domingo, 5 de março de 2017

Ética e punição - por Ivan Lima




Resultado de imagem para aristoteles: não se separa etica na politica
Na Grécia Clássica se punia com rigor juízes corruptos e legisladores desastrados. Para ambos, as penas iam da perda de mandato, prisão, flagelação, e até morte. Todo cuidado com a decência era resguardado dos que se revelassem ladrões em cargo de juízes e políticos igualmente larápios e feitores de leis que causassem danos aos cidadãos e a Polis. Mas no decorrer do processo de formação de países como o Brasil, não só aplicações de leis e penas duras para todos os criminosos eram praticamente inexistentes, como na república se foi corroendo a cultura moral esplêndida que os governantes nos legaram na Monarquia. Até se chegar aos pontos monstruosos de hoje em que ministro do STF solta juiz ladrão condenado.

E quase tudo nesse país de danação é mau exemplo para delinquência, corrupção, e até crime de lesa pátria vindo de autoridades moralmente sujas. Com um sistema político esquematizado e estruturado na oclocracia em que um estuprador de cabritas, demagogo, larápio, semi analfabeto e vagabundo é eleito duas vezes presidente e está solto ameaçando tornar-se mandatário Maximo pela terceira vez, o que esperar meu Deus?!?  E isso ainda não é tudo, é bom lembrar, ao verificar-se que os rumos que a nau da nação tomava nos últimos treze anos era a de escravidão num projeto de poder comunista, totalitário, desenhado por essa figura sinistra e seus bate-paus nacionais e internacionais, o que se configura claramente como crime de lesa-pátria. Sim, todo o tecido das instituições está propositadamente esgarçado, corrompido. É o caos moral muito bem aplicado das lições de Marx, Lênin, Gramsci.

 Nojo e reação os elementos sadios e vivos no coração dessa nação serão os únicos elementos saneadores dos tentáculos desse câncer que a liquida. É preciso que se mostre até mesmo com dor e sangue aos facínoras de todas as vertentes e instituições que o império dessa nação tem que ser o da lei. 

É preciso salvar a civilização no Brasil.


Ivan Lima é editor de Libertatum     

Jornalista detona Luiz Fux STF por soltar juiz que vendia sentenças


Segundo a Lei Internacional Quem Será o Responsável Pelas Próximas Guerras em Gaza? - por Louis René Beres

  • Os recorrentes ataques com foguetes lançados pelo Hamas contra israelenses não combatentes são atos de terrorismo. Este terrorismo -- todos os tipos de terrorismo, independentemente daqueles assim chamados de "justa causa" -- representam um crime inequívoco segundo a Lei Internacional.
  • Quando o terrorismo palestino é o reflexo das populações que entusiasticamente apoiam ataques terroristas e, onde os terroristas podem encontrar refúgio acolhedor no seio da população local, a responsabilidade legal por todos os danos resultantes das ações antiterroristas que se seguirem está nas mãos dos perpetradores.
  • De acordo com o direito internacional, que também faz parte da lei dos Estados Unidos, todos os terroristas palestinos são hostes humani generis: "inimigos comuns da humanidade."
  • A não distinção aqui entre "judeus" e "israelenses" é intencional. Para o Hamas, o verdadeiro inimigo é identificável pela religião, não pelo território, sendo portanto irremediável. No tocante "aos judeus", isto significa que a única maneira de evitar o terrorismo árabe é desaparecer ou se submeter ao controle islâmico -- se tornarem cidadãos dhimmi, perseguidos, de segunda classe em seu próprio país, assim como os cristãos autóctones agora o são no Egito e em grande parte do Oriente Médio.
"A Segurança do Povo Deverá Ser a Lei Maior." — Cícero, Tratado das Leis.
Já está começando de novo. À medida que os terroristas do Hamas estão atacando, indiscriminadamente civis israelenses com foguetes, na cidade de Sderot ao sul de Israel, as retaliações de autodefesa israelense já estão sendo rotuladas como "excessivas" e "desproporcionais". Como de costume, a opinião pública internacional está rapidamente, ainda que de forma estapafúrdia, se mobilizando contra a suposta e subentendida "ocupação" de Israel por meio dos judeus que vivem em sua própria terra bíblica.
Mas e quanto aos fatos? Desde 2005 pelo menos, quando todos os judeus, até não sobrar nem unzinho, deixaram Gaza, não tem como haver "ocupação".
As sistemáticas deturpações do Hamas pioram gradualmente.
Qualquer acusação dessa natureza, no entanto, não tem nenhuma base legal. Em relação à "proporcionalidade", a verdadeira exigência legal quanto à proporcionalidade contida nas Leis Humanitárias Internacionais (a lei sobre os conflitos armados) não tem nada a ver com o número lamentável de mortes que possa haver em qualquer um dos lados. Proporcionalidade não tem nada a ver com a equivalência de mortes causada por cada lado.
Luis Moreno-Ocampo, procurador-geral do Tribunal Penal Internacional, investigou as acusações de crimes de guerra cometidos durante a invasão do Iraque em 2003 e publicou em 2006 uma carta aberta contendo suas conclusões. Constava nesta cláusula o item proporcionalidade:
Segundo as Leis Humanitárias Internacionais e o Estatuto de Roma, a morte de civis que ocorrem durante um conflito armado, não importando o quão grave e lamentável sejam, não constituem em si crime de guerra. As Leis Humanitárias Internacionais e o Estatuto de Roma permitem às partes beligerantes realizarem ataques proporcionais contra objetivos militares, mesmo quando é sabido que haverá um certo número de feridos ou fatalidades civis.
Ocorre um crime se houver um ataque proposital direcionado contra civis (princípio da distinção) ou quando um ataque é lançado contra um objetivo militar mesmo com o conhecimento de que os ferimentos acidentais nos civis seriam claramente exagerados em relação à esperada vantagem militar (princípio da proporcionalidade). [1]
Sob nenhuma circunstância, pelo menos as documentadas, os israelenses são culpados de tais excessos em suas retaliações.
Os recorrentes ataques com foguetes lançados pelo Hamas contra israelenses não combatentes são, basicamente, exemplos de terrorismo. Este terrorismo -- todos os tipos de terrorismo, independentemente daqueles assim chamados de "justa causa" -- representam um crime inequívoco segundo a Lei Internacional.

Nas palavras do líder do Hamas Ismail Haniyeh (esquerda), os túneis que o Hamas cava a partir de Gaza para dentro de Israel (direita), usados para desfechar ataques terroristas não têm apenas o propósito de "defender a Faixa de Gaza, mas também para servir de plataforma de lançamento para atingir toda a Palestina".

Quando o terrorismo palestino é o reflexo das populações que entusiasticamente apoiam ataques terroristas e, onde os terroristas podem encontrar refúgio acolhedor no seio da população local, a responsabilidade legal por todos os danos resultantes das ações antiterroristas que se seguirem está nas mãos dos perpetradores.
Compreendida em termos de um ciclo do terrorismo palestino ainda em curso e da legítima defesa israelense contra o terrorismo, o lado palestino deve assumir total responsabilidade jurídica quanto às vítimas civis que ocorrem em Gaza. Se não houvesse ataques terroristas premeditados contra populações civis israelenses, não haveria nenhum dano infligido por Israel aos palestinos.
É simples assim.
De acordo com o direito internacional, que também faz parte da Lei dos Estados Unidos,[2] todos os terroristas palestinos são hostes humani generis: "inimigos comuns da humanidade". De maneira significativa, segundo a lei, esses assassinos devem ser punidos exemplarmente, onde quer que estejam. Em relação a sua detenção em potencial e a posterior ação judicial são, segundo a jurisdição atual após os julgamentos e os princípios de Nuremberg pós-Segunda Guerra Mundial, expressamente "universais".
Terrorismo, incluindo o terrorismo palestino, é sempre cruel. Além dos foguetes, os assassinos palestinos muitas vezes usam bombas recheadas de pregos, lâminas de barbear e parafusos banhados em veneno de rato, que procuram mutilar e queimar civis israelenses. Este objetivo é normalmente anunciado com elogios e repletos de bênçãos de diversos líderes do clero islâmico.
Nas recorrentes acusações apresentadas pelo clero nomeado pelo Hamas consta a alegação de que "aos judeus falta santidade". A não distinção aqui entre "judeus" e "israelenses" é intencional. Ela ressalta o que a maioria dos observadores parece ainda não entender: para o Hamas o verdadeiro inimigo é identificável pela religião, não pelo território, sendo portanto irremediável.
Se os inimigos do Hamas fossem meramente "os israelenses" e não "os judeus", talvez ainda houvesse uma boa razão para a busca de um "processo de paz" político ou diplomático. Mas para os palestinos, especialmente para o Hamas e os grupos terroristas a ele aliados, os inimigos são, conforme expresso no Estatuto do Hamas, imutavelmente "os judeus". [3]
Com um inimigo desses, jamais haverá um acordo. No tocante "aos judeus",seja em Israel propriamente dito ou em um "território ocupado", isto significa que a única maneira de evitar o terrorismo árabe é desaparecer ou se submeter ao controle islâmico -- ao que tudo indica, tornar os judeus mais uma vez cidadãos dhimmi, perseguidos, de segunda classe em seu próprio país, assim como os cristãos autóctones agora o são no Egito e em grande parte do Oriente Médio.
Há mais ironias. Os comandantes palestinos, mais ou menos ricos, que controlam diretamente o caos dos homens-bomba (que ficaram ricos com as enormes somas de dinheiro sistematicamente roubadas dos fundos da agência da ONU), evidentemente preferem se esconder amedrontados em suas cidades, normalmente tomando muito cuidado para encontrar segurança própria em regiões árabes densamente povoadas.
Atuando em conjunto com diferentes unidades da Força Aérea de Israel (IAF), elementos especiais de contraterrorismo e comando das Forças de Defesa de Israel (IDF) identificam meticulosamente o alvo e têm como objetivo apenas líderes terroristas. Israel sempre procura minimizar qualquer efeito colateral. Ainda assim, não é possível sempre evitar danos, mesmo pela IDF, que obedece seu código de "Pureza das Armas" de forma mais rigorosa do que qualquer outra força armada do mundo.
Ciladas são legalmente aceitáveis em conflitos armados, mas as Convenções de Genebra vetam o posicionamento de combatentes, produção e/ou estocagem de armamentos militares em áreas civis densamente povoadas. Armazenar armamentos militares em áreas civis densamente povoadas é considerado, nos termos do direito internacional "perfídia". É amplamente reconhecido que estas leis também são compulsórias com base no direito internacional consuetudinário.
Perfídia representa uma violação especialmente grave das Leis da Guerra, identificada como "violação grave" no Artigo 147 da Convenção de Genebra IV, que proclama que,
Graves violações às quais o artigo acima se refere são aquelas que envolvem qualquer um dos seguintes atos, se cometidos contra pessoas ou bens protegidos pela presente Convenção: matança deliberada, tortura ou tratamento desumano, incluindo experimentos biológicos que causam intencionalmente grande sofrimento ou ferimentos graves ao corpo ou a saúde, deportação ilegal, transferência ou confinamento ilegal de uma pessoa protegida (segundo as Leis Humanitárias Internacionais), obrigar uma pessoa protegida a servir nas fileiras das forças hostis, privar deliberadamente uma pessoa protegida aos direitos de um julgamento justo e normal prescrito na presente Convenção, tomada de reféns e extensa destruição e apropriação de propriedade não justificada pela necessidade militar, realizada ilegal e desenfreadamente.
O efeito jurídico crucial da perfídia cometida pelos líderes terroristas palestinos em Gaza é imunizar Israel de qualquer responsabilidade por quaisquer danos involuntários causados aos civis árabes resultantes de ações antiterroristas. Mesmo que o Hamas não ataque deliberadamente de forma pérfida, qualquer ligação criada pelos palestinos entre civis e atividades terroristas concederia plena justificativa jurídica a Israel para a realização de todas as ações defensivas necessárias.
De acordo com a lei, o uso da força, qualquer que seja ela, é regido por regras estabelecidas. Todos os combatentes, incluindo os insurgentes palestinos, são obrigados a respeitar as Leis Internacionais da Guerra. Este requisito encontra-se no Artigo 3º, comum às quatro Convenções de Genebra de 12 de agosto de 1949 e também aos dois protocolos das referidas Convenções.
O Protocolo I estende as Leis Humanitárias Internacionais a todos os conflitos que envolvam "autodeterminação", objetivo declarado por todos os combatentes palestinos. Produto da Conferência Diplomática sobre a Reafirmação e Desenvolvimento das Leis Humanitárias Internacionais Aplicáveis aos Conflitos Armados (1977), o protocolo traz todas as forças irregulares para a esfera do Direito Internacional. Neste âmbito, os termos "combatente" e "irregular" são flagrantemente generosos ao descreverem os terroristas palestinos como criminosos fanáticos que "normalmente" visam apenas civis, cujo modo característico de "combate" não é o confronto militar e sim o equivalente ao sacrifício religioso.
No mundo antigo, o estadista romano Cícero escreveu no Tratado das Leis: "A Segurança do Povo Deverá Ser a Lei Maior".[4] na realidade nada mudou. Segundo o Direito Internacional de hoje, Israel tem tanto o direito quanto a obrigação de proteger os seus cidadãos de crimes de terrorismo.
Louis René Beres é Professor Emérito de Direito Internacional na Universidade Purdue.

[1] O Artigo 8(2)(b)(iv) do Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional criminaliza:
"Lançar intencionalmente um ataque com o conhecimento de que o ataque causará perda de vidas ou ferimentos a civis ou danos, generalizados ou não à propriedade, graves e duradouros danos ao meio ambiente natural ainda que contingenciais, que seriam claramente excessivos em relação à concreta e direta vantagem militar antevista como um todo".
[2] Consulte em especial no Artigo 6º da Constituição dos Estados Unidos, a "Supremacy Clause" e diversas decisões da Suprema Corte dos EUA, sobretudo Paquete Habana (1900).
[3] O Estatuto do Hamas estipula:
O Profeta, que Deus o abençoe e lhe conceda a salvação, afirmou: "o Dia do juízo não virá até que os muçulmanos combatam os judeus (matem os judeus) quando o judeu se esconder atrás de pedras e árvores. As pedras e as árvores dirão Ó Muçulmanos, Ó Abdulla, há um judeu atrás de mim, venha e mate-o. Somente a árvore Gharkad, (evidentemente um determinado tipo de árvore) não fará isso porque ela é uma das árvores dos judeus". (segundo al-Bukhari e Muçulmano).
[4] Cícero De Legibus (livro III, parte III, sub. VIII), conforme Ollis salus populi suprema lex esto.

FONTE - https://pt.gatestoneinstitute.org/10011/gaza-lei-internacional

sexta-feira, 3 de março de 2017

O Futuro Demográfico Muçulmano da Alemanha - por Soeren Kern


  • Os críticos da política de imigração de portas abertas da Alemanha estão alertando que o recente salto da população muçulmana na Alemanha - que já ultrapassou pela primeira vez a casa de seis milhões de pessoas em 2016 - mudou para sempre a cara do país.
  • O preço para inverter o declínio demográfico na Alemanha parece ser islamizar ainda mais o país, sob o pretexto do multiculturalismo.
  • Com uma taxa de fertilidade de 1,6 nascimento por mulher, bem abaixo da taxa de substituição populacional de 2,1, a Alemanha irá necessitar um influxo permanente de 300.000 migrantes por ano a fim de manter estável o nível da população atual até o ano 2060, segundo o documento.
  • "Estamos importando o extremismo islâmico, antissemitismo árabe, conflitos nacionais e étnicos de outros povos, bem como um entendimento diferente de sociedade e lei. As agências de segurança alemãs não têm condições de lidar com estes problemas de segurança importados e as consequentes reações da população alemã" − Documento vazado da inteligência alemã.
  • Há mais de uma década, o historiador Bernard Lewis alertou que se as propensões migratórias atuais continuarem, a Europa será islâmica até o final do século XXI. As elites políticas da Alemanha estão na vanguarda de tornar essa previsão uma realidade.
A Alemanha terá que absorver anualmente 300.000 migrantes nos próximos 40 anos para conter o declínio populacional, de acordo com um informe vazado do governo.
Os trechos do documento que foram publicados pelo Rheinische Post em 1º de fevereiro, revelam que o governo alemão conta com a migração contínua de grande contingente de pessoas — aparentemente da África, Ásia e Oriente Médio — para manter o tamanho atual da população alemã (82,8 milhões) estável até 2060.
O documento indica que a decisão da Chanceler Angela Merkel de permitir a entrada no país de cerca de 1,5 milhão de migrantes, em sua maioria muçulmanos, entre 2015 e 2016 não foi primordialmente um gesto humanitário e sim uma iniciativa calculada para evitar o declínio demográfico da Alemanha e preservar a viabilidade do futuro do bem estar social do estado alemão.
Se a maioria dos novos migrantes que chegarem à Alemanha nas próximas quatro décadas forem do mundo islâmico, a população muçulmana da Alemanha poderá saltar para bem mais de 20 milhões e representar mais de 25% da população alemã em 2060.
Os críticos da política de imigração de portas abertas da Alemanha estão alertando que o recente salto da população muçulmana na Alemanha - que já ultrapassou, pela primeira vez, seis milhões de pessoas em 2016 - mudou para sempre a cara do país.
A migração em massa está impulsionando açodadamente a ascensão do Islã na Alemanha, conforme evidenciado pela proliferação de zonas proibidastribunais da Shariapoligamiacasamentos de crianças e violência em nome da honra. A migração em massa também é responsável pelo caos social, incluindo ataques jihadistas, a epidemia de estupros cometidos por migrantes, a crise na saúde pública, o aumento da criminalidade e a corrida de cidadãos alemães para comprarem armas para defesa pessoal - e até mesmo abandonarem para sempre a Alemanha.
O governo não disse como pretende integrar outros milhões de muçulmanos em potencial na sociedade alemã. O preço para inverter o declínio demográfico na Alemanha parece ser islamizar ainda mais a Alemanha, sob o pretexto do multiculturalismo.

Fora com os idosos, bem-vindos os jovens...

Segundo o documento que foi elaborado pelo Departamento Federal de Estatística (Destatis), o governo havia previsto anteriormente que a população da Alemanha cairia do patamar de 82 milhões para 73 milhões até o ano de 2060 - ou até mesmo para 67,6 milhões na pior das hipóteses. Esta estimativa já está sendo revista, no entanto, com base em um novo recálculo das previsões em relação à imigração, taxas de natalidade e expectativa de vida.
Devido à migração líquida positiva (mais pessoas entrando no país do que saindo), a população alemã aumentou em 1,14 milhão de habitantes em 2015 e mais 750.000 em 2016, para atingir o recorde histórico de 82,8 milhões no final de 2016, segundo estimativas preliminares do Destatis.
Com uma taxa de fertilidade de 1,6 nascimento por mulher, bem abaixo da taxa de substituição populacional de 2,1, a Alemanha irá necessitar um influxo permanente de 300.000 migrantes por ano a fim de manter estável o nível da população atual até o ano 2060, segundo o documento.
O documento ressalta a necessidade de integrar rapidamente os migrantes no mercado de trabalho, de modo que possam começar a contribuir com o sistema de bem estar social. "Com base em experiências passadas, isso não será nada fácil e levará bem mais tempo do que o esperado inicialmente", admite o documento. "O sucesso será visível somente no médio e longo prazo".
Uma pesquisa recente realizada pelo Frankfurter Allgemeine Zeitung constatou que as 30 maiores empresas alemãs empregam apenas 54 refugiados, incluindo 50 que foram contratados como entregadores do provedor de logística Deutsche Post. Os executivos da empresa dizem que o principal problema é que os migrantes não possuem qualificações profissionais e conhecimento da língua alemã.
De acordo com o Departamento Federal do Trabalho, o nível educacional dos migrantes recém-chegados na Alemanha é bem mais baixo do que o esperado: apenas um quarto tem diploma do ensino médio, ao passo que três quartos não têm nenhuma formação profissional. Somente 4% dos recém-chegados à Alemanha são altamente qualificados.
Por ora a grande maioria dos migrantes que entraram na Alemanha em 2015 e 2016 estão sob tutela do estado alemão. Contribuintes alemães pagaram aproximadamente US$23,4 bilhões de ajuda aos refugiados e candidatos a asilo em 2016 e irão pagar um montante mais ou menos igual em 2017.
Um documento do Ministério da Fazenda revelou que a crise migratória pode acabar custando aos contribuintes alemães US$101 bilhões de hoje até 2020. Cerca de US$27,73 bilhões seriam gastos em programas sociais como seguro desemprego e apoio à habitação. Cerca de US$6,15 bilhões seriam destinados a cursos de línguas e US$4,96 bilhões para a integração dos refugiados no mercado de trabalho.
A migração em massa também aumentou a demanda por habitação, pressionando para cima os custos de locação para os alemães comuns. Cerca de 350.000 novos apartamentos são necessários a cada ano para atender a demanda, mas apenas 245.000 apartamentos foram construídos em 2014 e 248.000 em 2015, segundo o Rheinische Post.
Enquanto isso, os migrantes cometeram 208.344 crimes em 2015, segundo um relatório da polícia. Este número representa um salto de 80% em relação a 2014, o que significa cerca de 570 crimes cometidos por migrantes a cada dia, todos os dias, ou seja: 23 crimes a cada hora, entre janeiro e dezembro de 2015.
Um documento vazado da inteligência alemã alertou que a migração em massa do mundo muçulmano terá como consequência o aumento da instabilidade política no país. O documento alertou que "será impossível integrar centenas de milhares de imigrantes ilegais dados os enormes contingentes envolvidos e as sociedades paralelas muçulmanas já existentes na Alemanha". O documento acrescenta:
"Estamos importando o extremismo islâmico, antissemitismo árabe, conflitos nacionais e étnicos de outros povos, bem como um entendimento diferente de sociedade e lei. As agências de segurança alemãs não têm condições de lidar com estes problemas de segurança importados e as consequentes reações da população alemã".
Em entrevista concedida ao jornal Die Welt, um funcionário do alto escalão de segurança, que não quis se identificar, assinalou:
"A entrada em massa de pessoas dos mais diferentes cantos do planeta levará nosso país à instabilidade. Ao permitir esta migração em massa estamos gerando extremistas. A sociedade inserida no contexto da maioria da população está se radicalizando pelo fato do grosso da nação não querer a migração, que está sendo imposta pelas elites políticas. No futuro muitos alemães irão se afastar do estado de direito".
Um recente levantamento do YouGov constatou que 68% dos alemães acreditam que a segurança no país se deteriorou devido à migração em massa. Cerca de 70% dos entrevistados responderam que temem por suas vidas e pelos seus bens em estações de trens e metrôs na Alemanha e que 63% se sentem inseguros em grandes eventos públicos.
Uma pesquisa de opinião realizada pela INSA constatou que 60% dos alemães acreditam que não há lugar para o Islã na Alemanha. Quase metade (46%) dos entrevistados disseram estar receosos no tocante à "islamização" na Alemanha.
No entanto, se a eleição alemã fosse realizada hoje, Angela Merkel conquistaria facilmente mais um mandato de quatro anos como chanceler. Uma pesquisa de opinião realizada pela INSA encomendada pelo Bild em 2 de Fevereiro constatou que o Partido de Merkel, União Democrata-Cristã (CDU) ora no poder, venceria com 33% dos votos contra 27% para o Partido Social-Democrata de centro-esquerda (SPD) e 9% para o partido anti-imigração Alternativa para a Alemanha (AFD).

Cálculo da População Muçulmana da Alemanha

A Alemanha já compete com a França pela maior população muçulmana da Europa Ocidental.
O aumento da população muçulmana da Alemanha está sendo alimentado pela migração em massa. Estima-se que 300.000 migrantes chegaram à Alemanha em 2016, isso fora mais de um milhão que chegou em 2015. Pelo menos 80% (800.000 em 2015 e 240.000 em 2016) dos recém-chegados eram muçulmanos, de acordo com o Comitê Central de Muçulmanos da Alemanha.
Além dos recém-chegados, a taxa de crescimento da população muçulmana que já reside na Alemanha é de aproximadamente 1,6% ao ano (77.000), de acordo com dados extrapolados de um estudo realizado pelo Pew Research Center sobre o crescimento da população muçulmana na Europa.
Com base nas projeções do Pew, que foram proferidas antes da atual crise migratória, a população muçulmana da Alemanha chegaria a um número estimado de 5.145 milhões de pessoas até o final de 2015.
Adicionando os 800.000 migrantes muçulmanos que chegaram à Alemanha em 2015 aos 240.000 que chegaram em 2016, somados ao aumento natural de 77.000, a população muçulmana da Alemanha saltou 1.117.000, atingindo segundo estimativas 6.262.000 até o final de 2016. Isso equivale a aproximadamente 7,6% da população total da Alemanha de 82,8 milhões.
A população muçulmana da Alemanha poderá atingir 20 milhões já em 2020 segundo o presidente da Associação das Municipalidades Bávaras (Bayerische Gemeindetag), Uwe Brandl. Sua previsão se baseia nas assim chamadas reunificações familiares - pessoas cujos pedidos de asilo serão aprovados irão subsequentemente trazer em média de quatro a oito membros da família para a Alemanha.
Há mais de uma década o historiador Bernard Lewis alertou que, se as propensões migratórias atuais continuarem, a Europa será islâmica até o final do século XXI. As elites políticas da Alemanha estão na vanguarda de tornar essa previsão uma realidade.
Soeren Kern é Colaborador Sênior do Gatestone Institute de Nova Iorque. Siga-o no Facebook e no Twitter
FONTE -  https://pt.gatestoneinstitute.org/10006/alemanha-demografico-muculmano
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Carnaval? A triste realidade das aves torturadas em silencio por 40 anos - por Karla Patrícia, bióloga


Posted: 02 Mar 2017 04:23 AM PST
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Por: 

Os desfiles das escolas de samba atraem visitantes do mundo inteiro, encantados com o samba e as cores das fantasias. Poucos se questionam sobre a origem de tantas plumas e penas que adornam os corpos das musas dos desfiles. Segundo informações do site ANDA, as escolas ainda não abrem mão destes adereços, símbolos do carnaval.
Ao que parece, as alas comuns já usam penas e plumas artificiais. O problema está nas rainhas e madrinha de bateria, que precisam de fantasias mais luxuosas, glamorosas. Infelizmente, como elas saem na mídia, buscam os materiais mais nobres, de origem animal, como o faisão ou o avestruz. Os avestruzes, por exemplo, são mantidos em confinamento e vivem aproximadamente 40 anos, durante os quais têm uma retirada anual das plumas.
Geralmente, quando se toca no assunto da procedência das penas, os responsáveis pelos adereços luxuosos dizem que as penas caem naturalmente e são recolhidas durante todo o ano. Não é nada disso! Eles arrancam as penas com um método conhecido como “zíper” em que as aves são levantadas pelo pescoço, as pernas amarradas e então as suas penas são arrancadas manualmente e a seco. Este processo provoca dor, sofrimento e as deixa expostas ao sol e a infecções graves. A luta dos animais durante este processo chega a provocar fraturas.  É muito triste     que as penas destas aves sejam uma verdadeira “mina de ouro”: uma única pena de faisão, por exemplo, pode chegar a custar R$ 100.
Este processo começa quando os animais têm 10 semanas de idade e se repete em intervalos de quatro a seis semanas até a exaustão, quando as aves são mortas ou são alimentadas à força para a indústria de foie gras. A indústria considera que as penas arrancadas de aves vivas têm melhor qualidade, e o processo, mais econômico, uma vez que as aves podem ser depenadas inúmeras vezes antes de serem mortas.
Os maiores produtores de acessórios de penas são a Hungria, a China e a Polônia, e todas as três utilizam o processo de colheita em animais vivos. 80% da penugem e das penas do mundo vem da China (para variar!).

quinta-feira, 2 de março de 2017

Entidade patronal da agricultura de SP favorece presidente e filhos


Charles Sholl - 20.fev.2017/Futura Press/Folhapress
S√O PAULO,SP,20.02.2017:TEMER-AGRO+SP - Presidente da FAESP, F·bio Meirelles participa do lanÁamento da etapa paulista do Agro+, no WTC, em So Paulo (SP), na manh desta segunda-feira (20). O programa busca a modernizaÁo do agronegÛcio para reduzir o custo das atividades do setor e combater a ineficiÍncia gerada pela burocracia. (Foto: Charles Sholl/Futura Press/Folhapress) ***FOTO COM CUSTO EXTRA E CRDITOS OBRIGAT"RIOS***
O presidente da Faesp (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo), Fábio Meirelles
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Sob o mesmo comando há quatro décadas, a Faesp (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo) vem sendo utilizada para atender aos interesses dos cinco filhos de seu presidente, Fábio Meirelles, 88, deputado federal pelo então PDS de 1991 a 1995.
Representante de empresários rurais do Estado, a Faesp é bancada principalmente pela contribuição sindical obrigatória. Em 2016, o repasse foi de R$ 16 milhões.
Meirelles comanda ainda o conselho do Senar-SP (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), mantido pelo chamado "sistema S", também sustentado com contribuições compulsórias recolhidas pelas empresas. O Senar-SP recebeu em 2015, segundo o Tribunal de Contas da União, R$ 119,3 milhões.
Procurada pela Folha, a Faesp não respondeu às perguntas da reportagem.
FAMÍLIA
Para fazer a cobrança administrativa de empresários e proprietários rurais que não pagaram a contribuição sindical espontaneamente, a Faesp contratou a empresa Connect, que pertence a uma filha do presidente da federação, Telma Meirelles.
O contrato entre a Faesp e a Connect, obtido pela Folha, mostra que desde 2001 a empresa recebe, para enviar as guias de cobrança, 15% do imposto dos contribuintes.
O percentual é superior ao que a Faesp paga a advogados para receber os atrasados pela via judicial (12,5%).
A Connect foi criada, conforme registro na Receita Federal, três meses antes de ser contratada, em endereço vizinho ao da federação.
Outra filha, Tânia, dona da RLZ Decorações, presta serviços ao condomínio em que fica a sede da Faesp, na região da praça da República, centro de São Paulo.
A Faesp ocupa quase todo o prédio e, por isso, banca a maior parte do condomínio. A federação não informou quanto Tânia ganha nem que serviços presta.
No apartamento dela, a 400 metros da sede da Faesp, uma das copeiras contratadas pela entidade trabalha no período da manhã.
Como verificou a Folha na quarta-feira (22), a funcionária chegou à Faesp antes das 8h. Às 9h27, após bater o ponto e vestir o uniforme, saiu e caminhou até o prédio em que Tânia mora, onde entrou às 9h32, permanecendo pelas horas seguintes.
Além da empresa de decorações, Tânia é dona desde 2013 da S.O.S. Sertanejo, firma que agencia shows do cantor Eduardo Araújo (ex-Jovem Guarda), contratado para eventos da Faesp e de sindicatos rurais.
Danilo Verpa - 22.fev.2017/Folhapress
SAO PAULO - SP - 22.02.2016 - 09h32 - Sede da Faesp onde a copeira, Gleice, bate cartao todos os dias s 8h30 no predio da federação, sai de la de uniforme e vai trabalhar na casa de Tania, filha de Meirelles.. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress, PODER)
Contratada pela Faesp, copeira chega ao prédio de filha de presidente da entidade, na quarta (22)
CARGOS E INDICAÇÕES
Há outros sinais de mistura com interesses privados. Meirelles preside a federação desde 1975.
Em maio do ano passado, a Faesp firmou contrato de R$ 20 mil com o Iate Clube para alugar três salões de festa, no bairro de Higienópolis, em São Paulo, para um "evento corporativo" –como consta do contrato de locação– em 10 de julho. Nessa data, Meirelles celebrou suas bodas de diamante no local.
No Senar-SP, um filho de Meirelles, Tarso, trabalha como supervisor desde 1995, com salário de R$ 17 mil.
Já o CNPC (Conselho Nacional da Pecuária de Corte) é presidido por Tirso, outro filho de Meirelles. O CNPC é independente, mas recebe repasses da Faesp, como um de R$ 500 mil para o período de julho a dezembro de 2016.
Um quinto filho de Meirelles, Fábio Filho, foi indicado em 2016 para representar a Faesp no Instituto Pensar Agropecuária (IPA), que fornece dados à bancada ruralista no Congresso. Neste ano, ele assumiu o comando do IPA.
Em São Paulo, quem atua pela Faesp junto de deputados da Assembleia Legislativa é um sobrinho de Meirelles, Roberto Meirelles Junior. Pelo contrato, obtido pela Folha, ele ganha R$ 15 mil por mês, além de verbas para deslocamentos e hospedagens.
A Faesp representa empresários rurais, médios e grandes proprietários paulistas, reunindo 237 sindicatos.
Neste ano, dois diretores, José João Auad Júnior e Angelo Benko, passaram a questionar a gestão Meirelles. O advogado de Benko, Ricardo Campos, pediu à Justiça que obrigue a gestão Meirelles a abrir os balanços financeiros. Nesta quarta (1º), obteve uma liminar favorável.
OUTRO LADO
Procurada na quinta (23) e na sexta (24), por meio de sua assessoria, a Faesp não respondeu às perguntas da reportagem. Inicialmente, a entidade solicitou mais um dia para enviar as informações. O prazo foi concedido.
Nesta quarta-feira (1º), a assessoria afirmou que não conseguiu contato com a presidência da Faesp, que entrou em recesso até a próxima segunda (6), e que não tinha as informações.

O horror na fronteira - travessia México, EUA



Claudio Goulart, serralheiro, 45 anos, enfrentou uma travessia 
arriscada para entrar nos Estados Unidos com "coiotes" em 2002

query_builder 1º mar 2017, 18h50


Em 1995, decidir morar nos Estados Unidos. Vendi minha moto, comprei a passagem e, com 80 dólares no bolso, desembarquei no aeroporto JFK, em Nova York. Mas a vida nos EUA não era nada do que eu havia imaginado. Sofri muito no começo. Trabalhava na construção civil quinze horas por dia, sete dias por semana. Emagreci muito. Conforme aprendia o idioma, abri minha própria empresa de instalação de pisos de madeira e comecei a ganhar dinheiro. A cada dois anos, eu vinha visitar a família para matar a saudade.
No fim de 2001, depois do atentado às torres gêmeas, o cerco apertou. Havia blitze por todos os lados. Resolvi passar uma temporada no Brasil até as coisas se acalmarem. Em março de 2002, quando desembarquei de volta em NY, fui deportado.
Toda a minha vida estava nos Estados Unidos. Meu carro, minhas roupas, minha empresa. Por isso eu decidi entrar pelo México. Desembarquei no aeroporto de Guarulhos e nem voltei para minha cidade, Buritama, no interior de São Paulo. Comprei uma passagem para a Cidade do México e embarquei sem ter a menor ideia do que iria acontecer.
Nenhuma obra de ficção consegue descrever o horror que é essa travessia. Da capital mexicana, peguei o ônibus para uma cidade na fronteira chamada Reynosa. Logo na entrada da cidade, policiais mexicanos pararam o ônibus, viram que eu era estrangeiro e queria atravessar a fronteira. Aquilo é uma máfia. Fui levado para uma sala sem cadeira nem banheiro. Depois de dar 100 dólares para cada policial, ganhei água gelada, cadeira, ventilador. Os próprios policiais me levaram até o centro da cidade e me mandaram procurar um homem com uma flanelinha vermelha. Esse rapaz me levou para um sobradinho sujo de dois quartos e um banheiro, onde já estavam umas cinquenta pessoas.
No meio da segunda noite, um mexicano acordou todo mundo gritando “Vamos! Sem mochila! Sem mochila!”. Para não ser confundido com traficante, tive que deixar para trás minhas roupas, câmera fotográfica, perfume e outros objetos pessoais.
Cinco caminhonetes nos deixaram no meio de uma estrada. Acompanhados de três “coiotes”, caminhamos no escuro em fila, dentro de um pasto, por quatro horas até um rio de uns 80 metros de largura, com uma correnteza forte. Fiquei preocupado, porque nosso grupo tinha idosos e crianças. Cada um ganhou uma câmara de pneu e um saco de lixo para guardar as roupas. Fazia muito frio. Na outra margem do rio, vi passaportes jogados no chão e corpos de pessoas que haviam se afogado. O cheiro de corpos em decomposição era forte.
"Na outra margem do rio, vi passaportes jogados no chão e corpos de pessoas que haviam se afogado. O cheiro de corpos em decomposição era forte"
Depois de mais quatro horas andando e escalando cercas, alcançamos a cidade americana de McAllen. Fomos levados para uma casa grande, afastada da cidade, onde estavam umas 100 pessoas. A fila do banheiro era enorme. Ninguém podia sair da casa, porque a cidade é muito pequena e a polícia sabe quem é imigrante.
A casa era uma espécie de QG dos “coiotes”, que escolhiam alguns para fazê-los de reféns. Eles obrigam os imigrantes a ligarem para a família pedindo 5.000 dólares e não deixam a pessoa sair da casa enquanto não recebem. Um goiano estava preso na casa havia quatro meses porque a família não tinha dinheiro para mandar.
Saímos da casa no meio da madrugada, em caminhonetes que levam até o meio do mato. O grupo teve que andar 140 quilômetros por três dias e duas noites. Cada pessoa tem que escolher entre levar uma lata de comida ou um galão de água. Foi um sofrimento horrível. Andamos dia e noite, sob o sol quente, em um lugar cheio de carrapato, cobras venenosas. Nesse trecho também vimos corpos em decomposição, de imigrantes que foram picados por cobras e ficaram pelo caminho. No meu grupo havia um idoso bem magrinho que eu carregava nas costas quando ele não aguentava andar. As crianças tomavam remédio para dormir e os pais levavam no colo.
Quando finalmente chegamos em Houston, cada um seguiu sua vida. Eu peguei uma van que iria até Massachusetts e passei mais dois dias na estrada. Minha família e meus amigos ficaram uma semana sem notícias minhas. Quando consegui falar com eles, não sabia se ria ou se chorava.
Depois de cinco anos dessa experiência que eu nunca vou esquecer, e sem poder visitar a família, a saudade do Brasil apertou demais e eu voltei para minha terra natal. Morro de vontade de voltar para os Estados Unidos, mas nunca mais dessa forma.
Depoimento colhido por Daniela Macedo
Foto por Célio Messias/VEJA.com