quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Extra - A foto de um suposto executado de 13 anos segundo Abbas

DIRETO DE MIAMI-EUA: Na foto abaixo o jovem de 13 anos, que esfaqueou dois israelenses, aparece vivo e bem tratado no Hospital Hadassah de Jerusalém. O presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas fez um incitamento afirmando que o jovem tinha sido executado friamente. No link abaixo pode ser vista a foto do "executado", mais vivo do que nunca e tratado pelos médicos israelenses.            
www.ruajudaica.com

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Rumo errado na educação


O Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado por lei em 2014, foi o efeito da ação de movimentos corporativistas que aparelharam o Estado brasileiro. O aumento dos gastos públicos em educação – de 6% para 10% do PIB até 2024 – é despropositado. O desafio de melhorar a sua qualidade não está na falta de recursos, mas na forma como estes são utilizados.
O Brasil começou a vincular a arrecadação de tributos a gastos com educação, desprezando sensatos princípios de finanças públicas
Até os anos 1960, o Brasil gastava 1,4% do PIB em educação. Era o outro extremo. Prevalecia a ideia, igualmente equivocada, de que a melhoria da educação seria o efeito natural do desenvolvimento. Desse modo, a prioridade deveria ser o crescimento da economia.
Está mais do que provada a estreita correlação entre educação e desenvolvimento. No início do século XX, a economia da Inglaterra foi superada pela da Alemanha. A razão básica foi a educação, cuja qualidade era relativamente inferior na Inglaterra. Os ingleses privilegiavam quem estudava nas universidades de Oxford e Cambridge, e não a educação fundamental dos filhos dos operários.
Os grandes sucessos de desenvolvimento do século passado ocorreram na Ásia: Japão, Coreia do Sul, Singapura, Taiwan e, mais recentemente, China. Não por coincidência, todos os países têm também êxito na educação. Nenhum investe 10% do PIB na área. A China gasta 4% do PIB e tem avançado em tecnologia de alta complexidade. Colocou um astronauta em órbita e tem planos de enviar um chinês à Lua.
Em 1983, o Brasil começou a vincular a arrecadação de tributos a gastos com educação, desprezando sensatos princípios de finanças públicas. Visava-se a “proteger” a educação de medidas de ajuste fiscal apoiadas pelo FMI. A ideia, que já não fazia sentido, se transformou depois em vara de condão que nos possibilitaria, via elevação de gastos, melhorar a qualidade da educação.
Em livro recente (Capitalismo: Modo de Usar, Editora Campus), Fabio Giambiagi faz uma crítica contundente ao PNE. Para ele, “trata-se de uma das leis mais absurdas de toda a história brasileira”. Giambiagi tacha o plano de “síntese de algumas das ‘taras’ nacionais: a noção de que os recursos são infinitos”.
Segundo o IBGE, a população com idade de 5 a 19 anos cairá de 49,8 para 33,6 milhões entre 2015 e 2050. Muitos prefeitos não terão justificativa séria para gastar 25% dos impostos nas escolas – a que estão obrigados pela vinculação –, mas farão as despesas para não ser acusados de transgredir a lei. Haverá desperdício de recursos, que poderiam ser mais bem aplicados, por exemplo, em saúde.
Alguns de nossos melhores especialistas criticam o PNE. Para Naércio Menezes Filho, nosso principal problema na área da educação não é falta de recursos, mas “a baixa capacidade gerencial daqueles que administram a maioria das nossas escolas e redes de ensino” (Valor, 21/8/2015). João Batista Araújo e Oliveira diz que “o PNE preserva a tradição brasileira de expansão sem qualidade, inaugurada na década de 60 e que confunde política educacional com mero crescimento” (Estadão, 18/4/2015).
Cláudio de Moura Castro, Simon Schwartzman e o mesmo João Batista condenam o assembleísmo do plano, incluindo a ideia de criar “um emaranhado de instâncias consultivas e deliberativas entre municípios, estados e governo federal, que supostamente ajudariam a resolver os problemas de qualidade e equidade da educação”. Nenhum país sério, afirmam, decide sobre educação “por meio de negociações recorrentes e intermináveis entre sindicatos, professores, grupos de interesse e governos locais, estaduais e nacional” (Estadão, 30/6/2015). Lembremos que há mais de 5. 500 municípios.
Há quem defenda gastos per capita em educação iguais aos dos países ricos. Como a renda per capita desses países é até cinco vezes a do Brasil, isso implicaria gastar em educação 50% do PIB, mais do que a carga tributária da Suécia. Pode?
É preciso repensar o PNE e a vinculação de recursos, uma forma errada de fixar prioridades. Os legisladores de hoje amarram os de amanhã. O orçamento deve ser decidido anualmente, como tem sido desde que a Carta Magna inglesa (1215) criou as bases para a ação dos modernos parlamentos. O Brasil não será uma nação rica sem que seus escassos recursos sejam bem aplicados em educação.
Fonte: Veja, 07/10/2015.
FONTE - http://www.institutomillenium.org.br/artigos/rumo-errado-na-educao/

O governo não governa - MARCO ANTONIO VILLA


Crise é mais profunda que a de 1992. Política é pretexto para o enriquecimento pessoal e uso do Estado para distribuir prebendas

O governo perdeu a capacidade de governar. A cada mês, desde a posse, o espaço de governabilidade foi se reduzindo. Hoje, luta desesperadamente pela sua sobrevivência. Qualquer ato, por menor que seja, está mediado pela necessidade de preservação. Efetuou uma reforma ministerial com o único intuito de ter uma base segura no Congresso Nacional. Em momento algum analisou nomes tendo como base a competência. Não, absolutamente não. O único pensamento foi de garantir uma maioria bovina. E, principalmente, impedir a abertura de um processo de impeachment.

O articulador deste arranjo antirrepublicano foi o ex-presidente Lula. Ele assumiu o protagonismo, reuniu lideranças partidárias, ditou mudanças políticas e econômicas e apresentou à presidente a nova composição de forças. Foi louvado pela imprensa chapa-branca. Parecia que a escuridão estava no fim. Teria aberto o caminho da governabilidade, isolado os opositores e pavimentado a sua eleição, dada como certa em 2018.

Ledo engano. A reforma ministerial fracassou. Uma semana depois, o panorama no Congresso Nacional é o mesmo — ou até pior. E Lula foi o grande derrotado.Na última quinzena, somou diversas derrotas. Foi acusado de vários crimes — lavagem de dinheiro, corrupção passiva, formação de quadrilha, entre outros — pelo jurista Hélio Bicudo. Dias depois foi divulgada a notícia de que, em 2009, uma medida provisória que beneficiava montadoras de veículos teria sido vendida, e um dos seus filhos supostamente recebido R$ 2,4 milhões. Em seguida, duas revistas semanais revelaram que Lula teria praticado tráfico de influência internacional em Gana e na República da Guiné Equatorial, favorecendo empreiteiras brasileiras e que o tríplex na Praia do Guarujá foi reformado por uma grande empreiteira. O presidente, que se autoproclamava o mais importante da História do Brasil, que, em 2010, estava em dúvida se seria candidato a secretário-geral da ONU ou a presidência do Banco Mundial — sem contar aqueles que queriam indicá-lo ao Prêmio Nobel da Paz — passou a evitar locais públicos, ficou refugiado em auditórios amestrados e foi homenageado com bonecos representando-o em situações constrangedoras.

A crise deve se prolongar. O projeto criminoso de poder — sábia expressão do ministro Celso de Mello, decano do STF — não consegue conviver com o Estado Democrático de Direito e fará de tudo para permanecer no governo, custe o que custar. Ou seja, se for necessário jogar o país na pior crise econômica do último meio século, o fará sem qualquer constrangimento. Se for preciso estender a crise política até a exaustão, não pensará duas vezes — fará com satisfação. Se for indispensável ameaçar com uma crise social — acionando movimentos mantidos com generosas verbas oficiais — agirá desta forma sem pestanejar. Neste caso, a dúvida que fica é se aliados de travessia — como o capital financeiro — vão manter seu apoio — que rende lucros fabulosos — a um governo que pode levar o país a uma conflagração, jogando brasileiros contra brasileiros.

O perfil da crise atual não tem relação com nenhuma outra da nossa história. É algo muito particular. Os acontecimentos de 1992, por exemplo, tiveram como foco central denúncias de corrupção que, nos moldes do projeto criminoso de poder, parecem, como diria um ex-presidente, “dinheiro de pinga.” A renúncia de Fernando Collor — o impeachment, vale lembrar, não ocorreu — tem relação direta muito mais com o caminho econômico-político preconizado quando da posse do presidente, em 15 de março de 1990, relacionado à profunda modernização do Estado e de suas relações com a sociedade, do que com as acusações de corrupção — algumas comprovadas e que não envolviam diretamente o presidente. Ou seja, ter retirado privilégios de empresários de diversos ramos, de artistas e intelectuais, de funcionários públicos e de empresas e bancos estatais, entre outros, e de se recusar partilhar a máquina pública para obter apoio no Congresso, foram fatais. Com este leque de adversários, o que causa estranheza é que seu governo tenha durado tanto tempo.

A crise atual é mais profunda. A política é mero pretexto para o enriquecimento pessoal e uso do Estado como meio de distribuir prebendas, algumas milionárias, ao grande empresariado. O PT cumpriu o dito marxista: transformou o Estado em comitê central da burguesia. Nos dois governos Lula, isto foi possível devido à conjuntura econômica internacional, às reformas adotadas nas gestões FH que deram frutos depois de 2002, ao estabelecimento de uma máquina burocrática controlada por comissários do partido, à compra de apoio na imprensa, no meio artístico, entre pseudointelectuais e a omissão da oposição parlamentar. Mas o que era doce acabou.

Na última quinzena, o governo foi sucessivamente derrotado. Em um só dia, na última quarta-feira, colecionou três fracassos: no Congresso Nacional, no STF e no TCU. Mas, como se diz popularmente, “não quer largar o osso.” Isto porque o partido não sobrevive fora do Estado. Criou um estamento de militantes-funcionários que vivem, direta ou indiretamente, de recursos públicos. São osparasitas da estrela vermelha. E são milhares. A maioria nunca trabalhou — ou está distante décadas do mercado formal de trabalho.

O projeto criminoso de poder caminha para o isolamento. Vai ser derrotado. Masa agonia vai até quando? Empurrar a crise para 2016 significa uma irresponsabilidade histórica. A sociedade quer ser livrar do governo. Mas onde estão os novos governantes? E, principalmente, o que pensam sobre o Brasil?

Marco Antonio Villa é historiador

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Dilma: perdida no espaço e na fronteira final

domingo, 11 de outubro de 2015



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Nada como apelar para um dos maiores gênios da ciência mundial para dar uma cutucada em nossa Presidenta, a cada dia mais misteriosa e temerosa sobre o comportamento imprevisível do encrencado Eduardo Cunha - aquele que parece ser o principal inimigo dela. O britânico Stephen Hawking, diretor do Centro de Cosmologia Teórica na Universidade de Cambridge, acaba de proclamar em recente entrevista: "Mulheres. Meu assistente pessoal me lembra que, apesar de eu possuir um Ph.D. em Física, as mulheres devem continuar sendo um mistério".

A mente de nossa Presimente parece um mistério insondável... Não dá para exagerar e diagnosticar que ela tem uma cabeça de vento ensacada. Nem o mais malvado nazicomunopetralha deveria cometer tal insulto, depois que Dilma ganhou fama interplanetária com aquela "tese", exposta na ONU, sobre o "ensacamento do vento". Poderia se esperar algo diferente de quem produziu - ou foi omissa e/ou conivente com - tantas bobagens durante a ocupação do cargo de presidente do Conselho da Administração da Petrobras, na Era Lula, que continua em plena força e vigor?

A Presidanta se supera! Semana passada, Dilma advertiu sobre os perigos de um tal "golpe democrático". Peraí, Dilma! Se é democrático (baseado na segurança do Direito) não é golpe. Mas tudo que possa lhe tirar o poder, do qual ela mesma abdicou por incompetência e submissão ao Presidentro Lula, é considerado "golpe" por Dilma e os seguidores mais fanáticos da seita PT. O Brasil foi golpeado por eles. Mas eles só enxergam "golpismo" nos outros. Inclusive em uma "oposição" que só existe em outro planeta...

Deve ser por isso que Dilma e Eduardo Cunha formam o casal perfeito da Republiqueta de Bruzundanga - Carlos Araújo e Cláudia Cruz que nos perdoem... Com o brilhantismo da decadente estrela vermelha do petismo, Dilma e Cunha estrelariam, facilmente, vários filmes de ficção pornopolítica, com títulos que seus roteiristas poderiam "roubar" de Hollywood. Coisa bem original, do tipo: "Perdidos no Espaço"... Ou: "A Última Fronteira"... A racionalidade de Dilma mataria de inveja o super lógico Sr Spock... A astúcia de Cunha deixaria Dart Vader no chinelo... Talvez essa aventura cinematográfica não seja uma boa... Ambos estão com o filme muito queimado...

Pelo que revela a inútil fofocagem política, Dilma parece uma passageira do PTitanic. Um senador petista falou, e O Globo reproduziu o desespero: "A reforma não adiantou nada, Dilma perdeu aliados e fortaleceu Eduardo Cunha. Depois de um mês apanhando, mesmo com a revelação das contas na Suíça ele saiu fortalecido. Viu a facilidade com que ele esvaziou Picciani e comanda o boicote do quórum? Agora na próxima semana, aproveitando o calor da decisão do TCU, eles botam o impeachment para andar. Só não fazem isso se forem idiotas. O que podemos fazer? Ir amanhã para o plenário denunciar o golpe".

Um outro personagem muito próximo de Dilma abriu o bico, e O Globo reproduziu a inconfidência: "A presidente está meio catatônica. Ela ouve a gente falar mas parece que não processa, fica te olhando sem responder. Sabe aqueles boxeadores que são nocauteados e continuam de pé? Ele está de pé, mas já foi nocauteada, demora a cair. Dilma está desse jeito. E Lula, que tenta ajudar, também está num constrangimento só, não tem muito o que fazer".

Enquanto os desgovernantes ficam tão paralisados quanto o Brasil, os cidadãos-eleitores contribuintes se ferram ainda mais. O tal endividamento das famílias já passa de 40%. Seriam 57 milhões de brasileiros com dificuldades de pagar o que estão devendo. Até os nossos banqueiros de araque, que vivem da usura estratosférica, parecem assustados. O calote virou uma tendência. Em breve, ninguém vai conseguir pagar impostos e multas. Aliás, essa "desobediência" (forçada ou espontânea) poderia causar  um abalo fatal para acabar com o Capimunismo no Brasil...

Entramos no tempo das mudanças. Quanto mais as pessoas ficarem de saco cheio (longe do ensacamento oficial), mais rapidamente as transformações acontecerão. A Revolução Brasileira está em andamento...

Vida difícil...


O que é mais difícil no Brasil: ser super herói pobre, em tempos de crise, ou filho de guerreiro em decadência do povo brasileiro?

O jornalista Lauro Jardim reestreia em O Globo causando para a famígliaitaliana da Silva...

Revela que o delator premiado Fernando Baiano contará que bancou R$ 2 milhões em gastos pessoais do fenômeno Fábio Luiz da Silva, que odeia ser chamado de "Lulinha".

A "colaboração premiada" do acusado de ser o "operador do PMDB" também traz broncas contra Eduardo Cunha...

Pronta para a guerra

Releia o artigo de ontem: Brasil próximo do "Dia de Fúria"?


Humorista Presidenta


Vamos comer?!

Da acadêmica e feminista Rosiska Darcy de Oliveira, em reportagem de O Globo que denuncia a "ditadura da magreza":

"A repressão sexual passou da cama para a mesa. Ela agora é aos prazeres do paladar, o que é mais difícil porque a ditadura da magreza se esconde sob argumentos de saúde. A cidade reflete isso: onde antes havia bares alegres agora existem farmácias assépticas".

Das autoras de “A mulher perfeita é uma vaca: guia de sobrevivência para mulheres normais" (Intrínseca), Anne-Sophie Girard e Marie-Aldine Girard, também em O Globo:

"Nenhuma mulher parece se sentir magra o bastante... Nem bonita, nem jovem o suficiente. Assim, passamos nossa adolescência querendo esconder um corpo que sonhamos ter quando adultas".

Nota da redação do Alerta Total- Nossa Presidenta tem feito uma dieta danada desde que assumiu o segundo mandato, e o resultado é um desgoverno magro

Roteirinho


Sem ilusões

Da Historiadora por formação e aspirante a revolucionária comunista no século passado, por herança familiar, Anita Leocadia Prestes, de 78 anos, promovendo o lançamento do livro sobre o pai dela - "Luiz Carlos Prestes - Um Comunista Brasileiro" (ed. Boitempo):

"Se há alguém que nunca se iludiu com o PT foi Prestes. Ele nunca considerou o PT um partido socialista ou revolucionário, ele achava o partido burguês. Inclusive o Lula, em quem ele reconhecia talento e inteligência, mas dizia a ele que era preciso estudar, pois só talento, sem conhecimento, não resolve nada".

Salvação


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 11 de Outubro de 2015.

POESIA DA NOITE - Atitude - Cecília Meirelles



Minha esperança perdeu seu nome...
Fechei meu sonho, para chamá-la.
A tristeza transfigurou-me
como o luar que entra numa sala.


O último passo do destino
parará sem forma funesta,
e a noite oscilará como um dourado sino
derramando flores de festa.


Meus olhos estarão sobre espelhos, pensando
nos caminhos que existem dentro das coisas transparentes.


E um campo de estrelas irá brotando
atrás das lembranças ardentes.
 

Que os raios não nos partam


Jorge Adelar Finatto

Imagem: site da Secretaria Nacional de Defesa Civil:
http://www.defesacivil.gov.br/desastres/recomendacoes/raio.asp
  
 
Entre os dias 7 e 9 de outubro caíram cerca de 500 mil raios no Rio Grande do Sul, conforme dados divulgados pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica, ligado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.* 
 
O Estado ocupa o primeiro lugar em descargas elétricas  por quilômetro quadrado no país. Isto mostra aos pessimistas que pelo menos neste tema alcançamos uma posição de destaque.
 
Trovões, chuvaradas e relâmpagos tomaram conta dos ares nas últimas duas semanas. Haja coração pra suportar tanto clarão e tanta explosão vindos dos confins dos céus. O negócio acontece de dia e de noite. Peço a Deus que os raios não nos partam, que passem bem longe de nossos frágeis corpos e côncavos telhados.
 
Na quinta da semana passada, estava tomando uma taça de café com leite com pão e manteiga, ao mesmo tempo em que tentava ler um livro no Café da Ausência, quando um enorme estrondo estremeceu tudo, até a mesa. O coração disparou.

Fiquei em dúvida se seria o início de uma guerra ou  de um terremoto. Felizmente, nem uma coisa nem outra. Era só um entre os 500 mil raios.
 
O tempo anda com os nervos à flor da pele.
 
Dizem os calendários que a primavera já começou neste lado do mundo. Mas não existem evidências a respeito. Na realidade, a primavera ainda não desembarcou entre nós. Resta esconder-se dos trovões debaixo das cobertas, como na infância, e rezar.
 
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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

A DUPLA QUE ROUBOU O FUTURO DO BRASIL


ZéMaria, o engenheiro



FONTE - https://prosaepolitica.wordpress.com/2015/10/09/a-dupla-que-roubou-o-futuro-do-brasil/