quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O corredor da morte nos hospitais

Faltam roupas, remédios, leitos. Faltam médicos, anestesistas, enfermeiros.
Falta vergonha

RUTH DE AQUINO
17/12/2013 07h30 - Atualizado em 17/12/2013 07h59
"Aqui, olha, deixam a gente na musiquinha”, disse a recepcionista do Hospital Barra d’Or, no Rio de Janeiro, apontando para o telefone em viva voz. Ela tentava, sem sucesso, autorização do Bradesco Saúde para Hélio Araújo ser atendido na emergência. Hélio tem 91 anos e é meu pai. Sofreu uma queda em casa, e um armário caiu por cima dele.  Esperava na cadeira de rodas, a mão enfaixada, pingando sangue no lobby do hospital. Não sabíamos se havia fratura da mão ou um dano no crânio. Meus pais pagam R$ 2.440 por mês ao plano de saúde. A mesma seguradora desde 1978.
“Não autorizaram emergência, só internação. Também não autorizaram tomografia cerebral. Estou tentando o raio-X”, disse a recepcionista. “Então pago tudo particular, depois abro um processo”, disse eu. Só assim ele foi atendido, “no particular”, após horas de incerteza. Ficamos no hospital das 20 horas às 4 horas da manhã. Na saída, surpresa: não foi preciso pagar nada. Mas a recepcionista teve de insistir horas, houve discussão e estresse. É o caso de um paciente de elite, que enfrenta os maus-tratos comuns dos planos.

O buraco é bem mais embaixo na saúde pública do Brasil. Sinto náuseas ao ver multidões de pacientes, de crianças a idosos, dormindo em filas diante dos hospitais, com senhas só para “agendar a consulta”, e não para atendimento. As senhas acabam. As pessoas choram. Estão vulneráveis, doentes, frágeis, sentem-se humilhadas, escorraçadas. Gosto de cachorros, mas acho que a sociedade tem se escandalizado mais com o tratamento dispensado a cães do que a seres humanos.

O estado deprimente e indigno de nossa Saúde é o maior atestado de que a ideologia política de um governo não garante o respeito aos direitos básicos escritos na Constituição brasileira. Temos uma década de governo “de esquerda” – já que o PT se considera um partido do povo. O que existe diante dos hospitais é a fila da vergonha. Nossas emergências e nossos postos de saúde estão em colapso.

No Rio, há 12.500 pacientes à espera de cirurgia em hospitais federais. Alguns esperam há sete anos. Os dados são da semana passada, levantados pela Defensoria Pública da União. Os defensores decidiram processar o Ministério da Saúde. Querem um cronograma oficial de cirurgias no prazo máximo de dois meses. Exigem que o ministério pague uma indenização coletiva aos pacientes, de R$ 1,2 bilhão.

Os doentes morrem na fila da cirurgia. Cirurgias vasculares, cardíacas, neurológicas, ortopédicas, urológicas, oftalmológicas e torácicas. Os médicos se descabelam por falta de tudo. Sem parafusos e placas, idosos não podem ser operados num dos maiores hospitais do Rio. Uns pedem material emprestado a outros. De nada adianta. A precariedade é o artigo mais em alta nos hospitais federais, estaduais e municipais. O jogo de empurra entre as esferas de governo é conhecido. União, Estados e municípios se mostram incompetentes e venais na oferta de serviço de Saúde. Levam pacientes à histeria, pelo sentimento continuado de impotência.

O programa Globo repórter da última sexta-feira 13, chamado “Emergência médica”, equivale a um filme de terror. Só que é tudo verdade. Durante 40 dias, primeiro com câmeras escondidas, depois oficialmente, uma equipe de repórteres e cinegrafistas voltou aos mesmos hospitais e postos de saúde da família denunciados há quase três anos pela TV Globo, para ver o que mudara. Nada. Em Belém ou no entorno de Brasília, não importa, a calamidade na Saúde rima com crueldade.

Pacientes dividem a mesma maca, quando não estão no chão. Um médico de macacão atende pacientes coletivamente, como se estivéssemos em guerra. Em março de 2011, em Belém, uma menina, Ruth, morreu na frente da câmera dos jornalistas. Tinha vindo de uma ilha, com uma leishmaniose que virou pneumonia. Não resistiu à falta de estrutura dos hospitais. Médicos diziam que nada poderiam fazer, não havia material nem esperança. Os jornalistas voltaram agora à casa da família de Ruth. Os parentes nunca receberam indenização. Ninguém é culpado jamais.

Faltam roupas para operar no centro cirúrgico. Faltam leitos. Faltam médicos, anestesistas, enfermeiros. Falta salário. Faltam remédios. Falta vergonha.

Minha empregada, Lindinalva Souza, estimulada pelas campanhas do governo de prevenção de câncer nos seios, foi à Clínica da Família em Campo Grande, Zona Oeste do Rio, pedir uma mamografia. Faz quatro meses. “Quando tiver uma vaga, a gente te chama”, disse a agente de saúde. “Por enquanto, só estamos atendendo diabéticos, hipertensos e grávidas.” Que resposta é essa?

E, assim, brasileiros e brasileiras anônimos somem para sempre no corredor da morte, ignorados pelos governos, que gastam nossos impostos com sei lá o quê.

Cartas de Paris: O pulo do gato!, por Danielle Legras

Anne Hidalgo ocupa o cargo pomposo de Primeira Secretária, responsável do Urbanismo e da Arquitetura da Prefeitura de Paris, o que faz dela uma das mais próximas colaboradoras de Bertrand Delanoë, atual prefeito.
No inicio do mês de setembro, ela saiu de seu relativo anonimato e anunciou sua candidatura à Prefeitura de Paris. Desde então, se tornou um personagem público e uma das protagonistas da paisagem política francesa. E, como todos os seus camaradas políticos, adulada por uns e detestada por outros.
Filha de imigrantes espanhóis, Anne Hidalgo possui um CV familiar cujo destino foi determinado pela guerra. O avô republicano, decidido a fugir da guerra civil espanhola, fez o trajeto entre a Espanha e a França montado numa pequena mula. Finalmente, ele foi condenado à morte, mas não chegou a ser executado. A família recomeçou uma nova vida na França e vinte três anos depois nasceu Anne Hidalgo.
Antes da vida política, Hidalgo exercia a função de inspetora do trabalho. O que, segundo ela, lhe deu um certo conhecimento do terreno. Depois de ter anunciado sua candidatura, ela tem tentado unir seus adversários internos. A melhor solução nesse caso é adotar a velha tática de guerra: "se você não pode vencer o(s) inimigo(s), junte-se a ele(s)". Assim, ela os incluiu, um a um, em sua campanha.

Anne Hidalgo, candidata à Prefeitura de Paris

Seus inimigos políticos são, em grande parte, membros do partido de direita UMP, e do partido dos Ecologistas EELV. Eles a acusam de sua incapacidade de escuta, de sectarismo, de desdenho e de ter uma "mão de ferro numa luva de veludo".
Seus aliados a descrevem como sendo determinada e trabalhadora. O fato é que Anne Hidalgo faz pensar naqueles animais políticos discretos, que não gostam de chamar a atenção e, de uma hora pra outra, dão o pulo do gato. Ou naqueles corredores que avançam sem fazer muito barulho. De um momento ao outro eles aparecem com toda a autoridade que lhes conferiu o combate.
No seu programa de governo - apresentado há dias atrás - percebe-se uma inspiraçãodelanoëliana. Ela afirma ter grandes projetos em mente, mas o orçamento é sóbrio, fruto de tempos austeros. Ela pretende plantar frutas e legumes em 100 hectares dos tetos da capital.
Os vélibs, bicicletas públicas (um projeto de Delanoë que obteve uma adesão enorme dos parisienses) deverão ser elétricos. Ela propõe uma amplificação das linhas dotramway e o plantio de 2.000 árvores. Anne Hidalgo defende a construção de prédios na periferia, a possibilidade de se banhar no canal Ourcq e por aí vai. The sky is the limit... As ideias são atraentes, mas seriam elas realistas?
Uma coisa é certa: em tempos de crise, a população dispensa os discursos inflamados e aguarda ansiosamente por mudanças concretas. O tempo dirá a qual categoria de políticos Anne Hidalgo pertence.

Danielle Legras é jornalista e tem duas grandes paixões, seu métier e Paris. Há dez anos, decidiu unir o útil ao agradável. É a nova responsável pela seção semanal Cartas de Paris.

Depoimentos secretos e vazamentos, por Carlos Tautz

Importantes revelações sobre a guerrilha que o PCdoB (nada a ver com este de hoje) montou na região do Araguaia (PA), entre 1971 e 73, vieram do general de brigada, na reserva, Álvaro de Souza Pinheiro em depoimento à Comissão Nacional da Verdade (CNV).
“Morrer pela pátria é amadorismo. Matamos pela pátria!”, admitiu. “O Exército tinha a obrigação de neutralizar rápido e completo (o foco)”, falou, de forma reticente, a dois representantes da Comissão o ex-tenente no Pará, que depois veio a comandar as Forças Especiais do Exército.
Aposentado em 2003, Álvaro, em testemunho que a CNV mantém secreto, falou em sessão realizada em numa tarde de novembro no Arquivo Nacional, Rio. O diálogo foi vazado (está, por exemplo, aqui) e registrado pelo repórter Vasconcelo Quadros, do IG, o único jornalista brasileiro a cobrir permanente e seriamente as investigações da CNV.
O hoje consultor militar tentou dissuadir a busca pelos restos mortais dos combatentes do PCdoB: “É uma guerra inglória tentar saber onde estão enterrados”, disse, desdenhando da CNV. Do inquérito, além das informações que Álvaro deixou escapar, emergem duas questões:

Álvaro de Souza Pinheiro, general

1. Por que a CNV toma depoimentos reservados? Eles não contribuem para o processo social de investigações sobre os crimes da ditadura. Além de investigar, a CNV também precisa ser pedagógica. Vazamentos não são pedagógicos;
2. Álvaro, que em 85 era oficial de ligação do Exército com o Centro de Armas Combinadas e a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército dos EUA, escreveu em artigo para o Escritório de Estudos Militares Estrangeiros daquele país que a FAB usou napalm no Araguaia (ler aqui).
Apesar de ter-se aposentado, está longe de ser um militar de pijama. Continua a dar lições de guerra suja a oficiais do Exército. Como em 15 de abril passado, quando falou na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, no Rio, ao 2º Ano do Curso de Comando e Estado-Maior.
Em dezembro de 2010, foi entrevistado pelo programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, acerca da ocupação do Complexo do Alemão, no Rio, por forças militares. É atuante e emblemático do tipo de força militar que o Brasil usa contra sua própria sociedade. Antes de depor à CNV, circulou entre amigos, em 16 de novembro, texto em que chama a Comissão de “comunistas de merda”.
Álvaro e a sua ideologia de ódio, que continua sendo absorvida e aplicada pelo Exército, são peças explosivas da ditadura de 64 que ainda precisam ser desarmadas – há muitas outras, em verdade. Mas, com depoimentos secretos e vazamentos, a CNV não contribui em nada para isso.

Carlos Tautz, jornalista, é o coordenador do Instituto Mais Democracia – Transparência e controle cidadão de governos e empres

O custo da inflação reprimida (Editorial)

O Globo
No balanço de ganhos e perdas, comum nesta época do ano, tem destaque, no capítulo das “perdas”, a ginástica que o governo faz para tentar controlar uma inflação renitente, varrendo para debaixo do tapete dos subsídios pressões altistas de tarifas e preços administrados.
Esconde-se o lixo durante algum tempo, mas ele continua lá e, mais cedo ou tarde, terá de ser removido. Um dos exemplos mais aberrantes é o caro e crescente subsídio arcado pelo Tesouro para evitar elevações nas tarifas de energia elétrica — também um símbolo da desconfiança que o governo tem do mercado.


Estima-se que, até outubro, esta conta já somava mais de R$ 8 bilhões. Há, aqui, cuidados devido à inflação, persistente na fronteira perigosa dos 6%, mas também razões político-eleitorais, a fim de que não seja desmentida a promessa da presidente Dilma de cortar a conta de luz em 10%.
O corte, muito bem-vindo porque reduz o Custo Brasil e alivia o bolso da população, foi decretado, porém, de forma vertical, por meio de um modelo draconiano de renovação de concessões. Empresas fora do alcance do governo federal puderam rejeitá-lo. Não foi, por óbvio, o caso da Eletrobrás e outras.
E como os números não batem — até porque o momento hidrológico ruim força que as termelétricas, de operação mais cara, fiquem ligadas o ano inteiro —, o peso do prejuízo das empresas cai sobre o Tesouro. Ou seja, há mais lançamento de títulos, e a dívida pública continua em alta, sob a vigilância das agências internacionais de avaliação de risco.

PSICANÁLISE DA VIDA COTIDIANA A Amorosidade de Mandela

CARLOS VIEIRA
Sugeriu Milton, John Milton, aquele do “Paraíso Perdido”, que o homem conheceu primeiro o ódio para depois conhecer o amor. Em uma de suas afirmações emblemáticas, Madiba, como era chamado afetivamente o nosso Mandela, teve a coragem de dizer que foi aprendendo, a saber, odiar que ele pode desenvolver a capacidade para amar.
Pessoas injustiçadas, maltratadas, agredidas cruelmente, estigmatizadas, excluídas socialmente, e pessoas vilipendiadas, abusadas, desmoralizadas, feridas em seus direitos humanos, são pessoas que habitualmente desenvolvem sentimentos de ódio, ressentimento e desejo de vingança. Algumas por não suportarem as feridas em suas almas desenvolvem uma depressão melancólica, comportamentos homicidas e suicidas. Não foi o caso d Madiba, que usou a experiência para transformá-la em amorosidade!
É comum observarmos quantos injuriados sociais e politicamente desenvolveram ódio, ressentimento, desejo de retaliação e vingança. Vingança com uma fantasia que, vingando anularia a ferida. Doce ilusão! Esse círculo vicioso – ferimento, ódio, ressentimento e vingança perpetua a “lei de talião”, “quem com ferro fere com ferro será ferido”, padrões repetitivos de comportamentos, tanto em nível individual que cria indivíduos perversos assim como em “grupos, gangues e quadrilhas” que tomam o poder alimentados por uma tirania odienta.
Mandela veio de uma condição sub-humana de viver na pele a violência do preconceito racial e social; a exclusão e todas as consequências da “brutalidade da raça branca” culminando com três décadas de amputação de sua vida, recolhida num claustro presidiário, sem benesses nem exceções, mas preso como qualquer preso comum. Ficou enlouquecido? Penso que não, muito embora suponho que suas dores, sua solidão, sua condição sub-humana devem ter produzido em sua alma, bastantes momentos e experiências de ódio, raiva, tristeza e de depressão. Sofreu? Claro que sim, como todo um animal humano engaiolado, privado de sua liberdade vivencia momentos de fúria, desespero e sentimentos de descrença que sobreviverá!
Mandela viveu tudo isso, experimentou o desespero, mas também experimentou a “calma do desespero”. Calma do desespero é uma experiência de viver a loucura sem enlouquecer de fato, e tirar dessa catástrofe soluções alternativas e criativas. Mandela odiou, e aprendeu a lidar com seu ódio sem precisar se transformar num “líder tirânico” ou “messiânico”. Suportou seu ódio, odiou, soube ser astuto e sábio, transformando uma profunda dor na capacidade de reparar em si mesmo o ódio, e desenvolver compaixão, capacidade de perdoar, civilidade e mais do que tudo – capacidade de reconciliar.
Conciliar é um ato de humildade, ou melhor, é uma expressão da humildade como virtude humana. O filósofo francês André Comte-Sponville, em seu livro – “Pequeno Tratado das Grandes Virtudes”, referindo-se à humildade, escreve:” A humildade é virtude lúcida, sempre insatisfeita consigo mesma, mas que seria ainda mais se não o fosse. É a virtude do homem que sabe não ser Deus... Está vinculada ao amor à verdade e a ele se submete. Ser humilde é amar a verdade mais que a si mesmo”.
Eu diria que a lição de Mandela ao mundo é a lição de governar respeitando os direitos básicos do homem; mediar conflitos sem apelar para a conduta bélica, destrutiva; perdoar os inimigos, mas não perdoar determinadas ideologias fascistas, tirânicas, ditatórias e reativas que usam o poder para ter prazer no triunfo sobre o agressor. Mandela foi e é um gênio, um sábio, alguém que sabe mostrar que o ódio pode necessariamente, não ser explicito e violentamente destrutivo, mas ser transformado naquilo que chamo de “agressividade útil” para construir, reconstruir, perdoar, conciliar e abrir espaço para um mundo menos pautado na beligerância do narcisismo, do egoísmo e do egocentrismo.
Mandela trouxe a paz e a generosidade como elaboração dos seus sofrimentos, sofrimentos profundos; Mandela não usou seu poder para tripudiar; para criar uma “ditadura civil” dos feridos, e sim, para mostrar a todos nós que a humildade, a tolerância, a benevolência, a capacidade de tolerar a frustação sem se transformar num “monstro transformado”, pode ser uma saída sana desse nosso pós-modernismos perverso.
Deixo o caro leitor, usando um belo poema do escritor moçambicano, Mia Couto, in “Raiz de Orvalho e Outros Poemas”, Editora Caminho, Lisboa, como homenagem ao presidente Mandela:

“Companheiros”

Quero escrever-me de homens/ quero calçar-me de terra/ quero ser/ a estrada marinha/ que prossegue depois do último caminho.
E quando ficar sem mim/ não terei escrito/ senão por vós/ irmãos de um sonho/ por vós/ que não sereis derrotados.
Deixo-vos/ a paciência dos rios/ a idade dos livros que não se desfolham
Mas não lego/ mapa nem bússola/ porque andei sempre/ sobre meus pés/ e doeu-me às vezes viver/ hei de inventar/ um verso que vos faça justiça.
Por ora/ basta-me o arco-íris/ em que vos sonho
Basta-me saber que morreis demasiado
Por viveres de menos/ mas que permaneceis sem preço
Companheiros. (Janeiro 1984.)
Carlos.A.Vieira, médico, psicanalista, Membro Efetivo da Sociedade de Psicanálise de Brasília e de Recife. Membro da FEBRAPSI e da I.P.A - London.

RICO DA NOITE PARA O DIA, O SECRETÁRIO DE SAÚDE DO GOVERNO DO RIO VAI ESTUDAR EM HARVARD.


Carlos Newton
Nosso querido Ancelmo Gois informa, em primeiríssima mão, que o secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Sérgio Côrtes, deixará o cargo no próximo dia 31. Ele vai estudar em Harvard. No seu lugar assumirá o atual diretor do Into, Marcos Musafir. O futuro secretário foi consultor da OMS e presidente da  Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.
Sergio Côrtes já vai tarde. Foi cúmplice do governador Sérgio Cabral nas negociatas na área de saúde. Médico, funcionário público federal, ficou rico da noite para o dia. Comprou um luxuoso e imenso apartamento de cobertura na Lagoa Rodrigo de Freitas, com cinco vagas na garage, pagou à vista, em dinheiro vivo, subfaturado, é claro.
Comprou também uma mansão em Mangaratiba, perto da propriedade de Cabral, mas sonega o IPTU, pagando apenas como se fosse um terreno baldio.
Tudo isso é mais que sabido. O que ninguém sabe é como uma universidade renomada como Harvard aceita como aluno um desclassificado como Sergio Côrtes, um dos mais destacados membros da Turma do Guardanapo (veja na foto, ele dançando funk).
A célebre instituição de ensino superior do Massachusetts já não é a mesma, é só o que se pode dizer.

CHARGE DO DUKE

Charge O Tempo 18/12