quinta-feira, 16 de julho de 2015

Origem da palavra Fiasco

magu abstemio

   

 A palavra vem do italiano frasco, garrafa. As famosas garrafas de cristal de Veneza, fabricadas no bairro local de Murano, uma ilha da laguna situada ao norte da cidade, ficaram famosíssimas no mundo inteiro pelo perfeccionismo de seus artesãos. Quando saíam com defeito, eram abandonadas e chamadas de fiasco, passavam a servir como frascos comuns. Do processo antigo de fabricação de vidro italiano, a palavra passou a designar o fracasso, o fiasco em qualquer atividade humana.

Outros preferem a seguinte explicação para a origem da palavra: Domenico Biancolletti (ou Domenico Biancollelli) era um cômico italiano muito famoso. Em certa representação, teria se servido de uma garrafa e sobre ela criado uma série de graças. Por alguma razão incompreensível, o público não riu uma única vez. Exasperado, ele atirou a garrafa ao chão, estilhaçando-a. Foi a única risada que conseguiu arrancar. A partir daí passou-se a dizer, na Itália, que ocorria o fiasco quando um ator ou uma peça fracassavam.

A palavra fiasco e o fiasco da etimologia:

Sabe-se que a palavra fiasco (“fracasso, resultado desastroso de um empreendimento”), registrada em português desde 1872 [segundo o Houaiss; veja caixa de comentários abaixo], nasceu no italiano fiasco, termo que teve força suficiente para se espalhar com sua grafia de origem por diversas línguas, entre elas o francês, o inglês e o espanhol.

Sabe-se também que fiasco é, literalmente, uma garrafa ou frasco (do latim medieval flascum). E é relativamente pacífico que seu sentido figurado nasceu e se espalhou como gíria teatral: a princípio, far fiasco (fazer fiasco) era fracassar no palco.

Mas como e por que o termo italiano para frasco veio a se tornar sinônimo de fracasso? Eis o momento em que os estudiosos começam a bater boca sem que ninguém se entenda.

No entanto, embora impressione pela precisão do nome do arlequim, essa é apenas uma entre outras teses. Talvez a história contada pelo Houaiss soasse menos débil se registrasse, digamos, o porre tomado pelo ator com sua garrafinha em cena aberta, e a amnésia subsequente, mas não é disso que se trata. Em outra versão, teria sido visto com a garrafa na mão, olhando-a e repetindo várias vezes: “ma che fiasco!”

No dicionário etimológico de Antenor Nascentes vamos encontrar o mesmo personagem, dessa vez com o nome de Biancoletti (e não Biancolelli) e envolto em mais detalhes: o frasco seria apenas um adereço de cena, objeto aleatório que o ator variava a cada noite. Fica claro, porém, que o próprio Nascentes dá pouco crédito à anedota, apresentando-a assim: “Numa revista apareceu a seguinte historieta…”.  O cheiro de lenda é forte.

Deve ser por isso que o dicionário Oxford prefere a segurança de uma afirmação vaga, falando em “supostos incidentes na história do teatro italiano”. Também relata a expressão ao fato de os artesãos de vidro de Veneza separarem peças com imperfeições (fracassadas, portanto) numa pilha que mais tarde seria fundida e transformada em garrafas. E ainda a um jogo em que cabia ao perdedor (fracassado) pagar o próximo “fiasco de vino”.

É provável que as nuvens em torno da origem de fiasco jamais se dissipem. Quanto mais se entra no terreno da informalidade, do sentido figurado, da gíria, maiores são as chances de um fiasco etimológico.

A hipótese mais verossímil (ou menos fantasiosa?) é a de que os sopradores dos belíssimos (e valiosos) artefatos de vidro veneziano, ao notarem alguma falha, abortavam a peça que estavam soprando e transformavam o vidro ainda maleável em um simples “fiasco” – uma simples garrafa. Assim também fica mais fácil de explicar por que só o verbo fazer é utilizado na expressão. “Fare uno fiasco” teria saído então do ateliê dos vidreiros e passado a ser a expressão de retumbante fracasso em qualquer atividade (até mesmo entre os lençóis), principalmente quando se criaram grandes expectativas.

Fiasco, fiasco mesmo, pra valer (sem qualquer outro que se lhe compare) foi o que fez um certo partido que se dizia puro e ético mas que ao chegar ao poder implantou o maior esquema de roubalheiras já visto em todos os continentes, em todas as épocas. Nem mesmo no Port Royal dos piratas de antes de junho de 1692 se viu prejuízo semelhante em sua derrocada.

FONTE - https://prosaepolitica.wordpress.com/2015/07/16/que-fiasco/

Homofóbicos, saiam do armário! - RUTH DE AQUINO


O anúncio causou tanta ira porque não há bichas nem sapatas. Mostra casais gays felizes. E normais!

RUTH DE AQUINO
04/06/2015 - 20h56 - Atualizado 04/06/2015 20h56
Toda forma de pensar vale a pena. Eu curto. O que seria de nós – namorados ou solitários, héteros ou gays – se não existissem pastores evangélicos como Silas Malafaia, que em vídeo exorta o Brasil a apoiar “a família milenar” e a só acreditar nos casais de “macho e fêmea”? É isso aí, Malafaia, bota esse ódio todo para fora! Espume pela boca seu preconceito, rebole seu medo. Eu apoio.

Pastor Malafaia, lidere um movimento claro e aberto contra essa “libertinagem” de cada um amar quem quiser, onde já se viu? Faça vir à luz todos aqueles que, no íntimo ou em público, encaram a homossexualidade como aberração e doença. Os homofóbicos ainda são muitos e enrustidos. Andam meio ocultos no armário. Não pode. A hipocrisia é o mais difícil e insidioso inimigo a combater.

Pastor Malafaia e seus seguidores, tentem de verdade boicotar o perfume do Boticário no Dia dos Namorados. Por que só 30 pessoas acharam o anúncio “imoral” e pediram que se tire do ar? O anúncio é “chocante”. Ele mostra a ternura (nada de sexo, nem beijo de língua, nem mesmo selinho) entre casais gays e héteros, que trocam presentes no dia 12 de junho. O Boticário diz que só aposta na “beleza das relações”. Não poderia ter garoto-propaganda mais eficaz que o pastor.

Às vésperas da 19ª Parada Gay em São Paulo, que parecia abafada pelas indecências dos escândalos, as redes sociais foram invadidas por vociferações e borrifadas do pecado. De um lado, pastores evangélicos e suas ovelhas. Do outro, ativistas gays e seus simpatizantes.

Malafaia postou um vídeo cheio de indignação viril: “Quero conclamar as pessoas de bem a boicotar os produtos dessas empresas como o Boticário. Vai vender perfume para gay!”. O pastor convoca o país a dizer não a “essa gama de empresas que fazem propaganda da relação gay”, “tentando ensinar a crianças e jovens o homossexualismo”.

O pastor não acredita, seriamente, que perfumes ou novelas possam transformar um hétero em gay ou vice-versa, não? Vídeos hilariantes foram criados nas redes: um carro do Boticário borrifa perfume na população de várias cidades do mundo e o fumacê “contamina as famílias”. Olhei, ri e pensei. É o vírus do dengo. A epidemia da frescura. Não há antídoto.

“Tenho o direito de preservar macho e fêmea!”, grita Malafaia. “Nós somos a maioria!” O pastor diz que fica rindo contra “esses pseudos-democratas (sic)” que o atacam. Malafaia tem razão ao protestar “contra a ditadura do consenso” – ninguém é obrigado a pensar ou sentir como os outros. O pastor também presta um serviço valioso à causa dos gays e lésbicas. Porque desnuda a fraqueza dos argumentos do Estatuto da Família. Como assim só considerar “núcleo familiar” o composto por homem, mulher e sua prole? Alô, realidade. Há mães e pais e filhos abandonados, há mães solteiras e viúvas que criam sozinhas seus filhos, há avós que criam os netos, há famílias ampliadas com pais e mães emprestados. O pastor vive numa ilha da fantasia, mas tem esse direito.

Os comentários anônimos e sob nomes fictícios na internet, a favor de Malafaia, revelam que o pastor não está sozinho. O ódio, o rancor, o receio diante do “diferente” existe, é forte, e só quando for expresso sem freios poderá ser combatido. E até ser enquadrado como crime de expressão. Hoje, incitar ao racismo é crime. Um dia, incitar ao ódio contra o homossexual também poderá ser crime – e já é em vários países.

Acho um equívoco gays influentes chamarem o pastor Malafaia de “filho da p...” ou coisa parecida, numa forma rastaquera de militância raivosa. É um erro tentar silenciá-lo. É preciso, nas críticas ao pastor e seu exército, guardar a compostura e não perder a linha. São eles os censores e não nós. Vamos lutar com as armas legítimas, a argumentação, o amor, a dignidade e a verdade. E com o humor inteligente e de bom gosto, aliado de causas como esta: “Toda forma de amar vale a pena”.

Reveja o anúncio do Boticário. O que existe ali de “imoral” para ir a julgamento do Conar – órgão que regulamenta a publicidade? Por que o anúncio desse perfume despertou a ira dos homofóbicos? É simples: a mensagem breve, sem fru-fru, é de felicidade. Carinho. Abraço. Normalidade (aargh!). Gentileza. Emoção. Sedução sutil. Paridade entre os héteros e os gays. O comportamento amoroso é igual, não há nada pernicioso, promíscuo ou selvagem. Eles e elas se arrumam, com brilho nos olhos, para ir à casa de seu par e dar um presente.

O anúncio choca o pastor Malafaia porque não há “bichas” nem “sapatas”. Não há estereótipos ou caricaturas de gays. Por isso, tirem as crianças da sala! Sinceramente, pastor, quem é o bicho-papão da história e onde está o tesouro do arco-íris?

quarta-feira, 15 de julho de 2015

A ascensão meteórica de Tiago Cedraz - O ANTAGONISTA


O Globo de hoje tem uma ótima reportagem sobre Tiago Cedraz, acusado pela Lava Jato de ter recebido propina de Ricardo Pessoa:
“Filho do presidente do TCU, ministro Aroldo Cedraz, Tiago teve ascensão meteórica — acumulou clientes, sócios, patrimônio, negócios e prestígio político — desde a chegada do pai ao cargo de ministro, em 2007. Uma fatia importante das causa de seu escritório, o Cedraz Advogados, está atrelada à pauta de processos do TCU. Um de seus sócios, Thiago Groszewicz Brito, atua ou atuou em 61 processos do TCU. Outra sócia, Valeria Bittar Elbel, defende clientes em 24 autos no tribunal”.
Aroldo Cedraz vai se intimidar? Ou vai reagir às denúncias reprovando as contas de Dilma Rousseff?

O INFERNO DOPLANALTO SEAPROXIMAVELOZMENTE!EDUARDO CUNHASERÁ DENUNCIADO.


cunha - Ed Fererira Folha press
(Folha)Para enfraquecer Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que tem imposto derrotas ao Planalto e terá o controle da Câmara dos Deputados em caso de processo de impeachment contra Dilma Rousseff, o governo conta com uma denúncia contra o peemedebista na Operação Lava Jato, o que pode ocorrer nos próximos dias.
A novidade seria um depoimento do executivo Júlio Camargo, que fez acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.
O próprio Cunha já confidenciou a aliados que espera ser denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e promete retaliar o Planalto.
O deputado federal, assim como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), atribui sua investigação a uma ação do ministro José Eduardo Cardozo (Justiça). A cúpula do Congresso queixa-se de que o governo Dilma não fez nada para impedir inquéritos contra eles.
Nesta terça-feira (14), Cunha avisou a Michel Temer (PMDB), vice-presidente da República, que irá instalar CPIs prejudiciais ao governo na volta do recesso parlamentar. São elas a do BNDES e a dos fundos de pensão.
Preocupado, Temer conversou com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e o informou das intenções de Cunha. Mercadante procurou o presidente da Câmara para tentar apaziguar os ânimos e rechaçar qualquer tipo de interferência do governo na Lava Jato.
Cunha, no entanto, tem dito a aliados que a denúncia contra ele vai ter efeito oposto, prometendo “aumentar a pressão” sobre o governo.
Junto ao PMDB na Câmara, ele diz ainda que vai articular a convocação de Mercadante e Edinho Silva (Comunicação Social) na CPI da Petrobras.
Os ministros foram citados na delação do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC. Ele disse ter dado dinheiro proveniente de caixa dois a Mercadante em 2010 e ter sido pressionado por Edinho a contribuir com a campanha de 2014 de Dilma em troca de obras na Petrobras. Os petistas negam as irregularidades.
Em outra frente, Cunha vai dar início, conforme a Folha revelou no domingo (12), à apreciação de contas presidenciais de anos anteriores para abrir caminho para a análise das contas de 2014 de Dilma. O TCU (Tribunal de Contas da União) deve rejeitar as contas da petista.

ELES ESTÃO DE VOLTA


Eles ocuparam a Câmara em Porto Alegre, foram identificados e processados. Assustados, voltaram para a casa. Agora, voltam pelas mãos do Cpers e da CUT - do PT. -



A Assembléia do RS já tem imagens e fotos de desordeiros do Bloco dos Pelados, indiciados pela Polícia Civil, que estiveram ontem apupando deputados.

Todos estavam custodiados por dirigentes do Cpers e da CUT.

Em São Paulo, como se viu esta semana, também os Black Blocs voltaram às ruas.

A idéia do governo do PT e do PT é botar suas tropas mercenárias nas ruas para perturbar as manifestações previstas para o dia 16 de agosto.

Esquecem que a história só se repete como farsa.

“Lei Geral das Religiões” é aprovada pela Câmara dos Deputados



A proposta que cria a “Lei Geral das Religiões”, como é conhecido o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 160/09, que trata das garantias e dos direitos fundamentais ao livre exercício da crença e dos cultos, foi aprovada na reunião da Comissão de Assuntos Econômicos. O relator, senador Marcelo Crivella (foto), manifestou-se a favor de sete emendas aprovadas pela Comissão de Assuntos Sociais, entre elas a ausência de exigência de registro para qualquer grupo que queira compartilhar crenças e ritos. Entretanto, será requerida personalidade jurídica para a entidade realizar parceria com o Estado em atividades de interesse público.
De autoria do deputado licenciado George Hilton, atual ministro do Esporte, o projeto enviado ao Senado resultou de substitutivo do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. A proposta garante normas já reconhecidas pela jurisprudência brasileira sobre questões como a inexistência de vínculo empregatício entre religiosos e igrejas. Sacerdotes de todas as religiões poderão ter acesso, observadas as exigências legais, a fiéis internados em estabelecimentos de saúde ou detidos em presídios.
Ao disciplinar a assistência religiosa no âmbito das Forças Armadas, o projeto garante que cada credo constituirá organização própria com a finalidade de dirigir, coordenar e supervisionar essa assistência aos seus fiéis. Para isso, deverá ser assegurada igualdade de condições, honras e tratamento a todos os credos. O projeto estabelece também que a violação à liberdade de crença e à proteção dos locais de culto e suas liturgias sujeita o infrator a sanções do Código Penal, além da responsabilização civil pelos danos provocados. Com a aprovação do parecer, a proposta seguirá para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.

fonte - www.alef.com.br

Dilma, o líder e o genro do líder - O Estado de SP


Em mais um sinal de decomposição política e administrativa de seu governo, a presidente Dilma Rousseff indicou para uma das diretorias da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) o advogado Ricardo Fenelon das Neves, genro do líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE). A iniciativa foi justificada pelo Palácio do Planalto como forma de reforçar a base aliada no Poder Legislativo, especialmente com o PMDB, a agremiação que comanda a Câmara e o Senado. A mensagem de indicação foi encaminhada pela Casa Civil três dias antes do casamento de Fenelon das Neves com a filha de Eunício. A presidente Dilma foi ao casório. 
Fenelon das Neves – o felizardo – tem 28 anos de idade, formou-se há três anos em direito numa universidade de segunda linha do Distrito Federal e conhece muito pouco a área de aviação comercial. As experiências que tem no setor foram um estágio na procuradoria jurídica da própria Anac entre abril de 2009 e outubro de 2010 e um trabalho de conclusão de graduação intitulado A autorização no transporte aéreo regular. A diretoria para a qual foi indicado, de Operações de Aeronaves, não trata de questões jurídicas.
Para assumir essa diretoria, com salário de R$ 14.376,03, mais verba de representação, Fenelon das Neves terá de passar por uma sabatina no Senado e ser aprovado por voto secreto. Para evitar problemas nas respostas às perguntas que poderão ser feitas, dado seu jejum em matéria de aviação comercial regular, táxis-aéreos, aeronaves privadas e ordenamento técnico e de segurança operacional de aviões e aeroportos, o genro do senador Eunício de Oliveira anexou à mensagem de Dilma um arrazoado em que tenta apontar suas afinidades com o sistema aeroportuário. “Optei por realizar um dos estágios obrigatórios do curso de graduação no Juizado Especial do Aeroporto de Brasília, onde realizei diversas mediações entre usuários do transporte aéreo e empresas aéreas”. Ou seja, sua especialidade – pelo tanto que um estágio especializa – é mediação judicial, e o fato de ele ter-se desincumbido das obrigações curriculares num aeroporto é mera circunstância. 
A decisão de Dilma deixou revoltadas as entidades do setor aéreo, que repudiaram a escolha de um advogado inexperiente e sem qualquer conhecimento em aviação para ser um dos dirigentes de uma importante agência reguladora. Também manifestaram contrariedade com nomeações baseadas em critérios que não têm relação técnica entre o indicado e as especificidades do setor regulado. “A possibilidade de nomeação política, baseada na mais asquerosa troca de favores partidários, é por nós, especialistas, veementemente rejeitada”, disseram os dirigentes da Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves. 
A instrumentalização partidária não ocorre exclusivamente na Anac. Desde a ascensão do PT ao poder, os cargos de confiança de quase todas as agências reguladoras foram loteados entre os partidos da base governista. O descalabro chegou a tal ponto que, quando alguns dos detentores desses cargos se converteram em alvo de investigações da Polícia Federal, especialmente da Operação Porto Seguro, o Sindicato das Agências Reguladoras distribuiu nota informando que os investigados não eram servidores concursados do quadro permanente das agências, mas apadrinhados de líderes partidários. 
Criadas com autonomia administrativa e personalidade jurídica própria para substituir as antigas autarquias, as agências reguladoras são órgãos de Estado. Cabe a elas ordenar, fiscalizar e orientar a modernização dos setores estratégicos da economia, pondo o interesse público à frente dos interesses das empresas que nelas atuam. Quando são usadas como cabides de empregos para parentes, amigos e correligionários, elas perdem autoridade e credibilidade. E o resultado pode ser desde a sua ineficiência até sua captura pelas empresas reguladas, o que abre caminho para a degradação de serviços essenciais, corrupção, zoneamento de mercado e abuso do poder econômico. 
A indicação do genro do líder do PMDB no Senado para a Diretoria de Operações Aeronáuticas da Anac só acelera esse processo de deterioração funcional e moral da administração pública.