sábado, 18 de fevereiro de 2017

ATIVISMO JUDICIÁRIO - Indenização de Presos & Punição a Empreendedores


Artigo publicado em 
(Publicado originalmente no excelente blog https://criticanacional.wordpress.com)

O Supremo Tribunal Federal decidiu nessa quinta-feira que o Estado deverá indenizar por danos morais os presos que se encontrem em situação considerada degradante nos presídios. Essa decisão é mais um capítulo do ativismo judiciário de que temos falado insistentemente no Crítica Nacional e que representa ao nosso ver a maior ameaça à democracia brasileira. A suprema corte tomou para si a tarefa indevida de legislar e interferir na independência dos três poderes, tomando decisões que muitas vezes contrárias ao texto constitucional, quando na verdade ela deveria se ocupar unicamente da observância desse texto.
Esse ativismo judiciário não ocorre por um acaso ou apenas por uma caprichosa inversão de valores, ainda que se expresse por ela. Esse ativismo é ideologicamente orientado, no sentido de estar em conformidade e alinhado com todas as pautas da esquerda globalista internacional. Ele tem uma base cultural, que se origina em décadas de marxismo cultural nas instituições universitárias brasileiras, incluindo os cursos de direito.
Essa pauta globalista de esquerda que o ativismo judicial abraça comporta itens como a defesa e a proteção aos criminosos, a abertura de fronteiras e o enfraquecimento da soberania de cada nação, a liberação generalizada do aborto e a legalização de todas as drogas, a imposição de ideologia de gênero na educação de crianças, a aceitação passiva da invasão islâmica por meio de políticas imigratórias, entre outros.
O ativismo ideologicamente orientado que observamos no judiciário não se restringe à suprema corte e se espalha por todas as instâncias inferiores da justiça, e pode ser constatado em inúmeros episódios. Na capital paulista, a justiça proibiu a prefeitura de apagar pichações sem antes obter a autorização de um certo conselho de patrimônio histórico, formado por pessoas não eleitas e cujos integrantes a esmagadora maioria dos paulistanos sequer sabe o nome. Em Belo Horizonte um juiz decidiu que existe vínculo empregatício entre motoristas do Uber e a empresa que criou o aplicativo.
No Espírito Santo, a justiça estadual determinou que as empresas precisam justificar na justiça os motivos para dispensar um funcionário. E há poucos dias no interior de São Paulo, um casal de traficantes foi preso em flagrante numa abordagem policial por estar em posse de um grande volume de drogas. Após ser levado à polícia federal e autuado em flagrante por tráfico de drogas, o casal foi liberado por decisão de um juiz que alegou que ambos haviam sido molestados pela abordagem policial. O episódio é narrado no vídeo abaixo pelo deputado estadual paulista Coronel Telhada.
O que existe de comum em todas essas decisões judiciais, algumas flagrantemente ilegais e inconstitucionais, é uma clara orientação ideológica no sentido de proteger criminosos, interferir nas relações privadas de trabalho, e proteção a uma suposta contra-cultura representada pelo vandalismo dos pichadores. Essa decisões fazem com que na prática o país passe a ser governado em determinadas áreas não por governantes escolhidos pela população, mas por integrantes não eleitos do estamento burocrático comprometidos em impor suas concepções socialistas a toda a sociedade.

BRASIL COMPROMETEDOR - por Rapphael Curvo



Raphael-Curvo
Rapphael Curvo

Mais uma vez o Supremo Tribunal Federal – STF, encontra uma saída mágica para atender o governo nos seus “ajeitos” políticos partidários, após negociatas para formar a chamada base da governabilidade, do compadresco. No caso do ministro Moreira Franco, alega, entre outras, o decano da Corte, ministro Celso de Melo, que a nomeação não impede que o ministro de governo seja processado e julgado pela justiça brasileira. Até aí, tudo bem. Acontece que a luta dos corruptos para não cair em Curitiba, nas mãos do Juiz federal Sérgio Moro, está na motivação de que lá eles têm a certeza de uma condenação e sem muita demora. Ausente de disposição para condenar, – é só ver o percentual das condenações de parlamentares desde 1988, pouco mais que 3% de 500 parlamentares, ou seja, apenas 16 receberam condenação, – cair nos braços do STF é uma benção. Aí está o ovo de Colombo. Tem mais, a esmagadora maioria dos envolvidos na corrupção, e que fazem parte do governo, são pessoas com avançada idade, e nisso a malemolência é de enorme auxílio ao escape da cadeia.

O esperneio de Lulla não podia ser diferente, afinal, se o Moreira Franco pode, por que não eu? Uma das linhas do ministro do “jeitinho” brasileiro, é a de que o Moreira Franco já faz parte do governo. Sua ascensão ao cargo foi apenas uma formalidade. É isso que formata a descrença com as instituições que fazem parte do corpo dito Poderes da República. Ações como a do Senador Romero Jucá, são de uma imbecilidade acachapante e demonstra bem o nível dos homens que formam, com raríssimas exceções, o parlamento brasileiro. Apresentou, o Senador envolvido em corrupção, projeto que blindava os presidentes da Câmara e Senado de qualquer investigação. O objetivo era salvar o deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e o senador Eunício Oliveira, presidente do Senado, ambos envolvidos em falcatruas e na mira da Lava Jato. Para reduzir o impacto negativo da proposta no Senado, ambos presidentes disseram desconhecer a empáfia do Romero Jucá, sendo que Eunício, num ato de “nobreza e respeito” aos 2 milhões de assinaturas na proposta das 10 medidas, devolveu, após meses, o projeto para a Câmara Federal, conforme determinação do ministro do STF, Luiz Fux. Incontinente, sem saber o que fazer com a PEC, Rodrigo Maia, devolveu ao STF.

O governo, em ato de engana bobo, faz um alarde de melhoras na economia, inclusive com projeção de crescimento de 2%. Sabemos que isso não vai acontecer em prazo tão curto para uma economia em forte recessão. Estão querendo ganhar o jogo na garganta. Para um avanço considerável e consistente, teria que ter suporte em dados reais e sem maracutaias e negociatas com o Congresso. Esta situação só pode ser resolvida com o advento de eleições gerais. Seria uma forma de dar novo alento e credibilidade nas ações com um novo governante que tenha seu espírito de administrador desligado do curral de Brasília. Temer só tem olhos voltados a reeleição e a politicagem. Não tem o perfil inteligente, de competência, de capacidade e visão de administração de um João Dória, por exemplo. Além do mais, está com problemas na justiça, não poderia estar à frente do governo.

Para fechar, o STF, embalado pelas lambanças, determina que presos que sofram mal tratos em cadeias superlotadas, sejam indenizados. Acredito que teria melhor efeito determinar ao Estado brasileiro a recuperação, reforma e construção de novas alas dos presídios para melhorar as condições de vida dos condenados, isso na melhor hipótese. Essa determinação teria muito maior eficácia e resultados aos detentos e obrigaria o presidente a dar uma solução definitiva ao problema. Outra determinação que resultaria em melhora acentuada e com recuperação de boa parte dos detentos, seria a obrigação de triagem entre os presos, separar de presídios, os de menores delitos daqueles criminosos contumazes. Foi de enorme infelicidade essa decisão da Suprema Corte que vai gerar enormes problemas com o vasto campo aberto para medidas judicias. Como ficam as pessoas maltratados pelo Estado com a falta de segurança que provocam mortes e destruição de muitas famílias, das sanguinárias estradas brasileiras, da superlotação dos hospitais e por aí vai. Estamos vivendo uma situação seríssima com esse Brasil comprometedor.

MARAJÁS ‘MAMAM’ NOS TRÊS PODERES DO BRASIL

MARAJÁS PODEROSOS

FORA O CONGRESSO, JUSTIÇA PAGA R$326 MIL E EXECUTIVO R$157 MIL
Publicado: 18 de fevereiro de 2017 às 00:01 - Atualizado às 22:56
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

A TURMA DOS JATINHOS E HELICÓPTEROS - por Percival Puggina


puggina
Percival Puggina

Sempre que você escutar um economista dito “desenvolvimentista” saia correndo, chame a mulher e as crianças e grite por socorro, SOS, mayday, salve-se quem puder!

Naqueles tempos em que Lula ainda tentava mostrar o petismo à nação como experiência bem sucedida, malgrado o crescimento fosse tipo merengue e a prosperidade não passasse de contas penduradas num prego, ele surtava dizendo que, graças aos governos do partido, pobre já andava de avião. Doze milhões de desempregados depois, contas ainda no prego da inadimplência, as companhias aéreas devolvem aviões e reduzem o número de voos, mas… há uma parcela da elite política brasileira que só viaja de jatinho.

 Ah, as nossas instituições! Desgraçadamente, nos últimos anos, elas se corromperam em proporções ainda não plenamente descritíveis. A sociedade, que não lhes devotava confiança, perdeu-lhes o respeito. Se o leitor destas linhas for parlamentar, ministro de Estado, membro das cortes superiores do Judiciário, agente público de alto escalão e considerar excessivamente duras estas palavras, fale com as pessoas. Ouça o povo nas ruas. Será ainda mais contundente o que vai ouvir. O descaramento e a inépcia de muitos que se instalam nessas posições para os piores fins, totalmente desprovidos de espírito público, atinge a todos e abala os pilares da Ordem, da Política e do Direito. Produz o que hoje se observa no país.

 E não é só por causa da corrupção! A sociedade também não tolera mais os contracheques de centenas de milhares de reais, recheados com “indenizações”, parcelas adicionais, gratificações especiais e jeitosas manobras. Divulgada esta semana, não mostrava a folha de pagamento do TJ sergipano um pouco mais disso, com remunerações de centenas de milhares de reais aos desembargadores? Pergunto: prodigalidades assim não se repetem em toda parte, gerando ganhos impensáveis fora do serviço público, cujo patrão, o povo, desconhece os absurdos que paga? A nação enoja-se desses esbanjamentos, dos cartões corporativos, dos voos em primeira classe, das aposentadorias privilegiadas, e da conduta dessa elite cuja boa vida, ela, a nação, custeia com o gotejado suor de seu rosto e com a sola do sapato gasta nas calçadas do desemprego.

Notórias personalidades, além do privilégio de foro que as oculta da efetiva justiça, desfrutam do raro privilégio de se eximirem do convívio social nos saguões dos aeroportos e nas filas de embarque onde não seriam bem acolhidas pelo Brasil que se leva a sério e exige respeito. Então, os senhores da casa grande republicana, andejam pelo país para reuniões de proselitismo e mentira, festejados por cupinchas à espera da própria vez. E como viajam? Em jatinhos, helicópteros e voos fretados, às custas de terceiros, quartos e quintos, entre os quais, quase certamente, nós mesmos, a turma da senzala.


* Percival Puggina (72), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site http://www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.

Aplicativo israelense de vídeos em grupo está conquistando a Geração Z


Aplicativo Life on Air
Em recente reportagem, a revista Forbes afirmou o novo aplicativo israelense para conversas por vídeo, o “Houseparty”, é o preferido da Geração Z. Criado pela Life on Air, uma startup de Israel, o app permite que usuários participem de “festas” com até oito pessoas ao mesmo tempo, criando conversas por vídeo nas quais os participantes podem entrar e sair livremente, com os amigos que também estiverem online. A ideia por trás do aplicativo é criar um espaço virtual no qual você pode passar um tempo com seus amigos – em uma “festa em casa” – onde todo mundo que você conhece está convidado. Quando algum amigo seu acessa o aplicativo, você recebe uma notificação, para que você saiba que eles chegaram na casa para a festa. Se você quiser criar uma conversa, você abre o aplicativo e se conecta.
As conversas são organizadas por salas de bate papo e todos os seus amigos no aplicativo possuem um convite virtual para entrar na sua conversa. Os amigos dos seus amigos também podem participar – neste caso, você receberá uma mensagem de alerta (“stranger danger”). Fora isso, o “Houseparty” funciona como qualquer festa, onde você pode conversar com seus amigos. Cada sala de bate papo pode comportar até oito pessoas simultaneamente e você pode transitar livremente pelas salas, interagindo com diferentes grupos de amigos. Quando você quiser restringir o acesso de pessoas a uma conversa privada, você pode simplesmente fechar a sala.
A diretora Sima Sistani afirma: “Constantemente nos surpreendemos com a quantidade de pessoas que nos procuram para dizer o quanto o Houseparty está fortalecendo suas amizades e relações familiares. É uma ótima sensação poder se conectar com amigos ou entes queridos. Ou, melhor ainda, com vários amigos e entes queridos, de maneira totalmente inesperada. Nós adoramos saber como as pessoas estão inserindo o Houseparty em suas rotinas do dia a dia, seja para juntar os amigos do peito para relembrar os melhores momentos de uma série de TV, matar a saudade cozinhando algo para o jantar “com” sua mãe ou pai, ou relembrando os detalhes sórdidos de uma noite agitada com seus melhores amigos”.

Sermão Secular e a Corrupção


Padre Antônio Vieira

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Hélio Duque

Mais de três séculos depois, o sermão sobre corrupção do Padre Antonio Vieira é de uma atualidade inacreditável no Brasil contemporâneo. A lembrança do grande pregador decorreu do fato de há algum tempo ter revisitado o inesquecível Colégio Antonio Vieira, em Salvador, primeira instituição de ensino criada no Brasil pelos jesuítas.

Ao longo de séculos, no ginasial e no colegial, gerações recolheram sólidos valores no aprendizado, incorporando a ética como princípio intocável para a vida. No século XVII, era levado para Portugal, por imposição da intolerante e odiosa Santa Inquisição. Foi perseguido político, pelo único delito de nos seus extraordinários sermões condenar o ilícito, a corrupção e a ladroagem dominantes nas terras coloniais.

A elegante e bem elaborada pregação e os seus escritos integram páginas notáveis na literatura brasileira. A obra completa do Padre Vieira, na coleção de 30 volumes acaba de ser publicada pela Edições Loyola, incluindo os textos de história, filosofia, direito, economia, literatura, filologia e, fundamentalmente futurologia. Enfrentou a intolerância, fazendo da palavra a sua arma.
                  
Em Lisboa, desafiando a Inquisição, em 1655, na Igreja da Misericórdia, proferiu histórica pregação, de grande valor nesse século XXI. É o “Sermão do bom ladrão”, que terá aqui alguns dos seus grandes momentos transcritos. O espaço hoje será do Padre Antonio Vieira.
                  
1 – “Bem quisera eu que o que hoje determino pregar chegara a todos os reis. Todos devem imitar ao rei dos reis, e todos têm muito que aprender nesta última ação de sua vida. Pediu o bom ladrão a Cristo que se lembrasse dele no seu reino. E a lembrança que o Senhor teve dele foi que ambos se vissem juntos no paraíso. Esta é a lembrança que devem ter todos os reis. Que se lembrem não só de levar os ladrões ao paraíso, senão de os levar consigo. Nem os reis podem ir ao paraíso sem levar consigo os ladrões, nem os ladrões podem ir ao inferno sem levar consigo os reis. Isto é o que hei de pregar.”
                  
2 – “Navegava Alexandre Magno em sua poderosa armada pelo Mar Eritreu a conquistar a Índia, e como fosse trazido à sua presença um pirata que por ali andava roubando os pescadores, repreendeu-o muito Alexandre de andar em tão mau ofício. Porém, ele, que não era medroso nem lerdo, respondeu assim: - Basta, senhor, que eu, porque roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma armada, sois imperador? Assim é. O roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza; o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muitos faz, os Alexandres. Se o rei da Macedônia, ou qualquer outro, fizer o que faz o ladrão e o pirata, o ladrão, o pirata e o rei, todos têm o mesmo lugar, e merecem o mesmo nome.”
                  
3 – “Ladrão que furta para comer, não vai, nem leva ao inferno. Os que não só vão, mas levam, de quem eu trato, são outros ladrões, de maior calibre e de mais alta esfera; os quais debaixo do mesmo nome e do mesmo predicamento distingue muito bem S.Basílio Magno. Diógenes que tudo via com mais aguda vista que outro homem viu que uma grande tropa de varas e ministros da justiça levava a enforcar uns ladrões e começou a bradar: - Lá vão os ladrões grandes a enforcar os pequenos. Ditosa Grécia que tinha tal pregador! Quantas vezes se viu  Roma ir a enforcar um  ladrão por ter furtado um carneiro, e no mesmo dia ser levado em triunfo um Cônsul ou ditador, por ter roubado uma província. E quantos ladrões teriam enforcado estes mesmos ladrões triunfantes.”
                  
4 – “Conjugam o verbo rapio por todos os modos. Começam a furtar pelo modo indicativo. Furtam pelo modo imperativo, porque, aplicam despoticamente às execuções da rapina. Furtam pelo modo mandativo, porque aceitam quando lhes mandam. Furtam pelo modo optativo. Furtam pelo modo conjuntivo. Furtam pelo modo potencial. Furtam pelo modo permissivo, porque permitem que outros furtem. Furtam pelo modo infinitivo. Furtam juntamente por todos os tempos, para incluírem no presente o pretérito e o futuro do pretérito desenterram crimes, de que vendem os perdões. Furtam, furtavam, furtaram,  furtariam e haveriam de furtar mais, se mais houvesse.”
        
Como se vê, o Padre Antonio Vieira, enxergava séculos à frente do seu tempo. Sua atualidade é estonteante.


Hélio Duque é doutor em Ciências, área econômica, pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Foi Deputado Federal (1978-1991). É autor de vários livros sobre a economia brasileira.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Por que os americanos não tiram férias?


Os americanos possuem menos tempo de férias, quando possuem. Mas a que isso está relacionado?


 Geison Silva
Em uma discussão em busca para se saber por que o os americanos não têm muito tempo de folga ou muitas vezes não tem férias, o jornal americano NYTime.com abriu uma seção de debate para examinar essa questão. Mas antes de falar sobre isso, vamos verificar qual a cultura de férias em outros países.
Na Coreia do Sul, de acordo com estudo da Mercer, o tempo de férias pode chegar a 19 dias para trabalhadores com mais de 10 anos de carreira. Enquanto que, no Canadá, os trabalhadores possuem direito a 2 semanas corridas por ano, e em países como Alemanha, Brasil e França a quantidade pode chegar a 30 dias de férias por ano.
Na página de opinião “Room for Debate” do NYTimes.com John de Graaf, diretor executivo de Take Back Your Time, destaca a não casualidade de os Estados Unidos serem chamados de "no-vacation nation" (nação sem férias em uma tradução livre). Esse fato pode ser atribuído ao medo que os profissionais têm do momento econômico difícil, fazendo com que alguns se sintam preguiçosos quando tem descanso e trabalhando mais para não ficarem sem seus postos de trabalhos. Outros, acham que é perca de tempo tirar férias, pois ao retornar da diversão e do lazer, haveria de enfrentar o trabalho acumulado. Já Ellen Bravo, destaca que o problema vem da noção de que o tempo livre é apenas um benefício adicional que pode ou não ser concedido pelo empregador, baseado na sua bondade e/ou capricho.
Também, há o fato de que as pessoas estão optando por perder suas férias, pois acreditam que sucesso advém do trabalho duro, sendo assim compensado. Em sua pesquisa, Adam Okulicz-Kozaryn, que é professor assistente de políticas públicas na Universidade de Rutgers, mostra que americanos que trabalham mais de 40 horas por semana são mais felizes do que aqueles que trabalham menos porém, vale ressaltar, isso não é uma receita para o sucesso econômico. Já os europeus são diferentes pois, segundo a pesquisa de Adam eles preferem optar por mais tempo de lazer e consequentemente, os que trabalham mais de 40 horas por semana são menos felizes do que aqueles que trabalham menos.
Então, podemos destacar que o sentimento da necessidade de férias pelo trabalhador está totalmente relacionado a fatores sociais, culturais e econômicos e, portanto, os americanos, assim como em outros países, optam por trabalhar mais.