quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Temer nos “protege” de café bom e barato


por bordinburke
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Deu no Antagonista hoje mais cedo:
"Michel Temer decidiu suspender a medida que autoriza a importação de café verde pelo Brasil. Ontem, como mostramos, parlamentares 'invadiram' o gabinete do secretário de Governo para cobrar justamente isso.

Parlamentares 'invadem' gabinete de Imbassahy

Deputados capixabas e mineiros 'invadiram' o gabinete de Antonio Imbassahy, secretário de Governo, para barrar a importação de café.
O Espírito Santo, por exemplo, é o segundo maior produtor de café. Os parlamentares do estado estão indignados com Blairo Maggi porque, na avaliação deles, o ministro da Agricultura "ignorou pareceres de estoques" ao autorizar importação de café do Vietnã.
Imbassahy prometeu recomendar a Michel Temer a suspensão do processo."
Então vejamos: segundo consta, já haveria "café demais" em nosso país, e permitir a entrada de mais toneladas deste produto oriundo do exterior seria prejudicial ao Brasil, na medida em que causaria perdas aos produtores nacionais, os quais geram empregos e pagam impostos aos fiscos locais.
Será mesmo? Vejamos o que tem a dizer Ludwig Von Mises sobre a alegação de "regulação de estoques" aventada pelos empresários ávidos por protecionismo:
“No mercado de uma sociedade capitalista, o homem comum é o consumidor soberano, aquele que, ao comprar ou ao se abster de comprar, determina em última análise o que deve ser produzido e em que quantidade”.
Aplicando tal pressuposto ao caso concreto, temos que os "pareceres de estoques" deveriam ser elaborados, em verdade, por cada indivíduo que toma café. Caso, em algum momento, a oferta venha a superar a demanda, a concorrência na atividade econômica irá reduzir os preços, ampliar o leque de opções e elevar a qualidade, na competição pelos clientes.
A fatura desta reserva de mercado obtida pelos cafeicultores capixabas será quitada, pois, por cada brasileiro que aprecia a bebida, notadamente em decorrência da quebra da safra provocada pela recente seca em regiões produtoras, que encareceu o café.
Não creio que seja do interesse do povo brasileiro arcar com desfalques sofridos por empresas acometidas por contingências inerentes ao risco de investir. Um empreendedor precavido lança mão de estratégias para cobrir eventuais revezes, como contratar apólices de seguro ou diversificar suas atividades. Correr para o gabinete dos burocratas requerendo barreiras ao livre mercado é atitude típica de quem só quer saber de embolsar lucros e "socializar" prejuízos - ainda mais que trata-se de um segmento da economia altamente subsidiado e agraciado com isenções tributárias. Assim até eu.
Se o Executivo quer socorrer um grupo de empresários brasileiros qualquer, ajude todos de uma vez então, cortando impostos, burocracia, regulações e taxa de juros - sem gerar uma bolha,  bom que se diga. Enfim, pare de atrapalhar.
Um empreendimento que transforma cem reais de insumos em oitenta reais de faturamento está destruindo riqueza ao invés de criá-la, e deve, caso não logre reverter o quadro com meios próprios, ser incorporado por outras companhias mais hábeis no beneficiamento e distribução desta matéria-prima, para que então, aí sim, passe a ser gerado valor a partir daqueles bens de capital. Salvar empresários insolventes com recursos obtidos por meios de impostos ou endividamento estatal equivale a usar parte do seu salário para manter um carro velho que já mal sai do lugar. Melhor é passar para frente logo.
Se o Vietnã ou qualquer outro fornecedor do mundo "ousar" agradar mais nossos paladares e bolsos, que seja: este é o princípio da divisão do trabalho aplicado ao comércio global, o qual elevou o padrão de vida da população mundial e permitiu que cada nação se especializasse em determinados nichos. Ou não: quem sabe com estrangeiros "fungando no cangote" os produtores brasucas não buscariam formas de cortar custos e melhorar as características do café que nos servem atualmente - e os vietnamitas ficariam a ver navios, sem nem mesmo despertarem preocupação de nossa empresariado.
De uma forma ou de outra, seríamos nós a ditar quantos e quais empreendedores devem servir nossa mesa matinal. Quando o governo intervém em meio a este processo, ele subverte toda sua natureza, provocando desordem nos agentes econômicos, cujos efeitos serão fortemente sentidos nos indicadores financeiros enquanto esta manipulação perdurar.
Alguém deve estar pensando, a esta altura, que os dividendos obtidos pelos asiáticos com as vendas no Brasil voltariam para aquele continente, e que isso seriam ruim. Acontece que se todos os países do mundo forem pensar desta forma, a Inglaterra passaria a vida só comendo batatas e os franceses apenas queijo. Cada um na sua, mas com algumas coisas em comum. Só não me pergunte como o maior produtor mundial desta commoditie agrícola consegue ser tão dependente de estímulos dos cofres públicos. Deve ser a força do hábito mesmo, da cultura paternalista.
Quanto aos postos de trabalho supostamente extintos na cadeia produtiva do café brasileiro, na eventualidade do produto estrangeiro cair nas graças dos consumidores, estes seriam facilmente compensados pelo aumento do poder de compra e da capacidade de poupança proporcionados pela diminuição da conta do supermercado. Se as pessoas gastam menos na compra do mês com o "pretinho básico", podem comprar mais um litro de leite ou um quilo de arroz - fomentando, destarte, ase indústrias de lacticínios e arrozeira. Ou até mesmo podem economizar a diferença- melhor ainda.
Bola foríssima de Temer, que, com essa medida, só fortaleceu o "capitalismo de estado" em vigor no Brasil e condenou-nos a continuar degustando apenas o refugo do café de boa qualidade que costuma ser exportado para mercados mais abertos - e, por conseguinte, mais exigentes.
Partiu tomar um "chafé". É o que tem pra hoje - e assim será enquanto seguirmos tão fechados em nossos casulos em que meia dúzia de beneficiados adora viver...

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Filho de ministro da Defesa ganha cargo comissionado em ministério de Kassab


Leandro Prazeres
Do UOL





Beto Macario/UOL - 20.jan.2017
Ministro da Defesa, Raul Jungmann, durante entrevista em Natal
Ministro da Defesa, Raul Jungmann, durante entrevista em Natal

Um dos filhos do ministro da Defesa, Raul Jungmann, foi nomeado nesta segunda-feira (20) para um cargo comissionado no MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações). A nomeação foi publicada no DOU (Diário Oficial da União).
Bruno Costa Jungmann foi nomeado para o cargo de assessor da Secretaria Executiva do MCTIC, pasta comandada por Gilberto Kassab, e vai receber um salário de R$ 9,4 mil por mês.
Inicialmente, o Ministério da Defesa afirmou não ver problemas na nomeação de Bruno Jungmann. Após a publicação da reportagem, porém, a assessoria do ministro entrou em contato com UOL e informou que Jungmann pediu a Gilberto Kassab que anulasse a nomeação do filho.
"O ministro sustenta que não encontrou nenhuma irregularidade na nomeação de seu filho, mas para evitar a exposição de sua família, ele pediu ao ministro Gilberto Kassab para anular a nomeação. A anulação da nomeação deverá estar publicada na edição desta terça-feira (21) do DOU", disse a assessoria de Raul Jungmann.
UOL tentou confirmar o pedido junto ao MCTIC, mas a assessoria de imprensa do órgão não respondeu às ligações.
O decreto que proíbe a prática de nepotismo (contratação de familiares) na administração pública proíbe a contratação de cônjuges e familiares com até terceiro grau de parentesco. Entretanto, o decreto não faz menção a casos como o de Bruno Jungmann, que acabou sendo nomeado mesmo sem ter ligação com o serviço público para um cargo em um ministério que não o comandado por seu pai.
Bruno Costa Jungmann é administrador e não é funcionário público de carreira. Segundo seu perfil em uma rede social corporativa, ele tem MBA em Marketing pela FGV-RJ (Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro) e trabalhou em multinacionais como a IBM e Brown Forman, empresa especializada no mercado de bebidas como vinhos.
Questionado sobre o assunto antes da publicação da reportagem, o Ministério da Defesa disse que a nomeação de Bruno Jungmann foi feita a convite de Gilberto Kassab. Questionado sobre se o ministro da Defesa considerava razoável a nomeação de seu filho para um cargo em outro ministério, a assessoria do órgão respondeu afirmando que a nomeação não teria "nenhuma relação ou infringência relacionada a nepotismo".
Indagado sobre qual seria o posicionamento oficial do Ministério da Defesa sobre o caso, Jungmann, por meio de sua assessoria, se esquivou. "O MD (Ministério da Defesa) não se posiciona por se tratar de assunto referente a outro ministério", disse o órgão por e-mail. Questionado sobre se Raul Jungmann havia interferido junto a Kassab para garantir a nomeação do filho, o órgão voltou a se esquivar. "Como já dito, o convite partiu do sr. Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações", disse o órgão.
O MCTIC afirmou, por meio de nota, que a nomeação de Bruno Jungmann "ocorreu devido à sua excelente formação e a convicção de ele estar muito bem preparado para o cargo ao qual foi nomeado". No mesmo texto, o ministério diz ainda que "irá analisar as implicações legais desse ato com relação às normas de nepotismo na administração pública federal, e se forem constatadas quaisquer infrações às legislações vigentes, a portaria de nomeação pode se tornada sem efeito, uma vez que o nomeado ainda não tomou posse".
Para o fundador da ONG Contas Abertas, Gil Castelo Branco, a nomeação de Bruno Jungmann pode até não ser irregular, mas envia uma mensagem ruim sobre como o governo lida com conflitos de interesse. "É como dizem: não basta ser honesto. Tem que parecer honesto. Esse tipo e nomeação vai lançar sempre uma dúvida sobre o que foi que levou esse rapaz ao cargo. Acho que ministros de Estado deveriam evitar esse tipo de situação", afirma.
Esta não é a primeira vez que o MCTIC acomoda aliados do governo. Em agosto de 2016, o ex-secretário de Fazenda do Maranhão Cláudio José Trinchão (PSD) foi nomeado para um cargo comissionado no ministério. Aliado da ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (PMDB), Trinchão é acusado pelo MP-MA (Ministério Público do Maranhão) de ter participado de um esquema de concessão de isenções fiscais no valor de R$ 410 milhões. À época, Kassab disse que a nomeação de Trinchão se deu por sua "comprovada experiência em administração pública". 

Diferença entre: penhor, hipoteca e anticrese - por Flavia Teixeira Ortega

Diferena entre penhor hipoteca e anticrese

De forma simples e esquematizada, vejamos a diferença de tais direitos reais de garantia.
Primeiramente, vale lembrar que os direitos reais de garantias é quando alguém faz um negócio, pode exigir do outro contratante que outorgue algum tipo de garantia para o cumprimento de sua respectiva obrigação.
Dependendo do tipo de garantias solicitadas, podemos ter:
Penhor: quando o devedor (ou ainda um terceiro) transfere ao credor a posse direta de bem móvel suscetível de alienação, como forma de garantir o pagamento de seu débito. Até o pagamento da obrigação, o bem fica em mãos do credor, ou seja, há a transferência do bem móvel ao credor.
O instituto está regulamentado nos artigos 1.431 a 1.472 do CC.
Hipoteca: quando se grava um bem imóvel (ou outro bem que lei considere como hipotecável, como navios e aeronaves) pertencente ao devedor ou a um terceiro, sem transmissão da posse ao credor (na hipoteca não há tradição). Se o devedor não paga a dívida no seu vencimento, fica o credor habilitado para exercer o direito de excussão (solicitar a venda judicial do bem). Isso ocorre para que, com o produzido da venda, seu crédito seja preferencialmente pago.
O instituto está regulamentado nos artigos 1.476 a 1.505 do CC.
Anticrese: quando o devedor transfere para seu credor (logo, há a transferência do bem ao credor) a posse de bem imóvel, para que este se aproveite dos frutos e rendimentos do imóvel, até o montante da dívida a ser paga.
O instituto está regulamentado no art. 1.506 a 1.510 do CC.
RESUMINDO:
  • PENHOR: Bem móvel;  transferência do bem ao credor, exceto - rural, industrial, mercantil e de veículo.
  • HIPOTECA: Bem imóvel; não há transferência do bem ao credor.
  • ANTICRESE: Bem imóvel;  transferência do bem ao credor, podendo retirar da coisa os frutos para pagamento da dívida.
Flávia Teixeira Ortega é advogada formada em Direito pela Centro Universitário FAG, na cidade de Cascavel - Paraná; inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional do Paraná - sob o n. 75.923; Pós-Graduada pela Faculdade Damásio, com título de especialista em Direito Penal ("Lato sensu"). Atua prestando serviços de assessoria e consultoria jurídica a pessoas físicas e jurídicas, nacionais e estrangeiras, dos mais variados setores de atividades; jurista no Jusbrasil e possui uma página no facebook (facebook.com/draflaviatortega); Email: flaviatortega@gmail.com (OBS: Faço audiências/diligências em Cascavel/PR para os Colegas).

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O Verdadeiro Preconceito do Ocidente: Rejeição aos Cristãos Perseguidos


  • Lamentavelmente o Ocidente rejeitou a ideia de solidariedade para com os cristãos do Oriente Médio priorizando a diplomacia baseada em interesses petrolíferos e no conflito árabe-israelense. Assim sendo, os Estados Unidos, Grã-Bretanha e França têm ignorado as perseguições aos cristãos do Iraque, Líbano, Egito e Sudão, ao mesmo tempo em que correm para salvar os países muçulmanos ricos em petróleo como a Arábia Saudita e o Kuwait..." — Hannibal Travis, Professor de Direito, 2006.
  • Cristãos autóctones no Iraque e na Síria não só estão sendo expostos ao genocídio nas mãos do Estado Islâmico (ISIS) e de outros grupos islamitas, como também tiveram seus pedidos de imigração para os países ocidentais postos em segundo plano pela ONU, vergonhosamente, sem causar nenhuma surpresa.
  • Quando alguém levanta a questão dos países ocidentais, tendo em vista os migrantes muçulmanos da Síria e do Iraque sem a devida checagem no tocante aos vínculos jihadistas, ao mesmo tempo em que se deixa para trás as vítimas dos jihadistas, cristãs e yazidis, esse alguém é acusado de ser "intolerante" e "racista". Mas o verdadeiro preconceito está no abandono dos perseguidos e inofensivos cristãos e yazidis do Oriente Médio, principais vítimas do incessante genocídio na Síria e no Iraque.
  • O governo alemão também está rejeitando pedidos de asilo de refugiados cristãos, deportando-os injustamente, segundo um pastor alemão.
  • Quase um terço dos entrevistados disseram que o grosso da discriminação e violência vêm principalmente dos guardas dos alojamentos de descendência muçulmana.
  • Já está mais do que na hora de não só os EUA, mas todos os outros governos ocidentais finalmente enxergarem que os cristãos no Oriente Médio são uma extensão deles próprios.
Finalmente depois de anos de apatia e imobilismo, Washington está estendendo a mão amiga, deveras necessária, aos cristãos do Oriente Médio. O presidente dos EUA, Donald Trump anunciou recentemente que será dada prioridade aos cristãos perseguidos quando se tratar de aplicar o status de refugiado nos Estados Unidos.
Cristãos e yazidis estão sendo expostos ao genocídio nas mãos do ISIS e de outros grupos islâmicos, que estão empenhados em uma campanha de grandes proporções para escravizar as minorias não muçulmanas remanescentes e destruir o seu patrimônio cultural.
Em 2006 o estudioso Hannibal Travis salientou:
"Lamentavelmente o Ocidente rejeitou a ideia de solidariedade para com os cristãos do Oriente Médio priorizando a diplomacia baseada em interesses petrolíferos e no conflito árabe-israelense. Assim sendo, os Estados Unidos, Grã-Bretanha e França têm ignorado as perseguições aos cristãos do Iraque, Líbano, Egito e Sudão, ao mesmo tempo em que correm para salvar os países muçulmanos ricos em petróleo como a Arábia Saudita e o Kuwait, bem como as minorias sitiadas como curdos, bósnios e kosovares. Até o dia de hoje sabe-se que as tropas americanas acantonadas no Iraque nem sempre intervêm para impedir a perseguição aos cristãos, talvez por não quererem ser vistos como "tomando o partido dos cristãos" e com isso provocar retaliações".
Por esta razão os assim chamados liberais no Ocidente -- e até mesmo cristãos -- começaram a se opor à medida.
Cristãos autóctones no Iraque e na Síria não só estão sendo expostos ao genocídio nas mãos do Estado Islâmico (ISIS) e de outros grupos islamistas, como também tiveram seus pedidos de imigração para os países ocidentais postos em segundo plano pela ONU, vergonhosamente, sem causar nenhuma surpresa.
Um grupo de armênios do Iraque, por exemplo, fugiu de suas casas depois que o ISIS apareceu. Optaram por ir para Yozgat, Turquia. Em 21 de dezembro de 2015 o jornal Agospublicou a seguinte matéria sobre eles:
"Eles vivem em condições subumanas. A ONU não pode agendar nenhuma entrevista para pedido de imigração antes de 2022. Eles não sabem como irão sobreviver nestas condições por mais sete anos. A única coisa que eles querem é se reunir com seus parentes".
Yozgat, uma das cidades da Anatólia onde os armênios foram submetidos aos assassinatos mais abomináveis e exílio nas mãos dos muçulmanos durante o genocídio de 1915, é o lugar onde armênios se encontram novamente, desta vez lutando pela sobrevivência em meio ao desemprego, miséria, perseguição, intolerância e doença.
Sant Garabedyan, 23, disse que aos cristãos não são oferecidos empregos.
"Estive em Yozgat por dois meses. Somos em oito morando na mesma casa... Ninguém me contrata porque sou cristão. Minha esposa é caldeia e não usa crucifixo porque tem medo."
Alis Şalcıyan disse que eles deixaram o Iraque por temerem o ISIS.
"Estamos aqui há um ano. Ainda em Bagdá ficamos apavorados quando o ISIS invadiu o Iraque... Uma pessoa na rua viu o meu crucifixo e cuspiu no chão olhando nos meus olhos. Depois disso eu o tirei e o deixei em casa... Nós demos entrada em um pedido de imigração na ONU, no entanto eles marcaram a entrevista para 2022, apesar de terem feito outros agendamentos para o ano que vem. Somos obrigados a ficar aqui esperando por mais sete anos".
Gazar Setrakyan ressaltou que eles deixaram Bagdá na noite em que o ISIS invadiu a cidade: "quando os militantes do ISIS invadiram Bagdá, pintaram 'casa de cristãos' na porta da nossa casa. Ficou impossível continuar lá. Deixamos o nosso lar e três lojas, tivemos que fugir".
Lusin Sarkisyan disse que seu filho, que trabalhou para os americanos no Iraque foi alvo do ISIS. "Um belo dia militantes ISIS ameaçaram meu filho dizendo que matariam a sua família se ele continuasse a trabalhar para os americanos. Tivemos que fugir".
Sarkisyan acrescentou que os funcionários da ONU marcaram uma entrevista para avaliar um pedido de imigração para 2018. "Não sei o que vamos fazer até lá".
Mesmo quando os países europeus acolhem refugiados cristãos, eles não os protegem dos ataques de muçulmanos que ocorrem nos alojamentos de refugiados.
De acordo com os resultados de um levantamento, uma pesquisa do grupo de defesa cristão Christian Open Doors USA, os refugiados de descendência cristã e yazidi que fugiram da perseguição de lugares como a Síria e o Iraque continuam enfrentando ataques por motivos religiosos na Alemanha.
Desde fevereiro de 2016 cerca de 800 refugiados cristãos e yazidis foram atacados por outras etnias nos acampamentos e centros de assistência, de acordo com um boletim intitulado "Falta de proteção às minorias religiosas na Alemanha" realizado entre os dias 15 de fevereiro e 30 de setembro de 2016.
"Ao ser questionado sobre a natureza dos ataques, a agressão foi a palavra mais comumente citada, seguida por ameaças de morte, dirigidas diretamente aos próprios refugiados cristãos ou às suas famílias na Alemanha ou em seus países de origem.
"Ataques sexuais foram assinalados por 44 vítimas. Outras formas de perseguição compreendem insultos, ameaças em geral e agressões físicas que não haviam sido definidas como agressão. Dos entrevistados, 11% se sentiram intimidados por música alta/orações".

Representantes da ONG Open Doors, juntamente com outras ONGs concederam uma entrevista coletiva à imprensa para apresentar um relatório intitulado "Ataques Motivados pela Religião Contra Refugiados Cristãos na Alemanha" em 2016.

De acordo com o testemunho de um refugiado do Iraque, ele recebeu ameaças de morte depois que muçulmanos viram que ele estava lendo a Bíblia:
"Eles queriam que eu me convertesse novamente ao Islã. O diretor do estabelecimento afirmou ser impotente e sem condições de me proteger. Como eu temia ser morto, relatei a situação a um assistente social que em seguida registrou a denúncia. As ameaças de morte se intensificaram. O intérprete tentou banalizar as ameaças e ocultá-las da secretaria do bem-estar social. O departamento então instruiu a gerência do estabelecimento a dar mais de si a fim de garantir a minha segurança. Ela não tinha condições para isso e por esta razão fui transferido para outro alojamento".
"Alguns muçulmanos disseram", segundo revelou um refugiado do Irã: o Islã nos permite derramar seu sangueseu espírito e suas vestes são impuras".
Uma refugiada do Irã assinalou:
"No início todos eram bons conosco. Então perceberam que eu era cristã. Eles pegaram a água suja que usavam para limpeza e, do piso superior, jogaram-na em cima da gente... Não sei o que aconteceu depois disso. Até hoje (17 dias após o ocorrido) minha denúncia ainda não foi registrada".
Segundo o relatório, os yazidis, minoria autóctone, religiosa perseguida no Oriente Médio, também estão expostos a agressões e discriminação.
"Dos 10 refugiados yazidis, três foram ameaçados de morte, dois sofreram assédio sexual e cinco sofreram outras formas de perseguição. Seis relataram que ocorrências dessa natureza aconteceram repetidas vezes. Em três casos os criminosos eram refugiados como eles e nos outros três os familiares dos funcionários da segurança perpetraram os crimes. Cinco vítimas não registraram nenhuma denúncia por considerá-la inútil".
Integrantes do staff nos alojamentos de refugiados também estão envolvidos na discriminação. Quase um terço dos entrevistados disseram que o grosso da discriminação e violência vêm principalmente dos guardas dos alojamentos de descendência muçulmana. De acordo com o relatório:
"Em caso de conflito, um grande número de funcionários muçulmanos se solidarizam com seus irmãos muçulmanos, obstruindo ou minimizando as reclamações. Intérpretes influenciam o resultado dos procedimentos no asilo de forma ilícita e, por vezes, até se envolvem ativamente na discriminação dentro dos alojamentos".
Um cristão do Irã assinalou: "eu tive um problema e o denunciei reiteradamente aos canais competentes. Há uma pessoa que vive insultando nossas mães e irmãs. Ele disse que somos 'neciz' (impuros)".
"O quadro do serviço de segurança é formado integralmente por árabes e eles só ajudam seus patrícios", ressaltou um cristão da Eritreia. "Sempre que alguém faz algo de errado no alojamento, eles dizem: 'Foram os cristãos', ainda que não tenhamos feito nada".
Somente em raras ocasiões o prejudicado se dispõe a prestar queixa(17% ou seja: 129 pessoas) na polícia de acordo com o relatório.
"Se incluirmos os relatórios e queixas apresentados à administração do alojamento, apenas 28% (213) requisitaram a proteção das autoridades alemãs. 54% dos inquiridos (399) deram razões específicas para não registrar queixas: 48% estavam com medo, principalmente da recorrência de ataques ou de que a situação iria piorar ainda mais (36%). Outros motivos são a falta de oportunidades seguras para entrar em contato ou se comunicar com a polícia ou com as autoridades competentes devido a barreiras linguísticas e (14%) a impressão de que o relatório seria de alguma maneira inútil".
Em outros países europeus - entre eles Áustria, Suíça, França, Reino Unido, Suécia, Holanda, Itália, Espanha e Grécia - os refugiados cristãos e yazidis também estão expostos a ataques nas mãos de refugiados de descendência muçulmana.
O governo alemão também está rejeitando pedidos de asilo de refugiados cristãos, deportando-os injustamente, segundo um pastor alemão.
De acordo com a CBN News o Dr. Gottfried Martens, um pastor da Igreja Luterana Trindade em Berlim, realçou que o governo alemão está rejeitando praticamente todos os pedidos de asilo da maioria dos refugiados iranianos e afegãos de sua igreja, que esperam há anos na Alemanha para que o governo dê atenção aos seus casos.
O arcebispo de Aleppo, Jean-Clément Jeanbart, da Igreja Greco-Católica Melquita disse em uma entrevista:
"O egoísmo e os interesses submissamente defendidos pelos seus governos irão no final também liquidá-los. Abram os olhos. Vocês não viram o que aconteceu recentemente em Paris?"
Ao que tudo indica, eles não abriram os olhos. Parece que eles ainda estão em estado de negação. De acordo com dados do governo dos Estados Unidos, dos quase 11.000 refugiados sírios aceitos pelos Estados Unidos no ano fiscal de 2016, apenas 56 eram cristãos.
Quando alguém levanta a questão dos países ocidentais, tendo em vista os migrantes muçulmanos da Síria e do Iraque sem a devida checagem no tocante aos vínculos jihadistas, ao mesmo tempo em que se deixa para trás as vítimas dos jihadistas, cristãs e yazidis, esse alguém é acusado de ser "intolerante" e "racista". Mas o verdadeiro preconceito está no abandono dos perseguidos e inofensivos cristãos e yazidis do Oriente Médio, principais vítimas do incessante genocídio na Síria e no Iraque.
É verdade que os muçulmanos xiitas e até mesmo certos muçulmanos sunitas - em particular os não praticantes, moderados e seculares - também estão ameaçados pelo Estado Islâmico. Mas o ISIS e demais organizações islamistas não estão procurando destruir o Islã e acabar com os muçulmanos. Muito pelo contrário, eles visam institucionalizar ainda mais o Islã e até mesmo expandir a influência islâmica em outros países e estabelecer um califado (império islâmico) com base nas escrituras islâmicas.
Ajudar as minorias religiosas no mundo muçulmano não é apenas uma questão humanitária, mas também uma questão política de vital importância para o Ocidente. Há quem acredite que os EUA ou o Ocidente não deveriam se envolver na política do Oriente Médio.
No entanto, se o Ocidente continuar fazendo vista grossa à radicalização islâmica no Oriente Médio e Norte da África, o que ele espera que irá acontecer no próprio Ocidente?
Enquanto os islamistas continuarem atingindo "vitórias" pelas nações e enquanto os cristãos e demais não muçulmanos continuarem a ser exterminados, os islamistas amealharão mais poder e coragem de se expandir para a Europa e outras regiões do planeta.
A ideologia islâmica radical nunca para no lugar onde toma o poder. É uma ideologia genocida, imperialista e colonialista. Ela tem como meta matar ou subjugar todos os não muçulmanos que estejam sob seu domínio. A jihad islâmica começou no século VII na Península Arábica. Na sequência, por meio de massacres e pressão social, incluindo o imposto jizya e a instituição da dhimmitude, ela se expandiu por três continentes - Ásia, África e Europa - perseguindo um número incontável de povos autóctones.
Parece que uma das maneiras mais eficientes de parar esse paradigma é apoiar os cristãos e demais não muçulmanos do Oriente Médio. O Ocidente não só adquirirá um aliado importante no Oriente Médio como também enfraquecerá a influência política, militar e econômica dos islamistas.
Os países ocidentais deveriam receber de pronto e de braços abertos os cristãos e os yazidis - os principais alvos do genocídio - além disso também deveriam considerar maneiras de conferir poderes a eles em suas terras nativas, como por exemplo a criação de refúgios . Já está mais do que na hora de não só os EUA, mas todos os outros governos ocidentais finalmente enxergarem que os cristãos no Oriente Médio são uma extensão deles próprios.
Uzay Bulut, jornalista nascida e criada como muçulmana na Turquia, está atualmente radicada em Washington D.C.

FONTE -  https://pt.gatestoneinstitute.org/9973/rejeicao-cristaos-perseguidos

domingo, 19 de fevereiro de 2017

OS POLÍTICOS ELEITOS REPRESENTAM OS INTERESSES DE QUEM? - por ALDEMARIO ARAUJO CASTRO


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No teatro de absurdos, sem freios e sem limites, que tomou conta da cena política brasileira nos últimos tempos é difícil apontar qual o ato mais trágico para os melhores e mais legítimos interesses da grande maioria da população (em especial, trabalhadores, estudantes e aposentados). Vejamos dois exemplos dos mais tenebrosos.
Alexandre de Moraes, em pleno exercício do posto de Ministro de Estado da Justiça, foi indicado para compor o Supremo Tribunal Federal. Ocorre que, em tese de doutorado apresentada na Faculdade de Direito da USP, em julho de 2000, o doutorando Moraes afirmou, no ponto 103 da conclusão: “É vedado (para o cargo de ministro do STF) o acesso daqueles que estiverem no exercício ou tiveram exercido cargo de confiança no Poder Executivo, mandatos eletivos, ou o cargo de procurador-geral da República, durante o mandato do presidente da República em exercício no momento da escolha, de maneira a evitar-se demonstração de gratidão política ou compromissos que comprometam a independência de nossa Corte Constitucional” (http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,tese-de-moraes-impediria-sua-nomeacao-ao-stf,70001654253).
O Senador Edison Lobão, destacado integrante do PMDB, foi escolhido para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal. O constitucionalista Lobão apresentou seu cartão de visita dizendo: “... é constitucional a figura da anistia, qualquer que ela seja” (http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,lobao-afirma-que-anistia-a-caixa-2-e-constitucional,70001661823). Tratava-se de eventual anistia ao caixa 2 em campanhas eleitorais recentes. À toda evidência, é inconstitucional, despropositada, irrazoável e imoral uma anistia ao caixa 2 de campanhas amplamente utilizado como expediente “normal” pela grande maioria dos candidatos, inclusive para ocultar os “patrocinadores”.
Dois fatos, nesse insuperável quadro de Dalí, assumem especial proeminência. O primeiro está relacionado com o relator da Reforma da Previdência no âmbito da Câmara dos Deputados. O segundo envolve os comentários feitos pelo Ministro-Chefe da Casa Civil da Presidência da República acerca da forma de escolha do atual Ministro de Estado da Saúde.
“O relator da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, Arthur de Oliveira Maia (PPS-BA), teve parte considerável da sua campanha eleitoral bancada por empresas que oferecem planos privados de previdência complementar. Dos R$ 3,79 milhões declarados à justiça eleitoral, R$ 879 mil foram financiados pelos bancos Bradesco, Itaú, Santander e Safra./O Bradesco financiou R$ 649 mil por meio de suas subsidiárias Bradesco Vida e Previdência, Bradesco Consórcio e Bradesco Capitalização. Santander e Itaú bancaram R$ 100 mil cada um. O Safra destinou mais R$ 30 mil. A soma representa 23% do custo total declarado da campanha do deputado” (http://www.spbancarios.com.br/Noticias.aspx?id=17361).
“Em palestra para funcionários da Caixa Econômica Federal, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) explicou o funcionamento da engrenagem fisiológica que permite ao governo de Michel Temer dispor de maioria no Congresso. Em timbre de galhofa, Padilha usou como exemplo o preenchimento do cargo de ministro da Saúde. Contou que, para obter o apoio do PP, descartou a nomeação de 'um médico famoso de São Paulo' para acomodar na poltrona o deputado Ricardo Barros (PP-PR), um engenheiro civil. (…) Padilha lembrou que, na composição da primeira equipe do governo Temer, havia uma decisão de nomear ministros notáveis em suas respectivas áreas. A pasta da Saúde seria do PP. Mas a legenda foi alertada para o desejo do presidente de ter na poltrona um profissional que fosse 'distinguido'. 'Aí nós ensaiamos uma conversa de convidar um médico famoso em São Paulo', relatou o chefe da Casa Civil, sem mencionar o nome do doutor Raul Cutait./Segundo Padilha, o PP mandou um recado para Temer: 'Diz para o presidente que o nosso notável é o deputado Ricardo Barros.' Portador da mensagem, o ministro aconselhou o amigo a ceder ao partido, campeão no ranking de enrolados no escândalo da Petrobras. 'Nós não temos alternativa', disse Padilha a Temer, realçando que o objetivo do governo era obter 88% dos votos no Legislativo./'Vocês garantem todos os votos do partido em todas as votações?', perguntou Padilha. E os representantes do PP: 'Garantimos.' O ministro diz ter encerrado a negociação nos seguintes termos: 'Então, o Ricardo será o notável' “ (http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2017/02/14/eliseu-padilha-e-gravado-explicando-fisiologismo).
Esses dois últimos episódios colocam em xeque, praticamente em xeque-mate, a democracia representativa brasileira, tal como inscrita no parágrafo único do artigo primeiro da Constituição de 1988. A ideia da representação popular por intermédio de eleições é formalmente adequada. Essa concepção parte da premissa da impossibilidade de manifestação direta e frequente de milhões de pessoas e busca a expressão da vontade dos cidadãos por intermédio de terceiros escolhidos livremente pelos primeiros. São três, entre outras, as principais considerações a serem realizadas acerca da prática da democracia representativa no Brasil, para além de uma avaliação meramente teórica, formal ou linear.
Primeiro, considerando a grande maioria das excelências eleitas, percebe-se que a maior parte do eleitorado utiliza critérios muito frouxos para definir o voto. Elementos como beleza física, simpatia, desenvoltura verbal, parentesco, proximidade com amigos, suposto sucesso pessoal ou profissional, perspectiva de algum ganho miúdo presente ou futuro são majoritários no processo de escolha dos representantes. A propósito desse ponto, costumo propor um experimento mental para os meus alunos da Universidade Católica de Brasília. Peço para os distintos discentes definirem os critérios para escolha de um representante/procurador para receber a quantia de cem mil reais e entregar o numerário, na sequência, ao representado. Suspeito que as cautelas e rigores na fixação dos critérios nesse caso hipotético se estendidas para as eleições no campo político resultariam numa significativa mudança no perfil daqueles alçados aos Executivos e Legislativos de todos os níveis.
Segundo, não existe propriamente um conflito fundamental e causador de todos (ou quase todos) os males nacionais entre a sociedade/população/povo e os políticos (ou o Estado). Cumpre observar que a suposta ocorrência de fenômeno dessa natureza é sustentada com intensidade e constantemente repetida, particularmente nos grandes veículos de comunicação. É certo que a grande maioria dos políticos brasileiros buscam, com voracidade, vários tipos de vantagens pessoais no exercício dos espaços de poder. Os alarmantes níveis de corrupção são claras demonstrações dessa triste realidade. Entretanto, o que existe de mais relevante, profundo e estrutural na atuação dos atores políticos eleitos são os vínculos de representação e realização dos interesses socioeconômicos presentes de forma permanente na sociedade.
Vejamos essas últimas considerações postas de forma mais abstrata na perspectiva mais concreta de um grande tema do momento. O parlamentar federal, financiado pelas empresas da área de previdência privada, votará com os interesses dos trabalhadores ou com os interesses dessas organizações? Observe-se que a Reforma da Previdência, profundamente polêmica quanto aos números envolvidos e medidas a serem implementadas, para dizer o mínimo, viabilizará uma atuação em grande escala das instituições financeiras privadas que: a) poderão administrar os fundos de previdência dos servidores públicos e b) contratarão planos com servidores interessados em benefícios integrais (impraticáveis com as novas regras da previdência pública). Ademais, tomando como referência as palavras do Ministro-Chefe da Casa Civil, as bancadas da “base de sustentação” do governo participarão de um debate sério sobre a situação da previdência e as propostas a serem implementadas (quais e suas intensidades)? Ou, ao revés, trata-se de um jogo de cena porque os votos parlamentares já foram “comprados” na arena fisiológica do toma-lá-dá-cá? Nessa última linha, cabe ainda uma pergunta: o governo Temer-Padilha utiliza o fisiologismo mais rasteiro como instrumento para proteger, defender e realizar os interesses populares (dos trabalhadores) ou das grandes empresas financeiras de olho no mercado de previdência privada?
Terceiro, é preciso destacar que o mundo político vai para a vitrine e, ao atrair todas as atenções e revoltas, deixa os interesses de fundo ocultos e protegidos. Para os monumentais interesses socioeconômicos responsáveis por poderosos mecanismos geradores de desigualdades e mazelas sociais de várias ordens é extremamente conveniente que a grande maioria da sociedade atribua seus problemas e dificuldades quase que exclusivamente aos vários tipos de corrupção protagonizados pelos políticos eleitos.


Aldemario Araujo Castro é advogado, mestre em Direito, procurador da Fazenda Nacional e professor da Universidade Católica de Brasília.

SENADO PAGOU VISITA DE SENADORES PETISTAS A MARISA - por Claudio Humberto


Dos dez senadores do PT, seis não tiveram a dignidade de pagar do próprio bolso as passagens para o enterro de Marisa Letícia, mulher de Lula. Gleisi Hoffmann (PR), Humberto Costa (PE), Jorge Viana (AC), José Pimentel (CE), Regina Sousa (PI) e Lindbergh Farias (RJ), ganham somados mais de R$ 200 mil por mês, mas espetaram o custo das passagens na infame Cota de Atividade Parlamentar, o “cotão”.
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A soma das passagens dos seis senadores nos custou R$ 11,9 mil, o suficiente para pagar salários a um desempregado por um ano.
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A passagem de Lindbergh, ponte aérea do Rio, custou só R$ 986,88. Já o cearense Pimentel, R$ 3.115,58. Tudo por nossa conta
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Os demais senadores do PT não usaram dinheiro público para chorar lágrimas de crocodilo no enterro que Lula transformou em comício.
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A “Cota para o Exercício de Atividade Parlamentar”, que indeniza qualquer despesa dos políticos, custa-nos R$ 270 milhões por ano.