sexta-feira, 2 de maio de 2014

Manual Gestão de Reformas em Edificações

  fonte: Emorar - SECOVI PR

Manual Gestão de Reformas em Edificações do Secovi-PR busca explicar detalhadamente a nova norma da ABNT NBR 16280

Operarios 2 : Manual Gestão de Reformas em Edificações
Novas normas abrangem qualquer tipo de edifício, seja ele residencial, comercial, público, novo ou antigo
A publicação esclarece, informa e orienta sobre a norma, que entrou em vigor em 18 de abril de 2014, para quem precisa fazer uma obra em casa ou apartamento.
Norma ABNT NBR 16280 visa regulamentar os custos e a execução de obras de fachada, áreas comuns e também interior dos imóveis. Ela abrange qualquer tipo de edifício, seja ele residencial, comercial, público, novo ou antigo.Através do manual será possível conhecer os procedimentos que deverão ser seguidos em qualquer tipo de obra ser realizada em um condomínio, independente da complexidade ou proporção. Saber o que envolve o antes, durante e depois da obra e o que é necessário para realizá-la dentro desta nova regulamentação.
A nova normatização é importante para obras em condomínios, em especial no que se refere à segurança da edificação, seu entorno e seus usuários e também para melhorar a convivência entre vizinhos no decorrer da obra.
A ABNT NBR é a sigla de Norma Brasileira aprovada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Ela tem caráter voluntário, e fundamentada no consenso da sociedade.Deste modo, não possui força de lei. Contudo, seus procedimentos técnicos devem ser seguidos a fim de evitar danos ao edifício e condôminos.
Para captura e leitura do Manual:

Manual Prático de Gestão de Reformas em Edificações


Fonte: Emorar – SECOVI – PR

DISCURSO DA MENTIRA!


Posted: 01 May 2014 06:07 PM PDT
(Edison Vicentini Barroso, desembargador no TJ de SP)

Ontem, trinta (30) de abril de 2014, em rede nacional de televisão, por doze longos minutos, Dilma Rousseff, presidente do Brasil, discursou. Então, haveria de fazê-lo à vista e por conta da comemoração, hoje (1º de maio), do “dia do trabalhador” – exclusivamente.

Porém, não foi do que se viu. Aproveitando-se da oportunidade, violada norma relativa à legislação eleitoral, foi muito além, em flagrante campanha aberta de seu governo (ou seria desgoverno?), com ataque a oposicionistas e anúncio de medidas populistas que lhe possam salvar possível reeleição.

Dentre estas, reajuste de dez por cento (10%) para beneficiários do “Bolsa Família” (segundo ela, a atingir cerca de 36 milhões de brasileiros) e correção na tabela do Imposto de Renda. Também chamou atenção para a necessidade dum pacto de reforma política. Por fim, aludiu ao combate positivo da corrupção e saiu em defesa da Petrobras.

Nesse quadro, algumas reflexões são necessárias. Avulta a tentativa, pura e simples, de a presidente estancar sua queda nas pesquisas de opinião, utilizado do velho e surrado artifício de, maquiada a verdade, dizer apenas o que o povo gosta de ouvir (escancarado exercício de hipocrisia). Noutras palavras, o País está dum jeito e ela o mostra de outro, deturpando do que preciso para atingir àquele objetivo.

Perguntar-se-á: por que só agora, num evidente declínio de sua candidatura (pois que ninguém desta duvida), anunciar-se daquelas medidas? A par disso, a dita correção na tabela do Imposto de Renda vem sendo a muito perseguida, embora em níveis muito maiores que os quatro e meio por cento (4,5%) por ela “generosamente” oferecidos, com benefícios só sentidos a partir de 2015. Que o diga ação aparelhada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na realidade, o que a “generosa” presidente ofereceu está muito, mas muito mesmo, aquém da correção efetivamente devida, em razão de gritante defasagem (hoje, de cerca de 60%) – a penalizar, mais que a quaisquer outros, aos contribuintes de baixa renda. Ou seja, ao povão! Aliás, este o alvo daquela, que de generosa nada tem, a demonstrar visão distorcida de País, com políticas públicas meramente assistencialistas.

Essas “políticas”, como sabido, se limitam a “dar o peixe” (e bem pequeno), sem se incomodarem com o mais importante – ensinar a população a pescar (andar com as próprias pernas). Assim, aquele aumento minguado de 10%, tendo por base benefício de baixo valor, só objetiva manter o eleitorado mais carente cativo, prisioneiro das amarras dum projeto de poder injustificável. Com isso, desesperadamente, a presidente tenta manter o “curral eleitoral do PT”.

Ora, além do aumento não ser significativo e não passar de diminuta esmola dada a um povo do qual quase tudo se tira, inclusive a esperança de dias melhores, contrapõe-se à realidade de que disso não se dá ao trabalhador brasileiro que luta de sol a sol, para pôr o pão de cada dia à mesa de sua casa. Para este, os aumentos salariais são inda mais raros e irrisórios; sobretudo, frente aos bilhões de reais (quando não de dólares ou euros) desviados dos cofres públicos do País, como dão conta sucessivos e ininterruptos escândalos – mormente, nos dias de hoje, envolvendo a Petrobras.

Lembremo-nos: enquanto o povo padece, os altíssimos impostos de todos cobrados, e que aqui tanta falta fazem, alimentam portos e obras noutros países, apenas para se agradar aos amigos do PT. Mas, assim pensam seus integrantes, no que isto repercutirá se, como a população está cansada de saber, basta um breve oportuno discurso, feito para iludir, para desfazer qualquer possível “mal-estar”?

E por falar na Petrobras, qual a defesa possível a uma presidente que, sabidamente, ao menos no episódio da compra da refinaria norte-americana de Pasadena, lhe deu tamanho prejuízo? Como se justificar o péssimo negócio com base em alegação infantil de que não se sabia de todos os termos do contrato? Que gerente é esta, que compromete bilhões de dólares do Brasil, que haveriam de estar ajudando a tantas pessoas necessitadas?

E a corrupção? Peca-se por ação ou omissão. Muitas vezes, o pior pecado é daquele que, podendo e devendo agir, nada faz (aliás, esse princípio é por demais conhecido no campo do Direito Penal). Com autoridade, só pode falar em combate à corrupção quem, dispondo de poder para tanto, move mundos e fundos para evitar ou reprimir desmandos sucessivos de seus agentes. Fica a indagação: disto se tem feito no Brasil? Não! A “casa da mãe Joana” é aqui.

Fica bem mais fácil, pois, arrumarem-se desculpas e se colocar a responsabilidade, de tudo o que neste País tem acontecido, nas costas dos outros. Vai-se positivamente punir alguém? Então, que se comece pela própria presidente, no apontado episódio da refinaria de Pasadena. Ou será que a lei só vale para alguns...

De forma populista, só para agradar o povo, agora, ela invoca participação popular para que se faça uma reforma política. Ora, desde o início do mandato a presidente sempre dispôs de tudo (apoio político, inclusive – veja-se composição de forças no Congresso Nacional) para fazer o que fosse a benefício da população. Não o fez. Preferiu ficar na sua zona de conforto, “vendo o bonde passar” e o povão se estripar.

Neste momento, convenientemente, elege aquele Congresso como culpado exclusivo das mazelas de seu governo, clamando pela ajuda da sociedade para fazer carga nos congressistas. Decididamente, é o cúmulo! Indiretamente, põe a culpa dos problemas do País no sistema político e coloca na linha de frente, como “bode expiatório”, o legislador brasileiro.

Finaliza, passando a ideia de que está fazendo tudo certo – decerto, errados somos nós, povo brasileiro, por desejarmos algo mais que as esmolas dispensadas, de quando em vez, pelo Palácio do Planalto.

E hoje, 1º de maio de 2014, a presidente do País escondeu-se do Brasil, deixando de sair às ruas para as comemorações do Dia do Trabalhador, optando por ficar no refúgio e no sossego do Palácio que inda habita, embora o desassossego da alma dorida do brasileiro. De se convir, atitude sintomática, quão significativa!

Cabe à Justiça Eleitoral do Brasil, pois, presuntivamente imparcial e sobranceira, analisar o fato, de grave repercussão, e enquadrá-lo nos devidos preceitos de Direito, doa a quem doer, trate-se de quem tratar. É o que se espera duma instituição séria, inda que inserida no contexto dessa brincadeira chamada Brasil!

(Edison Vicentini Barroso, desembargador no TJ de SP)

Senado aprova pedido de Simon para que TCU investigue PPP de Padilha sobre compra sem licitação de marca-passos e stents

http://polibiobraga.blogspot.com.br/2014/04/senado-aprova-pedido-de-simon-para-que.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed:+JornalistaPolibioBraga+(Jornalista+Polibio+Braga)

O Tribunal de Contas da União (TCU) vai fazer uma auditoria no Ministério da Saúde para investigar a legalidade de um contrato de R$ 80,6 milhões firmado em dezembro de 2013 com duas empresas multinacionais dos Estados Unidos, a Medtronic e a Scitech.

. A investigação baterá diretamente no ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que já está sob investigação no caso da Operação Lava Jato.

. O plenário do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira, 30, o Requerimento 276/2014 do senador Pedro Simon (PMDB-RS) pedindo que o TCU investigue os contratos de Parceria Público Privada (PPP) firmadas entre a Fundação para o Remédio Popular (FURP), do Ministério da Saúde, e as duas empresas multinacionais para fornecimento de marca-passos e stents coronários e arteriais ao Sistema Único de Saúde (SUS).
             
Os contratos, com validade de cinco anos, foram firmados com dispensa de licitação ainda na gestão de Alexandre Padilha, candidato do PT a governador de São Paulo. Um detalhe do processo, que chamou a atenção do senador Pedro Simon, é que não houve convite público para apresentação de projetos e nem licitação para seleção de empresas privadas, nacionais ou não. As duas multinacionais, de origem norte-americana, atuam em mais de 120 países. Uma delas, a Scitech, possui uma fábrica de montagem em Goiás, na cidade de Aparecida de Goiânia, cidade de 500 mil habitantes na região metropolitana da capital goiana. A matriz brasileira da Scitech fica no polo empresarial da cidade, na esquina das ruas 6 e 18, quadra 21, lote 1 a 44.

Transferência improvável
             
Especialistas do setor farmacêutico estranham que empresas privadas foram escolhidas antes que existisse o próprio processo administrativo relativo ao Projeto Executivo da Parceria Público Privada. Contudo, as PPPs dessa natureza somente podem ocorrer quando precedidas de estudos técnicos de viabilidade e licitação pública lançada por iniciativa de órgão, via Chamamento Público para apresentação e escolha de projetos. No contrato firmado entre as empresas e a FURP alega-se que haverá transferência de tecnologia. Um executivo do setor observa, porém, que “é improvável que uma empresa estrangeira transfira a tecnologia do núcleo do marca-passo para atender apenas à demanda de cerca de 20 mil unidades de produto disponibilizadas anualmente. O normal é haver apenas a importação de componentes prontos, como o microcircuito, a carcaça e outros componentes, realizando no Brasil o que se chama de ‘assembly’, ou simples montagem do equipamento no Brasil, com poucos componentes locais”.
      
As parcerias deixam sobressaltados aos mais de 300 mil portadores de marca-passo no País. A preocupação transmitida ao senador Pedro Simon é saber como o SUS, cujo atendimento é notoriamente falho e dá assistência precária aos portadores de marca-passo, lidará com estes dois fornecedores exclusivos. 

Artigo, Toledo César - Lula tem razão: se o julgamento do Mensalão não fosse político, ele estaria na cadeia


Neste artigo no Estadão de hoje, Aloísio de Toledo César diz que o ex-presidente Lula, em entrevista à Rádio e Televisão de Portugal, afirmou que o julgamento do mensalão foi 80% político - e que ele tem razão, porque se não fosse política, Lula estaria na cadeia. Leia tudo:

 A notícia foi publicada em manchete no Estado e ganhou destaque praticamente em toda a imprensa brasileira. Todos conhecemos que Lula é especialista em falar coisas que evidenciam o seu despreparo, mas, desta vez, é forçoso reconhecer que ele tem razão: o julgamento do mensalão foi mesmo político, exageradamente político.

Se não tivesse sido político aquele julgamento, Lula poderia estar atrás das grades, ao lado de José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e mais alguns que faziam parte de seu grupo íntimo, como os banqueiros e o famoso publicitário que lavava dinheiro (e hoje cumpre a mais pesada pena).

CLIQUE AQUI para ler tudo. 

Discurso marketeiro de Dilma sinaliza que inflação é o tema que mais impacta sua reeleição



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

“Aumento real do custo de vida” ou “perda do poder de compra”. O nome que quiserem dar ao fenômeno inflacionário, de depreciação do sempre irreal Real, é a maior preocupação de Dilma Rousseff em seu nada fácil plano reeleitoral. O discurso dela ontem, ampliando o bolsa família, reajustando a tabela do Imposto de Renda em 4,5% (como de costume abaixo da inflação de 5,91% do ano passado) e o aumento do salário mínimo, são indicativos de que a economia, não tão bem quanto propagandeada oficialmente pelo governo, é sua dor de cabeça – maior até que as habituais denúncias cabeludas de corrupção.

Foi uma linda peça de marketagem o discurso da Presidenta, em cadeia de rádio e televisão, para exaltar o Dia do Trabalho. O publicitário João Santana e o Secretário de Comunicação da Presidência, Thomas Traumann, merecem um Oscar de efeitos especiais. A parte em que Dilma ressaltou o “combate incessante e implacável à corrupção foi tocante: “Isso não vai nos inibir de apurar mais, denunciar mais e mostrar tudo à sociedade, e lutar para que todos os culpados sejam punidos com rigor. O que envergonha um país não é apurar, investigar e mostrar. O que pode envergonhar um país é não combater a corrupção, é varrer tudo para baixo do tapete. O Brasil já passou por isso no passado e os brasileiros não aceitam mais a hipocrisia, a covardia ou a conivência”.

Na mesma linha de discurso da Presidenta-candidata, seu mentor, o Presidentro Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a festança em que recebeu o título de cidadão honorário de Santo Andre (ABC), no final da noite de ontem, para desenhar a mesma imagem ficcional de um governo petista combatente da corrupção. Lula voltou a culpar “o preconceito arraigado na mente de uma elite que não muda” pelos ataques a ele e ao PT.

O velho discurso canhoto de luta de classes foi reeditado pelo chefão $talinácio (como diria Agamenon Mendes Pedreira): “Eles que não gostam de nós, que têm preconceito contra o PT, que não gostam de mim, é por causa disso. Não é pelas coisas erradas que nós fazemos, é pelas coisas certas. Porque o Prouni e o Fies permitem que a filha da empregada doméstica possa ser médica, que o filho do pedreiro possa ser engenheiro, que o filho do jardineiro possa ser advogado”.

O jornalista escroque Agamenon também deve ter ficado PT da vida com outra mania de Lula, repetida sempre que as coisas não andam bem para o lado do seu grupo político: os ataques à imprensa. Ao reclamar que a mídia anda construindo uma imagem negativa do Brasil nesta fase pré-Copa do Mundo da Fifa, Lula cometeu até uma ironia esquisita, exigindo que os meios de comunicação “falem a verdade”: “As pessoas ficam assistindo a televisão falando bem de nós, e como falam bem. Eu até acho que a imprensa é chapa-branca de tanto falar bem da Dilma”.

Abusando da capacidade ficcional de sempre, Lula voltou a mandar um recado à oposição de que não teme manifestações contra ele, Dilma ou o governo, principalmente durante a Copa, que é seu xodó de marketing: “Quem imagina que nessa altura do campeonato, com 68 anos, dos quais 38 fazendo protesto, eu vou ter medo de protesto? A Dilma com 20 anos, a 'bichinha' tava presa, foi torturada, tomou choque pra tudo quanto é lugar, por protestar. Ela agora vai ter medo de protesto?
Eu vejo as pessoas tentando justificar... dizendo que vai entrar R$ 2 bilhões, 3 bilhões, 4 bilhões. Não importa quanto vai entrar. A Copa do Mundo é um estado, um momento de encontro de civilizações em que o Brasil precisa mostrar a sua cara".

Nesse ponto final, Lula tem alguma razão. O problema, justamente, será a cara do Brasil que será vista: a inventada pela marketagem ou a verdadeira, cheia de problemas para os quais não há vontade política de resolver ao longo da História?

Discursagem


Bolsonaro na disputa?

Dificilmente o Partido Progressista, que integra a base governista de Dilma Rousseff, vai permitir que Jair Bolsonaro saia candidato à Presidência da República.

O deputado federal, que eletriza os setores conservadores e deixa PT da vida a esquerda, deverá se contentar com sua reeleição à Câmara dos Deputados.

Bem que Bolsonaro na disputa ajudaria a tirar o comodismo de todas as candidaturas de esquerda – como as de Dilma, Aécio Neves, Eduardo Campos e Randolfe Rodrigues e outros menos votados...

Sugestão


O desafio é a nossa energia – para patrocinar...

No discurso em cadeia de rádio e televisão, Dilma tentou transmitir a imagem de que não teme a CPI da Petrobras – que, aliás, tem tudo para acabar em pizza, pois será presidida por um peemedebista e relatada por um petista.

Indiretamente, Dilma mandou um recadinho não só aos políticos de oposição, mas principalmente aos grandes meios de comunicação que são dependentes e viciados nas milionárias verbas de publicidade da estatal de economia mista, para que parem de usar a empresa para ataques políticos ao governo:

“A Petrobras é a maior e mais bem-sucedida empresa brasileira. É um símbolo de luta e afirmação do nosso país. É um dos mais importantes patrimônios do nosso povo. Por isso a Petrobras jamais vai se confundir com atos de corrupção ou ação indevida de qualquer pessoa. O que tiver de ser apurado deve e vai ser apurado com o máximo rigor, mas não podemos permitir, como brasileiros que amam e defendem seu país, que se utilize de problemas, mesmo que graves, para tentar destruir a imagem da nossa maior empresa. Repito aqui o que disse há poucos dias em Pernambuco: não transigirei, de nenhuma maneira, em combater qualquer tipo de malfeito ou atos de corrupção, sejam eles cometidos por quem quer que seja. Mas igualmente não vou ouvir calada a campanha negativa dos que, para tirar proveito político, não hesitam em ferir a imagem dessa empresa que o trabalhador brasileiro construiu com tanta luta, suor e lágrimas”.

Recuperar é preciso...


Energia cara
O professor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), adverte que o leilão de energia A-0, realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica e tão festejado pela turma da Dilma, mais uma vez mostra que o governo administra o setor elétrico com medidas de curto prazo:
“O leilão não resolve o problema da crise energética no longo prazo nem descarta a necessidade de racionamento, porque não traz energia nova ao sistema. É um leilão que resolve um problema financeiro e fiscal. Vai permitir que o Tesouro e a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) coloquem menos dinheiro este ano do que colocariam se não tivesse o leilão. Mas não resolve a questão do racionamento”.
Adriano Pires avisa que, na verdade, foi contratada a venda cara de energia para os próximos anos, o que pode acabar sobrando para o consumidor...

O desafio é entregar a energia leiloada...

O preço médio do MW comercializado no A-0 foi de R$ 268, pequeno deságio contra o preço teto que era de R$ 271 para a eletricidade gerada a partir de térmicas e R$ 262 para a das hidrelétricas.

Mas a grande questão é se os vencedores terão capacidade de entregar a energia necessária, já que ontem foram negociados 2.046 megawatts, enquanto as distribuidoras precisam de 3,2 mil megawatts.

Poder Capimunista

As “estatais” novamente mandaram nos destinos do leilão – que durou apenas 18 minutos.

Petrobras, Furnas e Eletronorte entraram com 68% da energia vendida.

Quanta Geração, Tractebel, Votener, BTG Pactual, EDP e Itiquira, junto com uma térmica movida a biomassa de São Borja, compõem o time do setor privado.

Padilha repetitivo...


Melhor trocar de pai de santo...

A Petrobras entrou no negócio com suas térmicas movidas a gás natural: Barbosa Lima Sobrinho (RJ), Euzébio Rocha (SP), Governador Leonel Brizola (RJ) e Luís Carlos Prestes (RS).

Apenas para comprovar como a fase da Petrobras anda esquisita, a manutenção na refinaria Brizola provocou uma interrupção de fornecimento que gerou uma pane elétrica na Refinaria de Duque de Caxias.

A paralisação produziu monóxido de carbono de alta toxidade que, por causa da inversão térmica no inverno, ficou em uma camada de ar a 300 metros de altura, sem chegar ao solo.

Troco do Barbosão?


Só falta agora a petralhada reclamar que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, tenha promovido uma retaliação ao discurso lusitano do Presidentro Lula, para tomar a decisão de mandar que o ex-deputado José Genoino (PT-SP) volte para a Penitenciária da Papuda, em Brasília:

“Determino o imediato retorno do apenado ao sistema prisional do Distrito Federal, onde deverá cumprir sua pena. A defesa do apenado não demonstrou a presença dos requisitos necessários à modificação do seu regime prisional. Mais: todas as conclusões da junta médica oficial são desfavoráveis à pretensão da defesa. Com efeito, o resultado da perícia oficial, formada por renomados cardiologistas da cidade, indica, claramente, a ausência de doença grave que constitua impedimento para o cumprimento da pena no regime semiaberto. Os dois laudos fornecidos pela junta médica oficial afirmam taxativamente que o quadro clínico do condenado não apresenta a gravidade alegada pela sua defesa, tampouco se caracteriza como obstáculo intransponível ao cumprimento da pena que lhe foi aplicada pelo plenário do Supremo Tribunal Federal em estabelecimento carcerário adequado ao regime de pena que lhe foi imposto”.

Genoíno deve se apresentar ao Centro de Internamento e Reeducação (CIR), mesma ala da Papuda onde está hospedado o reeducando José Dirceu, outro pobre injustiçado.

Vida na cadeia


Vai passar mal de novo?

Em novembro, o petista chegou a ser preso na Papuda, mas passou mal dias depois e obteve autorização para cumprir pena em uma casa que alugou em Brasília.

Ele sofre de problemas cardíacos e foi submetido a uma cirurgia em julho de 2013.

Genoino pegou quatro anos e oito meses de prisão por corrupção ativa e ficará em regime semiaberto.

O reeducando petista pode obter autorização judicial para trabalhar durante o dia e voltar para a cadeia à noite.

Guerra boa no PMDB paulista

Paulo Skaf, presidente da Fiesp que deseja concorrer ao Palácio dos Bandeirantes, não tem vida fácil na disputa pela indicação interna no PMDB.

Seu opositor, o empresário Fernando Fantuzzi, acaba de conseguir o apoio a sua pré-candidadura de dois peemedebistas históricos: Jarbas Vasconcelos e Pedro Simon.

Skaf, que tem o apoio da máquina partidária, anda PT da vida com as ações de marketing do Fantuzzi – que até tanque de guerra já colocou na Avenida Paulista, para mostrar que está mesmo a fim de briga...

Os apoios

O senador gaúcho Pedro Simon avisou a Fantuzzi: “Estou torcendo por você”

E o senador pernambucano Jarbas Vasconcelos foi mais longe:

“Importantíssima a candidatura majoritária do PMDB histórico em São Paulo”.

Quer andar nos carros do Senna?


O designer Adhemar Cabral faz uma homenagem à memória de Ayrton Senna da Silva – assassinado pela peça que escapou da suspensão de seu carro, 20 anos atrás, no circuito italiano de Imola.

Cabral fez réplicas da Lotus com que Ayrton venceu seu primeiro Grande Prêmio na Fórmula 1, em 1985, em Portugal, e da McLaren MP 4/8 pilotada por Senna quando venceu o GP Brasil pela segunda vez, em 1993.

O designer promete viajar pelo Brasil, permitindo que as pessoas possam dirigir as réplicas que desenvolveu:

“Quem é fã de velocidade, automobilismo e, claro, do Senna, vai sentir na pele e no coração o que é pilotar um carro de Fórmula 1. No próprio carro do Ayrton então, tenho certeza que muitos não vão segurar as lágrimas”.

Vagabundeando

Hoje comemora-se, mundialmente, o Dia do Trabalho.

No Brasil, dia perfeito para a vagabundagem...

E mais um feriadão prolongado na Terra do Nunca...

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.


A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 1º de Maio de 2014.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

ITAMARATY DIZ QUE PASSAPORTES FALSOS PODEM EXPLICAR PRESENÇA DE TERRORISTAS BRASILEIROS NO IÊMEN

quarta-feira, 30 de abril de 2014


O uso de passaportes falsos é uma das principais suspeitas para a existência de brasileiros entre os terroristas da Al Qaeda mortos no Iêmen. Na terça-feira, o governo do Iêmen comunicou que seu Exército havia atacado uma célula da Al Qaeda que atua no país. A ação resultou na morte de quinze soldados e doze membros da rede terrorista. Segundo o presidente Abdu Rabo Mansur Hadi, entre os terroristas mortos há um ou mais jihadistas brasileiros, além de franceses, holandeses, alemães e árabes. O Ministério das Relações Exteriores informou que até agora não foi notificado sobre o caso e que ainda não dispõe de nenhuma informação concreta. O uso de passaportes falsos não foi confirmado, mas a assessoria informou que esta é uma das hipóteses possíveis. O embaixador brasileiro na Arábia Saudita, Flávio Marega, entrou em contato com a chancelaria do Iêmen para solicitar informações sobre os supostos brasileiros. Por não ter uma representação diplomática no Iêmen, o Ministério das Relações Exteriores vai deslocar um funcionário locado em Riad para acompanhar o caso. Ainda segundo a assessoria, o Brasil está em contato com os demais países citados no episódio – França, Holanda, Alemanha e Arábia Saudita. O objetivo é a troca de informações sobre os terroristas mortos. Os modelos antigos do passaporte brasileiro – com a capa verde – eram considerados documentos fáceis de falsificar e, com isso, eram visados no mercado negro internacional. O modelo novo – com a capa azul – é mais moderno e conta com registros biométricos e outros itens de segurança similares aos existentes em cédulas, como marcas d’água e outros detalhes difíceis de serem forjados. Mesmo assim, nenhum documento está 100% imune às falsificações. Se a nacionalidade dos terroristas for confirmada, será o primeiro caso da existência de jihadistas brasileiros. A Polícia Federal sempre negou a existência de células terroristas no país. Em 2009, um cidadão libanês foi preso em São Paulo e, na época, a Polícia Federal confirmou que ele tinha ligações com a Al Qaeda. Identificado apenas como ‘Senhor K.’, o libanês foi detido por fazer propaganda de idéias antissemitas. Os terroristas foram mortos em uma emboscada armada pelos combatentes da Al Qaeda durante a ofensiva do Exército contra a organização. Insurgentes atacaram um comboio militar perto da cidade de Azzan, no centro-sul do país, e o confronto resultou na morte de quinze militares e doze terroristas, segundo o governo. Outros três soldados morreram e sete ficaram feridos em outra emboscada contra um comboio de sete veículos militares perto de Lahmar, uma localidade da província de Abyan. De acordo com o presidente Hadi, o número de insurgentes mortos na ofensiva pode chegar a 30. O noticiário só reforça a necessidade de o País ter uma lei antiterror. Tanto mais necessária se torna a lei se existe uma indústria de falsificação de passaportes brasileiros. Ainda que a hipótese do Itamaraty se confirme, isso não nega as evidências de que o terrorismo islâmico já opera em nosso território. Não é matéria de opinião, mas de fato.

Os gigolôs da memória - Marco Antonio Villa


A lembrança dos 50 anos da queda de João Goulart ocupou amplo espaço na imprensa. Nenhum outro acontecimento da história do Brasil foi tão debatido meio século depois do ocorrido. Para um otimista, isto poderia representar um bom sinal. Afinal, o nosso país tem uma estranha característica de esquecer o que ocorreu ontem. Porém, a reflexão e o debate sobre 1964 e o regime militar acabaram sendo dominados justamente por aqueles que conduziram o país à crise da república populista e que negaram os valores democráticos nos anos 1960-1970.

A tendência à hagiografia mais uma vez esteve presente. João Goulart foi transformado em um presidente reformista, defensor dos valores democráticos e administrador capaz. Curiosamente, quando esta narrativa é cotejada com relatos de assessores, como o ministro Celso Furtado, ou de um amigo, como o jornalista Samuel Wainer, cai por terra. Furtado, em entrevista à revista “Playboy” (abril, 1999) disse que Jango “era um primitivo, um pobre de caráter”. Wainer relatou que “uma vez por mês, ou a cada dois meses, eu visitava os empreiteiros e recolhia suas doações, juntando montes de cédulas que encaminhava às mãos de João Goulart. (…) Eu poderia ter ficado multimilionário entre 1962 e 1964. Não fiquei.” (“Minha razão de viver”, p. 238).

Não é possível ignorar o caos instalado no país em março de 1964. A quebra da hierarquia militar incentivada pelo presidente da República é sabidamente conhecida. A gravidade da crise econômica e a inépcia governamental em encontrar um caminho que retomasse o crescimento eram mais que evidentes. O desinteresse de Jango de buscar uma solução negociada para o impasse não pode ser contestado: é fato. O apego às vazias palavras de ordem como um meio de ocultar a incompetência político-administrativa era conhecido. Conta o senador Amaral Peixoto, presidente do Partido Social Democrático, que em conversa com Doutel de Andrade, um janguista de carteirinha, este, quando perguntado sobre o projeto de reforma agrária, riu e respondeu: “Mas o senhor acredita na reforma agrária do Jango? No dia em que ele fizer a reforma agrária, o que vai fazer depois?” (“Artes da política”, p.455)

Também causa estranheza a mea culpa de alguns órgãos de imprensa sobre a posição tomada em 1964. A queda de Jango deve ser entendida como mais um momento na história de um país com tradição (infeliz) de intervenções militares para solucionar crises políticas. Nos 40 anos anteriores, o Brasil tinha passado por diversas movimentações e golpes civis-militares. Basta recordar 1922, 1924, Coluna Prestes, 1930, 1932, 1935, 1937, 1938, 1945, 1954, 1955 — tivemos três presidentes da República e dois golpes no mês de novembro – e 1961.

Jogar a cartada militar fazia parte da política. E nunca tinha ocorrido uma intervenção militar de longa duração. Esperava-se um governo de transição que garantisse as eleições de 3 de outubro de 1965 e a posse do eleito em 31 de janeiro de 1966. Esta leitura foi feita por JK — e também por Carlos Lacerda. Os dois principais antagonistas da eleição que não houve imaginavam que Castello Branco cumpriria o compromisso assumido quando de sua posse: terminar o mandato presidencial iniciado a 31 de janeiro de 1961.

JK imaginou que Castello Branco era o marechal Lott e que 1964 era a repetição — um pouco mais agudizada — da crise de 1955. Errou feio. Mas não foi o único. Daí a necessidade de separar 1964 do restante do regime militar. Muitos que foram favoráveis à substituição de Jango logo se afastaram quando ficou patente a violação do acordado com a cúpula militar. Associar o apoio ao que se imaginava como um breve interregno militar com os desmandos do regime que durou duas décadas é pura hipocrisia.

Ainda no terreno das falácias, a rememoração da luta armada como instrumento de combate e vitória contra o regime foi patética. Nada mais falso. Nenhum daqueles grupos — alguns com duas dúzias de militantes — defendeu em momento algum o regime democrático. Todos — sem exceção — eram adeptos da ditadura do proletariado. A única divergência é se o Brasil seguiria o modelo cubano ou chinês. Não há qualquer referência às liberdades democráticas — isto, evidentemente, não justifica o terrorismo de Estado.

A ação destes grupos os aproximaram dos militares. Ambos entendiam a política como guerra — portanto, não era política. O convencimento, o respeito à diversidade, a alternância no governo eram considerados meras bijuterias. O poder era produto do fuzil e não das urnas. O que valia era a ação, a força, a violência, e não o discurso, o debate. Garrastazu Médici era, politicamente falando, irmão xifópago de Carlos Marighella. Os extremos tinham o mesmo desprezo pelo voto popular. Quando ouviam falar em democracia, tinham vontade de sacar os revólveres ou acionar os aparelhos de tortura.

Em mais de um mês não li ou ouvi qualquer pedido de desculpas públicas por parte de ex-militantes da luta armada. Pelo contrário, se autoproclamaram os responsáveis pelo fim do regime militar. Ou seja, foram derrotados e acabaram vencedores. Os policiais da verdade querem a todo custo apagar o papel heroico da resistência democrática. Ignoraram os valorosos parlamentares do MDB. Alguém falou em Lysâneas Maciel? Foi ao menos citado o senador Paulo Brossard? E a Igreja Católica? E os intelectuais, jornalistas e artistas? E o movimento estudantil? E os sindicatos?


Em um país com uma terrível herança autoritária, perdemos mais uma vez a oportunidade de discutir a importância dos valores democráticos.