sábado, 13 de setembro de 2014

POEMA DA NOITE Da visão, por Sérgio Cohn


desfazer o puzzle
e encontrar outro dentro:
não me interessa
o que esse pôr-do-sol
na Lagoa me oferta
com seus passantes
o horizonte amplo
e a árvore fincada
em pleno desvão
da Pedra da Gávea:
as verdadeiras questões
ainda estão para ser inventadas
(mas se o olhar perco
é asa de borboleta
pura chama congelada
o sol indo de encontro
com a água)

Sérgio Cohn (São Paulo, 16 de abril de 1974) - Além de poeta é editor da Azougue Editorial. Publicou: Lábio dos Afogados (São Paulo: Nankin Editorial, 1999); Horizonte de Eventos (Rio de Janeiro, Azougue Editorial, 2002); O Sonhador Insone (Rio de Janeiro, Azougue Editorial, 2006). Como editor, organizou livros de Celso Luiz Paulini, Jorge Mautner, Vinicius de Moraes, entre outros. Além de ter realizado livros como 'Nuvem Cigana - Poesia e Delírio no Rio na Década de 1970' e Poesia.Br - Poesia Brasileira das Origens ao Século XXI.

Cartas de Buenos Aires: Uma escapadinha a Colônia del Sacramento


Gabriela Antunes
 Apenas 34 km separam a frenética Buenos Aires da bucólica Colônia del Sacramento, no Uruguai. Mas, por barco, é preciso ziguezaguear mais 13 km, pois as águas do rio da Prata não são lá muito profundas. Rasas e turvas, o rio em si não parece ser um atrativo natural. O mergulho é impossível, a visibilidade é nula, tanto que as caravelas que aí afundaram, aí ficaram.
De um lado, as poluídas baías argentinas, os portos da capital, uma cidade que dá as costas ao rio. Frenética, inquieta, impaciente, Buenos Aires morde a costa sem degustá-la. É certo que Puerto Madero, a Reserva da Costaneira e os carrinhos de comida em frente ao aeroporto Jorge Newberry tentam fazer com que o portenho e o turista não desdenhem de todo a orla portenha. Mas a verdade é que a cidade aprendeu a fechar-se em si, ignorando suas baías.
Se Buenos Aires tem um oposto, fica do outro lado do rio. A pacata Colônia del Sacramento, com suas influências portuguesas, passividade fluvial e bucolismo incorrigível também ignora sua vizinha metrópole, desdenhando o tempo e as modernidades cosmopolitas portenhas.
Uma hora de travessia parece uma ironia, uma viagem entre épocas distintas. Três grandes operadoras monopolizam o transporte entre Buenos Aires e Colônia: o Buquebus, com seus navios de porte transatlântico, a mais modesta Seacat e a menor de todas, Colônia Express. Os preços variam, mas a travessia não custa, com impostos, menos de 50 reais o trecho. Todas saem de locais perto de Puerto Madero.
Com frequências diárias, Colônia desponta como a escapadinha perfeita para mergulhar em outro tempo. E a primavera faz da viagem o momento perfeito para ver Buenos Aires do outro lado do rio. É possível ir e voltar em um mesmo dia, ou escapar por um fim de semana.
Fundada por ávidos portugueses em busca de uma rota de comércio mais ao sul do continente, em uma expedição que saiu do Rio de Janeiro, Colônia, com suas construções portuguesas, azulejos mouros e casas de pedras, não é totalmente inusitada ao olhar brasileiro. Mas suas suscetíveis invasões espanholas, francesas e sua posição geográfica fazem da mistura um bálsamo arquitetônico ajudado pelo rio, que deste lado, e apesar de barroso, não é poluído.
Não há muito que fazer, a não ser caminhar sem rumo pelas ruas de pedra, dedicar horas a um chá em um dos simpáticos cafés locais, contemplar o pôr do sol, deitar-se de ladinho no rio, escondendo-se por de trás de uma das ilhas.
Deixe seu relógio no quarto de alguma das pousadas locais porque o melhor de Colônia é não fazer nada, el “dolce far niente” que os uruguaios fazem com maestria entre siestas e chimarrões.

 
Fim de tarde em Colônia - Foto: Gabriela Antunes

Gabriela G. Antunes é jornalista. Morou nos EUA e Espanha antes de se apaixonar por Buenos Aires. Na cidade, trabalhou no jornal Buenos Aires Herald e hoje é uma das editoras da versão em português do jornaClarínEscreve aqui todos os sábados.

Mais Petrolão, mais escândalo. Delator da Petrobrás apresenta novos nomes da corrupção na Petrobrás. Istoé lista Dilma, Delcídio Amaral, Cid Gomes, Renan Filho,

http://polibiobraga.blogspot.com.br/2014/09/mais-petrolao-mais-escandalo-governo.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed:+JornalistaPolibioBraga+(Jornalista+Polibio+Braga)

A revista Istoé que já circula, publica ampla reportagem de capa, botando mais gasolina no incêndio que engole a Petrobrás no maior escândalo de uma estatal em todo o século, levando junto a presidente Dilma, o PT e boa pasrte da base aliada. Diz a revista que enquanto os peemedebistas adotam um método pulverizado de doação de campanha, o PT é o que concentra a maior fatia do dinheiro das empresas citadas no escândalo. Andrade Gutierrez, OAS, Queiroz Galvão, Engevix e UTC destinaram R$ 28,5 milhões à direção nacional do PT. À candidata Dilma Rousseff, R$ 20 milhões foram repassados pela OAS e outros R$ 5 milhões pela UTC.No total, são 53,5 milhões, mais do que o total que Aécio recebeu até agora de todos os doadores somados, empreiteiros, banqueiros, empresários em geral. 

Istoé conta em detalhes, inclusive com nomes e valores, como o esquema na Petrobras abasteceu o caixa de aliados do governo e apresenta os novos nomes denunciados pelo ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa na delação premiada

. A reportagem é de Mário Simas Filho, Sérgio Pardellas e Josie Jerônimo. Leia material trabalhado pelo editor em cima dela. O texto completo vai no link ao final desta nota. 

. Até agora, eram conhecidos trechos da delação do ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras Paulo Roberto Costa, considerado o maior arquivo vivo da República. Em depoimento à Polícia Federal, o ex-executivo da estatal entregou nomes de políticos e empresas que superfaturaram em 3% o valor dos contratos da Petrobras exatamente no período em que ele comandava o setor de distribuição, entre 2004 e 2012.

, A relação de nomes entregue pelo ex-executivo da Petrobras é ainda mais robusta. ISTOÉ apurou com procuradores e fontes ligadas à investigação que, além desses políticos já citados, também foram delatados por Paulo Roberto Costa o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o governador do Ceará, Cid Gomes, e os senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e Francisco Dornelles (PP-RJ).

 . O Presidente do Senado, Renan Calheiros -  Montanhas de dinheiro abarrotaram o caixa de campanha de Renan Filho (PMDB), herdeiro político do senador. Cinco empresas relacionadas ao esquema entraram com R$ 8,1 milhões na campanha, o equivalente a 46,8% dos R$ 17,3 milhões arrecadados pelo diretório estadual do partido, presidido pelo parlamentar. No fim de agosto deste ano, um cheque de R$ 3,3 milhões da Camargo Corrêa irrigou o caixa controlado por Renan. Para que os recursos não saíssem diretamente para a campanha do filho do presidente do Senado, o dinheiro foi pulverizado em campanhas de deputados estaduais de diferentes partidos que compõem a coligação formada em torno de Renan Filho.
Partidos como PDT, PT, PCdoB e PROS dividiram os recursos.

 . O Presidente da Câmara, Eduardo Alves -  Ele nega ter recebido recursos de Paulo Roberto Costa, mas, a exemplo de Renan, tem a campanha abastecida por empresas situadas no epicentro do escândalo. Henrique Eduardo Alves lidera a corrida ao governo do Rio Grande do Norte. Até agora, recebeu R$ 6,7 milhões de três empreiteiras apontadas no esquema de desvio de verbas da estatal.

. O ex-presidente do PP, Francisco Dornelles - O senador Francisco Dornelles, alvo do delator Paulo Roberto Costa. Ele obteve R$ 400 mil da Andrade Gutierrez e R$ 800 mil da Queiroz Galvão

. O filho do Ministro de Minas e Energia -  Ainda no Estado maranhense, o filho do ministro de Minas e Energia, integrante da lista de Paulo Roberto Costa, e candidato do PMDB ao governo do Maranhão, Lobão Filho, recebeu para sua campanha R$ 500 mil da empresa Andrade Gutierrez. A PF apura ligações do candidato com a empresa fornecedora de material para a construção da refinaria, no município de Bacabeira. O ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau atua há muito tempo nessa área para a família do ex-presidente José Sarney (PMDB), pai da governadora do Maranhão, Roseana Sarney. Quando saiu do ministério, Rondeau foi trabalhar na Engevix, uma das cinco empreiteiras abraçadas pelo escândalo.

. O senador do PT e candidato ao governo do Mato Grosso, Delcídio Amaral - Recém-incluído na rumorosa relação do delator, o senador petista Delcídio Amaral também obteve recursos para sua campanha de empresas mencionadas como integrantes do esquema. A campanha de Delcídio ao governo de Mato Grosso do Sul recebeu R$ 622 mil da OAS, R$ 2,8 milhões da Andrade Gutierrez e R$ 2,3 milhões da UTC. Entre 2000 e 2001, Delcídio ocupou a diretoria de Gás e Energia da Petrobras.

O líder do PMDB,  deputado Eduardo Cunha -  É  outro integrante do PMDB incluído na lista do ex-diretor da Petrobras

. O ex-líder do PT, Cândido Vacarezza - O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) foi agraciado com R$ 150 mil provenientes da UTC. J

. O governador do Ceará, Cid Gomes, do Pros - Na delação que fez à PF, Paulo Roberto Costa menciona ainda o governador Cid Gomes, do Ceará, com quem negociou a instalação de uma minirrefinaria no Estado. O projeto seria apenas uma fachada para um esquema de lavagem de dinheiro por meio de empresas que nunca sairiam do papel, conforme ISTOÉ denunciou em abril. “Não sei quem é Paulo Roberto. Nunca estive com esse cidadão e sou vítima de uma armação de adversários políticos”, disse o governador Cid Gomes à ISTOÉ na tarde da sexta-feira 12.

. Pelo que se pode depreender até agora, as movimentações feitas com os recursos desviados da Petrobras abrangem o caixa formal dos candidatos, como mostra esta reportagem, e também dinheiro de caixa 2. No curso de seu trabalho para desvendar as tenebrosas transações, Sérgio Moro deu uma ordem: não quer depender de grampos ou suposições e vai fugir da “teoria do domínio do fato”, método que permeou o julgamento do mensalão, o maior escândalo de corrupção dos governos do PT.

MARINA OU DILMA: NEOCOMUNISMO COM PAI NOSSO OU SEM PAI NOSSO?


por Percival Puggina. Artigo publicado em 

 Atribui-se ao jornalista Cândido Norberto a frase segundo a qual, em política, pode acontecer tudo, inclusive nada. Por exemplo: pode explodir um avião sobre o cenário eleitoral; pode acontecer algo enigmático, tipo vir à superfície mais um escândalo e o governo melhorar sua posição. E também pode acontecer nada, pelo simples motivo de que parcela imensa da população, em flagrante desânimo, joga a toalha no ringue. As pesquisas desta semana indicam que nação está agendando um encontro de boi com matadouro. E vai abanando o rabo na direção de um entre dois neocomunismos: o sem Pai Nosso de Dilma ou o com Pai Nosso de Marina.
É possível que o leitor destas linhas pense que estou paranóico. Não, meu caro. Pergunto-lhe: você leu o documento final do 20º Encontro do Foro de São Paulo (aquela organização que a grande mídia nacional diz que, se existe, não fede nem cheira?). Quem lê o referido documento não só fica sabendo que o bicho existe, mas que é poderoso e bate no peito mostrando poder. O texto exalta o fato de que, em 1990, no grupo de partidos alinhados sob essa grife, apenas o PC Cubano governava um Estado nacional. Hoje, estão sob manto do FSP, entre outros, Brasil, Uruguai, Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Venezuela, El Salvador e Nicarágua. Se observar bem, verá que a lista contém a nata dos comunismos e socialismos bolivariano, cocaleiro, maconheiro, bananeiro e por aí vai. E se escrutinar caso a caso vai encontrar dirigindo esses países, em seus vários escalões, aos cachos, ex-guerrilheiros comunistas que, em momento algum, extravasaram arrependimento ou deserção das antigas fileiras. Uma parceria e tanto, essa que o Brasil integra na condição de grande benemérito e tendo o PT como sócio fundador.
O Foro de São Paulo, como bem mostra Olavo de Carvalho, é a chave de leitura para o que acontece, não apenas na política nacional, mas nas nossas universidades, na nossa economia, nos negócios externos e na tal geopolítica "multipolar" que nada mais é do que um passo adiantado na direção de um projeto de hegemonia e totalitarismo sobre a região. E é para lá que vamos se, confirmando-se o dito com que abri este texto, já aconteceu tudo e nada mais há para acontecer.
Se olharmos pela janela, veremos que a economia brasileira está parando. A cartola de sortilégios do ministro Mantega está tão vazia quanto os cérebros que nos governam. O que houve? Nada que não possa ser explicado pela sujeição nacional a um governo com estratégias erradas. A Venezuela já não está com polícia nos supermercados? Não se contam cinco décadas de escassez e filas em Cuba? A outrora próspera Argentina, não se encontra em plena decadência?
As parcerias do FSP adotam exitosas técnicas de sedução eleitoral. Mas exercem o poder de modo desastroso. E Marina vem na mesma toada. Ela nasceu para a política como líder comunista. Revoltada com a vida e com o mundo, como costumam ser os líderes comunistas. Marina não entendia o motivo pelo qual abrir trilha na floresta e riscar casca de seringueira não transformava o cidadão acreano num próspero suíço. Saiu da floresta, estudou, ganhou mundo, quer presidir o Brasil. Mas se não esconjurar as ideias que tinha quando ministra, ela é um apagão eminente.
_____________
* Percival Puggina (69), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.
 

HUMOR - CHARGE DO FAUSTO

Esta charge do Fausto foi feita originalmente para o

Cartas de Seattle: Quando reciclagem de lixo dá trabalho


Melissa de Andrade
Ah, bons tempos aqueles em que coleta seletiva significava separar lixo seco e lixo molhado. Em Seattle, jogar lixo no lixeiro requer atenção redobrada. Pode haver três, quatro opções – uma do lado da outra. E não necessariamente as mesmas opções em todo lugar. É comum ver gente indecisa diante dos cestos de lixo, a mão suspensa no ar esperando a decisão pelo repositório certo. 
Reciclado ou compostável? Compostável ou lixo comum?
Parece fácil? Não é.

Tem lugar que tem um cesto para vidro, um cesto para plástico e um cesto para o lixo comum. Aí você fica com pena de jogar fora o papel perfeitamente reciclável no lixo comum, só porque naquele lugar a quantidade de papel reciclável acumulada não justifica uma coleta específica. O papel sem uso volta pra bolsa, à espera de um lixeiro ecologicamente correto. 

E o lixo doméstico?
A prefeitura tem um manual com os tipos de lixo que são coletados em cada região da cidade. Tem lugar em que vidro precisa ser colocado em containers separados. Tem lugar em que resíduos de jardim (folhas, galhos, etc) são coletados separadamente. Tem lugar que não recicla alumínio. As instruções ensinam até a triturar papel corretamente, com aquelas maquininhas portáteis tão comuns por aqui, “para não danificar a fibra e comprometer o reaproveitamento do material”.
Não pode amassar nem picar papel. Não pode colocar sacola de plástico no lixo reciclável. Não pode colocar tampa de garrafa. Não pode colocar certos tipos de papelão. E por aí vai.
Jogar lixo fora pode exigir todo um conhecimento especializado. E não é necessariamente porque todo mundo em Seattle é super engajado. É porque coleta errada dá multa. Simples assim.
E se você, com todas as boas intenções, acabar escolhendo o cesto errado para depositar seu lixo num ambiente público, é capaz de ouvir uma crítica no melhor estilo passivo-agressivo de um típico morador de Seattle: “Acho que você não viu que a lixeira compostável fica ao lado”. A patrulha local pode ser implacável, ainda que sob o manto “legal” do jeito Seattle de ser.

Coleta de lixo em Seattle - Foto: Ted S. Warren / AP 

Melissa de Andrade é jornalista com mestrado em Negócios Digitais no Reino Unido. Ama teatro, gérberas cor de laranja e seus três gatinhos. Atua como estrategista de Conteúdo e de Mídias Sociais em Seattle, de onde escreve para o Blog do Noblat.

POEMA DA NOITE Quem somos nós agora, por Sérgio Cohn


o que nosso tempo dita
no vício de estar vivo
entre pares
no rastro no rastilho
desta festa de imprevistos
corpo novo
amalgamado ao meu
onde todo ruído branco
se perde em significados
& as frutas
luzem no espanto
do quarto escuro
cintilam as gotas
contra a persiana cerrada
o ar melado de fumo
o húmus o introspecto
sorriso que nada atinge
na mão o copo evaporado
sem prumo
no chão Hakin Bey & Back
“je suis um revolutionaire”
um ou outro universo
esquecido
as vozes ardem
contra a mente
esta noite
e lá fora a chuva
é o silêncio
de todas as coisas:
vozes, sons perdidos
o copo evaporado
de eras
o fértil, o terrível
Iporã, espaço aberto
onde tudo é possível
“ou a total liberdade
no reino da impossibilidade”
ecoa a amiga
antes de desaparecer

Sérgio Cohn (São Paulo, 16 de abril de 1974) - Além de poeta é editor da Azougue Editorial. Publicou: Lábio dos Afogados (São Paulo: Nankin Editorial, 1999); Horizonte de Eventos (Rio de Janeiro, Azougue Editorial, 2002); O Sonhador Insone (Rio de Janeiro, Azougue Editorial, 2006). Como editor, organizou livros de Celso Luiz Paulini, Jorge Mautner, Vinicius de Moraes, entre outros. Além de ter realizado livros como 'Nuvem Cigana - Poesia e Delírio no Rio na Década de 1970' e Poesia.Br - Poesia Brasileira das Origens ao Século XXI.