terça-feira, 22 de julho de 2014

O Brasil em excelente companhia

http://vespeiro.com/2014/07/22/o-brasil-em-excelente-companhia/

by fernaslm
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Os 298 homens, mulheres e crianças mortos por um míssil russo disparado contra o Boeing 777-200 de passageiros da Malaysian Airlines na Ucrânia estavam arrumando as malas para embarcar no fatídico vôo MH17 quando a presidente Dilma Rousseff assinou, ao lado de Vladimir Putin, a declaração conjunta da 16a Reunião de Cupula dos BRICS, em Brasilia, afirmando que “Somos reconhecidos por nossa atuação autônoma no plano internacional em favor de um mundo mais justo, mais próspero e pacífico”.
Menos de quatro meses antes desta honesta declaração Vladimir Putin, sem mais aquela, tinha mandado os seus “black blocs” – tropas do exército nacional russo devidamente mascaradas e sem identificação mas conduzindo tanques e portando armamento pesado – invadir e tomar a Criméia, parte do território da Ucrânia, outro dos ex-anexados à "Cortina de Ferro" soviética que, para prevenir recidivas do vizinho "entrão", preparava-se para aderir à União Européia.
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Desde então, nas palavras do secretário de Estado norte-americano John Kerry, ele “vem apoiando, abastecendo, encorajando, armando e treinando” os supostos “guerrilheiros separatistas” ucranianos que querem tomar mais um pedaço daquele país para anexá-lo à Russia que, 24 horas após a saída de Putin de Brasilia, derrubaram o avião malaio e seus 298 passageiros com um ou mais disparos de mísseis Buk fornecidos por Moscou.
Enquanto os corpos despedaçados das vítimas dos aliados de Putin despencavam dos céus da Ucrânia, dona Dilma recebia, como hóspede especial da Granja do Torto, uma das residências oficiais da Presidência da República, ninguém menos que Raul Castro, da dinastia dos proprietários daquela ilha cheia dos “prisioneiros comuns” a quem Lula nega uma palavra de apoio humanitário que seja mesmo quando, minados pela tuberculose, estão morrendo em greves de fome.
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Castro chegou um dia depois da partida de Putin para participar da Reunião de Cupula Brasil-China e Líderes Latino-americanos e do Caribe do Itamaraty que pretende articular as relações econômicas dos próceres do “excesso de democracia” bolivarianos do continente com outro campeão mundial dos direitos humanos, o chinês Xi Jimping, que pretende “ampliar a presença comercial e política da China nas Américas Central e do Sul e no Caribe” que, no jargão desse pessoal, resume-se a Cuba.
Não cobro de Dilma que anteponha ideologia a interesses comerciais nem que confunda governantes com os povos que eles supostamente representam. Como representante de um país ela tem de se relacionar com todos, ou ao menos com todos os que estiverem dentro dos limites da decência humanitária.
Mas é precisamente isso que ela não faz.
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Não é por acaso que estiveram representados em Brasilia e privando da intimidade e das homenagens especiais da presidente do Brasil apenas e tão somente representantes das diversas etapas de desenvolvimento da “hiperdemocracia” que o PT declara todos os dias que pretende impor ao país.
O ex-chefe da polícia política soviética que, desde 1999 quando se tornou primeio-ministro pela primeira vez, vem governando a Russia diretamente ou por interpostos “postes” escalados para substituí-lo entre mandatos com métodos semelhantes aos da máfia, como de resto eram os adotados pela KGB, ostenta em seu currículo, multiplicado por milhões, todos os feitos de um delegado Fleury, o antigo chefe do Doi-Codi onde Dilma passou dias memoráveis.
Devidamente repaginado para os tempos do capitalismo de Estado selvagem e sem fronteiras, ele já se tem servido de diversos dos ingredientes que o PT inclui em seu programa oficial.
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Na sua Russia não existe imprensa nem muito menos televisão sem “controle”; blogueiros são obrigados a se registrar no Ministério das Comunicações com quer o tio Franklin; sites são fechados por publicar comentários como este que você está lendo; pessoas são presas por protestar contra o regime; as antigas ONGs estão restritas aos atuais “Gongos”, da sigla em inglês para “Government Organized Non Governmental Organization”, exatamente equivalentes aos “movimentos sociais” com os quais o PT quer dividir, com exclusividade, o governo do Brasil segundo reza o Decreto 8.243, ainda vigente; os “campeões nacionais” dos setores básicos e/ou estratégicos da economia são criados pelo governo e dependem dele para sobreviver, monopólios estes de cuja boa vontade, por sua vez, dependem todos os outros empreendedores e trabalhadores do país, seja para vender-lhes sua produção, seja para comprar-lhes os insumos, seja para dar-lhes o emprego sem os quais todos eles podem acabar condenados à morte econômica.
China's President Xi Jinping and Brazil's President Dilma Rousseff attend the official photo session for the meeting of China and CELAC at Itamaraty Palace in Brasilia
Quanto aos genocidas e psicopatas do mundo sentados em tronos, fardados ou não, de Bashar Al Assad, o envenenador, aos mais pitorescos trogloditas da África e da Ásia, ele, com as prerrogativas de um membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, dá o mesmo tratamento que o PT reserva a essa mesma grei: tapinhas nas costas e posição fechada contra qualquer boicote, represália ou ação militar que lhes tolha a sede de sangue de modo a que matem até o último dos seus “oposicionistas” ou anexem o último dos seus cobiçados “satélites”, tudo sempre em nome da democracia e da paz.
Para os demais reservam as leis que não acatam...
O Brasil poderá alegar tudo menos que não sabia com quem estava lidando, portanto, se voltar a eleger o PT em outubro, fato que certamente resultaria em que ninguém mais pudesse ser eleito por muitos e muitos anos nestas terras, exatamente como acontece nas de todos os convidados preferenciais da Granja do Torto e cercanias nessas ultimas trágicas semanas.
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fernaslm | 22 de julho de 201

Conflito em Israel: estelionato geopolítico


Posted: 21 Jul 2014 06:21 AM PDT

Excelente texto do Pondé hoje na Folha sobre o marketing envolvendo Hamas e o ódio ao judeus na atualidade. Recomendo.


Marketing geopolítico

Luis Felipe Pondé, filósofo (Folha de SP)

Uma das últimas modas da mídia foi a Primavera Árabe. Neste caso, quase um caso de estelionato geopolítico. O Egito voltou a ser o que era. A Líbia, terra de tribos, caiu no caos. A Síria estava melhor com o Assad mandando. As mentiras do Bush sobre "smoking guns" no Iraque foram também um estelionato geopolítico. Mas, este, todo mundo reconhece. Já a "primavera árabe", custa a ser vista como é: uma invenção do marketing geopolítico da esquerda de butique.

E este marketing serve para grupos como o Hamas fingirem que querem a paz, quando, na realidade, querem matar os israelenses. Não por acaso, o Hamas louvou o assassinato dos três adolescentes israelenses.

Não quero dizer que não exista uma dinâmica política e social no Oriente Médio, quero dizer que esta dinâmica (caótica, violenta, atávica, tribal, religiosa, racial, comercial) nada tem a ver com o que "filósofos queijos e vinhos" pensam que seja.
Vejamos o caso do Estado de Israel. Aliás, talvez este seja um dos assuntos onde o marketing geopolítico mais faz estrago à reflexão.

Israel é um "anacronismo" contemporâneo. Primeiro porque não faz marketing geopolítico e isso, aliado ao velho antissemitismo hoje travestido de crítica a Israel, cria o caldo no qual grande parte da mídia discute o conflito entre judeus e árabes no Oriente Médio. Os árabes investem pesado em marketing geopolítico. Israel, não.

Importante lembrar que os palestinos são uma cabeça de ponte dos países árabes e do Irã que continuam buscando a eliminação de Israel do mapa da região. O marketing geopolítico árabe oculta este fato. O Hamas não lança foguetes pela criação do Estado Palestino, lança pela destruição do Estado de Israel. Sabia disso?
Desde 1948 alguns países árabes tem uma política chamada "judeus ao mar", apesar de não se falar dela hoje porque pega mal para o marketing geopolítico dos árabes e do Irã. O mesmo marketing que alimenta ideias falsas como "primavera árabe". Muitas vezes temos a impressão de que este fator ("judeus ao mar" como política do Hamas inclusive) não existe.

O filósofo britânico, nascido em Riga, Isaiah Berlin (1909-1997), descreve Israel no artigo "The Origins of Israel" de 1953 (republicado no volume "The Power of Ideas", Princeton University Press, 2000) como um anacronismo porque fundado nos mais puros ideais da "intelligentsia" liberal russa do século 19: liberdade, igualdade, justiça, ciência, democracia, ou seja, a busca de assimilação dos judeus aos modos da vida moderna da Europa ocidental.

Para Berlin, se quisermos entender Israel devemos olhar pro século 19. Entretanto, há um outro componente neste processo: a influência das comunidades religiosas judaicas do Leste Europeu. Esta mistura cria um conflito interno no Estado judeu (identificado hoje no conflito seculares x ortodoxos), ainda que, na sua origem, o ideal era que os judeus das comunidades fechadas do Leste Europeu, em algum momento, seriam assimilados ao modo de vida secular. Isso não aconteceu. Ao contrário, as mulheres ortodoxas são três vezes mais férteis do que as seculares.

Como dizia antes, Israel não trabalha no plano da propaganda geopolítica como o Hamas. O Hamas se esconde atrás da população civil porque sabe que quando Israel é obrigado a revidar, muita gente morre e a mídia internacional embarca de novo no estelionato geopolítico.

Quer exemplos? 1. No dia 15 de julho, um hospital em Gaza foi danificado por mísseis. Por quê? Porque o Hamas colocou uma base de lançamento de foguetes contra Israel ao lado do hospital. 2. Você já se perguntou por que só aparece foto de criança chorando em Gaza? 3. Quando Israel lança panfletos dizendo para as famílias saírem de casa por conta de ataques na região, se você sair, o Hamas considerará você colaborador do sionismo.

Os defensores da política de "judeus ao mar" sabem que militarmente perderam todas as guerras, do contrário Israel não existiria mais. Por isso, investiram na mídia: esperam que muitos palestinos morram para dizer que Israel é mau e eles uns "docinhos de coco".

Tudo é falso na “democracia” à brasileira


by fernaslm
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Deus está nos detalhes”.
A frase é do arquiteto Ludwig Mies van der Rohe (1896-1969). Mas a nenhuma outra ciência ela se aplica melhor que à da construção de instituições, mesmo porque fora deles, nesse campo, está o diabo em pessoa.
Nada é melhor exemplo dessa verdade que o Brasil, este país em que o maior obstáculo para a implantação de uma democracia é o fato de que a esmagadora maioria do seu povo pensa que já vive numa quando, na verdade, o que existe por aqui, nesse departamento, não é mais que vagos ecos de um vocabulário.
Veja-se este exemplo.
Continua, pela imprensa afora, o chororô pelo último “drible” aplicado na Lei da Ficha Limpa, desta vez pelo arquiflagrado empalmador de pacotes de dinheiro vivo, José Roberto Arruda que, um dia depois de ser condenado pela segunda vez num caso de corrupção anunciou, sem ser barrado pela polícia, que manterá sua candidatura ao governo do Distrito Federal do qual já foi apeado uma vez por corrupção.
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As leis de iniciativa popular, de que seria exemplo a que instituiu a obrigação de “ficha limpa” para candidatos a cargos majoritários, são parte do arsenal de armamentos de segunda geração adotados pelas democracias sem aspas para fechar as brechas deixadas pelo equipamento de primeira geração que quase puseram a perder a terceira tentativa da democracia de caminhar pela Terra, iniciada em 1776, depois dos malôgros das experiências grega, iniciada ha 2600 anos, e romana, encerrada quase mil anos depois.
Esse arsenal inclui as leis de iniciativa popular, os referendos e as ações de “recall”, todas elas armas para dar consequência concreta e inescapável ao preceito central das democracias segundo o qual o consentimento do povo é a única fonte de legitimação de toda lei, instituição ou ação política.
A ordem institucional brasileira onde tudo, quando muito, “parece”, mas nunca de fato “é”, e onde nem o equipamento básico de primeira geração como os preceitos da "igualdade perante a lei" e de "um voto por eleitor" jamais chegaram a ser implantados, adota parte desse vocabulário de segunda geração mas rigorosamente nada do que lhe dá sentido e consequência prática.
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lei de iniciativa popular nasce, como o nome diz, fora das casas legislativas e, nas democracias sem aspas, uma vez apresentada ao público, o que pode ser feito por todo e qualquer eleitor, e colhido o numero de assinaturas estipulado para essa etapa do processo, vai a debate público em campanha (contra e a favor) financiada pelo Estado.
Feito isto, vai a votação em um adendo à cédula da eleição majoritária mais próxima pedindo um “sim” ou um “não” de cada eleitor para, se aprovada, ser imposta ao Poder Legislativo que não terá a prerrogativa de alterá-la se o Poder Judiciário chancelar a sua constitucionalidade. Uma regra elementar já que sendo o representado a fonte primária e exclusiva da legitimidade da lei, o representante não tem poder para se sobrepor à sua vontade expressa.
No Brasil dá-se o contrário. A lei chama-se "de iniciativa popular" mas a coleta do numero requerido de assinaturas fará, apenas, com que o Legislativo fique obrigado a apreciar uma lei semelhante (mas não necessariamente idêntica em seus propósitos e intenções originais) e levá-la a votação de seus deputados que poderão aprovar ou rejeitar essa “sugestão” de seus representados e, em caso de aprovação, regulamentá-la a seu bel prazer, inclusive até torcê-la para produzir o efeito contrário ao originalmente desejado pelo seu propositor.
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Em caso de excessivo incômodo para assumir tanta violência, poderão os legisladores cercar a "lei de iniciativa popular" de outras que tornem impossível aplicá-la, como é o caso desta da Ficha Limpa.
No caso de Arruda a lei não pôde ser aplicada simplesmente porque seus advogados jogaram com os prazos que o Judiciário gostosamente concede para que tudo possa virar nada, ao gosto do juiz, daquilo que entra no seu rito de processamento. Como a condenação de Arruda à inelegibilidade prescrita pela Lei da Ficha Limpa só foi “pronunciada” depois do registro de sua candidatura, embora tivesse começado a ser processada muito antes, ele está livre de incidir nela porque outra lei paralela assim determina que seja. Somada à elasticidade dos prazos, uma coisa elimina a outra, enquanto nossos códigos legislativos se vão tornando mais e mais obesos de leis e anti-leis.
Para que todo esse intrincado caminho de rato para manter tudo como sempre foi? Para dificultar a discussão e ajudar a confundir as coisas num país cheio de analfabetos funcionais que ainda vive sob censura da imprensa nos períodos pre-eleitorais, que é quando esses temas tendem a vir à baila.
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A figura do referendo, que não existe no Brasil, abre a outra via dessa mesma estrada nas democracias civilizadas dando aos eleitores a prerrogativa de, colhidas as devidas assinaturas, convocar um “sim” ou “não” para qualquer lei passada por seus representantes nos legislativos de que eles houverem por bem se livrar.
Ja o plebiscito, que também tem versão brasileira e tende a ser confundido com oreferendo, tem em vista facilitar reformas mais amplas, para o bem ou para o mal, que obrigarão uma ou mais leis existentes a serem revogadas ou reformadas para se adequar a um novo preceito geral aprovado em plebiscito pelos eleitores. Dona Dilma e o PT vivem à procura de um momento qualquer de comoção nacional para tentar rifar de vez o sistema republicano que têm jurado de morte, a exemplo do que aconteceu na Venezuela.
Mas mesmo antes deles o uso desse instrumento tem sido desvirtuado entre nós. O caso mais recente e emblemático foi o do Estatuto do Desarmamento. Proposto por uma coalisão de ONGs e legisladores, foi liminar e esmagadoramente recusado pelos eleitores. Mesmo assim, a posterior “regulamentação” das leis existentes e confirmadas nas urnas sobre o direito de posse e uso de armamentos por cidadãos legalmente qualificados para tanto foi tão radicalmente desvirtuada pelos perdedores do plebiscito que tornou impossível o exercício desse direito.
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O impedimento ou “recall” de mandatos concedidos, igualmente, são, no Brasil, iniciativas exclusivas dos poderes Legislativo e Judiciário. Nas democracias avançadas são a mais fulminante arma da cidadania. Nelas divide-se o eleitorado em distritos justamente para facilitar o processamento do “recall”, permitindo a cassação do representante de cada grupo de eleitores a qualquer momento sem impor grandes mobilizações que atarpalhem o funcionamento do país e nem, muito menos, perguntar o que quer que seja aos poderes Legislativo e Judiciário. Os representados podem cassar a qualquer momento os mandatos condicionalmente dados aos representantes apenas por não estarem satisfeitos com o seu desempenho, definição que fica a seu critério e não precisa ser explicada a ninguém.
A democracia, enfim é o regime que estabelece uma clara relação de hierarquia e subordinação do governante ao governado, e arma a mão deste para dar cosnequência a mais fulminante possível a esse preceito.
O Brasil adota parte do vocabulário das democracias mas nenhum dos seus instrumentos práticos, excluídas as eleições para cargos executivos onde cada eleitor ainda vale um voto. Do Legislativo em diante tudo, inclusive a regra de maioria, é falsificado.
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Com o advento da Era PT, vamos indo daí para o sexo explícito sem maiores subterfúgios e em velocidade vertiginosa como mostra a sequência do Decreto 8.243 das vésperas da abertura da “Copa das Copas” que, a seguir vigendo como vai, acaba com a democracia representativa no Brasil e institui em seu lugar o Sistema Nacional de Participação Popular só dos escolhidos do partido, para o decreto que complementa o primeiro anunciado logo após o encerramento dela mediante o qual o governo, antes mesmo de fazê-lo aprovar no Congresso Nacional, cria o Fundo Financeiro de Participação Social com o qual quer nos obrigar a financiar a nossa própria exclusão do processo decisório nacional...
A nota positiva que se pode lembrar dentro desse quadro de desolação é que nos Estados Unidos, que começaram a instituir mecanismos de democracia direta com a participação de todos os eleitores (ao contrário dos do PT dos quais só participam quem ele escolhe) a partir do final do século 19 e início do século 20, a sequência foi, primeiro, ganhar a ferramenta das leis de iniciativa popular e, pelo uso dela, limpar a definição sobre quem manda em quem – representantes e representados – e redobrar a força e o alcance desse instrumento. Foi usando as leis de inciativa popular que se conquistou o direito ao referendo das leis de inciativa parlamentar e ao “recall” a qualquer momento dos representantes indignos do seu mandato.
Essa, aliás, é a única maneira pacífica conhecida de se fazer tais reformas já que nem nos Estados Unidos nem em lugar nenhum elas foram feitas por iniciativa espontânea dos que se beneficiavam da situação anterior.
Nós ainda dispomos, portanto, da ferramenta necessária para começar a abrir a picada que pode nos tirar desta selva em que andamos perdidos.

O QUE VOCÊ VÊ A MAIS NESSES LOGOTIPOS?



Começando com o clássico logo doCarrefour, que depois de muitas teorias sobre saci azul, alienígena de gorro egorda de biquíni, vemos que é um simples C vazado.
 
Parece só o nome da empresa escrito deforma estilosa, mas o VA na verdade significa o sinal analógico e o IOsignifica a linguagem binária dos computadores
As penas coloridas do logo da emissoraamericana representam seus 6 departamentos, a cabeça do pavão representa otelespectador.
Site para compra de fonts, reparem que oMy formam uma mão.
Marcagenérica de Doritos, reparem nos dois Ts alegres e o molho entre eles
O balançar na tacada de golf forma acabeleira dos elmos dos guerreiros e seu corpo forma o rosto do mesmo.
Famoso chocolate. Repare no urso que oalpe suíço forma.
Empresa de pneus, reparem no CO que formamseu produto.
Reparem na seta entre o E e o X.Velocidade.
Clássico sempre dá as caras aos domingos,o espaço entre o F e as linhas de velocidade que formam o 1 forma outro 1.
A seta amarela não é só um sorriso, sugereque na Amazon você acha tudo de A a Z.


Diferentes pesquisas confirmam que Dilma será derrotada por visão pessimista do eleitor na economia


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Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A análise fria dos indicadores qualitativos das últimas pesquisas indica o alto risco de derrota reeleitoral de Dilma Rousseff. O gráfico da Taxa sazonal de aprovação do governo 12 meses antes das eleições, medido pelo Datafolha, revela um fenômeno preocupante para os petistas. Dilma apresenta um dos piores desempenhos, desde 1998, nos meses de junho/julho. Fernando Henrique Cardoso, quando perdeu o pleito de 2002 para Lula, era igualmente mal avaliado pelo eleitorado pesquisado, que também manifestava desejo de mudança (média de 70%).

A pesquisa CNI Ibope confirma que Dilma é impactada negativamente pelo pessimismo ou pela visão crítica do eleitorado em relação à economia. Dilma tem avaliação negativa na atuação de seu governo nos itens: impostos (- 77%), juros (- 70%), Política contra inflação (-71%), política contra desemprego (- 57%). Dilma também toma pau na avaliação negativa do social: Saúde (-78%), Educação (-67%) e Segurança Pública (-75%). Nem as demagógicas bolsas-grana conseguem salvá-la do vermelho da reprovação nas políticas contra fome e pobreza (-53%).

Quem quiser ter acesso a tais números, organizadamente tabulados, pode consultar as 52 páginas do “Guia das Eleições 2014”, elaborado pela equipe do Banco Itaú BBA. O paper não foi “feito para você”, cidadão comum, mas, especialmente, para investidores – uma turma que não anda muito contente com os rumos da economia capimunista brasileira. O trabalho informa quem é o eleitor brasileiro, os candidatos, regras, datas importantes e propaganda, aprovação do governo e pesquisas eleitorais. Foi produzido por Luiz Cherman, Luiz Felipe Priolli, Giulia Coelho e Rodrigo Versolato. O material circula no mercado livre da internet...


Dilma sabe, em seu inconsciente, que será derrotada porque a gestão petista avacalhou com a estabilidade econômica e, pior ainda, não tem soluções concretas para promover um futuro econômico melhor. Dilma tem pleno conhecimento de que o endividamento das famílias é grande e tende a aumentar. O do governo, também. Juros altos e 56 impostos sobre a atividade produtiva, junto com a dificuldade de crédito, aumentam os riscos e inviabilizam investimentos produtivos. O governo é quem gasta mal e cada vez mais. A estagflação (inflação em uma economia que não cresce) é o maior adversário eleitoral de Dilma.

A avaliação negativa da Presidenta nas diferentes pesquisas qualitativas é impactada pela sensação de que algo vai muito mal na economia, e pode piorar brevemente. As contas do mês das pessoas normais, que trabalham e dependem de salário para sobreviver, fecham no vermelho. A carestia é geral. Os preços de produtos e serviços perderam a referência. A inflação não é pior por conta da maquiagem das tarifas públicas – que o governo segura agora, para soltar depois da eleição. A estimativa real é de confusão em 2015.

Herdeiros


Releia o artigo de ontem: Corrupção, Impostura e Inflação: mudar ou morrer!

Afetada


Dilma cubana?

O governo petista já investiu mais de US$ 1 bilhão 200 milhões na infraestrutura de Cuba – em tese financiado pela mãe BNDES.

Os cubanos ganharam novo porto, um aeroporto melhor e um hotel de luxo.

Não seria melhor a Dilma se candidatar à sucessão do Raul Castro?

Lá em Cuba ela pode contar com a assessoria especial de José Dirceu, sem precisar telefonar para ele na cadeia...

Legado da Roubalheira




© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 21 de Julho de 2014.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Temei, Supremo! Cresce a possibilidade de Dilma indicar Cardozo para a vaga de Barbosa!





Por Reinaldo Azevedo

Temei, Supremo!

Está em alta o nome de José Eduardo Cardozo, hoje ministro da Justiça, para a vaga aberta no Supremo com a saída iminente do ministro Joaquim Barbosa — na verdade, essa pode ser a consequência mais nefasta de sua aposentadoria precoce.

Dilma tem uma certa gratidão por ele. Durante a campanha, havia três assessores próximos que ela apelidou, carinhosamente, de seus “Três Porquinhos”. Um dos “Porquinhos” era justamente Cardozo. Os outros dois eram Antonio Palocci e José Eduardo Dutra. O ex-ministro está hoje na iniciativa privada e segue como um dos homens mais próximos de Lula. Dutra é diretor Corporativo da Petrobras. Cardozo está no Ministério da Justiça, mas Dilma não esconde dos mais íntimos que o considera incompetente. Então alimenta a ideia de lhe arrumar um emprego no Supremo. Imaginem… Ele teria 15 anos para ficar no tribunal!

Durante um tempo, Cardozo confundiu algumas cabecinhas. Chegou a anunciar que se afastaria da política, desiludido com a falta de idealismo e coisa e tal. Mas logo recobrou a vontade. No Ministério da Justiça, comporta-se como militante petista. Como militante petista, pretende posar de ministro da Justiça. A sua omissão na área de segurança pública tem sido escandalosa.

Já escrevi aqui e lembro outra vez. No próximo mandato presidencial, serão nomeados cinco ministros: no ano que vem, o substituto de Celso de Mello (caso ele não se aposente antes); em 2016, o de Marco Aurélio, e, em 2018, os de Ricardo Lewandowski, Teori Zavascki e Rosa Weber. Com toda a serenidade, observo que uma eventual vitória da oposição pode ser vital também para o Poder Judiciário manter a sua independência em relação ao Poder Executivo. A corte suprema de um país não pode ser a seção de um partido ou uma extensão de um grupo ideológico, a exemplo do que acontece hoje em protoditaduras como a Venezuela, a Bolívia, o Equador ou a Nicarágua. 

21/07/2014 

Corrupção, Impostura e Inflação: mudar ou morrer!



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O próximo Presidente da República, que só será Dilma Rousseff se houver uma escandalosa fraude eleitoral, terá obrigação de resolver, urgentemente, a perigosa crise de confiança na economia brasileira. Caso não cumpra tal missão, no prazo mais curto possível, perderá a governabilidade e o País vai mergulhar na mais perigosa instabilidade institucional jamais antes vista em nossa História. É mudar ou morrer!

Várias ações conjuntas serão necessárias na economia, para preparar o terreno para mudanças políticas, também urgentes, que colocarão o Brasil no caminho verdadeiro do pleno emprego de fatores para o desenvolvimento e crescimento. Se o Brasil quiser avançar, terá de promover a mudança de seu modelo de Estado. O Capimunismo só nos manterá no subdesenvolvimento. Seremos a eterna colônia e periferia do sistema. É mudar ou continuar na merda perfumada que ilude os tolos.

Será necessário ir muito além da fase inicial do Plano Real de 1993 – que segurou a inflação e gerou estabilidade monetária. Nossos gargalos imediatos são resultantes do modelo estatal improdutivo, perdulário e dependente dos recursos sob controle da Oligarquia Financeira Transnacional e seus tentáculos locais. O Brasil precisa ser soberano e aprender a fazer as coisas certas para refazer seu pacto com o resto do mundo. É mudar ou continuar perdendo de goleada, porém com a mesma empáfia de falso ganhador.

As soluções são complexas. Dependem de muita vontade política, honestidade de propósitos e, sobretudo, conceitos corretos para soluções duradouras. Os fanáticos da seita petista e petralhas não têm condições de mudar nada. Só podem agravar a atual situação que nos leva ao inferno com cenário celestialmente disfarçado. Petralhas são travestis da politicagem. Eles não ligam para ideologia - apenas fingem que são ideológicos, "socialistas convictos". Petralhas são vaidosas prostitutas de luxo. Gostam mesmo é de muita grana! O que dá poder, efetivamente.  Ou mudamos, tirando eles do jogo, ou sofreremos as consequências de uma PT (sigla que significa Perda Total).

Dilma sofre de lulite aguda. Parece uma Presidenta Ingnoranta (apelemos para a novilíngua). Ignorante é aquele que não sabe o que deveria ter obrigação de conhecer. Ele entende tanto de economia quanto os petralhas entendem de honestidade. Além de arrogante, prepotente e soberba, que adora posar de dona da verdade, a Dilma parece uma macaquinha doida em uma loja de louças sediada em um hospício chamado Palácio do Planalto. De lá, os alienados enxergam o País e o mundo da forma esquizofrênica que lhes convém. É mudar os loucos ou morrer por alopração.

O Brasil opera em ritmo de Perda Total. Editorial de O Globo de ontem mostra como a “conjuntura conspira contra Dilma”: “Não precisaria ter sido assim. Bastava o governo não ter cometido tantos erros: na leniência com a própria inflação, com o desregramento nos gastos públicos e no solapamento da confiança no futuro. Se a inflação está elevada com preços públicos artificialmente contidos, quanto ela será em 2015? Diante da pergunta, projetos de investimentos são adiados. Mesmo porque o represamento se dá em insumos essenciais: energia e combustíveis. Preços em elevação e risco de desemprego são os piores cabos eleitorais”.

Temos de ir muito além da eleição. Não basta derrotar o PT e destronar os alienados petistas e os soberbos petralhas do podre poder. É preciso mudar a máquina estatal que lhes permite o exercício do aparelhamento. O regime capimunista não serve ao Brasil. O Capimunismo é um arremedo de sistema baseado no aparelhamento do Estado por uma oligarquia política e na intervenção estatal sobre a atividade econômica, com regramento excessivo, impostos extorsivos e crédito caro e de risco, tendo um discurso social demagógico, um engodo ideológico coletivista contra a individualidade e uma prática clientelista-patrimonialista que corrompe os cidadãos de baixa renda.

A República Populista do Brazil já está implantada. Se quiser chamá-la de Federação Capimunista do Brazil também vale. Juros altíssimos, impostos elevadíssimos, leis e regras inventadas e impostas para causar desordem jurídica e inviabilizar a democracia e a soberania são alguns dos fundamentos do Governo do Crime Organizado. A máquina estatal aumenta seu poder, gradualmente, para interferir cada vez mais na vida das pessoas, tornando-as reféns do esquema cada vez mais concentrado nos sujeitos que se acostumaram a usar a política como meio de garantir poder, dinheiro, hegemonia e prestígio.

Cada dia que passa, o Capimunismo “brazileiro” avança, sempre trabalhando para o Poder Real Globalitário, em seu projeto de reduzir ou eliminar a soberania nacional dos países. Nesta estratégia, criam-se instrumentos para controlar, cada vez mais, os direitos individuais para que as pessoas se sintam obrigadas a obedecer à ordem coletivista imposta pelo Estado Capimunista. O esquema é tão eficiente que o gado não percebe como e nem quando vai para o abatedouro.

No brejo já estamos. Então, vamos sair do atoleiro. Vamos exigir que o futuro Presidente da República – não importa quem seja - faça as coisas certas. Precisa começar a mexer no apodrecido alicerce capimunista. As ações prioritárias são conter a gastança, o desperdício e a corrupção estatal, redefinindo as relações entre política e economia, com foco no interesse público, na honestidade e na transparência de informações. Acertar significa mudar depressa o que estiver errado, doa a quem doer.

Outro movimento prioritário, mexendo na gastança capimunista, consiste em redefinir o pacto com o sistema financeiro. Defina-se a dívida, programe-se o justo pagamento dela e abaixe os juros. Os bancos deverão emprestar o dinheiro deles, e não o dos outros, especulando contra a sociedade. O mesmo precisa ser feito com o modelo tributário. Reduzam-se os 56 “impostos” sobre a produção para o nível mínimo de alguns impostos juntos, pagos apenas nas operações de compra e venda. Sobrará dinheiro para investimentos produtivos, se a máquina capimunista ficar mais barata, depois de reinventada, sem roubalheira, má gestão e desperdício.

Ainda na fase de medidas urgentes, o governo precisará da ajuda dos cidadãos-eleitores-contribuintes-consumidores-produtores. É preciso repactuar os preços das coisas no Brasil. Os produtos e serviços por aqui estão mais caros que em quaisquer outros lugares do mundo. Na prática, roubamos uns aos outros, e o sistema capimunista socializa o roubo, tomando de todos. 

Se conseguirmos um pacto nos preços, que não seja artificial, mas resultante de um esforço consciente da sociedade, para retomar a produção, o emprego e o consumo responsável, baseado na possibilidade de poupança, vamos conter a carestia e a tal inflação – na verdade estagflação (custo de vida alto com pibinho). Do contrário, vamos para o brejo. Agora, fazendo o dever de casa, poderemos pensar na futura e também urgente reforma política, educacional e produtiva, investindo nas vocações do Brasil.

Em nome de tudo isso, repetimos 13 vezes para dar sorte: Dilma sabe, em seu inconsciente, que será derrotada porque a gestão petista avacalhou com a estabilidade econômica. A avaliação negativa dela nas pesquisas é impactada pela sensação de que algo vai mal na economia, e pode piorar brevemente. As contas do mês das pessoas que trabalham fecham no vermelho. A carestia é geral. A inflação não é pior por conta da maquiagem das tarifas públicas – que o governo segura agora, para soltar depois da eleição.

Dilma sabe que o endividamento das famílias é grande e tende a aumentar. Juros altos e 56 impostos sobre a atividade produtiva, junto com a dificuldade de crédito, aumentam os riscos e inviabilizam investimentos. Quem tem dinheiro não põe no fogo das incertezas. E quem não tem sequer sabe de onde tirar para sobreviver. Só o governo consegue gastar cada vez mais, endividando-se, sabe-se lá até quando...


Enfim, o próximo Presidente precisa ser um líder honesto, para atacar o tripé capimunista da corrupção, impostura e inflação. O futuro chefe da Nação não pode perder tempo. Se perder, será vítima da maldição de Brás Cubas, personagem do imortal Machado de Assis que virou um morto-vivo, irônico e pessimista, para recontar seus erros e acertos históricos no livro “Memórias Póstumas”: “Matamos o tempo; o tempo nos enterra”.

Por ironia da História mal contada, o PT tentou e ainda pensa em transformar o Brasil na Cuba de Fidel Castro. Mas, do jeito errado que vai o nosso capimunismo, petistas e petralhas já conseguem deixar o Brasil igual a Cuba do Fulgêncio Batista...

Em resumo, no desgoverno petralha do Crime Organizado, sobrevivemos em clima de velório, sendo que algumas carpideiras ainda conseguem achar graça da própria desgraça... A maioria, no entanto, parece PT da vida...

Por isso, mudemos já... Matemos o Capimunismo... Ou a terra nos será nada leve...

Brincando na urna




© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 20 de Julho de 2014.