domingo, 11 de dezembro de 2016

Sobre a roubalheira legalizada


11 de dezembro de 2016
Essa é a que mata. Essa é que é a grande. Cada funcionariozinho tem. Odebrecht e cia é troco…

sábado, 10 de dezembro de 2016

A POESIA INESQUECÍVEL DE DENISE LEVERTOV - OS MUDOS


                         Os Mudos







      Um momento para lembrar Denise Levertov


Denise Levertov, inglesa nascida em Essex, a 24 de outubro de 1923, que se tornou figura exponencial da Beat Generation, chegou aos Estados Unidos no fim dos anos 40, já casada com o escritor norte-americano Levertov Russell Goodman. Ela se naturalizaria estadunidense em 1956, ano também de lançamento de seu primeiro livro de poemas, “Here and Now”. Denise publicou mais de 20 obras na área, além de quatro de prosa, sem contar que foi tradutora atuante. 

A autora, que morreu em 1997, participou no Brasil, em 1980, da coletânea da Escrita “Quingumbo ─ Nova Poesia Norte-Americana”, que, em edição bilíngue, reuniu 20 autores e foi organizada pelo também poeta Kerry Shawn Keys. Nela se encontra o aqui reproduzido poema “Os Mudos” (The Mutes), cuja versão para o português é de autoria de Ary Gonzalez Galvão. Ele é tão "moderno" que parece ter sido escrito outro dia.
Nascida na Inglaterra, ela produziu praticamente sua obra toda nos Estados Unidos.



sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Como o princípio da separação de poderes foi rasgado no caso Renan Calheiros? - by Bernardo Santoro


caso-renan-calheiros
A principal tese de defesa de Renan Calheiros no dia de ontem, na sofrível guerra política que o Senado Federal travou com o STF, foi que a decisão do Ministro Marco Aurélio afrontava o princípio da separação de poderes, havendo uma suposta ilegitimidade do judiciário em afastar um presidente do legislativo.
Ao final do dia, a decisão que reformou a liminar do Marco Aurélio, apenas afastando Renan da linha sucessória presidencial, na qual hoje ele seria o “segundo suplente”, é que realmente matou o princípio da separação de poderes.
O princípio da separação de poderes é uma teoria da democracia liberal, compilada e esquematizada por Montesquieu, com o objetivo de promover a desconcentração de funções públicas entre os governantes, reduzindo assim a possibilidade de desvio das finalidades públicas de Governo.
Assim, as três funções públicas essenciais, a executiva, a legislativa e a judiciária, seriam independentes, harmônicas e equânimes entre si, não sendo uma superior à outra. Além disso, essencial para seu funcionamento é o sistema de freios e contrapesos, onde cada poder tem o dever de limitar o outro, através de meios constitucionais específicos, para impedir o exercício ilegal ou abusivo de suas instituições.
Quando Marco Aurélio expede liminar afastando Renan, ele está no exercício desse sistema de freios e contrapesos. É até possível que tenha havido abuso nesse exercício, mas a desobediência à ordem judicial é um instrumento ilegítimo para combater o abuso. Renan deveria ter acatado a decisão, e recorrido ao próprio STF, além de usar outros meios legítimos do sistema de freios e contrapesos, como o CNJ (administrativo/executivo) ou o impeachment do Ministro (via legislativo).
Portanto, foi Renan quem primeiro rasgou o princípio da separação de poderes ao desrespeitar o rito e as instituições vinculadas ao sistema de freios e contrapesos.
Em seguida, quando o STF decide que um réu pode chefiar o poder legislativo (e o Presidente do Senado é o chefe do poder legislativo), mas não pode estar na linha sucessória para chefiar o poder executivo, está na prática declarando, em acórdão a ser transitado em julgado, que a chefia do poder legislativo é inferior em importância à chefia do poder executivo.
Eu nem aprofundarei aqui o que penso dessa ideia de que réu não pode exercer a liderança de poder, apenas afirmando que acho um absurdo uma pessoa sem condenação transitada ser arbitrariamente restringida em seus direitos políticos. Minha preocupação é o duplo-padrão de postura do judiciário. Se um réu não pode exercer a chefia do executivo, não pode também exercer a chefia do legislativo, porque, como já dito, os poderes são INDEPENDENTES, HARMÔNICOS e EQUÂNIMES entre si, um não sendo superior ou mais importante que outro.
Para terminar esse textinho com alguma descontração, lembro um episódio da minha adolescência. Uma vez, jogando truco com amigos, a rodada estava 1 a 1 e eu era o pé. Meu amigo gritou “truco” e eu respondi, de cara, “retruco”.
Ele declarou: “não pode ser, eu truquei com copilha e você só pode me vencer com uma carta”.
Eu repliquei: “quem truca com copilha está sempre disposto a tomar um zap no meio da testa”.
Então ele soltou uma frase para ficar nos anais da história: “posso DESTRUCAR”?
A minha resposta, lacônica: “não existe destruco na vida, amigo”.
E isso vale tanto para bebuns de churrasco quanto para grandes homens públicos.

SONETO DE ROMA - BY LEDO IVO

Felizes os que chegam de mãos dadas
como se fosse o instante da partida
e entre as fontes que jorram a água clássica
dão em silêncio adeus à claridade.
No dourado crepúsculo da tarde
o que nos dividiu agora é soma
e a vida que te dei e que me deste
voa entre os pombos no fulgor de Roma.
Todo fim é começo. A água da vida
eterna e musical sustenta o instante
que triunfa da morte nas ruínas.
Como o verão sucede à neve fria
um sol final aquece o nosso amor,
devolução da aurora e luz do dia.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Imperialismo Muçulmano Chega às Nações Unidas

  • A UNESCO juntou forças com o Estado Islâmico. Os fundamentalistas já contam com uma nova arma: resoluções aprovadas pelos subservientes órgãos internacionais.
  • Um atraso anterior, fora a oposição da diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, haviam despertado esperanças que esta atitude jihadista, bárbara, injusta e francamente de um chauvinismo arrogante poderia ser rejeitada. Mas não foi. Agora uma nova mentira foi sancionada pela maior e mais irresponsável organização do planeta, cuja função é a de preservar lugares consagrados e não de distorcê-los.
  • As mentiras utilizadas pela UNESCO para reescrever a história, apagando todos os vestígios do judaísmo e do cristianismo em favor de uma fantasia extravagante do jihadismo islâmico já estavam em andamento em 2015. A UNESCO, fraudulentamente, renomeou dois milenares lugares bíblicos judaicos: o Túmulo de Raquel e o Túmulo dos Patriarcas como lugares islâmicos. Historicamente, o Islã sequer existia até o século VII.
  • Esta é a história do Islã, como se apodera − tanto por meio da jihad violenta quanto da jihad light (usurpando a história, a migração "Hégira", infiltração política e cultural) e intimidação (jihad light com a ameaça velada da jihad violenta). O mais triste é que muitas vezes, assim como nesta votação, isto é imposto com a cooperação e a submissão voluntária do Ocidente.
  • Antes que as Nações Unidas, com seus blocos de votação autoritários, antidemocráticos, terminem de erradicar a civilização ocidental judaico-cristã, o que ela está claramente tentando fazer, vale dizer que já está mais do que na hora das democracias ocidentais saírem correndo, não simplesmente andando, antes que ela lhes cause ainda mais danos, como certamente promete fazê-lo.
No último mês de agosto a UNESCO programou uma votação sobre o status histórico do Monte do Templo em Jerusalém e do adjacente Muro das Lamentações. Naquela época o autor deste artigo afirmou que o plano da UNESCO era negar o elo judaico ao mais importante de todos os lugares sagrados dos judeus, de jogar no lixo uma história que remonta milhares de anos e declarar que tanto o Monte quanto Muro são lugares islâmicos.
O Islã acredita que é eterno e consequentemente precedeu as outras duas grandes religiões monoteístas, o judaísmo e o cristianismo, muito embora tenha emergido para o mundo através de Maomé no século VII d.C, mas com o direito de destronar as duas religiões mais antigas.
As mentiras utilizadas pela UNESCO para reescrever a história, apagando todos os vestígios do judaísmo e do cristianismo em favor de uma fantasia extravagante do jihadismo islâmico já estavam em andamento em 2015. A UNESCO, fraudulentamente, renomeou dois milenares lugares bíblicos judaicos: o Túmulo de Raquel e o Túmulo dos Patriarcas − abracadabra − lugares islâmicos
Historicamente o Islã sequer existia até o século VII.
Esta é a história do Islã, como se apodera − tanto por meio da jihad violenta quanto da jihad light (usurpando a história, a migração "Hégira", infiltração política e cultural) e intimidação (jihad light com a ameaça velada da jihad violenta). O mais triste é que muitas vezes, assim como nesta votação, isto é imposto com a cooperação e a submissão voluntária do Ocidente.
O Túmulo dos Patriarcas em Hebron passa a ser de agora em diante, de acordo com esta organização altamente comprometida, teoricamente a "Mesquita Ibrahimi" e o Túmulo de Raquel em Belém se tornou a "Mesquita Bilal ibn Rabah", muito embora ela jamais poderia ter sido uma mesquita. Como diz o ditado, "chamar um gato de porco não o torna um porco".

A mais recente resolução da UNESCO de negar qualquer elo dos judeus ao Monte do Templo em Jerusalém, o mais central de todos os lugares sagrados judaicos, não foi a primeira que a organização tentou reescrever e falsificar, uma história que remonta milhares de anos. A UNESCO havia declarado anteriormente o Túmulo dos Patriarcas em Hebron (esquerda) como "Mesquita Ibrahimi" e o Túmulo de Raquel em Belém (direita) como a "Mesquita Bilal ibn Rabah". (imagens: Wikimedia Commons)

Desta vez a nova mentira foi sancionada pela maior e mais irresponsável organização do planeta, cuja função é a de preservar lugares consagrados e não de distorcê-los.
Em 13 de outubro a notícia transmitida foi a de que a UNESCO havia aprovado, por maioria, esse estupro da história bíblica e arqueológica. Na terça-feira seguinte, a resolução foi aprovada pelo Conselho Executivo das Nações Unidas. Se a maioria da organização, no entanto, é formada por membros da Organização de Cooperação Islâmica (OIC, um bloco composto de 56 países islâmicos além da "Palestina", provavelmente o maior bloco da ONU), um resultado fraudulento como este não deveria causar nenhuma surpresa.
Um atraso anterior fora a oposição da diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, haviam despertado esperanças que esta atitude jihadista, bárbara, injusta e francamente de um chauvinismo arrogante poderia ser rejeitada. Mas não foi. Após a votação, Bokova emitiu um comunicado de grande impacto condenado-a, ressaltando entre outras coisas o seguinte:
"A herança de Jerusalém é indivisível e cada uma das suas comunidades tem o direito do reconhecimento explícito de sua história e relacionamento com a cidade. Negar, ocultar ou apagar qualquer uma das tradições, seja ela judaica, cristã ou muçulmana compromete a integridade do lugar e vai contra os desígnios que justificaram sua inscrição na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.
"Em nenhum lugar do mundo além de Jerusalém as heranças e tradições judaicas, cristãs e muçulmanas compartilham espaço e se entrelaçam a ponto de darem suporte umas às outras. Essas tradições culturais e espirituais têm como base de apoio textos e referências conhecidos por todos, que são parte intrínseca da identidade e história dos povos".
De agora em diante tanto o mundo dos cristãos quanto o dos judeus terão que lidar com as ramificações da resolução, a primeira delas é que todas as democracias teriam que ser racionais o suficiente para abandonarem imediatamente as Nações Unidas ou no mínimo parar de financiá-la, antes que ela lhes cause ainda mais danos, como certamente promete fazê-lo.
A resolução foi proposta inicialmente à UNESCO por sete estados muçulmanos (Argélia, Egito, Líbano, Marrocos, Omã, Qatar e Sudão em nome da Autoridade Palestina − todos macacos de auditório da OIC − em outubro de 2015. Qualquer órgão respeitável com autoridade para proteger os milenares lugares sagrados a teria rejeitado categoricamente e dado aos responsáveis uma resposta daquelas.
As Nações Unidas, pais da UNESCO, têm ao longo de muitos anos, gradativa e incessantemente se mostrado menos transparente, menos prestadora de contas e sem a mínima credibilidade − do desfalque de US$100 bilhões, jamais acionada a prestar contas em relação ao escândalo petróleo por alimentos exposto em 2004, aos "mantenedores da paz da ONU" que exigiam sexo de crianças em troca de alimentos, sua incessante, maquinada perseguição a um estado membro, no caso Israel, dando ao mesmo tempo aprovações ilimitadas aos mais suntuosos violadores de direitos humanos em outras nações.
Antes que as Nações Unidas, com seus blocos de votação autoritários, antidemocráticos, terminem de erradicar a civilização ocidental judaico-cristã, o que ela está claramente tentando fazer, vale dizer que já está mais do que na hora das democracias ocidentais saírem correndo, não simplesmente andando, da ONU.
Dos 195 Estados Membros da UNESCO, 35 nações são totalmente islâmicas, outras 21 são membros da Organização de Cooperação Islâmica e quatro são Estados Observadores da OIC. Isso significa que 60 nações representam um bloco favorável às resoluções de inspiração muçulmana e, no entanto, o Conselho da UNESCO é composto por apenas 58 membros. Esse conselho aprovou a Resolução 19 com 33 votos a favor, seis contra e 17 abstenções. Gana e Turcomenistão estavam ausentes. Apenas seis países votaram contra a resolução − EUA, Reino Unido, Alemanha, Holanda, Lituânia e Estônia. De forma reveladora, França, Espanha, Suécia, Rússia e Eslovênia estavam entre aqueles que a apoiaram. Não é difícil identificar a causa da maioria dos votos.
O Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu rejeitou a decisão como mais uma resolução "absurda" da ONU:
"A UNESCO ignora o singular elo judaico com o Monte do Templo, o local de dois templos por 1.000 anos e o lugar para o qual os judeus oraram por milhares de anos... A ONU está reescrevendo uma parte fundamental da história humana, provando que não há profundeza de poço a que ela não possa descer".
Estão testando no limite a paciência dos judeus na Terra Santa.
A votação da UNESCO é apenas o mais recente exemplo do chauvinismo muçulmano conforme externado na demolição, redefinição e total expropriação dos lugares de culto, templos e outros edifícios ligados a outras religiões − invariavelmente religiões que precederam, e muito, o próprio Islã, incluindo o hinduísmo e budismo, bem como o judaísmo e o cristianismo. O processo começou no ano 630, dois anos antes da morte do Profeta Maomé, quando suas forças conquistaram sua cidade natal Meca. Em sua breve estadia, antes de retornar à Medina, ele ordenou que todas as 360 estátuas e imagens na Kaaba e também todas que estivessem em casas particulares fossem destruídas. A própria Kaaba, de longa data um centro de adoração pagã, foi transformada, da noite para o dia, na edificação mais importante da fé islâmica, a Quibla local para o qual os muçulmanos ainda se viram para orar cinco vezes ao dia. Ela se encontra no coração da Masjid al-Haram, a mesquita mais importante do mundo muçulmano.[1]
Os primeiros muçulmanos mais do que expropriaram a edificação para seus próprios propósitos. Eles criaram uma lenda para justificar a posse do lugar. [2]
Mas o Alcorão e a subsequente tradição muçulmana não se contentam em reescrever a história, tirando Abraão da Terra de Canaã, na longínqua Península Arábica. Eles metamorfosearam o próprio Abraão. De acordo com o Alcorão (3:67): "Abraão não era judeu (yahudian) nem cristão (nasranian) e sim um puro adorador de Deus (hanifan), em síntese, muçulmano..."
Isso faz parte de um empreendimento bem mais amplo. Na doutrina islâmica, toda religião verdadeiramente monoteísta, foi desde o início, somente o Islã. Assim, Adão foi o primeiro muçulmano e o primeiro profeta. Abraão era muçulmano e profeta. Moisés era muçulmano e profeta. Noé era muçulmano e profeta. Jesus era muçulmano e profeta. No início, todo mundo era muçulmano e todas as terras pertenciam ao Islã. No Alcorão, lê-se:
"Dize: Cremos em Deus, no que nos foi revelado, no que foi revelado a Abraão, a Ismael, a Isaac, a Jacó e às tribos, e no que, de seu Senhor, foi concedido a Moisés, a Jesus e aos profetas; não fazemos distinção alguma entre eles, porque somos, para Ele, muçulmanos".
Essa última frase diz nahnu lahu muslimun. A leitura pode ser entendida genericamente: "aqueles que se submetem a Deus", ou mais especificamente "nós somos muçulmanos."
A crença de que todas as verdadeiras religiões envolvem submissão a Deus e que, nesse sentido, toda verdadeira religião pode ser definida como "Islã" (literalmente "submissão"), pode ser entendida como uma declaração abrangente e unificadora, de uma verdade universal, sem prejuízo a ninguém, exceto "idólatras" como hindus e budistas.
Essa generalização foi logo esquecida quando os muçulmanos se viram competindo com seguidores de outras religiões: judeus em Medina, cristãos por todo o Império Bizantino e zoroastrianos no Irã. No início Maomé pregava sua religião em harmonia com os pontos de vista do "Povo do Livro", judeus e cristãos, que receberam de Deus suas próprias escrituras. Não muito tempo depois dele conquistar Medina, virou-se contra as três importantes tribos judaicas da cidade, expulsando duas e, em seguida, atacando a terceira, os Banu Qurayza, decapitando todos os homens e adolescentes do sexo masculino, tomando mulheres e crianças como escravas. Daí em diante, o Alcorão fica repleto de condenações aos judeus como povo e aos cristãos como corruptores das Escrituras Sagradas: "Ó fiéis, não tomeis por amigos os judeus nem os cristãos" (Alcorão 05:51)
Assim que os exércitos muçulmanos saíram em busca da conquista da Pérsia, Turquia, Grécia, Levante, todo o Norte da África, Bálcãs, Hungria, Polônia, seguiram logo conquistando Portugal, Andaluzia no sul da Espanha e outros territórios cristãos, toda a percepção de identidade com o povo do livro como, em certo sentido, companheiro muçulmano, foi por água abaixo, sendo substituído por um sentimento dhimmi em relação a eles, ou seja: submissão, cuja preservação das suas vidas e propriedades dependiam do pagamento de uma taxa de proteção (a jizya) e na concordância em viver como habitantes humilhados sob leis especiais de subjugação em terras governadas pelos califados islâmicos.
Uma das consequências desse relacionamento desigual foi a criação de inúmeras leis, incluindo vestimentas especiais com marcas de identificação que antecederam o compulsório uso da estrela de Davi amarela que os judeus foram obrigados a usar durante o Terceiro Reich de Hitler, isso sem falar que igrejas e sinagogas não poderiam ser fundadas, restauradas, reconstruídas ou ter algum tipo de destaque que pudesse competir com as mesquitas, também não poderia haver nenhum chamamento sonoro para as orações dos judeus ou dos cristãos.
Mais do que isso, a ocupação e transformação das terras de religiões anteriores − Pérsia, Turquia, Grécia, todo o Norte da África e grande parte da Europa Oriental − prosseguiram a todo vapor durante as irrefreáveis conquistas islâmicas. Em Jerusalém, duas estruturas foram erguidas no Monte do Templo (dando origem ao pedido de reconhecimento da UNESCO): a Mesquita de Al-Aqsa (Masjid al-Aqsa, "a Mesquita mais distante", embora ninguém tivesse a menor ideia de onde isso poderia ter sido, muito provavelmente na Arábia) e a Qubbat al-Sakhra, a Cúpula da Rocha, construída no lugar do suposto sacrifício de Abraão, não mais de Isaac mas agora de Ismael, progenitor dos árabes. Ambas foram construídas no primeiro século do Islã.
Não há nenhuma necessidade de listar todas as igrejas que foram transformadas em mesquitas durante os séculos seguintes. Mais notáveis são as igrejas de Hagia Sophia do Império Bizantino Cristão em Constantinopla, Eregli, Nicaea e Trebizond remodeladas em mesquitas após a conquista otomana em 1453.[3]
Nos dias de hoje, o Estado Islâmico destruiu ou transformou igrejas, santuários e outros monumentos (incluindo patrimônios muçulmanos) no Iraque e na Síria.
Devastação semelhante ocorreu sob diversos estados islâmicos na Índia, algo em torno de 2.000 templos hindus destruídos para dar lugar a mesquitas e outras estruturas muçulmanas, um destino parecido se abateu sobre outros.
Este extraordinário grau de fanatismo não é exclusividade do Islã (basta lembrar Oliver Cromwell e os puritanos na Inglaterra), mas no caso do Islã tem sido muito mais extenso e tem continuado por muitos séculos a mais.
É um puritanismo totalitário. A resolução de hoje contra a fé judaica deve ser colocada neste contexto.
Hoje, a Meca e a Medina do primeiro e segundo séculos da fé islâmica foram praticamente destruídas, não pelo Estado Islâmico ou por outra entidade radical mas pelo governo wahhabista saudita. Nas últimas duas décadas, os principais patrimônios históricos em Meca e Medina, todos relacionados à época do Profeta Islâmico Maomé e logo depois, foram destruídos ou desfigurados a ponto de nenhuma cidade ser mais reconhecível salvo a Kaaba, a Grande Mesquita em Meca e a Mesquita do Profeta em Medina. E as duas grandes mesquitas foram, elas próprias, ampliadas e modernizadas.[4]
A UNESCO colocou nomes muçulmanos em lugares judeus nas mãos muçulmanas no coração da capital de Israel, para tentar lentamente destruir o estado judeu. A UNESCO não engana ninguém.
Não irá demorar muito até que lugares sagrados cristãos e igrejas em Jerusalém, Belém e Nazaré também sejam entregues de bandeja para aplacar as forças do Islã, temerosos do que eles podem fazer não só no Oriente Médio mas na Europa e América do Norte, satisfeitos por ter alguém que finalmente tente eliminar aqueles judeus irritantes. Todos os países judaico-cristãos seriam racionais o suficiente se abandonassem as Nações Unidas ou no mínimo parassem de financiá-la... antes que seja tarde demais para eles também.
Denis MacEoin é Ilustre Colaborador Sênior do Gatestone Institute. Ele acaba de concluir o trabalho de um grande estudo sobre os interesses ocidentais em relação ao Islã.

[1] Consulte William Montgomery Watt, Muhammad at Medina, Oxford University Press, 1956, p. 69. Consulte também Yousef Meri, Ka'aba, Oxford Bibliographies Online Research Guide, Oxford University Press, 2011
[2] Há mais de uma versão deste conto, mas em linhas gerais é o seguinte: a Kaaba foi inicialmente construída pelo Profeta Adão com a ajuda dos anjos, em seguida, destruída no dilúvio de Noé e finalmente reconstruída pelo Profeta Abraão e seu filho Ismael. O próprio Alcorão apresenta a história sobre o papel de Abraão:
"Lembrai-vos que estabelecemos a Casa, (ou seja: a Kaaba) para o congresso e (local de peregrinação) local de segurança para a humanidade: Adotai a Estância de Abraão por oratório. E estipulamos a Abraão e a Ismael, dizendo-lhes: "Purificai Minha Casa, para os circundantes (da Kaaba), os retraídos, os que genuflectem e se prostram. E quando Abraão e Ismael levantaram os alicerces da Casa, exclamaram: Ó Senhor nosso, aceita-a de nós pois Tu és Oniouvinte, Sapientíssimo". (Alcorão 2: 125, 127)
[3] A antiga Catedral portuguesa de Tânger, agora a Grande Mesquita da cidade, a Basílica cristã de São João Batista, capturada em 634 e transformada na Grande Mesquita dos Omíadas, uma das mais antigas e considerada o quarto lugar mais sagrado do Islã, a pequena Basílica Católica de São Vicente de Lérins, após a conquista de Umayyad foi demolida para abrir caminho para a Grande Mesquita de Córdoba (restaurada como catedral, após a Reconquista em 1236). Sob os otomanos, igrejas em Chipre e na Hungria foram transformadas em mesquitas e quando colônias francesas ficaram independentes no século xx muitas igrejas foram transformadas em mesquitas, incluindo a Catedral St. Philip em Argel, a Cathédrale de Notre-Dame des Douleurs de Sept em Constantine (Argélia), a Catedral de Trípoli e a Catedral de Benghazi na Líbia.
[4] O gigantesco cemitério Jannat al-Baqi, que contém uma enorme quantidade de restos mortais da família de Maomé, companheiros mais próximos e os primeiros muçulmanos santos, foi destruído e todas as cúpulas e mausoléus viraram pó. Essa destruição seguiu as destruições anteriores perpetradas pelos wahhabis em 1906 e pelos ultra-wahhabis Ikhwanem 1925. Destas fazem parte as destruições dos túmulos dos mártires da batalha de Uhud e Hamza, tio do Profeta e defensor mais amado. Também a Mesquita de Fátima (filha de Maomé), a Mesquita de Manaratayn (as minaretes gêmeas) e a cúpula que marca o lugar onde se encontra enterrado o dente incisivo do profeta. Medina também é a casa da mulher etíope de Maomé, Mariam, onde seu filho Ibrahim nasceu, foi inteirinha pavimentada. Em Meca casa de sua primeira esposa, Cadija, primeira pessoa a quem ele divulgou sua missão, foi transformada em banheiros públicos. Em 1998, o túmulo da mãe do Profeta, Amina bint Wahb, foi destruído em Abwa e depois incendiado com gasolina.

A verdade sobre a reforma da previdência - by Bernardo Santoro

Bernardo Santoro

Bernardo Santoro

Mestre em Teoria e Filosofia do Direito (UERJ), Mestrando em Economia (Universidad Francisco Marroquín) e Pós-Graduado em Economia (UERJ). Professor de Economia Política das Faculdades de Direito da UERJ e da UFRJ. Advogado e Diretor-Executivo do Instituto Liberal.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

PREFIRA SUA ESSÊNCIA À APARÊNCIA. O MUNDO NÃO SUPORTA MAIS TANTOS IDIOTAS



Abomino o meio-termo. A superficialidade me faz arrepiar a espinha. Da boca pra fora, só aceito beijo ardente. Do peito pra dentro, não me entregue nada além das vísceras. Vem, mas vem com o coração na mão! Sentimento é coisa séria! Não precisa de contornos, palavras frouxas e artifícios frívolos para disfarçar o sentir. Comigo não cola!
São tempos secos. Da caatinga esnobando a chuva. São tempos placebos da aparência. De voos rasteiros, mergulhos rasos. Das relações e sentimentos que navegam em um espelho-engano-d’água. Tempos de cobertor curto, onde se esconde a cara e sobressaem os dedos dos pés. Tempos da cobiça ao instante furtivo. Da saudade que não se mata. Do amanhã eu ligo. Do depois a gente marca. Tempo do conhecimento de superfície. O mundo inteiro já leu, tem opinião ou sabe sobre todas as coisas.
Quero minha parte em verdades. Encontros, beijos, risadas, olho lá no fundo. Quero escolher meus discos sem consultar a crítica. Prefiro a dor, os tropeços, os deslizes, a ter que ficar em cima do muro com tantos “poréns”. Quero qualquer coisa que sinta, até mesmo a raiva, desde que ela seja verdade. Não almejo fazer bonito pra ninguém! Quero mesmo é ficar linda, toda enfeitada por dentro. A superficialidade é defesa dos que não suportam se responsabilizar por seus saltos. Quem não rala o joelho nunca saberá o que é conseguir saltar do muro da dissimulação.
Com o tempo os truques ficam batidos, não convencem. Trocar de máscara todas as manhãs não engana mais ninguém. Em sono profundo, lá no buraco do sonho, o fingimento vai perturbar. Viver em permanente simulação é tortura. Além do mais, o brilho das particularidades de cada um permanece disfarçado em meio à superficialidade do jogo social. Mais cedo ou mais tarde, a ficção torna-se incapaz de suportar a realidade.
Não me interessa esse chove-e-não-molha. Prefiro qualquer coisa atrevida. Trocar as lâmpadas dos vaga-lumes, contar as incontáveis pintas do céu das tuas costas estreladas, deixar purpurina no seu paletó, ou mesmo escorregar pra sempre nos meus próprios sonhos. Gosto da entrega. De apertar forte a pele das costas. Gosto das mãos segurando a nuca, distraindo meus problemas. Gosto da liberdade de ignorar certos comentários. Portanto não me convide para uma festa, se eu não puder dançar descalça. Ao calejar os pés dos sentimentos, descobri que ninguém morre de tanto viver.