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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

4 lugares para comer sem carne em Porto Alegre - SARA BODOWSKY


05 de agosto de 2015
Desde semana passada, tem #RoteirodaSara também na Itapema FM, sob o comando do querido Márcio Paz. Confere a dica de hoje!
Sempre digo que o que importa pra mim, mesmo, é boa comida. Não importam os ingredientes (ou a falta deles). É o caso da comida vegetariana e da vegana: temos ótimas opções aqui em Porto Alegre e de tempos em tempos eu, uma apreciadora de carne, curto um restaurante nesse estilo.
Hoje trago quatro restaurantes sem carne que curto bastante aqui na Capital:

LA ROUGE – COMIDA COM SABOR E CRIATIVIDADE

La Rouge
Um bistrô cheio de charme que fica na Mariland, 1587 e que serve especial do dia e também pratos do cardápio. O restaurante é vegano – não tem qualquer ingrediente de origem animal na produção dos pratos.

MANTRA GASTRONOMIA E ARTE

Mantra Grastronomia
A cada dia o Mantra Gastronomia e Arte tem um cardápio com inspiração diferente. Hoje, por exemplo, é dia de comida tipo a da avó e sem glúten. Os sabores são ricos em temperos e especiarias orientais e o valor inclui entrada, prato principal e sobremesa. OMantra fica na Santo Antônio, 372.

PRATO VERDE

Um clássico do buffet em carne em Porto Alegre. Usam ovos e derivados do leite. Acho super gostosa a comida – o feijão com arroz integral está entre meus favoritos. A maionese de batatas também. O Prato Verde fica na Santa Terezinha, 42. O valor é deR$19 e inclui suco à vontade. O lugar abre às 11h15.

 OCIDENTE

O almoço no Bar Ocidente é um clássico. O prato do dia é lactovegetariano e vem em diferentes tamanhos – o meio prato é suficiente, mas os tipo Sara podem se fartar com o completo. O suco é pago à parte.  O Ocidente fica na Osvaldo Aranha, 960.

sábado, 18 de julho de 2015

Weber Haus: dois séculos de cachaça artesanal no Brasil

fonte - http://wp.clicrbs.com.br/roteirodasara/2015/07/18/weber-haus-dois-seculos-de-cachaca-artesanal-no-brasil/?topo=52,1,1,,171,e171
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O post de hoje é daqueles que nem sei direito por onde começar. Conhecer o mundo das cachaças artesanais foi atordoante. Mas o atordoante que te inspira, te provoca, te mostra que tem um mundo gastronômico totalmente novo pela frente.
Primeiro preciso dizer: esqueça tudo que você já ouviu sobre o produto. Visitar a Weber Haus foi entrar em um novo mundo. Desde a história da família – que começou a fazer cachaça caseira quando chegou no Brasil, em 1823 (antes já produziam, na Alemanha, o schnaps de batata inglesa. O contato com a cana de açúcar só aconteceu, claro, com a chegada ao nosso país.
A cachaçaria, que fica em Ivoti, é cheia de lembranças familiares.
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Se você não conhece a Weber, pode ser que conheça a antiga marca da família: Caninha Primavera.
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Mas deixa mostrar pra vocês – o que quem visita a cachaçaria também conhece - que é a produção da cachaça Weber:
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Esse é um dos primeiros momentos da cachaça.
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O sumo recém tirado da cana vem pra cá (O Evandro Weber deu uma explicação tão completa que tenho até medo de explicar com todos os detalhes. Vamos combinar que quando você for lá, pede a explicação completinha, certo?)
Evandro explicando as etapas da destilação
Evandro explicando as etapas da destilação
Weber tem capacidade de 1 milhão e 100 mil litros em armazenagem. Normalmente, tem 900 mil litro de cachaça estocada. 
A cana de açúcar usada é 50% produzido na própria lavoura e outros 50% de produtores próprios.
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Weber tem cachaças guardadas há 26 anos, por exemplo. As características vão mudando e dando o perfil que se quer para o líquido. O tipo de barril é uma dessas qualificadoras. Diferentes tipos trazem diferentes qualidades. Eles trabalham com carvalho americano, francês, bálsamo e cabreúva , canela saçafraz, amburana e grapia. Aí se tem notas como fumos, especiarias, chocolate ou até florais.
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Outra coisa muito interessante é a diferença entre cachaça, aguardente e aguardente composta.
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Primeira destilação: delicada, com o algodão retirando as impurezas
cachaça precisa ter entre 38% e 48% de graduação alcoólica e ser pura. Ou seja, qualquer característica diferente de sabor só pode vir, por exemplo, de guarda – ou seja, da madeira dos barris onde ela envelhece. Acima de 48% já temos a chamada aguardente. Abaixo disso, mas misturada com qualquer outro ingrediente (mel, açúcar, frutas) ela se chama aguardente composta.
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Claro que provei esse primeiro momento da cachaça: o sabor é muito parecido com a cana de açúcar. E o álcool, muito alto
Espera! Pausa! Olha essa cachaça: envelhecida 12 anos! São 2 mil garrafas dessas. A primeira vendida foi pelo valor de R$700. O valor vai crescendo a cada garrafa em um real, até que a penúltima seja vendida a R$2.699. Na verdade, quando houver apenas mais uma garrafa, ela será leiloada. (Eu provei e vou dizer pra vocês – é muito boa! Redonda, saborosa e não tem qualquer aspereza que possa ser característica de uma bebida tão forte quanto a cachaça)
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Weber Haus exporta sua cachaça para as 22 unidades da Churrascaria Fogo de Chão nos Estados Unidos e 8 no Brasil.
Aí, é claro, pedi pro Evandro Weber nos ensinar a identificar uma boa cachaça. Presta atenção nesse vídeo!
Além de conhecer todo o processo de produção da cachaça, o passeio à Weber Haus também dá a oportunidade de provar várias cachaças. Claro que os preços não são todos como a de 12 anos – aquela é uma exceção justamente pelas características especiais.
Mas olha a geladeira de amostras pro público:
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E alguns rótulos. Não dá pra mostrar tudo, mas uma provinha, com certeza!
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Ah, e uma novidade: a primeira (e única) cachaçaria licenciada pela Playboy.
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A rotulagem, assim como a produção, é toda manual.
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A Mariane Weber, irmã do Evandro e uma das proprietárias, rotulando com todo o cuidado uma das garrafas

Bom, se eu não der um final pra esse post, nunca mais paro de falar. Tem muita, muita coisa legal. Então faz o seguinte: pega a Rota Romântica, atravessa a querida cidade de Ivoti, toma cuidado descendo o Buraco do Diabo, atravessa a histórica Ponte do Imperador, pega a direita na Casa Amarela e segue as placas. Conhece um pouco da nossa história e dos imigrantes alemães aqui no estado e prova uma das melhores cachaças do mundo. É pra ter orgulho desse nosso Rio Grande, né? (esse é dos posts que me arrepio escrevendo!)
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CACHAÇARIA WEBER HAUS
Endereço: Rua 48 Alta, 2625 – Picada 48 Alta – Ivoti 
Visitação: todos os dias, da 8h as 11h30 e das 13h30 as 17h.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Os ovos e a omelete - Blog Miranda Sá



by Marjorie Salu
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)  
De volta da linda cidade de Rosário, onde passei a Páscoa, almocei na querida Buenos Aires apreciando um dos pratos que mais aprecio a omelete, após os encontros profissionais e debates corporativos com colegas periodistas.
A capital portenha, tão rica na sua gastronomia e com restaurantes que dão inveja até aos paulistanos, sempre me leva à especialidade do Florida Garden, que fica ali, no coração da cidade velha, na esquina da Florida com a Paraguai.
Diz-se que a omelete veio da antiga Pérsia, à base de ovos misturados á ervas e batidos até endurecer e amorenar, permitindo o corte à faca. Percorreu o mundo árabe e chegou à Europa, mais precisamente na Espanha, onde virou a famosa torta e inspirou as tortillas das colônias americanas.
Na França foi batizada de “omelette”. Seu cheiro, sabor e textura transporta-me à infância, não a omelete francesa – cujo nome se popularizou de uns tempos para cá, mas como fritada (da italiana “frittata”), como era chamada por minhas avós, mãe e tias. Um prato trivial da classe média nordestina.
Fazer a omelete requer uma elaboração especial, enquanto a fritada não tem requinte: mistura-se o que tiver à mão com os ovos, mexe-se bem e leva-se à frigideira com óleo, banha ou manteiga até endurecer, vira-se pro outro lado e está pronta.  As semelhanças entre as duas são muitas, mas a fundamental é que nenhuma se faz sem quebrar os ovos...
O genial Millôr escreveu que “Assim como não se faz uma omelete sem quebrar os ovos, não se faz uma revolução sem quebrar os ovos”.  Este pensamento mostra que o PT é uma farsa, porque o partido nunca teve coragem de quebrar os ovos, mostrando que sua “revolução” é apenas uma retórica para acobertar a pelegagem e a corrupção.
Complementando Millôr na observação da fraude lulo-petista, Brizola observou que “O PT é uma galinha que cacareja para a esquerda e põe ovos na direita”...  Banqueiros e empreiteiros que o digam.
A omelete petista do governo federal é uma crise permanente e ininterrupta que mistura arrogância com vitimologia, numa dialética cujas contradições personificam Dilma, alheia aos reclamos populares e às repetidas vaias recebidas onde anda. Em sua defesa acorre seu criador, o pelegão Lula da Silva, pedindo (imaginem!) “educação e respeito no exercício na política”.
Este piedoso apelo não vem só. O Pelegão aprimora o cinismo acusando “as elites paulistas”, omitindo que os protestos ocorrem no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná e no Mato Grosso do Sul, e agora já gravadas nas pesquisas que derrubam o PT-governo em todas as regiões do País.
Não discuto sobre a habilidade manhosa de Lula, a mais do que perfeita malandragem dos pelegos sindicais; reconheço-a sempre, mas não me engano com ele, que a usa para o mal. Sua falta de credibilidade não merece atenção, a não ser dos apedeutas como ele, ou das mal-amadas que cultuam a sua personalidade.
Lula jogou Dilma no Palácio da Alvorada certo de que ela fracassaria no primeiro mandato, mas errou feio; ela atravessou o período aos trancos e barrancos, talvez por obra do diabo que invoca... Se ela malograsse, ele voltaria triunfante surfando na indiscutível popularidade que conquistou navegando nas águas tranquilas do Plano Real.
O fracasso da Gerentona veio após uma campanha de mentiras que escondeu a conjuntura econômica do País financiada pelas propinas recolhidas na Petrobras e em outras estatais, descobertas na Operação Lava-Jato.  Essa corrupção escancarada fez Lula perder a aposta do retorno e o bonde da História.
Assistimos agora, ao som ensurdecedor dos apupos e do bater de frigideiras vazias, o repúdio nacional a Dilma, a Lula e ao lulo-petismo. Constamos que a omelete “revolucionária” deles não passa de um mexido grosso, com a gordura rançosa da ladroagem e a farinha mofada da inaptidão. Repelida pelos brasileiros conscientes.

domingo, 29 de março de 2015

A comida cheia de sabor e criatividade do vegano La Rouge - por Sara Bodowsky


28 de março de 2015
Acho que já falei aqui – esse post é o de número 66 desse blog, uhuu, e minha memória não é das melhores – mas gosto de carne. Gosto muito. Sou carnívora. Às vezes me sinto um pouco hipócrita, adoro animaizinhos domésticos, então me pergunto de vez em quando porque comemos os outros, etc e tal… mas gosto e provavelmente por muito tempo seguirei gostando de carne.
Dito isso, preciso também explicar que não tenho nada contra comida vegetariana ou mesmo vegana (pra quem não sabena diferença: vegano não come nada de origem animal – carne, leite, ovos, mel. O vegetariano só não come carne. E por carne, por favor, inclui frango e peixe também! Tenho um amigo vegetariano que já cansou de ouvir “Ah, você não quer de carne? Tem também de frango ou peixe, então”). Sendo gostosa é o que importa. Posso não ser especialista, mas sei exatamente quando um lugar quer ser vegetariano e apenas tira a carne do cardápio. Você está fazendo isso errado. Como a carne costuma ser o prato principal de uma refeição, se você tirar a carne vai servir apenas acompanhamentos. É preciso fazer com que o prato sem carne se torne o prato principal. Como? Com muito sabor criatividade.
Tese terminada. Vamos ao que interessa: a comida!
Sempre curto contar quando alguém me deu a dica do lugar. Dessa vez foi o Paulo Finatto, do Bar Opinião, que há tempos me cantava a pedra: “Tem que fazer um #Roteiro lá, Sara!”. E foi dele a sugestão da entrada: o wrap de verão: couve, hummus, quinoa ao curry, repolho roxo, cenoura e brotos de alfafa. Gente isso aqui é delicioso! Valeu, Finatto! Ps: esse molhinho de acompanhamento é de comer ajoelhado.
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Aí fomos pro prato principal. Lembra o que falei sobre ser completo e criativo? Olha isso: tagliatelle de almôndegas ao molho rouge. A massa é feita especialmente para o La Rouge, sem ovos ou leite. E as almôndegas são de grãos e noz pecã. Não se engane: é salgadinho e com uma textura maravilhosa!
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Já minha amiga foi de Spaghetti da horta: massa de abobrinha e cenoura, molho bechamel de castanha de caju, shitake fresco, tomate cereja e espinafre. Ah, e sem glúten.
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Pra acompanhar, pedi um chá do dia: hibisco, anis estrelado e laranja.
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Já a Marcinha, minha amiga, foi de água mesmo!
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Ah, e vocês acham que só porque o La Rouge não usa leite ou derivados e ovos, não tem sorvete? Você está  e n g a n a d o!
Apresento o Brownie com sorvete: brownie de cacau e noz pecã servido com sorvete de frutas vermelhas. Sobre esse sorvete: quem faz é a Petit Délices especialmente para o La Rouge. E na calda praticamente não usam açúcar e, sim, calda de agave.
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Sim, esse sorvete é um absurdo. Um tapa na cara da sociedade carnívora (saí com as bochechas vermelhas! Mas desconfio que foi desse molho de frutas vermelhas…). É doce e tão, tão saboroso…
Quero mostrar pra vocês um pouco do clima do lugar.
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A entrada é uma fofura.
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Tem dois andares e um clima super legal.
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Hora de conferir o cardápio:

Nos finais de semana, devido movimento, o cardápio é reduzido. Funciona com o Burger Atrevida (burguer de grão de bico e cogumelos Paris, pão La Rouge, cream cheese de castanha, tomate, alface, brotos de alfafa, chips de banana verde e chutney de manga (esse é sem glúten na opção sem pão) e dois pratos especialmente para o fim de semana, fora do cardápio.
La Rouge usa quase tudo orgânico. Por isso o cardápio do dia às vezes muda – se planejaram determinado prato e na feirinha descobriram que tinha um produto mais fresco ou melhor, eles adaptam.
Curtindo carne ou não, o que você precisa para ser feliz no La Rouge é gostar de boa comida!

Endereço: Avenida Mariland, 1587 – Mont Serrat – Porto Alegre – RS
Telefone: (51) 3019-7638
Horário: terças a sextas das 12h às 15h.
Sábados e domingos das 12h às 16h.

Confira outros endereços vegetarianos e/ou veganos em Porto Alegre


Prato Verde Cozinha Vegeratiana
Rua Santa Teresinha, 42 – Bom Fim – Porto Alegre
Telefone (51) 3388-6659 – R$18 de segunda à sexta, R$20 no sábado e R$22 no domingo com buffet e sucos incluídos

Bar Ocidente
Av. Osvaldo Aranha, 960, 1º andar – Bom Fim – Porto Alegre.
Telefone: (51) 3312-1347
Na hora do almoço, funciona como restaurante vegetariano, com pratos feitos em tamanho normal (R$ 7,00) e grande (R$ 8,00). Aos domingos, banquete indiano. 

Govinda
Rua  José Bonifácio, 605 – Bom Fim – Porto Alegre
Telefone: 3332-1704