domingo, 25 de novembro de 2012

Alex Welsh Jazz Band - It Don't Mean A Thing




A velhice e o tempo, senhor do destino e da vida



Francisco Bendl
A velhice traz conceitos depreciativos e, ao mesmo tempo, alguns predicados que a enaltecem e talvez sejam uma forma de compensar o avanço no tempo. Assim, a velhice se traduz como aquisição de experiência, maturidade, conhecimento, certezas, convicções, discernimentos, escolhas, posições, coragem, maior domínio das nossas emoções e controle do comportamento, capacidade, eficiência…
Por outro lado, acarreta perda de forças, desânimo, indisposições, solidão, abandono, doenças, dores, muitas dores, perda de entes queridos, saudades, e desta forma vamos nos deteriorando…
O tempo é indomável e infinitamente mais forte do que tudo – o tempo, por acaso, é Deus? Mesmo que tentássemos nos aliar a ele, de pouco adiantaria, porque as pessoas morrem, mas ele sobrevive e, escancaradamente, proclama-se senhor do destino e da vida (o mote de algumas religiões que prometem vida eterna não estaria justamente nesta questão de que o tempo é absoluto e nem mesmo Deus pode impedi-lo?).
Não quero ser herege, mas não consta na Bíblia ou qualquer outro livro de importância religiosa que alguma vez Deus tenha feito parar o tempo, ao contrário, criou a tudo e a todos no tempo de seis dias e no sétimo, descansou.
O tempo passa para todos, na velhice poucos estão preparados para enfrentá-lo. Sobretudo aqueles despojados de saúde ou sem reservas econômicas, condições confiscadas pelas circunstâncias ou desatinos pessoais – ah, se a juventude soubesse, se a velhice pudesse!
Estando desprotegido para enfrentar seu ocaso, o homem se vê à mercê dos acontecimentos que o tempo irá lhe proporcionar (doenças e dificuldades) e ocasionar (desilusão, desencanto, depressão).
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SEM JUSTIFICATIVA
Mensurar este prejuízo físico e mental que o tempo nos cobra é impossível (e ainda dizem que existe o inferno?!). Tentar estabelecer uma justificativa para este tempo que conduziu o ser humano a um tipo de existência moldado pela adversidade econômica, social e mental (ou uma dessas ou todas juntas) seria o mesmo que definir a dor, todos os tipos de dor, e o que é o tempo, todos os exemplos de ganho e perda de tempo.
Lembro um passado que poderia ter sido diferente e melhor, que eu reunia condições de realizar, mas não consegui! Aos 63 anos, verifico estar deficiente em vários aspectos: por não ter ido melhor no passado, não pude construir as bases necessárias que me suportariam na velhice, agora é tarde!
Se pudermos refletir sobre as eras da convivência humana, certamente afirmaríamos que a infância é estar com a família, unidos, protegidos; A maturidade é a amizade, o trabalho, o convívio social. Mas, a velhice, ela se torna antissocial, isolamento, asilos, esquecimento, falta de companhia…
O tempo não permite retornos, este verdugo insensível! Não me resta alternativa a não ser pensar: nós existimos no tempo ou é o tempo que existe em nós? Oscar Wilde dizia que, “a tragédia da velhice consiste não no fato de sermos velhos, mas sim no fato de ainda nos sentirmos jovens”.

CRÔNICA Cartas de Toronto: Bullying se aprende dentro de casa



Bullying e cyber bullying para muitos são só termos da moda, mas fatalidades como a de Amanda Toddcontinuam trazendo a discussão à tona aqui no Canadá.
Na última semana, a Alberta School Board Association (ASBA) – o conselho educacional da província de Alberta – ganhou as manchetes dos jornais do país depois de uma declaração controversa do administrador Dale Schaffrick. Ao comentar a derrota na aprovação de um programa educacional que visava facilitar a vida escolar de alunos homo, bi ou transexuais, Schaffrick se transformou no maiorbully do país.
“Alunos homo, bi ou transexuais deveriam se comportar e vestir de uma forma que não pudessem ser identificados,” disse Schaffrick.
Num país onde o termo politicamente correto faz parte não só do comportamento social, mas está enraizado na constituição do país, a declaração do administrador provocou uma reação em cadeia.
A ASBA foi a primeira a se distanciar do assunto. Ao defender um dos seus funcionários, colocando a declaração em contexto, a presidente da ASBA criticou a posição do funcionário dizendo que declarações como essa desviam a atenção pública do problema que precisa ser sanado.
O Ministro de Educação Jeff Johnson colocou lenha na fogueira declarando que, como pai, ele não espera que seus filhos se preocupem com a forma de se vestir ou se comportar de seus colegas.
O desenrolar da história se agravou com a enxurrada de emails e comentários recebidos por Schaffrick depois que a declaração veio a público.
Com apoio moral limitado da ASBA e centenas de ações nas mídias sociais, Schaffrick decidiu vir à público numa tentativa de acalmar a opinião pública e recuperar a paz de espírito.
Segundo Schaffrick, a declaração foi tirada de seu contexto original e a opinião expressa não traduz a posição da ASBA. Ao admitir sua culpa, Schaffrick tentou reestabelecer a ordem do politicamente correto tão típica da sociedade canadense.
A discussão gerada por Schaffrick fez emergir um problema mais profundo na sociedade de Alberta e canadense em geral. O comportamento politicamente correto mantém as opiniões de muitos restritas à vida pessoal, o que não impede que os preconceitos aprendidos “dentro de casa” se espalhem pelos corredores das escolas do país.

Foto: Marco Mazzei (Flickr)

Veronica Heringer é jornalista formada pela PUC-Rio, estrategista em marketing digital e mestranda em Media Production pela Ryerson University. Atualmente desenvolve pesquisa em audiência e mídias digitais e escreve o blog Madame Heringer.com de Toronto. Estará aqui todos os domingos.

Charge do Sponholz



CONHEÇA O MARANHÃO ANTES QUE O MARANHÃO ACABE.



Giulio Sanmartini
Nos anos 1960, o cantor e compositor Juca Chaves, numa tirada de gosto duvidoso, fez essa frase título, com uma diferença, o estado na época era o Piauí.
De fato, o estado mais pobre e de menor Produto Interno Bruto PIB, da federação era o  Piauí.
Mas agora, com a divulgação, por parte do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, fica-se sabendo que o Piauí cedeu seu lugar ao Maranhão.
Este estado apresentou o menor Produto Interno Bruto (PIB) per capita no Brasil, 6.888,60 Reais. O Piauí ficou logo depois com 7.072,80 Reais.
Este é o resultado de quase 50 anos do domínio desse estado pela porca oligarquia Sarney, que teve início com o patriarca, senador  José Sarney (PMDB-AP) e segue secundado por sua filha Roseane Sarney e o fiel grupo de asseclas.
Em 1966 José Sarney assumiu o governo do Maranhão. O apoio do Regime Militar que assumira o poder político do Brasil em 1964 foi fundamental para garantir a vitória eleitoral de José Sarney.
Na época, em seu demagógico e mentiroso  discurso de posse foi enfático:
“ O Maranhão não quer a miséria, a fome, o analfabetismo as mais altas taxas de mortalidade infantil, de tuberculose, de malária de esquistossomose como exercício do cotidiano”.
Passados esse tempo, o Maranhão continuou convivendo com todos os problemas mencionados em seu discurso, disputando com Alagoas ou Piauí os piores índices econômicos e sociais.
Em plena primeira década do século XXI o desafio para o povo do Maranhão é o mesmo de 1966: superar a pobreza, eliminar o analfabetismo, resolver radicalmente com a precariedade dos serviços públicos na área de educação, saúde, saneamento básico e segurança pública. Enquanto o estado empobrecia, os Sarney enriqueciam dominando o sistema de comunicações locais e, dessa forma, mantendo inalterado o poder.
No estado corre uma piada anônima que diz a crua realidade:  “O pior problema para o Maranhão é a Oligarquia Sarney e a melhor coisa é ser da Oligarquia Sarney”.
(1) Foto: O rei José Sarney e a vice-rainha Roseane Sarney.

Quando a Polícia Federal chegou, adivinhem para quem Rose ligou? Acertou quem chutou José Dirceu, o onipresente!



Na Folha:
Rosemary Novoa de Noronha ligou para o ex-ministro José Dirceu pedindo ajuda quando a Polícia Federal iniciou a operação de busca e apreensão em seu apartamento, na rua 13 de Maio, na Bela Vista, região central de São Paulo. Dirceu foi acordado com a ligação por volta das 6h da manhã da última sexta-feira. Teria dito que não podia fazer nada por ela. Antes de ser nomeada chefe de gabinete da Presidência em São Paulo em 2005, Rose, como é conhecida, trabalhou por quase 12 anos como secretária de Dirceu.
Foi o ex-presidente Lula quem a indicou para a chefia de gabinete da Presidência. Os agentes que participaram da busca no apartamento contam que, antes de ligar para Dirceu, ela tentara falar com José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça. O ministro, no entanto, não atendeu a ligação, ainda de acordo com os policiais. Rose ficou desesperada durante o tempo em que os policiais ficaram em seu apartamento. Chegou a chorar. Disse que perderia o emprego depois das buscas –o que, de fato, aconteceu ontem, quando a presidente Dilma Rousseff decidiu exonerar todos os indiciados.
(…)
Por Reinaldo Azevedo

IBGE informa o óbvio, Maranhão tem pior PIB per capita do País


SÁBADO, 24 DE NOVEMBRO DE 2012


O Estado do Maranhão apresentou o menor Produto Interno Bruto (PIB) per capita no Brasil em 2010, informou na sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi de R$ 6 888,60. Já o maior PIB per capita do País é o do Distrito Federal, com R$ 58 489,46. "O menor PIB per capita era o do Piauí, agora é o do Maranhão", disse Frederico Cunha, gerente da Coordenação de Contas Nacionais Anuais, explicando que o crescimento da população no Maranhão foi maior que a do Piauí e, como a expansão do PIB não a acompanhou, o PIB per capita maranhense ficou menor. De qualquer maneira, a segunda pior posição na lista de PIB per capita ficou com o Piauí: R$ 7 072,80. O Estado de Alagoas ficou em terceiro lugar, com um PIB per capita de R$ 7 874,21 reais. Já a performance do Distrito Federal é explicada pela baixa densidade populacional aliada ao elevado nível de renda. "A fatia do Distrito Federal no PIB é muito maior que a fatia da região no total da população. O PIB per capita do Distrito Federal é três vezes maior que o do Brasil", acrescentou o especialista. No total nacional, o PIB per capita é de R$ 19 766,33. Em 2010, sete unidades da federação tiveram resultado acima da média nacional: Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Paraná. Apesar do ligeiro movimento de desconcentração da riqueza no país, oito unidades da federação ainda concentram 77,8% do PIB brasileiro: São Paulo (33,1%), Rio de Janeiro (10,8%), Minas Gerais (9,3%), Rio Grande do Sul (6,7%), Paraná (5,8%), Bahia (4,1%), Santa Catarina (4,0%) e Distrito Federal (4,0%). Na direção oposta, os dez Estados com as menores participações no PIB somavam uma fatia de apenas 5,3% da geração total de riqueza, relatou o IBGE. Todos estavam localizados nas regiões Norte e Nordeste: Rio Grande do Norte (0,9%), Paraíba (0,8%), Alagoas (0,7%), Sergipe (0,6%), Rondônia (0,6%), Piauí (0,6%), Tocantins (0,5%), Acre (0,2%), Amapá (0,2%) e Roraima (0,2%).