segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Um dos homens que socaram Oscar Filho, do CQC, e que integrava a tropa fascistoide de Genoino, que até derrubou velhinha, é membro da… Comissão de Ética do PT



De todos os relatos sobre o comportamento dos bate-paus fascistoides que acompanharam José Genoino à urna, dando porrada, empurrado e botando literalmente pra quebrar, o melhor é o de Márcia Abos e Tatiana Farah, noGlobo. Leio que houve até cárcere privado. Muito bem! Sabem o que é mais espantoso? Um dos que socaram o humorista Oscar Filho, do CQC, é o advogado petista Danilo Camargo. Ele pertence, imaginem vocês, à Comissão de Ética do PT paulista e já foi coordenador da Comissão Nacional. Foi tesoureiro de várias campanhas eleitorais do partido em São Paulo e é homem de Genoino.
Em 2005, quando um assessor do deputado José Nobre (PT) — irmão do agora mensaleiro condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha — foi preso com a cueca recheada de dólares, a reunião para decidir “o que fazer” foi realizada no flat de Danilo. Entendi. O homem da “ética” do PT sai no braço. Imaginem os que não se sentem especialmente obrigados a ser éticos… Leiam texto de O Globo. Volto depois.
*
Cercado por aproximadamente 50 militantes do PT, o ex-deputado José Genoino votou neste domingo na cidade de São Paulo em meio a um tumulto que terminou em pancadaria e cenas de vandalismo. Os petistas, que xingavam e batiam em jornalistas, além de derrubar eleitores que estavam no local, avançaram pelos corredores da universidade empurrando cadeiras, chutando lixeiras e quebrando vidros de um dos murais da entidade. Usando bengala, a aposentada Jose Bacarácia, 82 anos, foi derrubada no chão durante a passagem da militância petista.
Genoino carregava uma bandeira do Brasil, vestindo-a como uma capa e usando-a em algumas ocasiões para esconder o rosto e evitar ser fotografado. No tumulto, apenas seguiu em direção à seção de votação. Depois de votar, caminhou agitando o braço esquerdo com o punho cerrado, sempre rodeado pelos militantes, que impediram a aproximação ou perguntas dos jornalistas.
O humorista Oscar Filho, do CQC foi agredido repetidas vezes pelos petistas. Ele recebeu socos e foi jogado para dentro de uma das salas de votação. Com machucados na boca e pressão alta, o comediante foi atendido na enfermaria do colégio eleitoral e disse que registraria um Boletim de Ocorrência.
Um dos envolvidos na pancadaria foi o advogado Danilo Camargo, da Comissão de Ética do PT paulista e um dos petistas mais ligados a Genoino. Apesar de ter sido visto agredindo Oscar Filho antes de José Genoino votar, Camargo disse que se atracou com o repórter do CQC depois, ao deixar o colégio eleitoral, porque foi provocado. “Estava com minha mulher, tentando sair com meu carro. Ele estava bloqueando a passagem e disse ‘passa por cima, mensaleiro’. Isso não é jornalismo! Passa por cima, mensaleiro?”, falou o petista, que disse ter empurrado o jornalista.
Danilo disse que participou da votação de Genoino porque é delegado do partido e tem autorização para entrar nas áreas de votação. Mas o advogado admitiu que o grupo perdeu o controle: “Era uma massa de gente. Foi uma loucura. Estava difícil controlar”. Enquanto aguardavam a chegada de Genoino, militantes do PT e do PSDB trocaram ofensas. A polícia foi chamada para apartar a briga, que envolvia cerca de 20 pessoas. Ninguém foi detido. Enquanto os tucanos gritavam “partido dos bandidos” e “malufistas”, os petistas repetiam: “burguesada reacionária, vocês vão ter que nos engolir”.
EncerroEntendi! Um “delegado” do partido, com direito a ter acesso ao local de votação, se comporta dessa maneira lhana e cordata. Quando se é membro de uma comissão de ética e se ouve um insulto, o óbvio, claro!, é quebrar o nariz de quem se coloca na frente e sair por aí derrubando velhinhas.
No PT, todo mundo faz discurso “tchutchuco”, como o de Haddad. Desde que a brasileirada não abuse, né? Ou vem pancadaria.
ApostaÉ bem provável — faz parte do show — que a turma de Haddad procure o CQC para desfazer mal-entendidos, desculpar-se etc e tal. Muito gente até se comove com esse ato de humildade…
Pois é… Só pode se desculpar pelos socos e pontapés deferidos quem desfere socos e pontapés, não é mesmo? É o aspecto mais encantador no comportamento dos brutos. Se eles não se comportam como alimárias, como exercer depois o charme do arrependimento?
Texto publicado originalmente às 5h10
Por Reinaldo Azevedo

Lenda urbana que nunca deixa de intrigar: as coincidências de datas e números envolvendo os presidentes americanos Lincoln e Kennedy — que governaram com 100 anos de diferença



Abraham Lincoln e John F. Kennedy, dois grandes ex-presidentes, com histórias com muito em comum
Abraham Lincoln e John F. Kennedy: 100 anos separam sua eleição, várias datas e números aproximam seus destinos
É algo verdadeiramente surpreendente, chegando às portas do assombroso, verificar o quanto existe de coincidência em números cruciais da vida de dois dos mais marcantes presidentes da história dos Estados Unidos — Abraham Lincoln, o 16º e para muitos o maior entre os 44 presidentes americanos, e John F. Kennedy, o 35º e o primeiro presidente católico do grande país.
A lista de coincidências é uma lenda urbana quase tão antiga quanto a morte de Kennedy, ocorrida em 1963. Pelo que se sabe, começou a circular no ano seguinte e, conforme a versão, é acrescida de um, dois ou até dez itens em relação aos de abaixo.
Mas vejam só que interessante:
* Abraham Lincoln foi eleito deputado à Câmara de Representantes em 1846 e John F. Kennedy foi eleito para o mesmo posto exatamente em 1946.
* Abraham Lincoln foi eleito presidente dos Estados Unidos em 1860, e John F. Kennedy em 1960.
* Ambos se empenharam pelos direitos civis — Lincoln, pelo fim da escravidão, Kennedy, por igualdade plena de direitos aos negros.
* As mulheres de ambos — Mary Todd Lincoln e Jacqueline Bouvier Kennedy — perderam filhos quando residiam na Casa Branca.
* Abraham Lincoln foi assasinado numa sexta-feira. John Kennedy também.
* Lincoln foi assassinado com um tiro na cabeça. Pelo menos um dos tiros que mataram John Kennedy foi na cabeça.

Os dois ex-presidentes foram assassinados em uma sexta-feira, com um tiro na cabeça
Entre vários exemplos de coincidências, os dois presidentes foram assassinados em uma sexta-feira, ambos com um tiro na cabeça, ambos por um assassino do Sul, que em ambos os casos foram mortos antes de serem julgados
Agora, como se já não bastasse, as semelhanças ganham um pouco mais de mistério:
* A secretária de Abraham Lincoln tinha como sobrenome Kennedy, e a secretária de John F. Kennedy tinha como sobrenome Lincoln.
* Ambos foram assassinados por sulistas
* Ambos foram sucedidos por um vice com o mesmo sobrenome: Andrew Johnson substituiu Lincoln, Lyndon Johnson, a Kennedy.
* Andrew Johnson nasceu em 1808, e Lyndon Johnson, em 1908.
* John Wilkes Booth, o assassino de Lincoln, nasceu em 1839, e Lee Harvey Oswald, que assassinou Kennedy, nasceu em 1939. Ambos eram conhecidos por seus nomes por extenso, o que é incomum na cultura norte-americana, que privilegia a versão com o segundo nome ou o primeiro sobrenome grafado apenas com a inicial.
Ambos lutaram para melhorar os direitos civi
Ambos lutaram para melhorar os direitos civi
Quer mais? Tem mais:
* Abraham Lincoln levou um tiro na cabeça dentro de um teatro, o Ford Theatre de Washington, e John F. Kennedy foi alvejado dentro de uma limusine Lincoln – produzido pela Ford.
* Os dois assassinos, Booth e Oswald, acabaram sendo assassinados antes de serem julgados por seus crimes.
Já quase no fim, mais uma coincidência :
* Uma semana antes de ser morto, Lincoln esteve em Monroe, no Estado de Maryland. Uma semana antes de morrer, Kennedy esteve com Marilyn Monroe.
Finalmente, um acréscimo à lenda urbana:
* O filho caçula de Lincoln, Tad, foi sepultado no dia 16 de julho de 1871. Mais tarde, seu corpo foi exumado e transferido para outro túmulo.
* O filho caçula de Kennedy, John Jr., o John-John, que sobreviveu ao pai por mais de três décadas, morreu no mar num acidente com o avião que ele pilotava num mesmo 16 de julho — de 1999. Mais tarde, bombeiros encontraram seu corpo, que foi retirado do mar próximo à ilha de Martha’s Vineyard, em Massachusetts, para autópsia e, posteriormente, conforme seu desejo, suas cinzas lançadas ao mar em outro ponto da costa do mesmo Estado

Carlos Brickmann: Tem escuridão no fim do túnel



"Três apagões em 34 dias são mais do que três problemaços: são uma indicação de que o sistema brasileiro de energia enfrenta problemas"
"Três apagões em 34 dias são mais do que três problemaços: são uma indicação de que o sistema brasileiro de energia enfrenta problemas"
A ESCURIDÃO NO FIM DO TÚNEL
Julgamento do mensalão? OK, é importante, tem consequências políticas, mas não mexe com nossa vida do dia a dia.
Campanha do PT contra a imprensa, anunciada pelo irmão do José Genoino, aquele cujo assessor andava com dólares na cueca? Previsível: há muito tempo se usa punir o portador de más notícias.
Já a sucessão de apagões mexe com a vida de todos nós.
Um apagão é um problemaço. Três apagões em 34 dias são mais do que três problemaços: são uma indicação de que o sistema brasileiro de energia enfrenta problemas.
Pior: o governo sabe dos problemas, tanto que teme falta de luz quando acaba uma novela; e continua brincando de explicar. A última: “não é apagão, é apaguinho”.
Seja qual for o nome que as autoridades queiram dar à incompetência administrativa do setor, na quinta foram atingidos onze Estados – os nove do Nordeste, mais dois do Norte, além de Brasília. No apagão de setembro, ficaram no escuro oito dos nove Estados nordestinos.
O professor Ildo Sauer, da Universidade de São Paulo, petista até debaixo d’água, diz qual é o principal problema: falta de manutenção da rede. “Uma parte do sistema é cinquentão e deveria ter passado por um processo de manutenção e substituição. A indicação mais óbvia de que isso não ocorreu são os apagões”.
Claro (ou escuro): manutenção não dá voto, não tem inauguração, não tem discurso, não rende matéria na TV.
O ministro das Minas e Energia, Édison Lobão, está hospitalizado em São Paulo. Ele sabe o que faz: no Hospital Israelita Albert Einstein, há ótimos geradores.

Trabalhando duro
No ministério, tudo certo: Lobão, o titular, está seguro - no Einstein há geradores -; e Márcio Zimmermann, o interino, diz que não tem culpa, mas vai ver o que pode fazer
No Ministério, tudo certo: Lobão, o titular, está seguro - no Hospital Albert Einstein há geradores -; e Márcio Zimmermann, o interino, diz que não tem culpa, mas vai ver o que pode fazer
O ministro interino das Minas e Energia informou que há um problema e que alguém tem de fazer alguma coisa – não ele, claro.
Mas convocou uma reunião.

Em meio a crise, lojas de 2ª mão ligadas a ONGs têm boom na Grã-Bretanha



Atualizado em  29 de outubro, 2012 - 08:13 (Brasília) 10:13 GMT

Fachadas de lojas de ONGs britânicas
ONGs aumentaram número de lojas, contra tendência de fechamento de pontos comerciais
Em meio à persistente crise, um setor da economia britânica vem se saindo bem: as lojas de objetos de segunda mão ligadas a organizações de caridade, cuja presença é cada vez maior nas ruas comerciais do país.
Segundo um estudo recém-divulgado, as lojas ligadas a organizações de caridade tiveram no ano passado um aumento de 6,8% nas vendas e de 14,3% no lucro.

O estudo encomendado pela revista Charity Finance mostra ainda que as organizações não-governamentais estão também ampliando o número de lojas, enquanto muitas lojas tradicionais fecham suas portas.No mesmo período, o comércio em geral na Grã-Bretanha teve uma queda de 0,6% nas vendas. A economia do país cresceu apenas 0,8% no ano passado.
O número total de pontos comerciais ligados às 74 organizações pesquisadas passou de 6.007 para 6.233 entre o final de 2010 e o final de 2011.
De acordo com o British Retail Consortium, associação que representa os lojistas britânicos, 11,4% dos pontos comerciais do país estão vazios.
Outra pesquisa, realizada pela consultoria independente JRA Research em maio, indicou que 22% dos britânicos dizem estar comprando em lojas ligadas a ONGs com mais frequência do que dois anos antes.

'Preços baixos'

"Tenho encontrado menos trabalho ultimamente, então certamente ajuda poder comprar algumas coisas essenciais, como roupas, por preços mais baixos", comenta a designer gráfica freelancer Tatiana Alexeyeva, de 27 anos, após comprar por 7 libras (cerca de R$ 23) uma calça de segunda mão na loja da ONG Cancer Research UK no bairro londrino de Marylebone.
Para Alexeyeva, uma das vantagens de comprar em uma loja de ONG em um bairro de alto padrão como Marylebone é que muitas das peças doadas à venda foram compradas originalmente em lojas caras e têm boa qualidade.
Rua comercial em cidade britânica (foto: Pauline Eccles)
Lojas de ONGs tiveram aumento de 6,8% nas vendas em 2011; comércio em geral caiu 0,6%
O aposentado Nick Greenwood, de 63 anos, tem opinião parecida. "Por 5 libras (cerca de R$ 16) consigo comprar um blazer bom para usar todos os dias. Só compro esse tipo de roupa em lojas assim", diz ele.
Mesmo as pessoas que dizem não ter sido afetadas pela recessão observam que a possibilidade de encontrar itens de qualidade baratos, ainda que usados, é atraente. "Procurando, é possível encontrar roupas de designers por preços razoáveis", observa a secretária Sharon Morrison, de 54 anos.
Enquanto procurava livros em uma loja da ONG Oxfam no centro de Londres, a aposentada Cristobel Aldous, de 67 anos, disse que a caridade é um dos fatores que a levam a comprar em lojas de ONGs. "Gosto de saber que estou também ajudando algum projeto social ao comprar", diz.

Impacto negativo

Representantes de lojas de ONGs comemoram o aumento das vendas, mas afirmam que isso não significa que a recessão tenha sido positiva para as organizações.
"Outra consequência da atual crise econômica é que há muito mais demanda pelos serviços que as organizações oferecem, além da redução das subvenções públicas e de outras fontes de financiamento", observa Wendy Mitchell, vice-diretora executiva da Charity Retail Association, associação que reúne as lojas do setor.
Segundo ela, o fechamento das lojas tradicionais também tem um efeito negativo sobre as lojas de ONGs, por reduzirem o fluxo de compradores nas ruas de comércio.
Ainda assim, Mitchell enfatiza o papel das lojas de ONGs em oferecer produtos baratos para parcelas da população mais afetadas pela crise.
"As pessoas sabem que as lojas de organizações de caridade oferecem bens de alta qualidade por um preço bom, e que 60% das pessoas nos grupos D e E, de menor poder aquisitivo, compram nesses locais, então elas são uma fonte vital de bens com custo mais baixo para quem está em dificuldades financeiras", diz.

Doações em queda

Roupas expostas no Interior de loja de ONG
Valorização das roupas de segunda mão tem impacto negativo em doações recebidas por ONGs
Apesar de a maioria das ONGs ter registrado aumento significativo nas vendas e nos lucros em suas lojas no ano passado, a pesquisa realizada pela Charity Finance também destaca alguns motivos de preocupação para as organizações decorrentes da crise econômica.
Um dos principais pontos é a redução das doações de itens para revenda, relatada por 75% das lojas pesquisadas.
"Uma das razões para a queda das doações é que as pessoas podem estar usando suas roupas ou outros bens por mais tempo antes de comprar novos itens por causa da recessão", afirma Wendy Mitchell, da Charity Retail Association.
Além disso, segundo ela, o valor de roupas de segunda mão vem aumentando nos últimos anos, levando as ONGs a competir por doações com empresas privadas que recolhem o material para revenda.
O levantamento da Charity Finance observa que a valorização dos têxteis de segunda mão levou até mesmo a casos de roubos de material doado.

Charge do Duke (O Tempo)



O humor na poesia de Oswald de Andrade



O advogado, escritor, ensaísta, dramaturgo e poeta paulista José Oswald de Souza Andrade (1890-1954) foi um dos principais articuladores do movimento modernista literário e da célebre Semana de Arte Moderna, espécie de marco divisório na história das artes brasileiras, realizada em São Paulo, em 1922.
A rebeldia de Oswald o levava a querer muito mais do que simplesmente revolucionar forma e conteúdo da criação artística. O que ele queria mesmo era uma revolução que transformasse a vida social dos brasileiros, suas instituições e costumes.
O poema “brasil”, com letra minúscula, forma de satirizar até o nome do país, faz parte da primeira fase do Modernismo. Este período é o mais radical, pois os escritores dessa época ainda buscam definições, destroem paradigmas, enfim, é um a época de construção, onde notamos a busca ao passado, do quinhentismo brasileiro, porém, sem aquele ufanismo dos românticos. Aqui, na literatura de Oswald de Andrade há uma crítica ao ufanismo exagerado e, assim, ele busca o passado, mas de forma crítica, irônica, com isso, surgem os poemas piadas, a paródia.
É notório o humor nesse poema, o “eu-lírico” retrata a construção da etnia brasileira, com o português, o índio e o negro: “O Zé Pereira chegou de caravela, guarani de mata virgem e o negro zonzo saído da fornalha”. Ao mesmo tempo, que faz a junção dessas três etnias na construção do Brasil, o “eu-lírico” afirma que essa mistura retrata o carnaval, uma vez que a mistura das raças, dos costumes, da cultura, da religião, é a formação do povo brasileiro e, consequentemente o surgimento do carnaval.
Vale salientar que a valorização do falar do povo da terra, a linguagem coloquial, como “preguntou, pro”, era valorizada pelos Modernistas que colocavam esse falar na literatura.
Outrossim, nos versos “Não, Sou bravo, sou forte sou filho da morte/O negro zonzo saído da fornalha/E fizeram o carnaval”, Oswald de Andrade troca “Norte por Morte”, para questionar o genocídio com os povos indígenas, porque quando os portugueses “descobriam” o Brasil, os índios entraram em contato com o homem branco, em consequência surgiram várias doenças, assassinatos, ou seja, aconteceram muitas mortes.
 Oswald, pintado por Tarsila
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brasil
Oswald de Andrade
O Zé Pereira chegou de caravela
E preguntou pro guarani de mata virgem
-Sois cristão?
-Não, Sou bravo, sou forte sou filho da morte
Tetetê tetê Quizá Quizá Quecê!
Lá de longe a onça resmungava Uu! Ua! Uu!
O negro zonzo saído da fornalha
Tomou a palavra e respondeu
-Sim pela graça de Deus
Canhem Babá Canhem Babá Cum Cum!
E fizeram o carnaval.

Reflexões sobre a reforma política



Antonio Santos Aquino
Concordo com a reforma política. Mas financiamento público de campanha, tempo igual para partidos nanicos? Não! Digo por quê: financiamento público não vai acabar com o caixa dois, o pilantra, o safado continuará delinquindo.
Deve ser regulamentada a doação. Não se pode impedir que uma empresa, ou pessoa de posses, ajude um candidato de sua preferência, não é democrático. Tempo igual para partidos, seria uma violência contra os que passaram 20/30 anos lutando por um partido e depois aparece alguém funda um partido em seis mêses e ganha o mesmo tempo de TV.
O que ningém fala é no crime praticado pelo Gilberto Kassab ao fundar o PSD. “Um crime que foi referendado pelo TSE, exclusivamente por interesse do governo federal. Alguém pode imaginar que não tenha corrido grana alta nesse “arranjo”?