segunda-feira, 14 de abril de 2014

Os irresponsáveis


Durante nossas vidas, conhecemos ou mesmo já nascemos próximas de algumas pessoas diferentes da grande maioria. São pessoas que, ao que parece, vivem outra vida, diferente da dos outros, onde acontece ou deixa de acontecer tudo de forma absolutamente diversa do que ocorre com a maioria das outras pessoas.
São pessoas que vivem da imaginação, normalmente bastante distante da realidade, onde tudo é possível, nada é difícil e tudo se resolve da maneira mais fácil, desde que, claro, tudo ocorra de acordo com o que elas esperam ser a solução para quaisquer dos mais diferentes acontecimentos da vida.
Quando imaginam algo, mesmo sendo algo que levará anos para ser construído, já começam a falar sobre a obra pronta e de como ficou bonita aquela planta no jardim antes de o primeiro tijolo ser assentado. Apontam detalhes do seu imaginário como se pudessem tocá-lo naquele momento de sua narrativa.
Por parecer não serem afetadas por nada do que para os outros é real, são pessoas carismáticas,                    muito simpáticas, sorridentes, leves, e nada do que incomoda, irrita ou enerva as outras pessoas parece atingi-las. Acreditam em tantas facilidades que acabam deixando de cumprir, na vida real, detalhes que para os outros são de fundamental importância, como as contas do dia a dia, desde água, luz, telefone, IPVA e IPTU, até as obrigações perante o fisco. Imaginam que, se forem cobradas, sempre poderão fazer um acordo e pagar menos ou em melhores condições.
Passam sua vida esperando por algo como anistias de multas e juros para aí sim negociar um pagamento de longo prazo e, mesmo assim, costumam não cumpri-lo. Imaginam que, com o passar do tempo, dívidas como as federais, mesmo quando acionadas na Justiça, se forem proteladas através de artifícios jurídicos, prescreverão, o que, sabemos todos, nem sempre ocorre.
Acabam, com isso, se complicando contábil ou juridicamente, sendo desacreditadas moralmente, tendo situações constrangedoras - como a de ser cobrado ou notificado por oficiais de justiça diante da esposa ou filhos - e nem assim parecem se incomodar ou buscar mudanças, pois continuam acreditando que tudo se resolverá facilmente.
Os problemas começam a se avolumar cada vez mais, de modo a se tornarem insolúveis e elas acabam sendo obrigadas a viver sem nada em seu nome, sem crédito, contas correntes, cartões de crédito e tudo o que é bastante comum para todos os que as cercam, mas que vivem a realidade.
Nesse ponto, começa a ocorrer algo ainda mais triste, pois sempre fugindo da realidade, colocam bens e fazem compras em nome de outras pessoas, desde pequenos objetos a imóveis, e normalmente não cumprem também com a responsabilidade sobre aqueles bens, prejudicando agora aqueles que, pensando ajudar, permitiram que algo de terceiros fosse colocado em seu nome.
E o sonhador inicia agora um novo ciclo, onde começará a dar, para os seus normalmente muito próximos, o prejuízo financeiro, moral e ético que, em seu nome, já foi totalmente consumado, machucando, assim, pessoas como filhos, esposas, irmãos e mães.
Entretanto, quando é ele o credor, fica horrorizado quando alguém não o paga no exato vencimento da dívida, falando mal e xingando este seu devedor, esquecendo-se completamente, no entanto, de que é exatamente aquele o seu comportamento, e que, com ele, está destruindo vidas e sonhos reais daqueles a quem prejudicou.
Os irresponsáveis não aceitam quando a irresponsabilidade de outros os atinge.
João Bosco Leal                                                                                                              www.joaoboscoleal.com.br

BRASIL 2014


G. Mendoza


Um dos maiores roubos da historia ocidental: perdão da dívida. É fácil fazer cortesia com o dinheiro dos outros, no caso, com o dinheiro do contribuinte brasileiro, e em busca de satisfação de interesses pessoais e de grupos! Vejam este texto abaixo:

imagesMarcelo Rates Quaranta
Amigos, uma das coisas que mais nos tem intrigado é o famoso “perdão de dívidas”, que ultimamente tem transformado o PT num verdadeiro “santo” indulgente.
O texto a seguir é uma reflexão a respeito do que está ou pode estar por trás desses perdões.
EMISSÁRIOS DE PAPAI NOEL NA ÁFRICA – O BARBUDO E A BARBUDA
Em 2006, Lula, travestido de Papai Noel e sem consultar o Congresso Nacional, resolveu perdoar as dívidas de quatro países africanos: Moçambique, Nigéria, Cabo Verde e Gabão.
A desculpa para o perdão era que o Brasil se comprometera em ajudar no desenvolvimento de países africanos, ao mesmo tempo que estreitar as relações comerciais com tais países.

Agora em 2013, portanto 7 anos depois, Dilma enveredou pelo mesmo caminho e perdoou as dívidas de nada menos que doze países africanos: Congo, Costa do Marfim, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Mauritânia, São Tomé e Príncipe, República Democrática do Congo, Senegal, Sudão, Tanzânia, Zâmbia. e… Gabão.
Espera aí! Mas a dívida do Gabão já não havia sido perdoada por Lula em 2006? Que negócio é esse de perdoar duas vezes a dívida do mesmo país? Virou casa da mãe Joana? Ah… O Gabão deve ser igual aquele cunhado que pede emprestado dez vezes e espera que a dívida seja perdoada onze vezes!
Mas o que é mais interessante é que justamente os países que tiveram as dívidas perdoadas, são aqueles onde empreiteiras brasileiras estão operando e fazendo obras financiadas pelo BNDES!
À parte: Experimente você TENTAR pegar algum dinheiro no BNDES para o seu pequeno empreendimento! O engraçado é que os países africanos conseguem com uma facilidade incrível!
Agora voltando…
O mais interessante ainda é que justamente as empreiteiras que trabalham nas obras financiadas pelo BNDES, são aquelas que financiaram as campanhas de Lula e Dilma: Odebrecht, Camargo Correia e por aí vai.
Então vamos ver se nós entendemos:
1. Os africanos fazem as mega obras a preços não questionados, porque nós não temos controle sobre suas economias, e nem o poder de fiscalização;
2. As empreiteiras fazem essas obras e recebem do BNDES;
3. Aí Lula e Dilma, cujas campanhas receberam grana das empreiteiras, vão lá e perdoam as dívidas.
No mínimo extremamente estranho! Quanto vale uma ponte de madeira com 3 metros de comprimento? Cinquenta milhões? Nem eu e nem vocês sabemos! O controle de gastos são dos países onde as obras são realizadas!
O BNDES (Casa da Mãe Joana) desembolsou 682 milhões de dólares em 2012 para empresas brasileiras com projetos na África, 46% a mais que em 2011.
Assim fica fácil de desviar dinheiro! Eu faço a obra da tua casa, mas se ela custar 50 mil, você aceita o preço de 1 milhão. Como eu mando no banco, autorizo o financiamento desse 1 milhão pra tua obra. Você me devolve 950 mil por debaixo dos panos, fica “em tese” me devendo 1 milhão, mas tempos depois perdoo tua dívida. Você ficou com a obra e eu com a dobra. Os donos do dinheiro (o povo) que se lasquem!
A questão é simples: Pesquise onde e em quais obras as empreiteiras estão atuando.
Depois veja se essas mesmas empreiteiras foram as que financiaram as campanhas de Lula e Dilma.
Agora pesquise se esses lugares coincidem com os que tiveram as dívidas “perdoadas”.
Em alguns casos as dívidas foram contraídas nas décadas de 60 e 70. Mas mesmo assim, para que houvesse novo ingresso de dinheiro do BNDES para pagar as empreiteiras, as dívidas teriam que ser zeradas. E foram mesmo!
BENFEITORES EM CUBA – A SALSA DOS BARBUDOS
Outro exemplo é Cuba!
Na “era Lula”, o molusco desembarcou em Cuba com presentes econômicos para o ditador Fidel Castro.
Foi facilitado o pagamento de 20% da dívida de cerca de R$ 134 milhões do país com o Banco do Brasil e foram investidos R$ 20 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) na construção de uma usina de álcool combustível.
Se Cuba pagou alguma coisa, ninguém sabe, ninguém viu. Mas empreiteira qual foi? Andrade Gutierrez.
Passa o tempo e Dilma empresta US$ 1,47 bilhão e depois ainda manda US$ 176 milhões para a para a ampliação e modernização de cinco aeroportos cubanos: Havana, Santa Clara (centro), Holguín (oriente), Cayo Coco (na costa norte) e Cayo Largo (costa sul)”. Que empreiteira vai fazer as obras? A Odebrecht, financiadora de Lula. E quem foi o lobista que intermediou? Pasmem: LULA!
Segundo a Folha, Lula mantém relação próxima com as empreiteiras brasileiras: elas pagaram quase a metade de suas viagens internacionais como ex-presidente.
Durante a estadia em Havana, Lula visitou, ao lado de Raúl Castro, as obras do porto de Mariel, tocadas pela Odebrecht com financiamento do BNDES (US$ 683 milhões).
Sabe de onde vai sair o dinheiro que vai pagar a Odebrecht? Do meu bolso e do seu bolso!
Se Dilma for reeleita, com absoluta certeza, num ato de “nobreza samaritana, como carmelita descalça das causas bolivarianas” vai “perdoar” a dívida cubana, e nós, que nem tomamos sol em Varadero, vamos acabar literalmente tostados.
Isso porque o dinheiro que vai pra Cuba, além de ser nosso e não da Dilma ou do PT, é dinheiro que deixa de ser aplicado em saúde, educação, transportes etc.
Será como ver a mesma tragédia várias vezes. Alguém tem dúvidas disso?

Considerações finais: Seria coincidência que em alguns dos países “perdoados” estivessem as empreiteiras que financiam as campanhas de Lula e Dilma, ainda recebendo recursos do BNDES?
É bom dar uma olhadinha no quanto as empreiteiras pagaram a partidos (justiça seja feita, a todos) como doações de campanhas. Sabe porquê? Porque as empreiteiras são casas de caridade, simpáticas e adoram as cores vibrantes dos partidos políticos.

EMPREITEIRAS

NOTA: E antes que alguém comece com essa papagaiada de “Cadê as fontes?”, “Imprensa PIG!”, “Isso é coisa de tucano!”, “Elite burguesa” e outras coisas do débil repertório de quem não lê, vou avisando:
Faça como eu! Pesquise na internet! Faça o cruzamento de informações! Leia bastante e tire suas próprias conclusões. As informações estão disponíveis na net, e é só sair do Facebook um pouco e começar a ESTUDAR o assunto, que vai ver a fundamentação do que eu escrevo.


Postado por Anhangüera

domingo, 13 de abril de 2014

A LEBRE QUE MIA - Percival Puggina


          
            A compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras, tanto na transação em si, quanto no que aconteceu após se tornar de conhecimento público, é dos atos mais constrangedores de nossa história administrativa. Nem encomendando se conseguiria produzir semelhante sucessão de ações e reações que primam pela falta de decoro e pela hipocrisia. Atenção, jornalismo nacional! Hora de acordar, rapaziada! O rolo é conhecido desde 2012! É difícil entender as razões pelas quais a pauta dormiu nas gavetas durante todo o ano de 2013.
            Seja como for, o melhor ficou para o fim. Aconteceu no Congresso Nacional, com a disputa entre governo e oposição sobre a proposta de criar CPI para investigar a operação. Como a medida se revelou inevitável, o PT partiu para o contra-ataque, e quis investigar, também, o metrô de São Paulo e o porto de Suape em Pernambuco. Foi uma antecipada confissão. Foi reconhecimento pelo réu de que comprometedoras digitais estavam na cena do crime. O que espera a sociedade de um partido político que respeite a própria imagem diante de fato com tal magnitude? Que participe das investigações, que controle o trabalho da oposição, que busque a verdade e, naturalmente, que evite maiores explorações políticas dos fatos apurados. Em vez disso, o PT quis tumultuar, embrulhar e inviabilizar a CPI, acrescentando-lhe outros objetivos que, supostamente, poderiam causar dano ao seus principais opositores na corrida presidencial em curso: PSDB e PSB. Tudo num grande esforço para "blindar a Petrobras". A Petrobras? Me poupem.
            A Constituição Federal não deixa margem para interpretações quando afirma que as CPIs devem tratar "de fato determinado" e não de fatos indeterminados. Se o PT tem conhecimento de determinados fatos a merecer investigação no metrô de São Paulo e no porto de Suape, envolvendo recursos federais, por que não pediu oportunamente as respectivas CPIs? Por que fazê-lo como contraponto à CPI sobre a refinaria de Pasadena?  Ao agirem como estão agindo no caso, o PT e seus associados no Congresso Nacional tornam inequívoco perante a opinião pública que, de fato, houve rolo no negócio. Caso contrário, fosse a operação sábia e proba, economicamente interessante, como chegaram a afirmar alguns agentes partidários na frente de batalha das redes sociais, nada melhor do que uma CPI para comprová-lo e retocar a imagem da presidente. Afinal, ela foi vendida a seu eleitorado como gestora competente. Mas autorizou a Petrobras a pagar mais de um bilhão de dólares por uma lebre que mia.
            Todo esse imbróglio serve para mostrar o quanto é maléfica a confusão que fazemos no Brasil entre Estado, governo e administração pública, como se fosse tudo a mesma coisa. Não contentes, embrulhamos o pacote para presente e entregamos a um partido político. Só pode dar nisso! Que raios tem um partido político a fazer na Petrobras? E não só aí, mas também no Banco do Brasil, no BNDES, em dezenas de estatais e em todo o aparelho administrativo federal, ocupando dezenas de milhares de postos que deveriam ser providos por servidores de carreira com a formação adequada?
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Percival Puggina (69) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, membro do grupo Pensar+. 

A PETISTA GRAÇA FOSTER PEITOU A POLÍCIA FEDERAL E FOI ADVERTIDA: ENTREGA OS DOCUMENTOS OU VAMOS VASCULHAR A EMPRESA

sábado, 12 de abril de 2014


O Estadão revela que, na Operação Lava Jato II, que na sexta-feira incluiu até mesmo busca e apreensão na sede da Petrobras, a primeira reação da presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster, ao receber os policiais, por volta de 9 horas, na sede da empresa, foi se recusar a repassar dados sobre um contrato milionário assinado na sua gestão com a empresa Ecoglobal Ambiental Comércio e Serviços. Avisada de que a resistência daria à Polícia Federal o direito de vasculhar a empresa em busca dos documentos, uma vez que estava autorizada judicialmente por um mandado de busca e apreensão, a executiva recuou e liberou a papelada. A negociação levou a permanência de um delegado e de três agentes na sede da Petrobrás por quase seis horas. De acordo com um segurança da sede da Petrobrás, os agentes policiais entraram a pé pela recepção da garagem do prédio, se identificaram e informaram sobre a Ordem Judicial, expedida pela Seção Judiciária do Paraná. Funcionários do setor jurídico da estatal desceram para receber os policiais ainda no estacionamento. Segundo o segurança, os agentes disseram que iriam cumprir "intimações" na estatal. No final da noite, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, saiu em defesa da presidente da Petrobrás e repetiu o que as duas notas já haviam afirmado, de que os documentos foram entregues pela empresa "espontaneamente". A nota divulgada pela Polícia Federal recebeu o aval de Cardozo antes de ser publicada. Segundo fontes, o ministro compartilhou seu conteúdo com o colega da Casa Civil, Aloizio Mercadante, um dos mais próximos da presidente Dilma Rousseff. O texto apresenta duas explicações em referência aos mandados cumpridos na sexta-feira. A Polícia Federal informa que "a Justiça Federal no Paraná expediu mandados de intimação prévia para que a Petrobrás apresentasse documentos. Como houve colaboração, não foi necessário o cumprimento de mandados de busca e apreensão para o êxito na obtenção desses papéis". Menciona, também, que a "presidência da Petrobrás colaborou com os policiais federais apresentando os documentos, que foram apreendidos e contribuirão para a continuidade das investigações". A Polícia Federal não explicou porque os agentes ficaram várias horas na sede da estatal, embora a justificativa seja que apenas foram coletados documentos, cuja entrega já havia sido acertada com a empresa. A nota da Petrobrás informa que a estatal recebeu uma ordem judicial para entrega de documentação sobre um contrato investigado pela Polícia Federal. Segundo o comunicado, a presidente acionou "imediatamente" a gerência jurídica da empresa para dar encaminhamento às solicitações dos agentes. O comunicado informa ainda que a empresa cumpriu as determinações expedidas pela Seção Judicial do Estado do Paraná.

IGREJAS FECHADAS

G. Mendoza


Não vou entrar no mérito mas, o último bastião da liberdade, aquele que qualquer sujeito pode usar sua garagem para fazer pregação religiosa, e depois ir ampliando para criar uma importante igreja evangélica, à medida que consegue seguidores, começa a ser atacado pela política petralha de conseguir sua dominação completa da população.

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SE DILMA NÃO FOSSE DILMA



Repito integralmente conforme publicado lá:

Se Dilma não fosse Dilma

Postado em fevereiro 15, 2014 por Tribuna da Internet

Percival Puggina

Ao se desligar do programa “Mais Médicos”, a doutora Ramona Matos Rodriguez abriu a caixa de Pandora desse suspeitíssimo convênio firmado entre o governo brasileiro e a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) para locação de médicos cubanos.

Ramona exibiu à imprensa cópia do seu contrato com uma certa sociedade anônima “Comercializadora de Serviços Médicos” e informou que dos 10 mil reais por cabeça, pagos pelo Brasil, ela só recebia o equivalente a mil reais no câmbio atual. Ou seja, confirmou ganhar apenas aqueles 10% que eu, desde o início das tratativas para vinda dos médicos, afirmei que constituíam o padrão para contratos desse tipo na Castro & Castro Ltda. – antigamente conhecida como ilha de Cuba -, empresa familiar com sede e foro na cidade de Havana. E ainda há quem ouse se referir a tais negociatas como evidências da “admirável solidariedade” da Cuba comunista para com os necessitados do mundo. Vê se eu posso!

Em torno de dona Ramona se formou a primeira das encrencas que haverão de cercar esse convênio nascido nas confabulações do Foro de São Paulo (aquela supranacional esquerdista que a imprensa brasileira faz questão de solenemente desconhecer). Muitas outras encrencas virão porque tudo que é mal feito em algum momento cobra conserto.

APENAS UM CLUBE

O problema é que Dilma, apesar de seus 40 ministros, não tem um ministério nem dirige um governo. Ela preside um clube, destinado ao lazer dos sócios, vale dizer, dos partidos políticos que compõem sua base de sustentação. Tivesse ela um bom ministro do Trabalho, este lhe diria que a situação dos cubanos é totalmente irregular perante a legislação brasileira (a doutora Ramona já anuncia que vai buscar na Justiça do Trabalho o que lhe é devido pelo Brasil).

Tivesse ela um bom ministro da Saúde, ele a advertiria sobre a deficiente formação média dos profissionais médicos formados em Cuba.

Tivesse ela um bom ministro da Defesa, ele haveria de alertá-la para os riscos decorrentes da importação, em larga escala, de agentes enviados por um país que, desde 1959, se caracteriza por infiltrar e subsidiar guerrilheiros no resto do mundo.

Tivesse, Dilma, uma boa ministra de Direitos Humanos, menos fascinada por ideologia e mais pela humanidade, esta iria às últimas consequências para impedir que o Brasil protagonizasse escancarado ato de escravidão, trazendo os cubanos sob as condições postas por Havana.

Tivesse Dilma um bom ministro da Fazenda, ele certamente lhe demonstraria o quanto é abusivo pagar um overhead de 900% em relação a cada profissional enviado pelos Castro. Tivesse ela um bom ministro da Economia, este abriria um berreiro para mostrar que a contabilidade desse convênio é altamente prejudicial ao interesse nacional diante da desproporção entre o valor do serviço prestado no Brasil e o montante enviado para a matriz cubana.

Tivesse Dilma um bom ministro da Justiça, ele ficaria de cabelos em pé diante do atropelo que esse contrato produz nos mais comezinhos princípios de Justiça e na legislação nacional.

Tivesse Dilma um bom ministro da Previdência Social, ele mostraria ser líquido e certo o caráter regressivo ao governo de qualquer ação dos médicos cubanos em busca de seus direitos previdenciários porque o patrão de fato desses profissionais é o governo brasileiro.

Tivesse Dilma um bom ministro de Relações Exteriores, ele lhe mostraria o quanto resulta negativo à imagem do Brasil o conhecimento internacional das bases em que o país firmou esse convênio.

FESTA E GRANA

Mas Dilma preside um clube. E se o clube está nem aí para suas verdadeiras ocupações, menos ainda haverá de estar para quaisquer preocupações. O clube, afinal, gosta mesmo é de festa e grana.

Se Dilma não fosse Dilma e tivesse um bom ministério, se estivesse ocupada em solucionar problemas estruturais em vez de ficar quebrando galhos e agradando parceiros, ela teria atendido à reivindicação dos médicos brasileiros.

Há muito tempo eles pedem uma carreira atrativa no serviço público, a exemplo de outras que iniciam em postos remotos e, gradualmente, promovem seus integrantes para centros maiores. Mas Dilma é apenas Dilma.

Postado por Anhangüera

Ex-diretor da Petrobras fez fortuna vendendo facilidades na estatal


Documentos revelam que Paulo Roberto Costa intermediou interesses de grandes empreiteiras dividindo o lucro com políticos

Rodrigo Rangel e Hugo Marques
ARRECADADOR – O engenheiro Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras, tinha uma missão extraoficial conferida pelo partido que o indicou ao cargo, o PP: articulava com empresas e fornecedores da estatal ajuda financeira para campanhas políticas
ARRECADADOR – O engenheiro Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras, tinha uma missão extraoficial conferida pelo partido que o indicou ao cargo, o PP: articulava com empresas e fornecedores da estatal ajuda financeira para campanhas políticas (Helia Scheppa/JC Imagem)
O macacão corta-fogo laranja com o nome impresso sobre o bolso, o logo com o nome da Petrobras em verde sobre fundo branco, o olhar confiante e o gesto firme apontando com precisão o objetivo. Tudo na foto ao lado transmite a ideia de um líder da empresa que orgulha os brasileiros, provavelmente um diretor técnico de alto calibre, um PhD em mineralogia ou um engenheiro premiado por inovações tecnológicas originais que ajudaram o petróleo a brotar mais facilmente das profundezas, contribuindo, assim, para aumentar dramaticamente o valor da companhia. As aparências enganam. A imagem ao lado já foi anexada ao melancólico histórico de corrupção no mundo oficial do Brasil. Ela viaja o mundo pelas agências noticiosas com o homem identificado na legenda como Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras preso pela Polícia Federal, personagem central do escândalo de pagamento de propinas a políticos.
A RELAÇÃO DOS COLABORADORES
Mendes Júnior – A anotação diz que o dono da empreiteira está “disposto a colaborar”. Procurada, a empresa informa que mantém contrato de prestação de serviços de engenharia com a Petrobras, mas desconhece a colaboração
UTC/CONSTRAN – A anotação informa que a empreiteira “já está colaborando”. A UTC afirma que desconhece a colaboração e que não comenta anotações de terceiros
ENGEVIX – A anotação diz que a empresa “já teve conversa com candidato”. A empreiteira assegura que desconhece tal lista e que suas doações eleitorais seguem a legislação
IESA – A anotação informa que a empresa “vai colaborar a partir de junho”. A companhia afirma que seu presidente da área de óleo e gás conhece Paulo Roberto Costa, mas não fez doações eleitorais
HOPE RH – A anotação diz que a empresa “já vem ajudando e vai ajudar mais a pedido do PR”. A prestadora de serviços na área de recursos humanos não respondeu aos questionamentos
TOYO-SETAL – A anotação diz que a empresa começa a ajudar “a partir de março”. A firma de engenharia naval também não respondeu
Na semana passada, vazaram as primeiras informações obtidas pelos policiais no exame ainda superficial da agenda, algumas planilhas e outros documentos apreendidos com Paulo Roberto Costa. O conteúdo é explosivo. Mas os investigadores que cuidam do caso dizem que se trata apenas de um pequeno trecho do propinoduto que o preso operava na Petrobras, tendo de um lado corruptores, do outro, corruptos e ele no meio fazendo a integração entre as duas partes do empreendimento criminoso.
De 2003 a 2012, o engenheiro Paulo Roberto Costa dirigiu a área de Abastecimento da Petrobras, que comanda um orçamento bilionário e lida com as maiores empresas do Brasil e do mundo. Pelo volume de dinheiro movimentado e os múltiplos interesses envolvidos, é o lugar perfeito para aninhar uma quadrilha de corruptos. A Polícia Federal descobriu que Paulo Roberto, um doleiro, políticos e prestadores de serviços estão interligados em um consórcio criminoso montado para fraudar contratos na Petrobras, enriquecer seus membros e financiar políticos e partidos.
Paulo Roberto Costa é o que em Brasília se chama de “indicado político”. É assim que ele aparece na ata de uma reunião com seus advogados pouco depois de sair da Petrobras. Está lá, em um dos recortes estampados na página 70 — escrito a mão por quem secretariou a reunião —, a preocupação extra dos causídicos com o fato de o doutor Roberto ter ocupado cargo de “indicação política” na Petrobras. Por essa razão seria muito arriscado ir adiante com o plano de abrir uma “offshore”, eufemismo para empresa-fantasma em algum paraíso fiscal. Em outro trecho, registra-se a recomendação de que, ele abrindo uma empresa, a “holding” deveria ser colocada em nome da mulher e das filhas. São típicos cuidados de quem está se metendo em um negócio obscuro, com finalidade não muito clara e, definitivamente, com o objetivo de ser mantido longe dos olhos das autoridades. Enfim, uma atividade típica de alguém que chegou a uma estatal ou órgão público não pela competência técnica, mas por “indicação política”.
Foi o Partido Progressista, o PP, uma das agremiações que apoiam o governo, que instalou Paulo Roberto Costa na estratégica diretoria da Petrobras. No que é um dos grandes contos de fadas do Brasil oficial, o papel do indicado político é explicado pela necessidade de os políticos terem quem resolva problemas paroquiais deles e dos eleitores. No caso do indicado político do PP na Petrobras, a explicação era que ele poderia eventualmente facilitar a outorga de uma autorização de funcionamento para um posto de gasolina. Só isso? No mundo da fantasia, sim. No universo da mentira tacitamente aceita como parte do jogo político, sim. Mas o homem do macacão laranja, do olhar confiante e gesto firme talvez nunca tenha sabido o que é preciso para abrir um posto de gasolina. Os documentos que a Polícia Federal encontrou em seu escritório começam a revelar as verdadeiras atividades de um sujeito que desembarca em uma estatal ou ministério como “indicação política”. Paulo Roberto Costa foi colocado na Petrobras para intermediar negócios entre empreiteiras e outras empresas com a estatal brasileira de petróleo e, assim, abastecer o propinoduto ligando corruptores a corruptos.
VEJA teve acesso ao material apreendido pela Polícia Federal. Ele revela os verdadeiros motivos por trás da disputa acirrada dos partidos para indicar um afilhado, um amigo ou um correligionário para um cargo público. As anotações na agenda do engenheiro apontam uma contabilidade financeira envolvendo políticos. Numa delas, Paulo Roberto registra o repasse, em 2010, de 28,5 milhões de reais ao PP, o partido responsável por sua indicação ao cargo.