domingo, 22 de fevereiro de 2015

O PACOTE É DO PT - Denise Rothenburg - Correio Brasiliense


O pacote é do PT 

Na reunião da bancada do PMDB da próxima terça-feira virão algumas bombas estrategicamente colocadas para explodirem no colo dos petistas. A primeira se refere às medidas provisórias 664 e 665, ambas do ajuste fiscal que renderá R$ 18 bilhões. A ideia do PMDB é dispensar as relatorias e repassá-las ao PT, sob o argumento das ligações do partido com as bases sindicais. Nos bastidores, entretanto, é o momento de fazer o partido de Dilma sangrar entre a própria base e a necessidade do ajuste. 

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A outra bomba em preparação na bancada será uma posição pela derrubada do veto à correção da tabela do Imposto de Renda. Embora o governo esteja fechando um acordo pela manutenção do veto, ainda não combinou com a raia miúda. Por último, virá a insistência para que o líder Leonardo Picciani (PMDB-RJ) escolha a relatoria da CPI da Petrobras e deixe a presidência para os petistas. 

Por falar em Picciani… 
A briga pela relatoria da CPI será o teste do novo líder. Se ele não defender o que for fechado por seus liderados e se ater apenas ao que deseja o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ficará difícil unir o colegiado e ainda ganhará a indelével marca de marionete. 

Nem adianta 

Os assessores palacianos recomendam cautela a deputados e senadores que planejam correr ao Planalto para saber das indicações aos cargos de segundo escalão. Dilma está decidida a só tratar de indicações políticas depois de divulgados os nomes envolvidos na Operação Lava-Jato. Há quem tenha dito a ela que as águas de março vão tirar muitos da lista. 

Tempero completo 
Como se não bastassem as investigações da Petrobras, vêm aí a lista do HSBC e as suspeitas de contas milionárias do banco usadas para lavagem de dinheiro na Suíça. O deputado Paulo Pimenta, do PT gaúcho, chegou mais cedo do carnaval só para colocar esse tema na avenida da política e pedir oficialmente a listagem dos correntistas. São cerca de 8,7 mil contas. Se ele vai conseguir a lista, não se sabe, mas que vai dar samba, ah, isso vai. 

Fila móvel 
Diante da polêmica envolvendo o titular da Justiça, José Eduardo Cardozo, e suas audiências com advogados de empresários presos na Lava-Jato, há deputados dispostos a pressionar pela troca de lugar na fila de ministros convidados a falar na Câmara. Em vez de Eduardo Braga, Cardozo encabeçaria a lista. O difícil vai ser “colar”. É que esse assunto vem sendo tratado intramuros como “flor do recesso”, ou seja, aquele tema que, passado o feriadão, termina reduzido a um comentariozinho aqui e outro ali. 

Discurso & prática 
Está difícil os políticos acreditarem numa mudança de atitude da presidente Dilma Rousseff no quesito diálogo com a classe. Muitos consideram que se ela desejasse de coração se reaproximar do PMDB, poderia ter começado chamando o vice-presidente Michel Temer para as reuniões de coordenação do governo. A primeira pós-carnaval, na quarta-feira de Cinzas, contou com os mesmos de sempre. 

Sempre ele/ Se depender de José Dirceu ( foto ), o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, não terá muita paz nem tampouco apoio em reuniões com os petistas. Em seu blog, Dirceu colocava ontem em letras garrafais que a política anunciada por Levy vai na contramão do mundo. 

Dois a um/ 
Dos três senadores do Distrito Federal, Cristovam Buarque e José Antonio Reguffe encabeçaram a lista de assinaturas para uma nova CPI Mista da Petrobras. Hélio José, do PSD, não apoiou a CPI. Este ano, a investigação parlamentar será exclusiva dos deputados, que o governo considera mais fácil controlar. Conversa. Ali, até Eduardo Cunha perde de vez em quando. 

Intacto/ 
Na bolsa de apostas para mudanças de segundo escalão, ontem saíram o BNDES e seu presidente, Luciano Coutinho. Sabe como é, em tempos de possíveis CPIs e holofotes no banco, melhor não mexer nesse time que, segundo a presidente, está ganhando. 

Primeira troca/ 
As mudanças anunciadas na TV Câmara começaram antes de o presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ) voltar do recesso. O jornalista Antonio Vital deixou a direção de jornalismo da Casa. 

Por falar em tevê…/ 
O aumento das tarifas de água e de luz pegou forte no imaginário da população. Não há um programa com a participação de telespectadores em que o tema não seja mencionado em perguntas dos cidadãos.

Presidente da UTC, preso na Polícia Federal, está louco para falar

domingo, 22 de fevereiro de 2015


O presidente da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, que está preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, quer fazer delação premiada e contar tudo, segundo noticia a revista Veja que está nas bancas. "As manobras para convencê-lo do contrário seguem o padrão do ciclo petista no poder: o ministro da Justiça vira advogado de defesa do governo e tenta evitar que os escândalos atinjam o Planalto", afirma a revista, em reportagem de Daniel Pereira e Robson Bonin. Muito se discute sobre as motivações que um empreiteiro há três meses preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba teria para contar o que sabe — não por ter ouvido falar, mas por ter participado dos eventos que está pronto a levar ao conhecimento da Justiça. O engenheiro baiano Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, tem várias. A primeira, evidente, é não ser sentenciado pela acusação de montar um cartel de empreiteiras destinado a fraudar licitações na Petrobras, quando a festa pagã de que ele tomou parte na estatal foi organizada pelo PT, o partido do governo. A segunda, também óbvia, é atrair para o seu martírio o maior grupo de notáveis da política que ele sabe ter se beneficiado das propinas na Petrobras e, assim, juntos, ficarem maiores do que o abismo — salvando-se todos. A terceira, mais subjetiva, é, atormentado pela ideia de que tudo o que ele sabe venha a ficar escondido, deixar registrado para a posteridade o funcionamento do esquema de corrupção na Petrobras feito com fins eleitorais. Antes dono de um porte imponente e até ameaçador, Pessoa está magro e abatido. As acusações de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa que pesam sobre ele poderiam ser atenuadas caso pudesse contar, em delação premiada, quem na hierarquia política do país foi ora sócio, ora mentor dos avanços sobre os cofres da Petrobras. “Vou pegar de noventa a 180 anos de prisão”, vem dizendo Ricardo Pessoa a quem consegue visitá-lo na carceragem. Foi com esse espírito que fez chegar a VEJA um resumo do que está pronto a revelar à Justiça caso seu pedido de delação premiada seja aceito. A negociação com os procuradores federais sobre isso não caminha. Pessoa reclama que os procuradores querem que ele fale de corrupção em outras estatais cuja realidade ele diz desconhecer por não ter negócios com elas. Já os procuradores desconfiam que Pessoa está sonegando informações úteis para a investigação. O impasse só favorece o governo, pois o que Pessoa tem a dizer coloca o Palácio do Planalto de pé na areia do mar de escândalos.

Força-tarefa da Lava Jato caça o misterioso doleiro que guarda o dinheiro do petrolão


O suíço-brasileiro Bernardo Freiburghaus, que deixou o Brasil no ano passado, opera as contas do esquema em paraísos fiscais

THIAGO BRONZATTO E MURILO RAMOS
20/02/2015 21h57


No dia 29 de outubro de 2014, o suíço-brasileiro Bernardo Freiburghaus apresentou à Receita Federal uma declaração de saída, documento exigido de todos aqueles que desejam deixar o Brasil ou se ausentar por mais de 12 meses. Não declinou seu novo endereço, como outros fazem em sua situação. Conforme a Receita informou à força-tarefa do Ministério Público Federal que investiga o petrolão, Freiburghaus indicou apenas uma conta-corrente com cerca de 50 mil francos-suíços, depositados no banco Julius Baer, na Suíça. Freiburghaus tem residência lá. Faltavam poucos dias para a etapa mais importante da Lava Jato, batizada de Juízo Final. Enquanto grandes empreiteiros seguiam para o xadrez, Freiburghaus desaparecia no mundo. Segundo os investigadores, deixara o Brasil em junho.
 
ELO O suíço Bernardo Freiburghaus. Em depoimentos como o de Paulo Roberto Costa, ele é apontado como doleiro do esquema (Foto: reprodução)
No começo de novembro, os investigadores já sabiam que Freiburghaus era o grande doleiro dos principais operadores do petrolão. Seus clientes incluíam executivos da Petrobras, como os delatores Paulo Roberto Costa e Pedro Barusco; lobistas envolvidos no esquema; e empreiteiras, sobretudo a Odebrecht. Freiburghaus atua desde os anos 1990 no mercado negro dos bancos suíços. Especializou-se em clientes cariocas. Para minimizar os riscos de ser descoberto pelas autoridades brasileiras e suíças, usava múltiplos bancos – e, de tempos em tempos, remanejava o dinheiro dos clientes para novas contas secretas. Tinha contato direto com os gerentes dos  bancos. Usava uma brasileira de sua confiança, fluente em várias línguas, para se comunicar por e-mail com alguns desses bancos. A força-tarefa do petrolão está à caça dele: há um mandado judicial para que ele fale. Se Freiburghaus colaborar, os investigadores chegarão mais rápido à origem do dinheiro sujo que ele, segundo as provas do caso, repassava aos operadores do esquema. A origem – quem pagava – está nas fornecedoras da Petrobras, sejam empreiteiras ou multinacionais do petróleo.
Segundo os depoimentos da delação premiada de Paulo Roberto Costa, Freiburghaus abrira uma conta no mesmo banco suíço Julius Baer para depositar parte do dinheiro da propina, US$ 5,6 milhões, paga pela Odebrecht. Costa disse que Freiburghaus fora orientado pelo ex-diretor da Odebrecht Rogério Araújo. Ele temia que o dinheiro destinado a Costa transitasse pelas mãos gananciosas de políticos.
Desde o começo do caso, a Odebrecht nega qualquer ilegalidade. Em nota, a empreiteira e Rogério Araújo “negam ter feito, intermediado ou mandado fazer qualquer pagamento ilegal a Paulo Roberto Costa e reiteram que não se manifestam sobre a fala suspeita e interessada de réus confessos, que buscam se favorecer dos benefícios da delação premiada”.
O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, que assumiu em sua delação ter desviado mais de R$ 100 milhões da Petrobras, também afirmou ter usado o Julius Baer para transferir dinheiro para uma offshore no Canadá. Sócio de Freiburghaus e contador da Diagonal Investimentos, empresa de fachada que já foi vasculhada pela Polícia Federal no Rio de Janeiro, Marcos Heronides, que possui uma sorveteria no subúrbio carioca de Duque de Caxias, disse a ÉPOCA que o doleiro está na Suíça.
Freiburghaus não gosta apenas de sorvete. Ele é dono de um apartamento avaliado em R$ 3 milhões na Lagoa Rodrigo de Freitas e costumava frequentar o Gávea Golfe Clube. Investe fora do Brasil. Em Portugal, por exemplo, ele fez um investimento imobiliário de quase e 2 milhões no ano passado. Numa sociedade com o advogado português Antonio Manuel Raposo Subtil, Freiburghaus comprou imóveis em Lisboa. “Eu não sabia que Freiburghaus tinha empresa no Brasil ou que estava envolvido em algum escândalo. Fui sócio dele, porque nosso escritório costuma abrir empresas em nome de nossos clientes estrangeiros”, diz Subtil, que afirma ter conhecido Freiburghaus numa feira imobiliária em Portugal.
Entre os que temem as possíveis revelações de Freiburghaus está a construtora Odebrecht. Preocupados com a colaboração da Suíça com a força-tarefa do petrolão, advogados da empreiteira estiveram com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para pedir informações sobre dados bancários enviados  recentemente pelos suíços. A Odebrecht alega que os procuradores brasileiros, que já estiveram na Suíça e viram algumas das contas do petrolão, deveriam ter esperado a chegada formal dos documentos ao Brasil. A Odebrecht ainda não é oficialmente investigada, mas já quer anular quaisquer dados oriundos da Suíça.
A caça da força-tarefa a Freiburghaus se intensificará. Se ele for achado, a lista do petrolão ganhará alguns zeros.

Odebrecht cobra reciprocidade de Lula para não vazar pagamentos de comissões, viagens e favores



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Aliados e patrocinadores começam a cobrar a fatura da reciprocidade nos momentos difíceis a Luiz Inácio Lula da Silva. Uma emissária da Odebrecht ficou pt da vida porque Lula se recusou a recebê-la, dia 28 de janeiro, na sede do Instituto Lula, no Ipiranga, Zona Sul de São Paulo. Revoltada, a prima de Marcelo Odebrecht solta um recado nos bastidores empresariais. Ameaça revelar tudo que a empresa fez de favores para Lula e seus familiares, caso ele não se empenhe, de verdade, para convencer o governo Dilma a blindar a socorrer as empreiteiras "perseguidas pelo juiz da Lava Jato". Lula passa de cobrador a cobrado...

A parente lobista dos Odebrecht já vazou para um jornal de grande circulação (que autocensura a informação) ter dados detalhados sobre os gastos de Lula em jatinhos particulares para as viagens que fez nos anos de 2011, 2012 e 2013 para a África, onde sugere que o líder teria recebido comissões por obras feitas pela empreiteira por lá. Também teria informações sobre o quanto Lula, seus filhos e até uma grande amiga dele (seria a Rosemery?) recebeu em transferências bancárias na Europa. A Odebrecht também lembra dos investimentos milionários que fez ao Instituto Lula, incluindo a reforma da sede e a instalação de um sofisticado sistema de informática (de fazer inveja à NSA & Cia...).

A ameaça veio à tona depois da desastrosa repercussão sobre a visita-consulta feita por advogados da Odebrecht ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, que cometeu a burrice de recebê-los, no momento político mais indevido possível. Embora negue qualquer envolvimento no Petrolão, apesar de Paulo Roberto Costa ter admitido na delação premiada que recebeu US$ 23 milhões em propinas pagas na Suíça, a Odebrecht teme ser arrastada pela falência sistêmica das empreiteiras até agora citadas e com dirigentes praticamente indiciados por delações premiadas da Lava Jato.

Altamente endividada, e sem receber do governo, a empresa fica sem crédito internacional a partir de 28 de fevereiro. Não é o fim, mas o começo de uma grande encrenca - que pode se agravar com um quase certo indiciamento em algum processo da Lava Jato. O jornal O Estado de São Paulo já informou que, desde o fim de 2014, Lula e o sócio Paulo Okamotto recebem pessoalmente os executivos das empreiteiras, que cobram ainda uma intervenção política. Executivos das construtoras UTC/Constran, OAS e Odebrecht, que são alvo da Operação Lava-Jato, têm recorrido a Lula para tentar evitar um colapso financeiro nas empresas. Alguns empreiteiros chegaram a conversar com Lula e Okamoto antes de serem presos.

Lula mantém a linha de costume. Não fala sobre qualquer denúncia negativa contra ele. Sempre tirando onda com a cara dos opositores, ainda consegue produzir pérolas de discursos contra a corrupção. Semana passada, em Brasília, ao exaltar os instrumentos de combate à corrupção criados pela gestão do PT, Lula chegou a dar um show de (falso) moralismo: “Neste país, governado pelo PT, só tem um jeito de não ser molestado: seja honesto, trabalhe, se dedique e faça a coisa correta”.


Só a Presidenta Dilma consegue ser mais patética que seu Presidentro. Dilma voltou a insistir na contraditória tese de defesa da punição dos dirigentes de empreiteiras envolvidos nos casos de corrupção, porém pregando que as empresas não poderiam ser responsabilizadas. Como de praxe, jogou a culpa no passado: "Se em 96, 97 tivessem investigado e tivessem naquele momento punido, nós não teríamos o caso desse funcionário da Petrobras, que ficou, durante quase 20 anos, praticando atos de corrupção. A impunidade leva a água pro moinho da corrupção. Um passo foi dado no Brasil e é esse passo que nós temos que olhar e valorizar: atualmente todos os órgãos não tem engavetador da República, não tem controle sobre a Polícia Federal, nós não nomeamos pessoas políticas para os cargos da Polícia Federal e isso significa que junto com o Ministério Público e junto com a Justiça, todos os órgãos do Judiciário, está havendo no Brasil um processo de investigação como nunca foi feito antes. Não que antes não existia, é que antes não tinha sido investigado e descoberto. Porque quando você investiga e descobre, a raiz das questões surge e você impede que aquilo se repita e que seja continuado".

Outra fala de Dilma deixa o entendimento da realidade e da tese dela ainda mais complicado, quase impossível de entender: "Uma coisa tem a ver com a investigação. Os donos das empresas, as acionistas das empresas, serão investigadas. A empresa não é uma entidade que seja desvinculada dos seus acionistas. O governo fará tudo dentro da legalidade. Nós iremos tratar as empresas tentando, principalmente, considerar que é necessário gerar emprego e renda no Brasil. Isso não significa de maneira nenhuma ser conivente ou apoiar ou impedir qualquer investigação ou qualquer punição a quem quer que seja, doa a quem doer. Eu não vou tratar a Petrobras como a Petrobras tendo praticado malfeitos. Quem praticou malfeitos foram funcionários da Petrobras, que vão ter que pagar por isso".

Problema é que a decisão de órgão vinculado ao Palácio do Planalto torna ainda mais impossível de entender o que deseja e prega Dilma. O Globo informa que a Controladoria-Geral da União já decidiu, pelo menos com base nos elementos da Operação Lava-Jato tornados públicos até agora, que a Petrobras ficará fora das punições previstas na Lei Anticorrupção, em vigor desde janeiro de 2014.

O entendimento que prevalece na CGU (vinculada à Presidência da República) é de que a estatal é vítima do esquema de desvio de recursos e de pagamento de propinas e, portanto, não existiria qualquer razão para um enquadramento da companhia. A lei passou a punir pessoas jurídicas — e não somente executivos e funcionários — por práticas de suborno. A CGU já instaurou procedimentos contra Camargo Corrêa, Engevix, Galvão Engenharia, Iesa, Mendes Júnior, OAS, Queiroz Galvão e UTC-Constran.


Enquanto o povo pergunta (com maldade) onde está a honestidade (?), os conselheiros de Lula e Dilma tentam arrumar a cozinha para uma grande pizza - missão culinário-política de alta dificuldade, porém nada impossível no Brasil da impunidade. Um dos golpes institucionais tramados é baixar algum decreto, ou negociar com o Congresso para que aprove alguma lei, para garantir que crimes da administração pública sejam julgados apenas nos foros privilegiados do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, enfraquecendo decisões dos juízes federais de primeira instância. Nada custa lembrar que Venezuela e Argentina já fizeram isto, e a turma do Foro de São Paulo sempre se copia...

Além disso, o PT parte para uma megaofensiva aos adversários e inimigos. A frente de ataque-defesa é ampla. Nas redes sociais, onde apanham muito, a ordem é colocar os militantes profissionais para exaltarem feitos políticos do endeusado Lula. Os blogueiros bem remunerados devem cuidar do serviço sujo de tentar desmoralizar a fraca oposição. Enquanto isso, hackers entram em ação para um esquema de espionagem de fazer inveja à NSA. O objetivo é reunir elementos para a fase seguinte: o tradicional assassinato de reputações de quem contrariar os esquemas nazicomunopetralhas.

As sacanagens já se intensificam. No Congresso, a tática consiste em neutralizar as malvadezas programadas pelo PMDB para manter Dilma acuada. Os peemedebistas que se cuidem. Quem não compor com o governo vai sentir o tratamento vip dado aos inimigos. Assim, o Palhasso do Planalto já dá como fava contada que CPI da Petrobras, que será instaurada quinta-feira que vem, já é uma pizza semipronta. Um acordo caríssimo fará com que o deputado paraibano Hugo Motta, de apenas 25 anos de idade, presida a comissão, pelo lado do PMDB. E, para facilitar as coisas, a relatoria ficará com o PT...

Novamente, o PT joga com o tempo político - que só pune alguns bodes expiatórios, para preservar o resto da manada que mama nas tetas roubadas do Estado sob governança do crime institucionalmente organizado. Apesar das crescentes pressões judiciárias e das chantagens empresariais ou políticas, o núcleo duro de Dilma acredita que ela seguirá adiante, da mesma forma como ocorreu com Lula no caso do Mensalão. 

Rindo da cara de todo mundo, Lula faz a mesma aposta, e segue em frente, rumo a ainda distante campanha presidencial de 2018, onde ele tem duas opções. Lançar-se novamente candidato (o que deve ser menos provável, pelas condições físicas) ou investir em uma "novidade política", fora do próprio PT, mas de sua inteira confiança pessoal, para neutralizar o PMDB que ameaça abandonar a parceria no PTitanic. Lula começou a articular o nome novo no carnaval, em um luxuoso camarote na Passarela do Samba carioca.

O nome alternativo de Lula para 2018 se chama Eduardo Paes (atual prefeito do Rio de Janeiro pelo PMDB). Podem anotar...

Tucanos na ofensiva

Claudio Humberto informa que Figurões ligados ao ex-presidente Lula, o mensaleiro José Dirceu e o ex-ministro Antônio Palocci serão acusados pela oposição de chefiar a quadrilha do Petrolão.

O promotor e deputado Carlos Sampaio (SP), líder do PSDB na Câmara, montou “Organograma do Petrolão”, no qual Dirceu e Palocci aparecem no núcleo estratégico do esquema do roubo bilionário à Petrobras.

O tesoureiro do PT, João Vaccari, é apontado como o chefe do núcleo operacional do esquema que roubou a estatal.

Foto Histérica


Petistas divulgam nas redes sociais que, em 2001, os presidentes de Cuba, Venezuela assinaram um acordo para que o BNDES financiasse o metrô de Caracas, e Porto de Mariel.

Para tirar dúvidas, recomendam que se digite no Google as palavras fhc cuba para que sejam encontradas outras imagens do mesmo evento que reúne, neste cumprimento amigo, Fidel Castro, o falecido Hugo Chavez e o sempre vivo FHC.

Aliás, a imprensa noticiou que Fernando Henrique Cardoso passou o carnaval em Cuba...

Culpa do FHC

Fernando Henrique Cardoso respondeu  ontem à altura a tentativa de Dilma de se eximir de responsabilidades frente ao Petrolão, jogando sempre a culpa no passado:

"A Excelentíssima Presidente da Republica deveria ter mais cuidado. Em vez de tentar encobrir suas responsabilidades, jogando-as sobre mim, que nada tenho a ver com o caso, ela deveria fazer um exame de consciência. Poderia começar reconhecendo que foi no mínimo descuidada ao aprovar a compra da refinaria de Pasadena e aguardar com maior serenidade que se apurem as acusações que pesam sobre o seu governo e de seu antecessor".

FHC sabe que Dilma dificilmente escapará de um processo movido por investidores da Petrobras nos EUA...

Culpa dos Militares


A turma da internet não perdoa a ex-guerrilheira, organizadora de assaltos a bancos e ações terroristas nos tempos da dita-dura militar no Brasil.

Molecagem

Do jornalista Cal Francisco, no Facebook, comentando a mais recente infantil molecagem da Dilma:

"A Dilma chamou todo o PSDB para o pau, como eu fazia, no Jardim Noêmia (Região de Vila Itaim, Jardim Romano e Pantanal), quando moleque (7 ou 10 anos), no campo do Az de Ouro. "Quem fô homi cospe aqui", dizíamos. Poxa vida, eu era moleque. A Dillma é "grande".

Inferno na Torre


Embora pareça, ainda não é a sede do PT pegando fogo por causa da Lava Jato...

Mas as impressionantes imagens de um incêndio em um arranha-céu de 336 metros de altura, 79 andares, em Dubai.

Por ironia, o prédio se chama Marina Torch (Tocha da Marina) - sendo um dos mais altos residenciais do mundo.

O fogo começou no 50o andar e, aparentemente, não houve mortos.

Reunião do Bilderberg

Não há mais vagas nos dois primeiros fins de semana de junho (4 à 7 e 11 à 14) no luxuoso Interalpen-Hotel Tyrol, um remoto “hotel de de cinco estrelas e centro de conferências” nas montanhas austríacas.

Pertencente ao Grupo Liebherr, mega-fabricante de equipamentos alemão com sede na Suíça, o lugar deve sediar a 63ª reunião do Clube de Bilderberg, juntando políticos, banqueiros, CEOs de gigantes transnacionais e magnatas que fazem parte da Oligarquia Financeira Transnacional.

O hotel já hospedou os Bilderbergs em 1988, há 27 anos.

Top-top para a Indonésia


Lula continua brilhando
A máquina petista de militantes profissionais informa que a imprensa brasileira não deu destaque, mas no último sábado, Lula participou de uma reunião a convite do governo italiano sobre o combate à fome no mundo.
Lula falou sobre como as políticas de transferência de renda realizadas nos últimos 12 anos incluíram os mais pobres e mostraram que eles não são um problema, mas protagonistas das soluções.
Além do ex-presidente, que falou para uma grande plateia em Milão via videoconferência, o encontro contou com a presença do primeiro ministro da Itália, Matteo Renzi, e com um vídeo do Papa Francisco.
Numa coisa temos de concordar com os petistas: Lula é um expert em combate à pobreza, basta dar uma verificada básica na evolução patrimonial da família dele para vermos o quanto ($$$) isto é verdade...
Domingão no Direito e Justiça em Foco


Domingo, 22h, na Rede Gospel, o desembargador Laércio Laurelli recebe o editor-chefe deste Alerta Total em seu programa Direito e Justiça em Foco.

Só na piada




© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 21 de Fevereiro de 2015.