi Jinping falou de um novo ponto de partida para construir uma visão estratégica de longo prazo no relacionamento com o continente latino-americano.

Em função disso, ele anunciou um investimento de 250 bilhões de dólares na região na próxima década. Como se a China não estivesse à beira de um colapso financeiro que poderá arrastar todo o planeta.

Mas ideologia é ideologia, independente do bom senso, e as instruções do fundador do comunismo chinês devem ser executadas, ainda que à custa da vida de 300 milhões de chineses, segundo o próprio Mao Tsé-Tung.

A China comprou importante parte da dívida externa da Costa Rica, onde criou o Instituto Confúcio. Também construiu um estádio de futebol com tecnologia avançada, com o qual o país só podia sonhar.

O estádio custou mais de 100 milhões de dólares e foi inaugurado em março de 2011 com um jogo simbólico entre as seleções da China e da Costa Rica, que acabou num diplomático empate.

Na Nicarágua, a China passou a ser a parte principal, porém dissimulada, do projeto faraônico de construir um canal transoceânico que faça a competência ou até supere o Canal de Panamá.
Com o novo canal e o eventual controle de algum dos portos de acesso, talvez no Caribe, a China obterá uma posição estratégica incomparável nas barbas dos EUA.

Em novembro de 2014, o Brasil, o Peru e a China assinaram um acordo para construir uma estrada para unir o Atlântico e o Pacífico.
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Brasil: protestos contra os danos da penetração econômica chinesa no país.
Em julho de 2014, durante sua visita à Argentina, Xi Jinping assinou cerca de 20 enigmáticos acordos, entre eles a polêmica estação espacial na Patagônia, que ficaria sob controle como que exclusivo chinês e serve para usos militares.

Santiago A. Canton, diretor executivo do Robert F. Kennedy Human Rights, diz que esta é apenas uma “pequena amostra” da aliança estratégica que a ditadura de Pequim quer estabelecer com a América Latina.

Canton defende que a ofensiva chinesa não deve ser entendida só do ponto de vista comercial.

Um estudo da Universidade Cornell, EUA, sustenta que o comércio chinês com a esfera latino-americana e a África entre 1992 e 2006, foi ‘pago’ com um crescente apoio dessas regiões à política exterior de Pequim nas votações na ONU.

Também não foi por um acaso que o estádio de futebol na Costa Rica foi construído logo após aquele país romper relações diplomáticas com a China livre de Taiwan.

Tampouco foi um acaso que em seu discurso na cúpula China-CELAC o presidente comunista chinês tenha omitido qualquer menção aos direitos humanos e à democracia.
Nesse silêncio, afinaram com ele os presidentes Solís, da Costa Rica, Correa, do Equador, e Maduro, da Venezuela. Que Correa e Maduro não tenham ousado fazê-lo, acrescenta Canton, não surpreende.

Mas que o presidente da Costa Rica, que se apresenta como paladino dos direitos humanos e das liberdades, tenha feito um esforço notável para silenciar esses conceitos condenados na China, é um indício perturbador.

A China está reescrevendo a história latino-americana. Segundo investigações encomendadas pelo regime maoista, o almirante chinês Zheng He teria sido seu verdadeiro descobridor em 1421.

Esse almirante – por sinal um muçulmano eunuco – teria aqui aportado por indicação do imperador Zhu Di, da dinastia Ming. Este monarca, após anunciar a instalação da felicidade perpétua, morreu numa campanha contra os mongóis.

Xi Jinping proclamou o estabelecimento da “sociedade harmoniosa”, não muito antes de mandar perseguir o cristianismo e reprimir como criminoso e sabotador do regime todo aquele que falasse em direitos humanos, democracia e liberdade. As analogias parecem risíveis, mas patenteiam que foram encomendadas.

O inimigo de todos os imperadores e mandarins do passado, Mao Tsé-Tung, foi o mais cruel imperador e mandarim supremo na extinção de proprietários, intelectuais e homens que se afastavam da igualdade absoluta ideal do império da estrela vermelha.

O histórico almirante Zheng regressou à China em 1423 e verificou que o novo imperador não se interessava por expedições marítimas. Como resultado da historinha chinesa, a América teria sido “descoberta” 70 anos depois por Cristóvão Colombo, que fez reinar no continente o signo da Cruz.
Xi Jinping não quer cometer o mesmo “erro” e pretende apagar os efeitos da conquista e da evangelização luso-espanhola.

E para isso prepara uma nova evangelização sob o signo da foice e do martelo, com os “evangelhos” de Marx, Lênin e Mao Tsé-Tung.

A velha Teologia da Libertação não consegue levantar voo, ainda que galináceo, nem com importantes apoios no Vaticano. Porém, os movimentos, partidos e políticos “bolivarianos”, que se dizem patriotas e nacionalistas, recebem de joelho em terra o novo descobridor.

Ele vem prometendo bilhões. No entanto, nos refolhos das promessas chegam dissimuladas as botas e os fuzis que chacinaram mais de cem milhões de chineses e os grilhões que escravizaram o povo mais numeroso da terra.

Quando os chineses perceberam o Leviatã socialista e tentaram reagir, era tarde demais. 


Será que o socialismo latino-americano do século XXI, a mídia e/ou a CNBB não sabem nada disso?

O PT PRECISA APRENDER A SE CALAR - PEDRO LUIZ RODRIGUES

No momento delicado em que vive o País,  quando uma nova equipe econômica tenta reparar o enorme estrago produzido pela incompetência da anterior, o PT, que deveria apoiar incondicionalmente o Governo, só trata de atrapalhá-lo.

É lamentável que o  presidente do partido,  o deputado estadual (por São Paulo) Rui  Falcão, não tenha aprendido lição importante nos anos em que foi chefe de redação da revista de negócios Exame:  para dar certo, as decisões na área econômica devem ser previamente acertadas com as partes envolvidas.
É que Falcão - talvez entusiasmado pelo clamor de seus correligionários , na reunião da semana passada em Salvador - defendeu a volta da da CPMF como forma de aumentar a arrecadação federal.
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, que não consegue resolver os problemas mais elementares de sua própria pasta, também resolveu se meter onde não era chamado, e assegurou também a seus colegas petistas que uma nova CPMF estaria a caminho.
Perderam, ambos, excelente oportunidade de ficar calados, pois  foram irresponsavelmente dar pitacos em área na qual não têm competência nem autoridade para fazê-lo.
Todos sabem que quem de fato manda na área econômica, é o ministro Joaquim Levy, que se viu obrigado a desautorizá-los de imediato, eassegurando à opinião pública que o governo não trabalha com a hipótese de resuscitar a CPMF.
Mas não foi só o Ministro da Fazenda que se encarregou de desmentir as invencionices de Falcão e Chioro. O governo, percebendo os efeitos danosos das declarações dos dois petistas,  teve de mandar seu próprio líder na Câmara,  o deputado José Guimarães, se posicionar contra a ideia estapafúrdia de seus colegas, na mesma reunião.
Mais tarde, o Ministério da Saúde viu-se obrigado a desmentir as declarações de seu próprio ministro, e informar ao público de que  “não há, no âmbito do governo federal  nenhuma discussão em curso sobre o tema”. 
Antes de ficarem propondo iniciativas para aumentar a tributação,  os líderes do PT fariam melhor se começassem a se preocupar sobre como melhorar o desempenho de seus gestores, tornando-os mais eficientes e elevando seu nível de competência.
Deveriam todos ter também uma aula sobre a importância da credibilidade na esfera da atuação pública. Esse tipo de desencontro de informações sobre a CMPF é apenas um pequeno exemplo do desacerto de posições no PT, onde cada um fala o que quer, sem nenhum compromisso com a realidade ou com a verdade.
No mundo das coisas sérias, declarações irresponsáveis podem trazer danos irreparáveis.

CHARGE DO SID - e o dízimo petista


CHARGE DO SPON - TCU


CHARGE DO PATER


Alerta contra a intolerância - ROBERTO ROMANO


Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, ocorre algo contrário aos direitos humanos e aos preceitos constitucionais. Com base na Lei da Transparência, sindicatos e uma associação de apoio à causa palestina exigiram da Reitoria que indicasse projetos ligados à defesa militar supostamente estabelecidos com o Estado de Israel. Mas no mesmo átimo foi exigida a identificação de mestres e discentes israelitas (Memorando Circular 02/2015, Pró-Reitoria de Pós-Graduação). O requerimento proclama a “covardia” israelense e tem como base falas e atos da presidente Dilma Rousseff, que, diante do “massacre” (os próprios autores põem o termo entre aspas) dos palestinos, “chamou nosso embaixador naquele país, para consultas”. 
Fosse o desejo conhecer supostos ou reais convênios bélicos entre a universidade e o Estado de Israel, o escrito enviado ao reitor limitar-se-ia aos projetos, documentos e dados. Mas o texto está embebido em ódio ideológico e conduziu o pró-reitor ao indigitamento de israelenses. Ao ler a ordem reitoral recordamos a estrela de Davi nas lapelas dos “perniciosos judeus covardes” e os massacres de hebreus aos milhões na 2.ª Guerra Mundial. 
Aliás, o documento da Pró-Reitoria realiza em pequena escala o veiculado pela propaganda odienta da Rádio Islam: a nomeação dos judeus no Brasil (http://www.radioislam.org/islam/portugues/poder/lista_judeus_brasil.htm). O Ministério Público tem o dever de interpelar aquela estação de rádio, pois ela declaradamente pratica o ódio racial, com injúrias e difamação de judeus. 
Dado o teor do requerimento, prudente seria o gabinete reitoral devolvê-lo aos signatários, exigir a retirada do viés panfletário e do grave ataque aos direitos humanos. Um texto sem aquelas marcas seria de análise possível pela autoridade acadêmica, se redigido no respeito à lei. Da maneira como agiu, a Reitoria, infelizmente, avalizou intolerantes que, em nome de causas, fazem das normas legais letra morta. 
Como a vida ética não foi totalmente corroída, instituições condenaram os militantes e as autoridades universitárias que cederam ao ditado das seitas. Em nota oficial o Ministério da Educação advertiu a Universidade de Santa Maria, verberando a discriminação empreendida. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência levantou-se contra o absurdo. Parte da imprensa exigiu explicações dos responsáveis. 
“O ventre imundo de onde surgiu a besta ainda é fértil.” E como, senhor Brecht! A união histórica de setores árabes com o nazismo é conhecida. O elo entre sectários de hoje e o discurso do neonazismo é patente (Gilbert Achcar, The Arabs and the Holocaust). Tais sintaxes e semânticas foram mantidas após a 2.ª Guerra para garantir a razão de Estado nas potências mundiais. Quem deseja conhecer os bastidores da infâmia pode ler dois livros importantes: de John Hawkins, The Nazy Hidra in America, e de Christopher Simpson, Blowback, the First Full Account of America’s Recruitment of Nazis. O sucedido nos Estados Unidos foi replicado na América do Sul, basta recordar o caso Mengele. Longo tempo de pregação antissemita intoxicou mentes brasileiras. Os frutos surgem agora, inclusive em grupos cristãos. 
Antes da 2.ª Guerra muitos norte-americanos acreditaram em Hitler, e não nos judeus. O jornal The Christian Science Monitor, por exemplo, atacou os “que difundiam mentiras sobre a Alemanha”. No Brasil, a revista A Ordem, em editorial (Os horizontes clareiam, 1934) afirma que a caça aos judeus era “mistificação” e “conjura” contra Hitler para “impedir que o nacional-socialismo se mantivesse no poder”. Herdeiros de Gustavo Barroso e comparsas continuaram a militância, à socapa ou abertamente, contra judeus. As fontes da memória nacional estão envenenadas. 
Num ambiente prenhe de antissemitismo, a imprudência da Universidade Federal de Santa Maria salta aos olhos. Se os reitores não partilham, como acredito, os dogmas dos que assinaram a petição, era seu dever exigir dos autores o respeito aos direitos constitucionais. Ao aceitar as fórmulas dos peticionários, com base nos atos da presidente Dilma Rousseff, eles abriram um precedente que pode voltar-se amanhã contra os próprios defensores da causa palestina. Se atos de terror ocorrerem no Brasil, nomes serão demandados aos reitores. Como os de Santa Maria autorizaram a devassa contra os israelenses, só lhes restará abrir nomes de reais ou supostos terroristas árabes. Eles serão magníficos auxiliares do policiamento territorial. E os defensores da causa palestina receberão o mesmo remédio que hoje tentam aplicar nos judeus. 
Acima dos Poderes está a Constituição. Para definir o Estado brasileiro, ela o proclama “destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias”. E também: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”. 
Exigir a Reitoria universitária a indicação de nacionais ou estrangeiros é operar em conformidade com o não direito, contra a nossa Lei Suprema. Brasileiros, judeus, palestinos ou pessoas de qualquer outra origem não podem ser alvo de indigitamento, privado ou público. Esperemos que a crise ensine aos militantes mais respeito ante outros seres humanos. E aos administradores dos câmpus, prudência no trato de questões delicadas, pois elas tocam em feridas dolorosas na consciência da humanidade.