quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

CHARGE - Walmir Guglielmi

SUSTENTO 2

AVISO IMPORTANTE



Magu
Vocês já devem estar carecas de saber que os governos brasileiros tem uma ânsia de enfiar subrepticiamente as mãos nos bolsos dos contribuintes. Eis aqui dois aspectos que não foram devidamente divulgados:
1 – O extintor de incêndio obrigatório do veículo tem que estar livre do plástico que acompanha a embalagem do novo. cnhSe numa blitz rodoviária um policial parar seu veículo e verificar que o extintor está protegido pelo saco plástico, ele vai fazer uma autuação de R$ 127,50 e o condutor vai ganhar 5 pontos na CNH – Carteira Nacional de Habilitação.
2 – Por falar em CNH, de acordo com lei que entrou em vigor no dia 1º de Abril de 2011 (muito sugestivo, não?), a CNH só pode ser renovada durante o prazo máximo de 30 dias após o vencimento da anterior. Após esses 30 dias, ela é cancelada automaticamente, obrigando o condutor a prestar todos os exames novamente: Psicotécnico, legislação e de rua, tal como uma pessoa que vai tirar a carteira pela primeira vez. A carga horária do teórico foi aumentada de 30 para 45 horas e a do prático de 15 para 20 horas, com novos conteúdos. Lei pouco divulgada e muitos já caíram nesse conto do vigário, criada apenas para dar mais dinheiro aos donos de auto-escola, provavelmente muitos deles petralhas. Com a multa automática, os custos disso tudo levam a mais de R$ 2.000.00. Eu já mifu. A minha venceu em outubro de 2012 e só percebi agora…

SE GRITAR PEGA LADRÃO…



Giulio Sanmartini
O delinqüente senador Renan Calheiros (PMDB-AL) antes mesmo de ser formalmente eleito presidente daquela vetusta Casa, em que titulares passados, distinguiam-se pela dignidade, já deu partida à divisão do butim e, seguindo o ditado romano “asinus asinum fricat” (o burro coça o burro),escolheu como asseclas senadores de sua laia.
Acercou-se logo do eterno ex-líder do governo Romero Jucá (PMDB-RR) que será reabilitado com um cargo na Mesa; do senador Fernando Collor (PTB-AL), seu conterrâneo, que comandará a poderosa comissão de Infraestrutura; do senador Blairo Maggi (PR-MT), ganhador em 2005 do troféu “motosserra de ouro”, do Greenpeace, vai para a Comissão do Meio Ambiente.
Ao ver a foto desse grupo, me vem a vontade incontida de cantar  Reunião De Bacana – Exporta Samba  
Senadores Fernando Collor, Romero Jucá e Renan Calheiros, de costas Blairo Maggi
Senadores Fernando Collor, Romero Jucá e Renan Calheiros, de costas Blairo Maggi
(clique para ouvir). Autoria de Ary do Cavaco & Bebeto di São João, cujo refrão inicial diz: “Se gritar pega ladrão/ Não fica um meu irmão/ Se gritar pega ladrão/ Não, não fica um/ Se gritar pega ladrão/ Não fica um meu irmão/ Se gritar pega ladrão/ Não, não fica um…”
(1) Texto de apoio: Fernanda Krakovics e Cristiane Jungblut,

Tribunal Regional Federal da 4ª Região suspende tramitação do processo da Operação Rodin, devido à debandada geral, de juíza e procuradores federais




Decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF 4), que suspende a tramitação do processo crime da Operação Rodin (2007.71.02.007872-8/RS), comandado pela juíza Simone Barbisan Fortes (que já pediu e obteve remoção para Florianópolis), foi dada pela juíza federal Salise Monteiro Sanchotene, chamada pelo Tribunal para atuar em substituição a desembargador federal que se aposentou. A decisão revela o tamanho da crise que se instalou em torno do processo, uma vez que ocorre uma debandada geral, tanto da juíza original, Simone Barbisan Fortes, assim como dos três procuradores originais, que comandaram investigações e denúncia, além de terem atuado todo tempo no processo, até agora. A debandada dos procuradores, que pediram e obtiveram da Procuradoria Geral da República a remoção que solicitaram, quando a Procuradoria da República já estava intimada pela juíza para apresentar suas alegações finais, gerou uma crise dentro do ministério público federal. Os outros procuradores locais recusam-se a assumir a tarefa de produzir as alegações finais, com a justificada razão de que não atuaram até hoje e não conhecem o processo, que tem mais de 140 mil páginas. Este processo é decorrente de operação policial realizada pela polícia política do PT, diretamente sob ordens e comando do peremptório petista Tarso Genro. Esses procuradores que pediram "remoção" são aqueles mesmos que deram entrevista coletiva na apresentação da denúncia e disseram que "não ia ter moleza". Agora escafederam-se do processo na hora da apresentação das alegações finais, cada qual para um lado, deixando na obrigação colegas que não conhecem um processo que tem mais de 140 mil páginas. Como é que autores originais da denúncia podem se escafeder do processo? A juíza do processo crime da Operação Rodin, 2007.71.02.007872-8/RS, Simone Barbisa Fortes, em um dos seus útlimos atos no processo, na decisão que rejeitou pedidos de diligências apresentados pelos réus, indispensáveis para a defesa, disse que o advogado Andrei Schmidt, que defende o réu Carlos Dahlem da Rosa, perdeu prazo, o que significa uma das faltas mais graves que podem ser cometidas por advogados. Veja o que diz a juíza Simone Barbisan Fortes: "3. Manifestação da defesa de Carlos Dahlem da Rosa - A defesa alega, em síntese, que, quando protocolada a petição sub examine, ainda estava em curso o prazo para requerer diligências finais, em razão de embargos de declaração anteriormente opostos, e rejeitados em decisão publicada na data de 13/12/2012. Dessa forma, conclui que o prazo estipulado na decisão embargada, de 10 dias, teria sido interrompido, recomeçando a contar a partir da publicação da decisão que admitiu e rejeitou referidos aclaratórios. Por entender tempestivo, apresenta requerimento de diligências finais, na forma do art. 402 do CPP. Reportando-me à fundamentação expendida ao final do item "2" supra, registro que o prazo para a defesa peticionante requerer diligências finais (art. 402 do CPP) não foi suspenso com a oposição dos embargos declaratórios, de modo que as providências finais agora postuladas foram apresentadas intempestivamente, prejudicando seu exame. Importa destacar, outrossim, que os julgados colacionados na manifestação defensiva em apreço referem-se à interrupção do prazo para a interposição de outros recursos, e não à suspensão da eficácia da decisão embargada, de modo que, no caso concreto, a oposição de embargos de declaração por Carlos Dahlem da Rosa, em 29/11/2012, não retirou das partes, inclusive do corréu embargante, a obrigatoriamente de cumprimento imediato das determinações judiciais constantes da decisão atacada. Por fim, quanto à incompletude da versão digital do processo, localizada ao final do volume n. 153, resta prejudicado o pedido, porquanto já disponibilizada mídia às partes, com correção da falha, conforme decisão publicada em 09/01/2012 (GED 9094770)".

- Charge do Duke,


Volta às aulas! 

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COMENTÁRIO Está tudo dominado! , por Ricardo Noblat


 Ricardo Noblat - 
24.1.2013
 | 7h35m


‘Nossos irmãos e irmãs gays’, por Luis Fernando Veríssimo



Luis Fernando Veríssimo, O Globo
O discurso de reposse do Barack Obama foi uma litania previsível de boas intenções, como todos os discursos de posse, mas teve algumas novidades. Nunca antes na história a palavra “gay” — ainda mais as palavras “nossos irmãos e irmãs gays” — tinha aparecido num discurso inaugural.
Barack, que minutos antes fizera seu juramento com a mão esquerda em cima de duas bíblias (outra novidade), uma que pertencera ao Lincoln e a outra ao reverendo Martin Luther King, para não haver dúvida sobre o contexto maior da solenidade, incluiu o movimento “gay” entre as minorias (negros, latinos, imigrantes) e uma maioria (mulheres) ainda discriminadas.
E pela primeira vez na história a questão ambiental, ignorada por presidentes anteriores e pelo próprio Baraca até agora, mereceu mais do que duas ou três frases no discurso.
Mas a maior novidade de todas, e a mais politicamente relevante, foi a evidente mudança no tom do presidente em relação ao seu discurso de posse anterior e ao seu comportamento, moderado e conciliador, no primeiro mandato. 
O seu centrismo assumido decepcionou muita gente, apesar de ser uma óbvia manobra para governar com uma oposição republicana majoritária no Congresso e em muitos casos vitriólica.
Mesmo com sua retórica convencional, o novo Obama, com as outras novidades do seu discurso e com seu novo tom, deu o recado: agora vai ser diferente. Agora vocês verão o Obama que todos esperavam há quatro anos. “Agora sim” poderia ser o título do discurso.
Os republicanos continuam com maioria na câmara dos deputados e muitos dos novos eleitos são da linha do Tea Party, ultrarreacionários dispostos a serem ainda mais chatos.
O presidente pode não cumprir a promessa do novo tom e decepcionar outra vez, mas agora não precisa se preocupar com a reeleição e conta com a reação dentro do próprio Partido Republicano à sua ala maluca, depois do fracasso do seu candidato no pleito presidencial.

ARMÁRIOS VAZIOS
Entre as bandas que participaram do desfile em frente à Casa Branca estava a Lesbian and Gay Band Association, que escolheu um repertório de compositores homossexuais, entre eles Leonard Bernstein e Aaron Copland. Os armários estão todos sendo esvaziados, mesmo retroativamente. O que é formidável.