sexta-feira, 1 de agosto de 2014

As Contradições do Marxismo

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Posted: 31 Jul 2014 06:32 AM PDT

“Nem todos os membros da esquerda subscrevem as palavras de Danielle Mitterrand: “Cuba representa a síntese do que o socialismo pode realizar” – frase que constitui a mais arrasadora condenação socialismo jamais proferida”. (Jean-François Revel, no livro “A Grande Parada” – 2001).

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Os comunistas não admitem que existem contradições no marxismo e sim nos marxistas, que cometem falhas ao tentar colocar em vigor a “doutrina científica”.

Uma das manifestações mais visíveis da vassalagem explícita de todos os partidos comunistas do mundo a Stalin foi a adoção da tática das Frentes Populares, que significava uma aliança de partidos comunistas, socialistas e democrático-burgueses contra o fascismo, sancionada oficialmente pelo 7º Congresso do Komintern, em julho de 1935.

Em Cuba, todavia, como o PC – então denominado Partido Socialista Popular (PSP) – não conseguiu encontrar aliados social-democratas, liberais ou democratas, acabou apoiando o ditador Fulgêncio batista: “O Coronel Batista tornou-se um elemento importante da frente das forças progressistas (...). A reação e o fascismo unem suas forças e urdem planos desesperados para derrubar Batista” (Resolução Política do III Congresso do PSP, janeiro de 1939).

O Chile foi o único País da América Latina em que se tornou possível uma aliança desse tipo. Ali, o PC, o PS e o Partido Radical uniram-se sob a hegemonia deste último, possibilitando, em 1938, que Aguirre Cerda, líder da sua ala direita, fosse um candidato à Presidência e eleito presidente. Isso em detrimento de Marmaduque Grove, membro do PS, que havia liderado uma efêmera República Socialista, instalada no Chile durante 12 dias, em um levante militar, em 1932.

Mais tarde, em 1952, quando o PC e uma ala do PS finalmente uniram de fato, o candidato de ambos, o socialista Salvador Allende, obteve apenas 6% dos votos, só vindo a ser eleito presidente do Chile em 1970, quando se candidatou pela terceira vez.

Algumas declarações de um dos líderes do PC argentino, Gonzales Alberdi, ilustram os zigue-zagues da doutrina científica. Escreveu ele, em 1933, a respeito dos presidentes dos EUA, Franklin Delano Roosevelt: “Em Cuba, o poderoso movimento revolucionário das massas mostrou que Roosevelt é tão imperialista quanto Hoover” (“Informaciones”, outubro de 1933).

Mais tarde, em 1938, já sob a tática de Frente Popular ditada pelo Komintern, Gonzales Alberdi escreveria que “as tentativas ítalo-nazistas de promover o antiimperialismo contra os ianques fracassaram. As nações do continente compreenderam que a colaboração estreita com Roosevelt, que não pode ser considerado um representante das forças imperialistas do Norte, não diminui a autonomia de cada país e nem afeta a dignidade individual” (“Orientacion”, 15 de dezembro de 1938).

Mais adiante, em 1940, depois do pacto Molotov-Ribbentrop, Alberdi mudou de opinião mais uma vez e escreveu: “Em nome da luta contra o nazismo, o imperialismo ianque conspira contra as liberdades públicas das nações americanas” (“La Hora”, 14 de julho de 1940).

Após junho de 1941, no entanto, quando da invasão da Rússia pela Alemanha, e no contexto de uma aliança entre EUA e URSS, as análises voltaram a mudar. Então, qualquer propaganda contra o Imperialismo norte-americano passou a ser duramente criticada pelos partidos comunistas como “uma manobra a serviço do fascismo” e os críticos passaram a ser tachados de Trotskistas. “La Voz de México”, de 13 de maio de 1945, por exemplo, criticou a “demagogia antiimperialista dos trotskistas” e assinalou que “o esmagamento dos répteis trotskistas deve ser uma tarefa dos antifascistas”.

Desde essa época, denunciados como “provocadores” e “agentes do fascismo” pelos partidos comunistas, empurrados para as margens do movimento operário e internamente divididos em tendências e frações por lutas internas, os trotskistas ficaram e permanecem, até hoje, reduzidos a seitas compostas, em sua maioria, por intelectuais.

Em Cuba, embora Fulgêncio Batista tenha assumido o governo pela segunda vez, em 1952, por um golpe militar, o Partido Socialista Popular foi mantido na legalidade e seu diário, “Hoy”, continuou a sair. O ataque ao Quartel Moncada, em 26 de julho de 1953, do qual participou Fidel Castro, foi denunciado pelo PSP como “uma tentativa golpista, uma forma desesperada de aventureirismo típico dos círculos pequeno-burgueses sem princípios e envolvidos em gangsterismo” (“Carta do Comitê Executivo do PSP aos Militantes, 30 de agosto de 1953).

Apenas seis meses após o desembarque em Cuba, em 1956, dos integrantes do Movimento 26 de Julho, sob liderança de Fidel Castro, a direção do PSP voltou a manifestar-se: “É importante reafirmar que hoje, assim como ontem, rejeitamos e condenamos, e continueremos a rejeitar e condenar métodos terroristas e golpistas como ineficazes, prejudiciais e contrários aos interesses do povo” (revista “Fundamentos”, julho de 1957).

Somente em 1958, alguns líderes militantes do PSP se integrariam ao Movimento de 26 de Julho, contribuindo para o triunfo da guerrilha em 1959. Todavia, Blas Roca, Secretário-geral do PSP, em 1960, após a guerrilha ter tomado o poder, ainda escrevia: “Dentro dos limites a serem estabelecidos, é necessário garantir os lucros das empresas privadas, e seu funcionamento e desenvolvimento normais” (“Balanço do Trabalho do Partido desde a última Assembleia Nacional e o Desenvolvimento da Revolução”, Havana, 1960. Wladimiro Roca, filho de Blas Roca, é, hoje, um dissidente do regime cubano.

Após a morte de Stalin, em 1953, e o famoso discurso de Kruschev, em fevereiro de 1956, no XX Congresso do PCUS, denunciando os crimes de Stalin, foi inaugurada uma nova era para o comunismo na América Latina. Seguindo, como sempre, a orientação do PC soviético, que passou a defender uma política de coexistência pacífica, os partidos comunistas latino-americanos passaram a apoiar governos capitalistas considerados progressistas, como os de Juscelino Kubitschek e João Goulart, no Brasil.

Logo, o Partido Comunista Brasileiro buscou um fundamento teórico para essa nova linha política: “A contradição entre o proletariado e a burguesia não exige uma solução radical na presente etapa. Nas presentes condições do país, o desenvolvimento capitalista corresponde aos interesses do proletariado e de todo o povo (...). O proletariado e a burguesia se aliam em torno de um objetivo comum de luta por um desenvolvimento independente e progressista contra o imperialismo norte-americano” (“Declaração Política do Comitê Central”, Rio de Janeiro, Março de 1958).

A partir da Revolução Cubana, frente à nova tática posta em prática pelo Movimento 26 de Julho, baseada nos escritos de Che Guevara e Regis Debray, que generalizaram para toda a América Latina determinadas lições da revolução Cubana – a principal delas a chamada “Teoria do Foco Guerrilheiro” -, iniciou-se um novo período revolucionário, classificado de Castrismo ou Fidelismo, fazendo com que os ortodoxos partidos do continente entrassem em queda livre devido à sangria de militantes que, cada vez mais, optavam pela luta armada imediata.

Nesse sentido, o documento conhecido como a “2ª Declaração de havana”, em 1962, desempenhou um papel fundamental, assinalando que “o dever de todo o revolucionário é fazer a revolução. Sabemos que a revolução será vitoriosa na América e no mundo, mas é indigno de um revolucionário sentar-se à porta de sua casa e esperar que passe o cadáver do Imperialismo”.

A vassalagem, no entanto, continuou, agora ao Estado cubano, conforme relatou Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz (“Clemente”), que foi o último dos comandantes da Ação Libertadora Nacional (ALN) durante os anos da Luta Armada. Em seu livro “Nas Trilhas da ALN”, teceu críticas à interferência dos cubanos na luta armada no Brasil, causadora de inúmeras mortes de militantes” e referiu-se “às evidentes contradições entre o real e a versão divulgada América Latina afora pelos cubanos”, assinalando que “o poder socialista instituiu a censura, impediu a livre circulação de ideias e impôs a versão oficial sobre a Revolução Cubana”.

Em tudo isso, não foi a monumental ignorância da doutrina científica que esteve na origem dos erros e contradições da esquerda, mas ela própria. Todavia, como o Partido  (assim, com inicial maiúscula) jamais erra, pois a doutrina é científica, a culpa nunca foi creditada á linha política, mas à sua má aplicação pelos militantes.

Nenhum partido comunista do mundo fez, jamais, uma autocrítica desses erros e dessas contradições. É como se não tivessem ocorrido...  


Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

MPF pode denunciar ministros do TCU por improbidade que livrou Dilma de responder por Pasadenagate


Posted: 31 Jul 2014 07:13 AM PDT

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Tende a se configurar em tiro pela culatra e gol contra absoluto a equivocada jogada de impedir, ao menos por enquanto, que Dilma Rousseff e demais membros do conselho de administração da Petrobras fossem obrigados a “tomar no TCU”, por causa do rombo da refinaria Pasadena, um dos mais desastrosos negócios da Petrobras.

A gíria chula usada nos bastidores políticos, jurídicos e econômicos, “tomar no TCU” ironiza o erro fatal causado por um lobby de bastidores feito pelo ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo Advogado Geral da União, Luis Inácio Adams, para tentar poupar Dilma de mais desgaste do que já tem na antevéspera reeleitoral. Temia-se que Pasadena se transformasse em um “Passadilma”...  

Deputados do PSDB ameaçam acionar o Ministério Público Federal para pedir que os membros do “Tribunal” de Contas da União sejam enquadrados em crime de improbidade administrativa, por terem tomado a decisão política – e não técnica – de enquadrar a diretoria executiva e livrar conselho de administração da Petrobras pelo prejuízo de US$ 792 milhões de dólares na compra da refinaria Pasadena, no Texas, EUA. A bronca pode atingir os ministros Augusto Nardes (presidente), Aroldo Cedraz (vice e corregedor), Valmir Campelo, Walton Alencar Rodrigues, Raimundo Carneiro, Benjamim Zymler, Ana Arraes, José Jorge e José Múcio Monteiro Filho.

A tese contra os ministros do TCU é objetiva. Eles não poderiam ter ignorado o Estatuto da Petrobras. Nele está escrito que a responsabilidade sobre a aquisição de ativos cabe ao conselho e não à diretoria executiva. Por isso, não tem validade jurídica a decisão unânime dos conselheiros do TCU de poupar Dilma e demais conselheiros envolvidos no caso Pasadena. Desviar a culpa apenas para a diretoria foi um “gol de alemão”.

A bronca maior dos tucanos recai sobre dois membros do TCU. O relator José Jorge preferiu poupar Dilma e demais conselheiros, sendo providencialmente seguido acompanhado, na votação, pelos demais ministros. O ministro José Múcio Monteiro fez ainda pior, por ter se reunido com o ex-Presidente Lula da Silva, na véspera de o caso ser avaliado pelo “tribunal” (que não é tribunal no sentido judiciário do termo, mas apenas um órgão auxiliar de fiscalização das contas públicas, tecnicamente vinculado ao Poder Legislativo, mas cujos membros são indicados pelo Executivo, no pior estilo do Capimunismo brasileiro).

Investidores da Petrobras, insatisfeitos com a decisão pizzaiola do TCU, suspeitam que exista algo de muito sinistro por trás do caso Pasadena – que pode ser uma réplica de outros negócios estranhos e considerados “caixas-pretas” em bilionárias “sociedades de propósito específico” formadas no sistema Petrobras. Os investidores lembram o estranho recuo verbal feito pelo ex-diretor internacional da empresa, Nestor Cerveró, na audiência de cinco horas e meia de 16 de abril deste ano, na Câmara dos Deputados. Segundo Cerveró declarou, a compra de Pasadena foi decidida na Dinamarca, em uma reunião com Luiz Inácio Lula da Silva. Cerveró saiu da sala de audiência junto com o advogado e voltou, nervoso, negando o que revelara: “Não houve nenhum envolvimento do presidente Lula neste assunto. Até porque não cabia”.

Lula e Dilma só se livram dos problemas na Petrobras porque o Brasil é o Pais da impunidade. A regra é claríssima. Como a Petrobras é uma empresa controlada pela União, o Presidente da República, sua diretoria e conselheiros administrativos e fiscais são os responsáveis diretos por seu sucesso ou fracasso de gestão. Por isso, o Presidentro Luiz Inácio Lula da Silva e a Presidenta Dilma Rousseff, junto com o conselho diretor da estatal de economia mista, têm de responder, individualmente, na Justiça, por prejuízos gerados por tomadas de decisão com característica de má gestão ou comprovada corrupção.

Coração apertadinho

A avaliação do caso Pasadena contou com uma equipe “multidisciplinar” da Petrobras assessorada pela Deloitte, Muse Stancil, Thompson & Knight, além da avaliação financeira do Citigroup que indicou “razoabilidade” da operação.

Mas quem anda mais preocupado com os problemas na Petrobras é o ex-conselheiro da empresa e hoje poderoso executivo do grupo Abril, Fábio Coletti Barbosa.

Investidores lembram que, desde 2005, ele foi o perito financeiro do comitê de auditoria da Petrobras, que sempre aprovou todos os negócios nos 10 anos em que figurou como “representante dos minoritários”, graças aos votos dos fundos Petros, Previ, Funcef, além do BNDES e BNDESpar – grandes acionistas da estatal de economia mista...

Perigo maior...

Fábio Barbosa, e por extensão o Banco Santander, que ele presidiu nos tempos em que atuou no Conselhão da Petrobras, têm a memória financeira daquilo que investidores apostam ser um dos mais graves problemas na Petrobras: as aplicações de mais de US$ 7 bilhões no fundo BB Millenium 6, que viraram pó, e podem se transformar em alvo de uma ação judicial na corte de Nova York.

Se, por uma desgraça do destino petralha, os investigadores da Operação Lava Jato encontrarem mais relações entre o esquema de fundos e as operações bilionárias de lavagem de dinheiro, supostamente operadas pelo ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa e seu sócio-doleiro Alberto Youssef, ambos presos, o escândalo do mensalão vai parecer roubo de galinha do vizinho.

O pânico toma conta do PTitanic, na beira do abismo e rumo às profundezas abissais.

Vade retro



The pay back to sacaneate?



The Book is on the table...




Baixe, inteiramente di gratis, o besta-seller “Um Grito Calado no ar”


© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Julho de 2014.

IDADE E CONEXOS

A Coluna de Carlos Brickmann


 imagesVelhos e moços
O excelente Ennio Pesce costumava dizer que as pessoas, quando completam 60 anos de idade, perdem o nome. Passam a ser “sexagenárias”. Se tomarem um tombo, é “sexagenário cai na calçada”. Se passarem um conto do vigário, é “sexagenário engana o turista e entrega cruzeiros novos em troca dos dólares”.
Leão, um esplêndido goleiro, desde muito jovem tinha cabelos brancos, e os pintava de louro. Por que? Porque, explicava ele, se tomasse um frango e estivesse com os cabelos pintados, teria engolido um frango. Se tomasse um frango e não tivesse pintado os cabelos brancos, estaria velho para continuar jogando.
E essas besteiras continuam. Ainda outro dia, uma coluna esportiva criticava o novo técnico do Flamengo, Vanderlei Luxemburgo, por sua idade (62 anos). Luxemburgo já ganhou muitos títulos, perdeu outros tantos, mas não ganhou nem perdeu por causa da idade. Alex Ferguson, aos 61 anos, ganhou pela terceira vez a Premier League da Grã-Bretanha, com o Manchester United.
Preconceito com idade é coisa de gente que não sabe o que fala. Aos 69 anos, Winston Churchill assumiu o poder na Inglaterra para liderá-la com êxito na Segunda Guerra Mundial. Aos 79, Konrad Adenauer foi escolhido primeiro-ministro da Alemanha Ocidental, devastada pela guerra. Recuperou o país, criou laços com a França, inimiga histórica dos alemães, lançou as bases da União Europeia e deixou o poder, por sua livre e espontânea vontade, aos 94 anos, elegendo o sucessor.
Já o imperador Nero botou fogo em Roma com menos de 30 anos de idade.

imagesPor falar em idade
Os meios de comunicação informaram que Ariano Suassuna morreu aos 73, aos 83 e aos 87 anos. A última data era a correta: ele nasceu em 16 de junho de 1927, conforme uma rápida consulta ao Google pode revelar. E não morreu no dia em que sua morte foi divulgada, mas no dia seguinte.

Nome? Que é isso?
Sexagenário atropelado. E não é só isso: surgiu também a moda de identificar as pessoas por sua profissão. “Nutricionista assaltada”, “engenheiro ajudou idosa a recuperar seu gato” – tudo sem que a profissão tenha a menor importância no desenrolar dos fatos.
O time de preferência também virou identificador: “Corintiano pode ter sido morto por vingança”. Vingança por algo que disse no estádio ao torcedor do time adversário? Não: por qualquer outro motivo, sem nenhuma relação com seu time favorito. Personagens sem nome, notícias desumanizadas.

A origem da palavra
O escritor e professor Deonísio da Silva, excelente filólogo, conta-nos a origem da palavra “capivara” como sinônimo de folha-corrida de marginais:
É simples. No prontuário dos cavalheiros habituados a frequentar camburões, havia o timbre Delegacia de Captura da Vara (…). Com o tempo, o prontuário passou a “puxa a ficha de captura da Vara tal” e abreviada para “puxa a capivara”. Muitos pais da Pátria, que antigamente tinham currículo, acabaram por substituí-lo pela capivara.

Frases
Do jornalista Cláudio Humberto:
Lula desafia o PSDB a provar que alguém criou mais mecanismos anticorrupção do que ele, mas não abre o bico sobre a amiga Rose.
Do jornalista Palmério Dória:
Marin merece uma medalha pela escolha de Dunga. Se não derem, ele pega.
Do jornalista Ancelmo Góis:
Dunga é um Felipão piorado, sobretudo em termos de grosseria e falta de educação.
Do jornalista Cláudio Tognolli:
Ao devolver a seleção a Dunga, a CBF homenageou uma velha prática do brasileiro: a de entregar os berçários ao rei Herodes.
Do jornalista Idelber Avelar:
Em época eleitoral, de fraturas e antagonismos nas redes sociais, eu sou a favor do Dunga por motivos de: nos une a todos na cornetagem
Do tuiteiro Zé Palhano
“Flu preocupado em dar carinho a Fred”. O que é mais extraordinário? A carência do mané ou a notícia?
Do jornalista Marco Lacerda, editor do Dom Total:
Ouvir Lula falar é como tomar Óleo de Fígado de Bacalhau em jejum (Esta é supimpa!)

O grande título
Comecemos com a frase impensada, numa reportagem sobre o fechamento da maternidade de um grande hospital:
O Hospital (…) vai encerrar as atividades da maternidade, uma das principais privadas de São Paulo

E passemos para outro título cujas implicações não foram bem avaliadas:
Justiça abre brecha para proibir universidade pública de cobrar por pós
Quanto será cobrado por pós?

Uma frase notável:
Futuro presidente da CBF defende Dunga: “Ele foi humilhado em 2010″
Se esta é a defesa, imagine o ataque.

Santander demite seu vice de assuntos corporativos no Brasil


A charge ao lado é de Spoonholz.


O Banco Santander anunciou a saída do vice-presidente do banco no Brasil, Marco Antonio Martins de Araújo Filho, responsável pela área de assuntos corporativos.

. Foi outra rendição do banco aos protestos do governo Dilma e do PT, que não concordam com as análises econômicas feitas por subordinados do diretor demitido.

. Nesta quinta-feira, no jornal Valor, o ministro Admar Gonzaga, TSE, informou que os bancos podem produzir análises econômicas, mas não podem adjetivar. 

QUE VERGONHA DE NÓS!



(Diego Casagrande - 29.07.2014 - jornal METRO Porto Alegre)

O Brasil é uma grande piada do ponto de vista humano. Uma piada de mau gosto. Somos uma nação que despreza o que de mais importante existe para a humanidade: a Educação. Entendeu ou quer que desenhe? E-du-ca-ção! Com ela, vem a verdadeira liberdade e o progresso. Sem ela, o atraso e a treva. Foi graças à educação, e o que ela gerou na sequência, que o homem descobriu as vacinas, os antibióticos e tanta coisa fundamental na vida. Foi graças a ela que hoje temos a internet, os telefones celulares e tanta coisa que não imaginamos viver sem no mundo atual. Se quiser evoluir, aposte no conhecimento. O resto vem a reboque. Só que em nosso país a educação ainda é artigo negligenciado por governantes bufões.

O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) leva em conta a expectativa de vida, educação e o PIB per capita. Foi criado há mais de vinte anos pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) para classificar os países e assim servir de parâmetro para aqueles que desejam evoluir. Disparada na 1ª posição está a Noruega, seguida pela Austrália, Suíça, Holanda, Estados Unidos, Alemanha, Nova Zelândia, Canadá, Singapura e Dinamarca. E nós? Estamos patinando, claro.

O IDH nos desmascara. É revelador da nossa vergonha. Fico constrangido só de manusear o material que acaba de ser divulgado pela ONU. Estamos na patética 79ª posição no ranking, atrás de países como Líbia, Romênia, Cuba, Estônia, Brunei, Sri Lanka, Ilhas Seychelles, Venezuela, Azerbaijão e Cazaquistão. Dá vontade de chorar.

Em 1980, a Coreia do Sul tinha pontuação que a colocaria na 125ª posição de hoje, ao lado do Quirguistão. Só que este pequeno país asiático vinha investindo pesado em educação e liberdade econômica desde os anos 60. Atualmente, é o 15º IDH do mundo, com renda per capita de US$ 30.345, mais que o dobro da brasileira, e escolaridade média de 11,8 anos, enquanto no Brasil ficamos em 7,2 anos.

Não há mistério. É isso o que dá tratar a educação como lixo. Queriam o quê pagando miséria aos professores? Esperavam um país diferente investindo quase nada na educação básica? Onde estão as necessárias escolas de turno integral? O desprezo dos governos, dos políticos e da própria sociedade pelo que mais importa a uma nação, cobra um preço alto. E é justamente por isso que não temos saída. Ou investimos em educação, de verdade, sem mentiras, ou seremos sempre uma vergonha.

Tetos coloridos para inovar o ambiente



 Uma tendência que está se fortalecendo e logo ganhará o seu espaço são os tetos coloridos. Para quem gosta de novidade, separamos ótimas referências para você incluir no seu projeto de decoração
 Na hora de mudar a cor dos cômodos a preocupação principal ainda é com o tom da parede. A pintura do teto é uma questão que quase nunca entra em discussão e a primeira opção é o branco. Contudo, pintar o teto com outras cores pode renovar a aparência do ambiente e a sensação que ele proporciona.
  •  Como combinar os tetos coloridos com o resto do ambiente?Nesse quesito, vale a regra geral de combinação de cores, se você optar por um teto com uma cor bem forte, escolha por cores neutras nas paredes ou por tonalidades mais claras da cor do teto. Os móveis podem seguir a neutralidade e a cor do teto ser aplicada nos acessórios para equilibrar o ambiente.
  •  Tetos coloridos para cômodos pequenos e grandes:Uma cor forte no teto de cômodos pequenos pode gerar a sensação de é menor ainda do que é na realidade. A solução para esse tipo de ambiente é usar cores em tons pastel.

  • Brincando com as paredes:Pra quem gosta de brincar com as cores nos ambientes, o teto colorido pode fazer combinação com uma das paredes do cômodo. Um exemplo disso é de teto e parede da porta de entrada no mesmo tom ou então o teto e a parede da cabeceira da cama com a mesma cor. Mas para não sobrecarregar o ambiente escolha itens decorativos com tons suaves e sem muitas informações.
  • Estampas: O teto colorido não precisa ser necessariamente uniforme. É possível brincar com estampas, padrões e desenhos, principalmente para um projeto de quarto infantil. Escolha tonalidades próximas ou invista nas cores complementares para que a composição fique bonita e agradável.
Essas tendências podem ser a mudança que a sua casa precisa, seja pequena ou grande, para adultos ou crianças. 

CHARGE DO NANI