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quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Tortura contra as Forças Armadas
Posted: 26 Aug 2014 03:35 AM PDT
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Armando Luiz Malan de Paiva Chaves
A mídia politicamente engajada – ou comprada - não descansa no afã de dar voz aos derrotados e acusar os militares de torturadores.
A acusação é coletiva, abrangente, indiscriminada. Abjeta, generaliza para a totalidade dos integrantes desse numeroso segmento da população. Envolve ativa, reserva e reformados. Computa os que ainda não vestiam farda ou serviam em unidades sem qualquer ingerência no enfrentamento da subversão terrorista. Ao buscar aviltar a instituição, ignora que, em muitos anos corridos, conserva os maiores índices de aprovação da opinião pública.
Por sua coesão, pela uniformidade de atitudes, pelo regime de trabalho e de vida a que se submetem voluntariamente, pela farda que vestem, os militares não são avaliados como indivíduos e sim como integrantes de sua coletividade, para elogios ou condenações. Aqueles eventuais, essas contumazes.
A condenação coletiva é uma falácia, uma injustiça.
O exame aprofundado do Estatuto dos Militares revela um Código de Honra. Sua base institucional é a hierarquia – ordenação da autoridade - e a disciplina – rigorosa observância e integral acatamento das leis e regulamentos - traduzindo-se pelo perfeito cumprimento do dever.
Dentre os preceitos da Ética Militar, estão os de respeitar a dignidade da pessoa humana e proceder de maneira ilibada na vida pública e particular. Os Deveres Militares compreendem, a mais de outros, a probidade e a lealdade em todas as circunstâncias, bem como a obrigação de tratar o subordinado dignamente e com urbanidade.
A tortura, como apregoada pelos que foram presos por envolvimento na subversão, não tem lugar nesse Código de Honra.
Um pai que pressiona o filho para dizer a verdade exerce uma ação psicológica. Um interrogador que exerce o dever de obter a confissão de um preso não pode sentar-se à sua frente e esperar que confesse. Vale-se de recursos psicológicos para induzi-lo a tal. A variedade desses meios corre por conta do interrogador, mas lhe é vedado desrespeitar a dignidade do interrogado, submetendo-o a sevícias e castigos corporais. Os militares respeitaram a dignidade dos suspeitos. Ainda que tenham ocorrido exceções, foram investigadas quando chegaram ao conhecimento das autoridades e, sempre que comprovadas, receberam as devidas punições.
As milionárias indenizações pagas com o dinheiro do povo aos subversivos que roubaram, mataram inocentes, assassinaram representantes da lei e “justiçaram” companheiros, sequestraram embaixadores e os maltrataram em cárcere privado, tiveram sempre como argumento convincente a tortura aplicada por militares.
Mentiram, como até hoje mentem, valendo-se da técnica gramsciana e dos mandamentos de Lenin, na tentativa de esconder a fragorosa derrota e implantar o socialismo marxista por que lutaram e ainda lutam.
A História, e não uma comissão adrede constituída para distorcê-la, restabelecerá a Verdade.
Armando Luiz Malan de Paiva Chaves é General de Exército na reserva.
Blefes de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef sobre delação premiada na Lava Jato apavoram a petralhada
Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Surtiu efeito apavorante no governo o estratégico anúncio-factoide sobre o interesse de Paulo Roberto Costa em fazer uma “delação premiada” para contar detalhes de todas as falcatruas bilionárias apanhadas pela Operação Lava Jato. Afinal, quem tem Paulo Roberto nas costas, fungando no cangote, tem pelo menos 13 bilhões de motivos para se preocupar com o futuro político imediato... Ele só precisa tomar cuidado porque o juiz Sérgio Fernando Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, não está gostando da tentativa de lhe tomarem o caso.
A ameaça de delação premiada de Paulo Roberto tende a ser um grande blefe. O ex-diretor de “Abastecimento”, que controlava 1832 contas bancárias da Petrobras, pode estar apenas negociando, bem caro, um “seguro de vida”. Seu interesse real é nada revelar, para não se complicar ainda mais a própria situação e de muitos políticos poderosos que participaram dos esquemas operados por Alberto Youssef. Ao contrário de Costa, a defesa do doleiro adverte que ele não pretende colaborar com a Justiça, como delator de envolvidos em supostos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
O advogado Antônio Figueiredo Basto, que defende Youssef, recuou do factoide lançado sexta-feira passada sobre a intenção do cliente em aderir ao programa de delação premiada. Basto repetiu ontem que manterá a estratégia de pedir a nulidade das ações contra Youssef – preso há cinco meses na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. O defensor já advertiu que não vai aderir a qualquer acordo que venha a ser firmado com a defesa de Paulo Roberto Costa:
“Meu cliente não tem nada a colaborar com a Justiça. Tivemos uma longa conversa nesta tarde e meu cliente concordou comigo. Sou contra um acordo de delação premiada neste momento. Compreendemos a posição do Costa, e caso ele decida fazer é um direito dele”.
Por coincidência, a advogada Beatriz Catta Preta, depois se reunir ontem com Paulo Costa, desmentiu a versão de sexta-feira passada sobre a delação premiada: “Esta é uma decisão muito pessoal do denunciado e nada foi definido. Vamos avaliar qual a melhor linha de defesa e não há qualquer proposta de acordo”.
Por enquanto, Paulo Costa conseguiu o objetivo de apavorar os companheiros no governo e na Petrobras. A intenção é que nada de ruim aconteça com ele e sua família – todos implicados na Lava Jato por denúncias do Ministério Público e da Polícia Federal. Com este “seguro de vida”, Paulo Costa tentará “vender” bem caro seu silêncio forçado.
Se o seu blefe dará certo? Tudo indica que sim. Pelo menos até a decisão eleitoral de outubro. Depois, dependendo do resultado das urnas eletrônicas inconfiáveis, tudo pode acontecer...
Circo do Suplicy
Ficção e realidade
O professor Girafales, do seriado Chavez, foi internado no México.
Sua doença renal e diabetes teria se agravado, com anemia e desidratação, depois da entrevista com a aluna Dilma – que uns camaradas sem graça reproduziram no Youtube...
Agora, falando sério, tomara que o octagenário ator Ruben Aguirre melhore depressa...
Já o governo Dilma não tem mais chances de recuperação por falência múltipla dos órgãos aparelhados pela petralhada e demais comparsas da base aliada...
Trégua estratégica
Guerra nada santa pelo voto
Experiência dispensada
© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 26 de Agosto de 2014.
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Cartas de Berlim:A revolução do futebol alemão, por Albert Steinberger
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2014/08/26/cartas-de-berlim-revolucao-do-futebol-alemao-por-albert-steinberger-547091.asp
Até aí, tudo bem. Eles fizeram uma bela Copa do Mundo, sagraram-se tetracampeões e foram o primeiro país europeu a levantar o caneco na América. Parabéns, mereceram!
O duro é toda vez que menciono ser brasileiro ver um sorrisinho de canto de boca e ter que ouvir comentários que me remetem àquela bendita semi-final do "apagão de sete". Nada ofensivo. São sempre comentários até respeitosos, mas que me trazem lembranças que preferiria esquecer.
Durante o jogo estava cercado de alemães que trabalhavam comigo. Ouvi gozações moderadas até os 2 a 0. Depois disso, conheci em alemão o real significado da palavraMitleid. Algo na linha do dó, da piedade e da compaixão. Os alemães foram leais, bons ganhadores. Duro foi depois do jogo ter de fazer o chamado no jargão jornalístico povo fala com os torcedores brasileiros. Foi uma catarse…
Mas o mais triste foi ver que esta humilhação não resultou em nada. Apenas trocamos de técnico, como é usual fazermos de dois em dois anos. E ainda escolhemos alguém que é uma figurinha repetida, já esteve no cargo.
Nesta semana durante um dos momentos em que tive que ouvir comentários sobre os sete a um, alguém lembrou sobre a humilhação que a Alemanha passou em 2000, quando foi eliminada na fase de grupos da Eurocopa, ao perder para Portugal por 3 a 0. Na época ficou claro que precisava-se mudar o modelo em que o futebol era organizado no país.
Uma série de medidas foram tomadas, como por exemplo, investir e tornar obrigatórias as categorias de base de times de primeira e segunda divisão. Foi montado ainda toda uma estrutura de peneiras e formação craques de alto nível. A geração que foi campeã é uma consequência disto.
Quando vejo o Dunga como a solução apresentada pela CBF, só aumenta a minha vergonha por aqui.
Liga profissional de futebol da Alemanha
Albert Steinberger é repórter freelancer, ciclista e curioso. Formado em Jornalismo pela UnB, fez um mestrado em Jornalismo de Televisão no Golsmiths College, University of London. Atualmente, mora em Berlim onde trabalha como repórter multimídia para jornais, sites e TVs. Escreve qui todas as terças-feiras
POEMA DA NOITE Sistema solar, por Fiama Hasse Pais Brandão
Cada voz tem o seu contraponto
num ruído natural. Cada silêncio,
no silente espaço que rodeia, por vezes,
cada coisa. À beira do berço as bocas
percutem sobre a criança. Depois, no sono,
abrem-se como qualquer flor. Sobre
os cílios da adolescente tecem frases.
num ruído natural. Cada silêncio,
no silente espaço que rodeia, por vezes,
cada coisa. À beira do berço as bocas
percutem sobre a criança. Depois, no sono,
abrem-se como qualquer flor. Sobre
os cílios da adolescente tecem frases.
À beira do berço as bocas
percutem sobre a criança. Depois no sono
adensam-se como qualquer árvore. Sobre
os cílios da adolescente tecem frases.
Cada silêncio corporiza-se no espaço.
As coisas têm eixos e rodam
com ruídos diferentes do seu nome.
E o Sol tramonta entre vestígios,
além dos montes e vales e o mar.
percutem sobre a criança. Depois no sono
adensam-se como qualquer árvore. Sobre
os cílios da adolescente tecem frases.
Cada silêncio corporiza-se no espaço.
As coisas têm eixos e rodam
com ruídos diferentes do seu nome.
E o Sol tramonta entre vestígios,
além dos montes e vales e o mar.
E o Sol tramonta sobre as nossas casas
e os montes e vales e o nosso mar.
Quando um verso marca o lugar das coisas
elas aí ficam para sempre. O Sol
que perpassa em cumes e em cristas
nasce nas arestas serranas do nascente
e vai até ao mar em sete versos.
e os montes e vales e o nosso mar.
Quando um verso marca o lugar das coisas
elas aí ficam para sempre. O Sol
que perpassa em cumes e em cristas
nasce nas arestas serranas do nascente
e vai até ao mar em sete versos.
Fiama Hasse Pais Brandão (Lisboa, Portugal, 15 de agosto de 1938 - Lisboa, 19 de janeiro de 2007) - Além de poeta, foi tradutora, dramaturga e ensaísta portuguesa. Recebeu o Prêmio Adolfo Casais Monteiro com seu primeiro livro Em Cada Pedra Um Vôo Imóvel (1957). Tornou-se conhecida através da revista/movimento Poesia 61. Traduziu obras de grandes autores de diversas línguas como Brecht, Artaud e Tchekov.
Projeto aumenta transparência dos Conselhos Regionais dos Corretores de Imóveis
POR MERCADO IMOBILIÁRIO · 23 DE AGOSTO DE 2014
Aguarda designação de relator, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), projeto de lei do Senado que dispõe sobre a composição e eleição dos Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis, estabelece valores máximos sobre anuidades devidas a esses órgãos e determina que os conselhos apresentem lista de inscritos aos sindicatos representativos da categoria.
O projeto foi fruto da Sugestão 11/2013, encaminhada pelo Sindicato dos Corretores de Imóveis de Brasília à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).
Em relação à composição e eleição, o PLS 250/2014 estabelece que os conselhos regionais serão compostos por 27 membros efetivos e igual número de suplentes. Dois terços dos membros deverão ser eleitos em chapa pelo voto secreto e obrigatório dos profissionais inscritos e um terço será indicado pelos sindicatos dos corretores de imóveis na respectiva jurisdição dos conselhos.
Ao acolher a sugestão, a presidente da CDH, senadora Ana Rita (PT-ES), destacou que a indicação de membros pelos sindicatos estabelece um canal direto de interação entre o órgão de fiscalização e as entidades de representação da categoria, em benefício da transparência da administração.
Para ela, a determinação de que os conselhos forneçam aos sindicatos a relação de seus filiados e a fixação do período de realização das eleições aos conselhos previstos no projeto também são meios para permitir um diálogo entre a instância sindical e a base de seus representados.
Anuidades
Em relação às anuidades devidas aos conselhos, o projeto estipula um valor máximo de R$ 200 para pessoa física ou firma individual. No caso de pessoa jurídica, o valor varia conforme o capital social: se o capital for até R$ 25 mil, a anuidade máxima é de R$ 400; a partir de R$ 25 mil até R$ 50 mil, o valor sobe para R$ 500; de R$ 50 mil a R$ 75 mil, a anuidade máxima é de R$ 600; entre R$ 75 mil e R$ 100 mil, o valor máximo aumenta para R$ 700 reais e, para capitais sociais acima de R$ 100 mil, o valor máximo de anuidade é R$ 800 reais.
- As disposições referentes ao valor da anuidade tem por objetivo a redução geral dos valores de anuidade para montantes mais próximos à realidade econômica de boa parte da categoria – argumentou Ana Rita.
De acordo com o projeto, as pessoas físicas inscritas que tenham completado 70 anos de idade ou tenham contribuído por 35 anos são dispensadas do pagamento de anuidade. O projeto ainda prevê a correção anual dos valores pelo índice oficial de preços ao consumidor, não podendo passar o limite de R$ 250 a anuidade para pessoas físicas e firmas individuais.
Fonte: Agência Senado
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