terça-feira, 9 de abril de 2013

As outras sepulturas


VERISSIMO


Sempre é bom começar citando Hegel. Porque dá uma certa classe ao texto e porque, a partir de Hegel, você pode ir para qualquer lado, para a esquerda e ou para direita. Marx afiou suas teses criticando e às vezes assimilando Hegel, e Hegel, ao mesmo tempo em que sacudia o pensamento conservador europeu, era o exemplo mais acabado do que Marx abominava, o filósofo que explicava o mundo em vez de tentar mudá-lo. Mas minha citação de Hegel não tem nada a ver com esta divisão, mesmo porque é uma que todo o mundo — a partir da redescoberta da peça no século 18 — endossaria. Hegel disse que a "Antígona" de Sófocles era o mais sublime produto da mente humana, e sua heroína a mais admirável personagem da História.
Escrita 400 anos antes de Cristo, a peça conta a história da filha de Édipo. Rei de Tebas, com a sua mulher (e mãe, lembra?) Jocasta. Antígona quer enterrar seu irmão, morto num ataque a Tebas, contrariando as ordens do rei Creonte, para quem o corpo do traidor, que permanecerá insepulto, pertence ao Estado, e não à sua família. Antígona rouba o corpo do irmão para que sua alma, sem os ritos fúnebres, não se perca no mundo dos mortos, e o sepulta no meio da noite. Para punir sua desobediência, Creonte a condena a ser enterrada viva. Muitos conflitos são desnudados na peça, mas o principal deles é entre o estado e o indivíduo, entre a lei fria e costumes antigos, entre o direito do soberano e o direito do sangue comum. O fascínio da peça para Hegel e outros tem muito a ver com o renascente interesse pela cultura grega na Europa de então, mas também com a revolução que acontecia nas relações estado/cidadão no explosivo começo do século 19.
A história de Antígona se adapta ao momento no Brasil, quando se tenta investigar o que permanece simultaneamente enterrado e insepulto no nosso passado, tantos anos depois do fim da ditadura. Os corpos ainda não foram devolvidos às suas famílias, os direitos do sangue ainda não se impuseram aos direitos do Estado algoz, os ritos fúnebres de muitos continuam restritos à imaginação de novas Antígonas, tão trágicas quanto a Antígona grega. Os arquivos da ditadura estão sendo aos poucos desenterrados. Já passou da hora de abrir as outras sepulturas.
Os arquivos da ditadura estão sendo aos poucos desenterrados. Já passou da hora de abrir as outras sepulturas.
Publicado no Globo de hoje.

Promete?, por Téta Barbosa



Victor sempre me fez prometer. Desde que começou a falar me fazia jurar, de pés juntos, qualquer trato entre nós.
- Vou chegar mais cedo do trabalho hoje.
- Promete?
Nem sempre cumpria, mas prometia que a próxima promessa ia ter um final mais digno.
Hoje, com 16 anos, sou eu que faço ele prometer não experimentar drogas, voltar cedo e, principalmente, escovar os dentes antes de dormir.
De tanto prometer me vi, outro dia, fazendo promessas ao caixa do banco.
Agência lotada e eu esbaforida para sacar dinheiro enquanto falava ao celular e guardava as chaves do carro.
- 1.500,00 reais, por favor.
- 2.500,00 senhora?
- Alô Carlinha, passa pra o financeiro. Não moço, 1.500,00.
Converso com Erick do financeiro para saber quando o cachê do último trabalho vai ser depositado enquanto Wellington Wallace, era esse o nome no crachá do moço do caixa, pede meu cartão e senha. Erick explica que o valor será depositado em cinco dias úteis bem no momento que Wellington Wallace conta as cédulas.
Anoto na agenda a data do pagamento com o rabo de olho na lenta e tediosa contagem de Welly, apelido carinhoso para evitar a repetição de tantos Ls num só nome. Circulo com caneta vermelha o dia do cachê quando percebo que o caixa continua contando o dinheiro, mas a quantia já havia passado de 1.500 há pelos menos 500 reais.


- Erick, você sabe dizer para quando ficou programado o cheque do trabalho do shopping? Amigo, você contou errado.
- Não, senhora. Eu não contei errado.
- Contou sim colega. No comprovante tem 1.500 mas....
- A senhora está fazendo cinco coisas ao mesmo tempo e quer dizer que eu errei?
- O senhor poderia contar de novo, por favor? Erick, só um minuto, não desliga não.
- Não senhora, eu não posso contar de novo.
- Mas está errado Wellington.
- A senhora estava ao telefone e agora está atrapalhando o andamento do meu caixa. Saia da fila e conte seu dinheiro ali, bem longe, de preferência com o celular desligado.
- Wellignton, vamos fazer o seguinte; eu vou acreditar em você, colocar o dinheiro na bolsa e ir embora sem atrapalhar o seu trabalho. Mas se, por acaso, hoje ao final do expediente, seu caixa fechar negativo em 1.000,00 reais, você pensa em mim. Promete?
Eu, por exemplo, prometo de pés juntos, que sei fazer várias coisas ao mesmo tempo, inclusive contar.

Téta Barbosa é jornalista, publicitária, mora no Recife e vive antenada com tudo o que se passa ali e fora dali. Escreve aqui sempre às segundas-feiras sobre modismos, modernidades e curiosidades. Ela também tem um blog - Batida Salve Todos.

Cartas de Londres: 10 dicas locais para Ronaldo Fenômeno


Mauricio Savarese
Sem delongas e com a ajuda de londrinos, deixo dez dicas para o novo morador da cidade entender como são as coisas aqui.
10 - Ronaldo aqui é o português
Caro Ronaldo, os britânicos são leais. Como Cristiano jogou pelo Manchester United, ele tem a primazia. Os debochados te chamam de “Ronaldo Gordo”. Não ligue. Com o tempo eles aprendem. Os respeitosos ainda te chamam de “Originaldo”.
9 - Festas em casa
A noite da cidade é fraquinha. Muitos começam a beber às 17h e param às 23. Alguns arriscam uns clubes onde o clima é mais pesado. Raramente passam das 3 da manhã. Os londrinos preferem ir ao bar e depois festejar em casa. Espaço não será problema para você.
8 - Evite o inverno
O mais frio março em 50 anos. A primeira vez em décadas com neve em abril. Londres não é a capital mais fria da Europa, mas quem tem o Brasil como alternativa não pode hesitar. Nem se compara com sua Madri ou com Milão, onde você já jogou. Parece mais a gelada Holanda -- só que sem as moças bonitas.
7 - Peça desculpas
Não importa se não é sua culpa. Se alguém pisa no seu pé, você pede desculpas. O pisador também. Quem estiver por perto pode acabar entrando nessa. Esse é o esporte nacional. Nem seu status de celebridade o isenta.
6 - Evite americanismos
Quem chama filme de “movie”, como nos EUA, ganha puxão de orelha. Aqui chamam de “film”. O mesmo vale para os doces -- “candy” para os americanos e “sweets” para os britânicos”. Eles detestam americanismos.


5 - Não vá a festas brasileiras
A não ser que haja bon$ motivo$. Não valem a pena.
4 - Contenha-se ao ver microssaias
As moças não se vestem assim porque estão taradas. É só o jeito delas. E eles acham as brasileiras ousadas pelos biquinis... A maioria nem merece uma secada fenomenal, mas é bom saber que olhar demais, aqui, arranca pedaço.
3 - Não olhe demais
Nada envergonha mais um londrino do que um desconhecido olhar diretamente. Como nem todos são fãs de futebol (muitos gostam apenas de rúgbi), não abuse.
2 - Cuidado com as frituras
A comida daqui não é incrível, mas muitos engordam pelo excesso de porcarias, incluindo o tradicional fish and chips e o queijo cheddar. Você sabe que não pode abusar...
1 - Não diga que eles nunca ganharão a Copa
Eles sempre acham que têm chance. O melhor é responder um “pode ser” e mudar de assunto o mais rápido possível. Alta sensibilidade.

Mauricio Savarese é mestrando em Jornalismo Interativo pela City University London. Foi repórter da agência Reuters e do site UOL. Freelancer da revista britânica FourFourTwo e autor do blog A Brazilian Operating in This Area.Twitter:@msavarese.

Barbosa chama de 'sorrateira' a criação de novos TRFs



  • Presidente do STF discute com representantes de juízes e ironiza: 'Esses tribunais vão ser criados em resorts'


O presidente do STF recebe em audiência os presidentes da AMB, Anamatra e da Ajufe.
Foto: Divulgação/STF
O presidente do STF recebe em audiência os presidentes da AMB, Anamatra e da Ajufe.Divulgação/STF
BRASÍLIA - Uma reunião de quase uma hora de duração selou o clima de guerra entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, e as associações de magistrados. Barbosa disse que a criação de novos Tribunais Regionais Federais (TRFs) foi aprovada de forma “sorrateira” com o apoio das associações e apostou que os tribunais serão construídos perto de praias. No encontro, Barbosa pediu para um dos representantes de juízes “abaixar o tom de voz” e só se manifestar quando ele autorizasse.
- Esses tribunais vão ser criados em resorts, em alguma grande praia! - disse, irônico.
Estavam presentes integrantes da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), da Associação de Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e da Associação Nacional da Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra). Barbosa reclamou que o Congresso Nacional aprovou os novos tribunais sem ouvir órgãos interessados.
- Mais uma vez, se toma uma decisão de peso no país sem ouvir o CNJ. Ou seja, à base de cochichos. Os senadores e deputados foram induzidos a erro. Porque ninguém colocou nada no papel - disse.
Um dos juízes chegou a dizer que a Ajufe foi ouvida no processo, mas o ministro não gostou do comentário.
- A Constituição não dá poderes à Ajufe. Isso não faz parte das exigências constitucionais. Não confunda a legitimidade que o senhor tem enquanto representante sindical com a legitimidade dos órgãos do Estado. Eu estou dizendo é que órgãos importantes do Estado não se pronunciaram sobre o projeto. Pelo que eu vejo, vocês participaram de forma sorrateira na aprovação - afirmou.
O vice-presidente da Ajufe, Ivanir César Ireno, protestou:
- Sorrateira não, ministro. Sorrateira não. Democrática e transparente.
Barbosa ficou irritado com a intervenção.
- O senhor abaixe a voz que o senhor está na presidência do Supremo Tribunal Federal. Só me dirija a palavra quando eu lhe pedir - declarou.
E continuou:
- Como é que quase duplica o número de tribunais federais no Brasil dessa maneira? Os senhores não representam o Conselho Nacional de Justiça. Os senhores não representam o Superior Tribunal de Justiça, representam seus interesses corporativos legítimos. Mais isso não supre a vontade dos órgãos estatais. Compreendam isso. Os senhores não representam a nação. Não representam os órgãos estatais. Os senhores são representantes de classe. Só isso.
O ministro também pediu que as associações não fossem à imprensa para reclamar de sua gestão, mas que encaminhassem um ofício a ele. Recentemente, o ministro disse que os juízes brasileiros tinham uma mentalidade em prol da impunidade. Também declarou que havia um conluio entre juízes e advogados. As associações divulgaram notas criticando Barbosa.
- Olha, quando vocês tiverem algo para acrescentar e aprimorar, antes de ir à imprensa, vocês dirijam um documento à minha assessoria e ao CNJ. Não vá á imprensa para criar clima desfavorável.
O presidente da AMB, Nelson Calandra, protestou:
- Pedimos essa audiência em dezembro.
- Eu estou recebendo agora. Sou muito ocupado, não tenho tempo para receber associações todo dia. Recebi esse senhor não tem quatro meses - rebateu Barbosa, apontando para o presidente da Ajufe, Nino Toldo.
Quando Toldo informou seu nome ao presidente do STF, ouviu dele:
- Não tenho a obrigação de saber o seu nome, lembro da sua fisionomia.
O único momento de concordância foi quando as associações pediram apoio na reforma dos códigos brasileiros. Calandra reclamou que as comissões do Congresso criadas para discutir os temas não contam com a presença de juízes. Barbosa legitimou o pleito.
- Sou inteiramente favorável a uma total remodelagem dessas nossas leis arcaicas. Me preocupo muito com o desequilíbrio que ocorre nessas comissões. São convidados especialistas, mas não há preocupação em convidar magistrados e o Ministério Público. O resultado são essas leis capengas, que tornam nosso sistema de justiça mais tendentes à impunidade - disse o ministro.
Barbosa aproveitou para criticar a promoção de juízes por merecimento. Para ele, o sistema beneficia apenas quem tem apadrinhamento político e obriga o juiz a andar “com o pires na mão” para conseguir um novo posto.

Morre Margaret Thatcher, aos 84 anos



A ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher morreu nesta segunda-feira aos 87 anos vítima de um acidente vascular cerebral, informou seu porta-voz, lorde Bell.
“Com grande tristeza Mark e Carol Thatcher anunciaram que sua mãe, a baronesa Thatcher, morreu em paz após um derrame nesta manhã”, disse Bell em um breve comunicado.
Conhecida como a “Dama de Ferro”, Thatcher foi a única mulher que chegou ao posto de primeira-ministra no Reino Unido e ficou no poder entre 1979 e 1990. Foi durante seu mandato, em 1982, que ocorreu a Guerra das Malvinas, que envolveu a Argentina a o Reino Unido.
O atual primeiro-ministro do Reino Unido, o conservador David Cameron, que se encontra em Madri, expressou seu pesar em sua conta do Twitter pela morte da antiga governante.
“Com grande pesar me inteirei da morte de Lady Thatcher. Perdemos uma grande líder”, afirmou Cameron.
A antiga chefe de governo britânico, que entrou na política em 1959 ao ser eleita deputada pelo distrito londrino de Finchley, sofria de alzheimer e estava há vários anos reclusa em sua casa no centro de Londres.
Nascida Margaret Roberts, Thatcher teve uma carreira meteórica após se tornar parlamentar, o que permitiu a ela chegar a liderança do partido Conservador em 1975, quando venceu Edward Heath, que foi primeiro-ministro entre 1970 e 1974.
Após ganhar as eleições gerais em 1979, Thatcher conseguiu mais dois mandatos, em 1983 e 1987.
Nascida em 13 de outubro de 1925 em Grantham (norte da Inglaterra), a política conservadora procedia de uma família humilde.
Thatcher ganhou as eleições de 1979 em um momento no qual o Partido Trabalhista estava enfraquecido e o país estava paralisado por greves e pela crise econômica.
Sua chegada ao poder significou uma completa transformação do Reino Unido: a “Dama de Ferro” apoiou a privatização de indústrias estatais e do transporte público (trens e ônibus); empreendeu uma reforma dos sindicatos, que praticamente foram retirados do poder; diminuiu impostos e gastos públicos e adotou uma flexibilização trabalhista. (da agência EFE)

Implantação do prédio no terreno



 

Garantir uma boa ventilação, uma 
bela vista permanente, mobilidade 
eficiente, na entrada e na saída, 
tanto para automóveis como para 
pedestre, está cada vez mais difícil, 
embora sejam pontos diferenciais 
que uma empreendedora oferece ao 
comprador ao efetuar a venda do
 imóvel.

A usabilidade de um produto 
imobiliário é um dos fatores que 
garantem o sucesso do lançamento 
ou prédio pronto, além de 
dimensionar o quanto a edificação 
é eficiente.





O estudo de implantação é fundamental em um projeto e deve valorizar o imóvel e resolver problemas, 
uma vez que a preocupação na implantação bem executada proporciona salubridade e segurança ao 
empreendimento, além de atender as exigências da legislação e as necessidades dos usuários, ou seja, a 
adequada distribuição no terreno atende às demandas dos adquirentes.


Recuos, coeficiente de aproveitamento e projeções mínimas exigidas são as dificuldades que os 
profissionais de projeto enfrentam no planejamento da implantação, como também físicas e topográficas 
da locação. A junção de pequenas áreas é a solução quando não há grandes lotes a disposição, porém 
essa “amarração” pode apresentar lotes desiguais, com solos não favoráveis. 


Há pontos críticos que devem ser observados, como fachadas pouco iluminadas, que pode ser 
solucionado com o aumento dos vãos, a incidência de ruídos pode ser sanada com vidros laminados e/ou 
vidros duplos, para fachadas com sol da tarde a solução seria a colocação de brises móveis, unidades 
devassadas, por outras unidades, por exemplo, em uma varanda pode ser resolvido uma jardineira ou um 
brise móvel, áreas de lazer que devassam unidades, pode-se edificar uma pérgula, ampliando a distância 
visual, para espaços de lazer sem demanda, deve-se mudar o uso de acordo com o estudo de demanda, 
quando houver impossibilidade de se projetar uma rampa de acesso, pode-se instalar uma plataforma 
específica, nos cruzamentos de pedestre com veículos, deve-se adequar o projeto paisagístico e o de 
programação visual para minimizar o problema, usando cercas vivas, árvores, paginação no piso e 
programação visual. 


Nos empreendimentos de padrão elevado existe maior cuidado com a implantação, realizada no início do 
projeto pelo arquiteto, que analisa a locação observando as restrições e as viabilidades físicas, ocasião 
em que adota estratégias para mitigar esses efeitos, como edifícios que possuem vistas em cidades 
grandes, que se transformam em um diferencial e ótima estratégia de venda, fazendo com que a cada dia 
os arquitetos precisem inovar mais.


Outro fator importante a ser observado é a legislação ambiental, que tem feito os profissionais se 
atentarem a previsão de árvores e espécies protegidas, mudando os projetos para a preservação do 
meio ambiente. 


Em casos de empreendimentos de baixo padrão a satisfação na implantação depende do custo, haja vista 
que será absorvido pelos compradores, e as prioridades voltam-se para aspectos mais baratos e 
benéficos, Além do que muitos projetos são utilizados em diversos terrenos, dificultando assim a 
conciliação desses aspectos para cada construção.


Independente do investimento que se faça, ou do segmento que esteja voltado, é obrigatório atentar para 
aspectos básicos, que garantam a salubridade do imóvel e são obrigados por lei, como também à 
acessibilidade, pois todas as edificações devem garantir acesso a qualquer pessoa com limitação de 
mobilidade.


O importante é considerar várias alternativas, para encontrar a implantação mais eficiente para cada 
empreendimento, devendo na fase de projeto serem tomadas as decisões mais eficientes e de maior 
impacto financeiro no empreendimento, definindo a prioridade na contratação de profissionais 
competentes e preparados para encontrar a melhor solução.




Fonte: http://www.forumdaconstrucao.com.br



segunda-feira, 8 de abril de 2013

Consulta de nome sujo pela internet passa a ser gratuita



Consumidores podem consultar se estão registrados no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) sem sair de casa e sem o intermédio de empresas


AFP
Teclado de computador
Consulta é realizada no site da Boa Vista Serviços, administradora do SCPC
São Paulo - A partir de agora, consumidores podem consultar se seu nome está sujo gratuitamente pela internet. Antes, para fazer a consulta, era preciso se dirigir pessoalmente a um dos postos do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). E algumas empresas, extraoficialemente realizavam a consulta, mas cobravam pelo serviço.
A consulta gratuita pela internet foi disponibilizada pela Boa Vista Serviços, administradora do SCPC. Ao fazer a busca, o consumidor pode identificar se possuidívidas, restrições ou pendências financeiras registradas no SCPC.
Para fazer a consulta, basta entrar no Portal Boa Vista Consumidor Positivo e clicar em "consulta de débito". Quem não é cadastrado deve fazer então um cadastro e depois informar o e-mail e a senha. Em seguida, o site irá informar se consta algum registo no SCPC. Se houver, o consumidor pode verificar os detalhes sobre os débitos e identificar em qual empresa consta a pendência.
Com essa nova opção, o consumidor pode verificar por conta própria quais são as empresas com as quais ele deve entrar em contato para negociar diretamente com elas o pagamento das dívidas, sem precisar contar com o intermédio de terceiros.
No site da Boa Vista é possível obter também dicas sobre crédito e orientações sobre como resolver as dívidas na página Acertando suas Contas.