domingo, 13 de setembro de 2015

Crise de Imigração na Europa "Não Estão Nos Oferecendo o que Nos Oferece a Alemanha"

  • Um migrante foi questionado sobre a razão dele não querer ficar na Hungria. Ele respondeu: "a Hungria não nos oferece o que nos é oferecido na Alemanha... casa, dinheiro..."
  • "Não se trata de 150.000 migrantes que alguns querem dividir em quotas, nem de 500.000, número este que eu ouvi em Bruxelas, são milhões, depois dezenas de milhões, porque o número de imigrantes não tem fim". — Viktor Orbán, Primeiro Ministro da Hungria.
  • Apenas 20 das 12.000 pessoas que atravessaram a fronteira no fim de semana dos dias 5 e 6 de setembro requisitaram asilo na Áustria. O restante já tinha se dirigido à Alemanha, mais generosa.
  • Na Alemanha, o número de requerentes de asilo que ingressaram no país em um único mês ultrapassou a casa dos 100.000 pela primeira vez na história. A Alemanha espera receber um total de 800.000 refugiados e imigrantes no ano em curso, quatro vezes mais do que em 2014.
  • A Alemanha e a Suécia são os destinos preferidos da maioria dos migrantes, seduzidos pelos generosos benefícios que eles podem solicitar, além da mensagem dos governos daqueles países de que refugiados são bem-vindos, independentemente de quantos eles sejam. A política de portas abertas para a imigração, poderá atrair milhões de muçulmanos do Oriente Médio e do norte da África para a Europa.
  • Centenas de refugiados muçulmanos estão se convertendo ao cristianismo, ao que tudo indica, na esperança de melhorarem suas chances de seu pedido de asilo ser aprovado. De acordo com o Islã, os muçulmanos que se converterem ao cristianismo são considerados culpados de apostasia, um crime que merece ser punido com a morte. Os "convertidos" ao que parece acreditam que os oficiais alemães permitirão que eles permaneçam se eles puderem convencê-los que serão mortos caso sejam enviados de volta aos seus países de origem.
  • Na Bulgária, uma revista conduzida em cinco albaneses revelou que eles tinham consigo propaganda do Estado Islâmico, inclusive vídeos de decapitações.
Segundo consta, meio milhão de migrantes e refugiados ingressaram na União Européia nos primeiros oito meses de 2015, esse número poderá atingir mais de um milhão antes do final do ano. Esse número também não inclui aqueles que entraram dissimuladamente na União Européia.
Um total de 364.183 migrantes entraram na União Européia pela via marítima entre janeiro e agosto, comparado com 280.000 que ingressaram nos doze meses de 2014, de acordo comestatísticas atualizadas publicadas pela International Organization for Migration (Organização Internacional para a Migração IOM em inglês) em 3 de setembro de 2015.
Do total das entradas pela via marítima, 245.274 ingressaram na Grécia, 116.649 na Itália e 2.166 na Espanha. Os principais países de origem são: Síria, seguida pelo Afeganistão, Eritréia, Nigéria, Albânia, Paquistão, Somália, Sudão e Iraque.
Além disso, segundo consta, 132.240 migrantes deram entrada, pela via terrestre, na União Européia nos primeiros sete meses de 2015, atravessando a Turquia indo para a Grécia e Bulgária, de acordo com a Frontex, a Agência de Controle de Fronteiras da União Européia. Os três principais países de origem são: Síria, Afeganistão e Paquistão.
A Alemanha e a Suécia são os destinos preferidos da maioria dos migrantes, seduzidos pelos generosos benefícios que eles podem solicitar, além da mensagem dos governos daqueles países de que refugiados são bem-vindos, independentemente de quantos eles sejam.
Se isso continuar indefinidamente, a política de portas abertas para a imigração, poderá atrair, potencialmente, milhões de muçulmanos do Oriente Médio e do norte da África para a Europa.
Todos os países europeus estão sendo afetados, de uma forma ou outra, pela crise da migração. Segue um breve levantamento da evolução dos acontecimentos em alguns desses países.
Na Áustria, o Chanceler Werner Faymann disse que ele irá revogar uma medida de emergência que permitia a entrada desimpedida de mais de 10.000 migrantes e refugiados na Hungria. "Nós sempre afirmamos que se tratava de uma situação de emergência em que deveríamos agir rápida e complacentemente", segundo ele. "Nós demos assistência a mais de 12.000 pessoas em situação desesperadora. Agora temos que, passo a passo, nos desenvencilhar das medidas de emergência e voltar à normalidade".
Apenas 20 das 12.000 pessoas que atravessaram a fronteira no fim de semana dos dias 5 e 6 de setembro requisitaram asilo na Áustria. O restante já tinha se dirigido à Alemanha, mais generosa. Além de receberem gratuitamente roupas, moradia e assistência médica, os migrantes na Alemanha também recebem uma ajuda mensal em dinheiro de €143 (US$160), comparado aos €40 (US$45) na Áustria.
Enquanto isso, seis pessoas, cinco búlgaros e um afegão com residência permanente na Hungria, foram presos suspeitos de terem alguma relação com a morte de 71 migrantes cujos corpos, em decomposição, foram encontrados na carroceria de um caminhão em 27 de agosto. A polícia acredita que o caminhão, abandonado no acostamento de uma rodovia austríaca, tenha entrado na Áustria pela Hungria. O proprietário do caminhão é cidadão búlgaro de origem libanesa.
Na Grã-Bretanha, em 7 de setembro o Primeiro Ministro David Cameron anunciou planos de receber 20.000 refugiados sírios nos próximos cinco anos. Tão somente alguns dias antes ele disse que o Reino Unido já tinha acolhido o suficiente de refugiados. Segundo consta Cameron mudou de postura depois que jornais britânicos publicaram fotos do corpo de um menino sírio levado pelas ondas até uma praia turca.
Desde então, uma petição solicitando que o governo receba mais refugiados colheu mais de 400.000 assinaturas, bem acima do limite das 100.000 necessárias para que ela seja debatida pelo parlamento.
A petição diz o seguinte: "há uma crise global de refugiados. O Reino Unido não está oferecendo asilo proporcional se comparado a seus pares europeus. Não podemos aceitar que refugiados que arriscaram suas vidas para fugirem do terrível conflito e violência sejam deixados à míngua, inseguros e em condições desumanas na Europa. Temos que ajudar".
Milhares de imigrantes econômicos vêm procurando entrar ilegalmente no Reino Unido através do Eurotúnel, um túnel ferroviário de 50 quilômetros entre a França e a Grã-Bretanha.
Na Bulgária, cinco jihadistas disfarçados de refugiados foram presos em 28 de agosto quando tentavam atravessar a fronteira em Gyueshevo, um dos três postos de controle ao longo da fronteira entre a Bulgária e a Macedônia. A polícia suspeitou dos cinco homens, albaneses entre 20 e 24 anos de idade, que tentaram subornar guardas de fronteira com 175 euros (US$195) cada. Um levantamento subsequente descobriu que os homens tinham consigo propaganda do Estado Islâmico, inclusive vídeos de decapitações.
Na República Tcheca, as autoridades marcaram os imigrantes com números, escritos com caneta hidrográfica, nos braços e nas mãos. O governo declarou que muitos imigrantes não tinham documentos e não falavam inglês e que esse método era a melhor maneira de monitorá-los. A medida foi bastante criticada por conta das conotações do Holocausto judeu, quando os nazistas tatuaram números em todos aqueles que eles mandavam para os campos de concentração.
Na Dinamarca, Andreas Kamm, secretário geral do Conselho Dinamarquês para Refugiados (Dansk Flygtningehjælp), alertou que a atual crise de refugiados poderá levar ao colapso total a sociedade européia. Em uma entrevista concedida ao jornal Jyllands-Posten, Kamm disse que ele acredita que a Europa está diante de "um cenário de Armageddon total". Ele acrescentou:
"nós estamos experimentando uma disparidade histórica entre os altíssimos números de refugiados e imigrantes e a capacidade global de lhes proporcionarmos proteção e assistência. Estamos correndo o risco de que conflitos entre migrantes e a população local se agravem e saiam do controle. A resposta não pode ser a Europa importar populações excedentes. Não se pode esperar de nós que destruamos nossa própria sociedade".
O Ministro da Fazenda Dinamarquês Claus Hjort Frederiksen disse o seguinte: "estou extremamente indignado pelo fato dos países árabes, que estão abarrotados de dinheiro, aceitarem a entrada de "meia dúzia de gatos-pingados" de refugiados. Países como a Arábia Saudita. É extremamente escandaloso".
O governo dinamarquês colocou anúncios em jornais libaneses com o objetivo de dissuadir imigrantes em potencial. "A Dinamarca decidiu apertar a regulamentação em relação aos refugiados em uma série de áreas", dizem os anúncios, alertando que recentemente a Dinamarca aprovou uma legislação cortando benefícios em até 50% para os novos refugiados que chegarem ao país.
Em 6 de setembro a polícia dinamarquesa barrou 150 refugiados que iniciaram uma marcha em direção à fronteira com a Suécia, conhecida pela sua política mais benevolente em relação ao asilo. O grupo estava entre os 300 refugiados que chegaram a Rødby, uma movimentada travessia de balsa entre o sul da Dinamarca e a Alemanha. Houve altercações com a polícia quando alguns dos refugiados tentaram fugir para não terem suas impressões digitais registradas, por temerem serem registrados como à procura de refúgio na Dinamarca e não poderem seguir para a Suécia.
Em 8 de setembro, a polícia dinamarquesa mandou de volta um grupo de imigrantes econômicos que tinha chegado à Alemanha. "São pessoas que não procuram asilo e que portanto estão aqui ilegalmente. Eles foram deportados e impedidos de entrarem novamente no país durante dois anos", segundo uma declaração da polícia do sul da Dinamarca. "Desse primeiro grupo fazia parte um grande número de pessoas. Muitos seguirão o mesmo caminho depois que estes tiverem seus casos processados", dizia a declaração, acrescentando que eles foram enviados de volta de ônibus.
Na Finlândia o Primeiro Ministro Juha Sipila ofereceu fazer a sua parte para aliviar a crise de migração da Europa anunciando que refugiados muçulmanos poderiam ficar em sua pequena casa de verão, ociosa, em Kempele, uma pequena cidade a apenas 184 quilômetros ao sul do Círculo Ártico. As temperaturas médias em Kempele ficam abaixo de zero graus centígrados seis meses por ano e a cidade não tem nenhuma mesquita (ainda). "Eu espero que isso se transforme em algum tipo de movimento popular que incentive as pessoas a dividirem o ônus dessa crise de moradia para os refugiados", disse Sipila à emissora da TV estatal.
Sipila fez a sua oferta um dia depois que seu governo duplicou a estimativa do número de requerentes de asilo na Finlândia em 2015 para 30.000. Duas semanas antes, seu governo já tinha subido a estimativa para 15.000 que era 10.000 acima da estimativa anterior. Os números acima devem ser vistos em comparação aos 3.600 requerentes de asilo em 2014.
Nos primeiros cinco meses de 2015, a maioria dos requerentes de asilo na Finlândia, que se encontra emperrada em uma recessão que já dura três anos, eram imigrantes econômicos e não refugiados fugindo das zonas de conflito. De acordo com o Serviço de Imigração Finlandês, os dez principais países de origem dos imigrantes da Finlândia foram: Iraque, Somália, Kosovo, Afeganistão, Rússia, Albânia, Nigária, Síria, Marrocos e Argélia.
Enquanto isso cerca de 200 finlandeses em Salo, cidade da gigante dos telefones celulares Nokia, protestavam contra a abertura de um centro de recepção para refugiados na cidade. Manifestantes na praça central entoavam palavras de ordem como: "fechem as fronteiras" e "o Islã irá nos destruir". Um manifestante disse o seguinte: "os finlandeses precisam ser ajudados em primeiro lugar. Tudo foi tirado dos desempregados, dos pobres e dos doentes. E os cofres estão vazios. Se esses centros forem abertos, nossos impostos irão aumentar".
Na França, o Presidente François Hollande concordou em abrigar 24.000 migrantes nos próximos dois anos. Uma pesquisa de opinião publicada em 5 de setembro pelo Le Parisienrevelou que 55% dos eleitores franceses eram contrários a um relaxamento nas leis que regem o pedido de imigrantes para a obtenção de status de refugiados, inclusive para os sírios que estão fugindo da guerra civil.
O vice-presidente do partido anti-imigração Frente Nacional Florian Philippot, acusou a Chanceler Alemã Angela Merkel de incentivar a migração para a Europa cuja finalidade é abastecer a indústria alemã com "escravos".
"A Alemanha necessita de escravos baratos para abastecer sua indústria" disse Philippot em um discurso proferido em uma assembléia da Frente Nacional em Marseille. "As propostas dela de impor cotas de imigrantes têm sua lógica: para servirem aos cínicos interesses do capitalismo alemão. O único objetivo é diminuir o déficit demográfico da maneira mais barata possível".
Na Alemanha, o número de requerentes de asilo que ingressaram no país em um único mês ultrapassou a casa dos 100.000 pela primeira vez na história. O número recorde de requerentes de asilo em agosto de 2015 chegou a 104.460, alcançando o total cumulativo de 413.535 nos primeiros oito meses de 2015. A Alemanha espera receber um total de 800.000 refugiados e imigrantes no ano em curso, quatro vezes mais do que em 2014.
Autoridades alemãs dizem que 20.000 migrantes e refugiados entraram no país no final de semana dos dias 5 e 6 de setembro. Outra onda é esperada nos próximos dias.
O governo alemão irá dispor de €6 bilhões (US$6,7 bilhões) para se ajustar à convergência de refugiados. Os governos locais e estaduais receberão €3 bilhões para abrigar os refugiados e o governo central irá alocar outros €3 bilhões em benefícios para as novas entradas.
Centenas de refugiados muçulmanos estão se convertendo ao cristianismo, ao que tudo indica, na esperança de melhorarem suas chances de seu pedido de asilo ser aprovado. De acordo com o Islã, os muçulmanos que se converterem ao cristianismo são considerados culpados de apostasia, um crime que merece ser punido com a morte. Os "convertidos" ao que parece acreditam que os oficiais da imigração alemã permitirão que eles permaneçam na Alemanha se eles puderem convencê-los que serão mortos caso sejam enviados de volta aos seus países de origem.
Imigrantes muçulmanos têm se enfrentado quando chegam à Alemanha. Em 19 de agosto pelo menos 20 migrantes sírios alojados em um abrigo de refugiados, superlolado, na cidade oriental alemã de Suhl tentaram linchar um migrante afegão depois que ele rasgou algumas páginas do Alcorão e as jogou em um vaso sanitário.
Mais de 100 policiais foram chamados para restabelecer a ordem, mas quando eles chegaram foram atacados com pedras e blocos de concreto. Dezessete pessoas ficaram feridas na confusão, 11 refugiados e 6 policiais. O afegão agora se encontra sob proteção policial. O presidente do estado alemão de Thuringia, Bodo Ramelow, disse que muçulmanos de nacionalidades diferentes deveriam ser abrigados separadamente para evitar tumultos dessa natureza no futuro.
Na Grécia foram posicionadas tropas na ilha de Lesbos no Mar Egeu, devido a confrontos entre migrantes e a polícia. Mais de 15.000 migrantes e refugiados chegaram à ilha, um dos pontos de entrada para a União Européia. Os migrantes estão transtornados em virtude dos atrasos nos processos de registro que os deixaram desabrigados na ilha, incapazes de continuarem sua jornada em direção a outros países ao norte da Europa. Altercações também romperam entre sírios, que têm prioridade no processo de avaliação e afegãos que são forçados a esperar muito mais tempo.
Na Hungria o Primeiro Ministro Viktor Orbán propôs enviar o exército para fechar a fronteira com a Sérvia, no sul do país. Ele disse o seguinte:
"passo a passo, a fronteira estará sob controle. Enviaremos a polícia, depois, se tivermos autorização do parlamento, posicionaremos as forças armadas. Não se trata de 150.000 migrantes que alguns querem dividir em quotas, nem de 500.000, número este que eu ouvi em Bruxelas, são milhões, depois dezenas de milhões, porque o número de imigrantes não tem fim".
O porta-voz do governo de centro-direita da Hungria Zoltán Kovács disse que a resposta da União Européia para a crise da imigração é um fracasso total. Ele disse o seguinte:
"a União Européia não faz nenhuma distinção entre aqueles que realmente necessitam e os que não necessitam de ajuda. Verdadeiros refugiados são misturados com migrantes econômicos. Nós não estamos diante de uma crise de refugiados, estamos sim diante de uma crise migratória. Tem gente vindo para cá de uma centena de países ao redor do mundo. É totalmente inaceitável que a movimentação ilegal de pessoas já esteja institucionalizada".
Centenas de migrantes ávidos para saírem da Hungria em direção da terra prometida da Alemanha foram filmados confrontando a polícia, recusando água e comida. Um migrante foi questionado sobre a razão dele não querer ficar na Hungria. He respondeu o seguinte: "a Hungria não nos oferece o que nos é oferecido na Alemanha... casa, dinheiro..."

Dezenas de migrantes acampados em frente à estação central de trens em Budapeste na Hungria. Aplausos e entonações: "Alemanha"!

Na Islândia cuja população é de 330.000 habitantes, mais de 12.000 famílias se prontificaramem abrir a porta de suas casas na tentativa de levantar o teto do governo de aceitar apenas 50 requerentes de asilo por ano. Eles responderam a um chamamento de Bryndís Björgvinsdóttir, um ativista que criou uma página no Facebook solicitando que o governo permita que os cidadãos comuns islandeses também possam ajudar.
Referindo-se aos refugiados, Björgvinsdóttir expôs o seguinte:
"eles são nossos futuros cônjuges, os melhores amigos, a próxima alma gêmea, o baterista da banda dos nossos filhos, o próximo colega, Miss Islândia em 2022, o carpinteiro que finalmente irá terminar o nosso banheiro, o cozinheiro da cafeteria, o bombeiro e o apresentador da televisão. Pessoas sobre as quais nós jamais poderemos dizer no futuro: sua vida vale menos do que a minha".
Na Itália um requerente de asilo de 18 anos da Costa do Marfim chamado Mamadou Kamara foi acusado de assassinar um casal de idosos na Sicília. Kamara, que foi resgatado das águas do Mar Mediterrâneo em 8 de junho e trazido juntamente com outros migrantes ao porto de Catania na Sicília, segundo consta, invadiu uma casa na vizinha aldeia de Palagonia e cortou a garganta de Vincenzo Solano, 68, durante um assalto violento. Sua esposa Mercedes Ibañez, 70, natural da Espanha caiu da sacada do segundo andar. A polícia afirma que Kamara roubou um laptop, uma câmera de vídeo e um celular da residência do casal.
O político de centro-direita Giorgia Meloni declarou: "o instigador do assassinato desses dois inocentes é o estado italiano, que é responsável pela manutenção de uma instalação para migrantes... que nós dizíamos deve ser fechada".
Na Macedônia, a polícia se altercou com milhares de migrantes que tentavam entrar no país pela Grécia. O Ministro das Relações Exteriores Nikola Poposki disse:
"nos últimos dias houve um surpreendente crescimento no ingresso de migrantes atingindo o número de 3.000 a 3.500 pessoas por dia, o que obviamente é algo que um país de dois milhões de habitantes, com os nossos recursos, não consegue administrar. Nós tivemos que intensificar o controle da entrada ilegal no território macedônio".
Centenas de migrantes muçulmanos gritando "Allahu Akbar" ("Alá é o maior") rejeitaram as refeições distribuídas pela Cruz Vermelha porque o alimento não era halal, ou seja: legalmente permitido de acordo com a lei da Sharia islâmica.
Na Holanda o governo anunciou novas regras que irão cortar alimentos e abrigos para migrantes que não conseguirem provar que são refugiados. Candidatos a asilo que forem desqualificados terão direito a "algumas semanas" de abrigo após terem seus pedidos rejeitados. Se eles não concordarem em voltar para casa, serão deportados.
O Comitê da ONU para a Eliminação da Discriminação Racial criticou a política holandesa. O comitê declarou que as necessidades básicas dos imigrantes devem ser proporcionadas incondicionalmente. O Primeiro Ministro Mark Rutte respondeu que seria "absurdo" proporcionar abrigo permanente àqueles que se recusarem a sair do país. "Nós estamos falando dos grupos de pessoas que pode voltar" segundo ele, "cujos governos os aceitariam de volta, mas que não querem voltar".
Na Noruega dezenas de migrantes estão chegando pelo Círculo Ártico. Estima-se que até 20 migrantes por mês viajem para o extremo norte da Rússia para depois atravessarem a fronteira e entrarem na minúscula cidade norueguesa de Kirkenes, que fica cerca de 4.000 quilômetros ao norte de Damasco.
Conforme regem os acordos de fronteira, é ilegal atravessar a fronteira a pé ou dar carona a alguém sem documento, um empecilho que os refugiados sírios contornaram andando de bicicletas.
"Não há nenhuma razão para acreditar que isso irá parar" segundo declaração de Hans Møllebakken, chefe de polícia de Kirkenes ao jornal VG da Noruega. "O fato é que se você tiver dinheiro, é possível ir de Damasco a Storskog em menos de 48 horas: Esta é a linha expressa para Schengen".
Na Eslováquia o porta-voz do Ministério do Interior Ivan Netik, disse que seu país aceitará somente cristãos, quando permitir a entrada de refugiados sírios segundo o esquema de remanejamento da União Européia. Falando à BBC, Netik disse o seguinte:
"nós realmente queremos ajudar a Europa nessa onda de imigrantes, mas somos apenas um país de passagem, além disso as pessoas não querem ficar na Eslováquia. Podemos aceitar 800 muçulmanos, mas não temos nenhuma mesquita na Eslováquia, de que maneira então os muçulmanos poderão se integrar se não irão se sentir bem aqui"?
Na Espanha o jornal El País publicou uma matéria relatando que a maioria dos candidatos a asilo vê a Espanha como nada mais que uma "simples parada" no caminho para a Alemanha. Muitos se dirigem para o norte após expirar os seis meses de assistência financeira gratuita. "Muitos daqueles que chegam à Espanha seguem em frente assim que possível, para que possam ir a outros países que oferecem ajuda mais generosa", relata o jornal. "Eles sabem que aqui não há emprego e que a estrutura existente não tem condições de cobrir a necessidade de todos".
O governo central em Madri impôs limites no tamanho da ajuda disponível, porém mais de 50 governos distritais e municipais da Espanha já estão proporcionando, aos migrantes, moradia e assistência médica gratuitas.
Em 7 de setembro a polícia disparou balas de borracha contra migrantes em um centro de detenção em Valência depois que 50 deles tentaram fugir. Em 16 de agosto pelo menos 35 migrantes fugiram de um alojamento de detenção em Algeciras. Em 15 de agosto oito migrantes fugiram de um centro de detenção em Murcia.
Na Suécia, em 6 de setembro, o Primeiro Ministro Stefan Löfven discursou em um comício pró-refugiados em Estocolmo, no qual ele exortou os suecos e demais europeus a darem mais de si em prol dos imigrantes. Ele disse o seguinte: "nós precisamos decidir agora que espécie de Europa teremos no futuro. A minha Europa aceita refugiados. A minha Europa não constrói muros".
Uma pesquisa de opinião realizada pela Schibsted/Inizios para o jornal Aftonbladet constatou que 66% dos suecos estavam dispostos a ajudarem os refugiados e que 48% tinham pouca ou nenhuma confiança na conduta do governo em relação à crise.
No Vaticano, em 6 de setembro, o Papa Francisco conclamou todas as paróquias e mosteiros na Europa para que cada um deles abrigue uma família de refugiados. Ele também disse que as duas paróquias do Vaticano darão o exemplo. Segundo uma estimativa "há cerca de 122.000 paróquias na Europa, como mostra um estudo conduzido pela Universidade de Georgetown publicado em junho. Se cada uma delas abrigar uma família de refugiados, de três a quatro pessoas, cerca de 360.000 a 500.000 refugiados poderão ser acomodados nos próximos meses".
Soeren Kern é colaborador sênior do Gatestone Institute sediado em Nova Iorque. Ele também é colaborador sênior do European Politics do Grupo de Estudios Estratégicos / Strategic Studies Group sediado em Madri. Siga-o no Facebook e no Twitter.

FONTE -  http://pt.gatestoneinstitute.org/6497/crise-imigracao-europa

sábado, 12 de setembro de 2015

Os farsantes levam tempo enganando


Lula e Evo

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Márcio Accioly

O ex-presidente Lula da Silva, o Lularápio, foi para a Argentina em companhia do presidente da Bolívia, Evo Morales, fazer campanha para tentar eleger Daniel Scioli à sucessão de Cristina Kirchner. Para um país que já colocou na Casa Rosada figura desmoralizada e desmoralizante como o descendente de sírio, Carlos Menem (1989-99), levar Scioli ao pódio não deve ser tarefa considerada das mais difíceis.

O candidato de Cristina foi indicado para a disputa ao ganhar as primárias do seu partido com 38,4% do total de votos. O país, mergulhado num processo de corrupção que nada fica a dever ao Brasil, ainda funciona e não se desmontou totalmente, como é o nosso caso, mas tudo é questão de tempo.

Sem analisar o mérito da indicação argentina, o que se evidencia é a articulação de Lularápio pelo Continente Sul-americano, comprovando que sua ex-excelência morre de medo de ser preso. As provas criminais que estão se acumulando concorrem para levá-lo a qualquer momento a uma das celas da Polícia Federal, em Curitiba.

E vejam só a companhia escolhida pelo semialfabetizado: Evo Morales, personagem que, não faz muito tempo, ameaçou militarmente o Brasil no caso de remoção da presidente Dilma Roussef do Palácio do Planalto. Lularápio é uma das pessoas mais moralmente desqualificadas deste país conduzido por bandidos e assaltantes dos cofres públicos.

Não se duvide da possibilidade de Lularápio buscar asilo num país “amigo”, desequilibrado que se encontra com o desastre econômico que findou por expor seu esquema criminoso. Ele se mostra visivelmente apavorado com a ameaça de prisão, pois sabe que é o principal responsável pelas atuais quadrilhas ainda azeitadas a carregarem recursos financeiros do país. O PT é uma organização criminosa das mais nefastas.

Não foi à toa que o maior detentor de títulos de “doutor honoris causa” do planeta (acabou de receber mais um, da Universidade de La Matanza) convocou o “Exército” de Stédile e não responde a provocações efetuadas por comparsas que comandam republiquetas de quinta categoria iguais a nossa. O alcoólatra inveterado sempre esteve preocupado unicamente em salvar a própria pele. O resto que se dane!

Se a situação econômica não tivesse se deteriorado tão rapidamente (e a tendência é se agravar ainda mais), a grande maioria ainda estaria batendo palmas e louvando Lula da Silva. Que continuaria a roubar impunemente até o fim de nossos dias. O problema é que a política adotada por sua ex-excelência deu com os burros n’água e não terá mais como se sustentar.

O que os gatunos dos cofres públicos que ora “nos dirigem” querem é aumentar impostos. Como são ladrões contumazes e nada mais sabem fazer, além de carregar e dilapidar o patrimônio público, uma crise como a que já se encontra instalada os deixa atarantados, assustados, inertes, com os pés de cabra nas mãos, desmascarados sem ter mais como arrombar os cofres nacionais: o dinheiro acabou!

O PT, chefiado pelo seu assaltante mor, Lularápio, não tem compaixão de ninguém (é só ler sobre o assassinato do então prefeito de Santo André, Celso Daniel e ouvir dezenas de gravações que existem pela rede). A legenda foi mais rapidamente desmascarada por conta da internet. Por isso que seus parlamentares e ministros se esforçaram tanto para controlá-la, mas não conseguiram o intento. Agora, é tarde!

Na Argentina, Lula da Silva goza ainda de grande popularidade e esta é a razão pela qual ele faz campanha pelo candidato de Cristina. Já na Venezuela, com a escassez de alimentos, as pessoas o detestam. É uma pena que se leve tanto tempo para se descobrir um farsante. Lularápio deve findar apenas com Cuba como opção de exílio.


Márcio Accioly é Jornalista.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

AS LÁGRIMAS DO ATOR POLÍTICO - GAUDÊNCIO TORQUATO

Gaudêncio Torquato, jornalista, professsor da USP, é consultor político e escritor.

 


As lágrimas do comediante, disse um dia Diderot, escorrem de seu cérebro; as do homem sensível jorram de seu coração. Na política, também é assim. Políticos e governantes, como os atores, vivem de representações. E criam projeções que passam a se confundir com os personagens que representam. Poucos, muito poucos, podem dizer que o “eu” e o “ele” são a mesma coisa. Alguns construíram seus perfis sobre um conceito negativo que, de tanto lapidado e moldado às circunstâncias, passou a ser aceito pelos cidadãos. É, por exemplo, o caso do “rouba, mas faz”. Muitos estendem o ciclo de vida política graças à caricatura que moldaram. É o caso de políticos com o carimbo de “obreiros, estradeiros, fazedores, desenvolvimentistas”.

Até os dias de hoje, os comediantes impressionam seus públicos não por serem furiosos, mas por representarem muito bem o furor. O ciclo dos histriões que, com o embalo da dor, comovem as plateias, está chegando ao fim. A cidadania se expande em todos os espaços da pirâmide, trazendo em seu bojo uma carga de conscientização política, que inclui a capacidade das pessoas de distinguir a verdade de versões, a falácia de fatos. A máscara começa a ser retirada dos atores políticos por grupos que absorvem o escopo ético e moral. O espaço para o engodo se estreita sob uma nova ordem ética, construída ao lado dos vergonhosos escândalos que abalam os pilares da nossa frágil democracia. O avanço racional da sociedade começa a se distanciar dos perfis ficcionais e de um nacional-populismo que, entre nós, teima em fincar raízes desde os tempos de Vargas, prosseguindo na combinação do desenvolvimentismo com política de massas de Kubitschek, no trabalhismo de Goulart, na índole nacionalista de Jânio, na era autoritária-populista-esportiva de Médici, no olimpismo-aventureiro de Collor até o palanque demagógico de Lula, cuja continuidade descambou no tecnicismo misturado com o colchão social arrumado por Dilma. São traços ligeiros do ethos populista dos nossos governantes.

Adhemar de Barros, ícone do populismo paulista, deixou de seu Governo a marca do “rouba, mas faz”, que, mais tarde, viria a ser colada a Paulo Maluf, cujo perfil se associou ao obreirismo faraônico, tão característico que lhe emprestou um slogan muito clonado nas campanhas eleitorais: “fulano fez, fulano faz”.

O populismo do passado se agarrava às emoções das massas e nas grandes mobilizações sociais. A onda massiva na contemporaneidade alcançou o clímax com Luiz Inácio Lula da Silva, um mestre na combinação de signos. Pobre, retirante nordestino, metalúrgico, com um simples curso primário, voz rouca, atarracado, passou a usar um verbo metafórico do gosto das massas. Chegou ao centro do poder e ao assento maior da República, o de presidente, na demonstração muito badalada por ele de que qualquer brasileiro pode vir a ser o chefe da Nação. Virou ídolo. Conseguiu o feito que nem Getúlio alcançou: ser opositor a ele mesmo.

Como? Usando artimanhas de palanque: como presidente, parecia muitas vezes um combatente ao governo que ele mesmo comandava. A verve e o verbo exaltado do oposicionista escondiam as verbas que faltavam às regiões. Um exímio ator.

Hoje, Lula não consegue arregimentar multidões. Tem ainda uma boa audiência para ouvir seu palavrório. Mas as massas não parecem dispostas à mistificação. A vacina ética entra nas veias sociais. O engodo chegou a tal ponto, nos últimos anos, que começa a despertar desconfiança. Quem imaginaria o boneco Pixuleco (imitação de Lula) desfilando pelas ruas do país? Grupos tomam o lugar das massas, na demonstração de que o vigor crítico dos cidadãos se expande. A mídia assopra brasa na grande fogueira dos escândalos e este último, o Lava Jato, chama a atenção do mais distante brasileiro por seus efeitos devastadores. Os espectadores da cena política não querem se entregar às ilusões, preferindo exercitar sua indignação, desmistificar o jogo dos atores e denunciar a encenação dos personagens. A conclusão é patente: a política feita por alguns atores não tem melhorado a vida das pessoas. As crises se escancaram: a economia aperta o bolso dos contribuintes; a política é um mar de lama; a crise solapa os valores morais; começa a faltar água nas torneiras e daqui a pouco poderá haver escuridão com um apagão energético.

Multiplica-se a violência, os serviços públicos se deterioram, o desemprego grassa, os hospitais estão sucateados, os remédios custam caro e a vida se torna insuportável. A classe emergente, a C, teme regressar aos espaços carentes da classe D, de onde veio. Os cidadãos seguram o grito preso na garganta: “chega. Chega de mentiras, de encenação, de rapinagem, de brincar com a nossa vontade. Queremos um novo tipo político. Que chore com o coração e não com o cérebro”.

A insatisfação atinge as alturas. O sentimento de revolta acaba oxigenando a democracia. Afinal de contas, como lembrava John Stuart Mill, em Considerações sobre o Governo Representativo, há duas espécies de cidadãos: os ativos e os passivos. Os governantes preferem os segundos – pois é mais fácil dominar súditos dóceis ou indiferentes – mas a democracia necessita dos primeiros. Numa sociedade passiva, os súditos serão transformados em ovelhas dedicadas tão somente a pastar capim uma ao lado da outra e a não reclamar nem mesmo quando o capim está escasso.

Viva! O povo começa a perceber quando as lágrimas saem do cérebro ou do coração dos nossos comediantes políticos. Não quer mais pagar tributo por um expressionismo cênico, caricatural, grotesco, mímico, que tem feito da vida pública um palco de sentimentos falsos, forçados ou fabricados, e da representação política um altar de glorificação pessoal.

UM DOCUMENTO HISTÓRICO


Old Man
Old Man

Old Man


Uma relíquia, uma jóia do futebol brasileiro. Alguns de vocês vão ter a satisfação de ver em ação, pela primeira vez, craques campeões mundiais de 1958, tais como Newton Santos, Garrincha, Pelé, Djalma Santos, Didi, Zagallo, Vavá, Orlando, Zito e outros.
Curtam bastante. A partida final da Copa do Mundo de 1958.
Demorou 56 anos, mas o torcedor brasileiro já pode, na íntegra e com narração em português, o primeiro título mundias de sua história no futebol.

O responsável pelo resgate histórico foi o engenheiro Carlos Augusto Marconi, 64 anos, um especialista em telecinagem que montou um verdadeiro quebra-cabeças durante anos até concluir o trabalho em 2008. Só nesta semana, no entanto, por ocasião de uma reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”, o material foi disponibilizado no Youtube.

Para construir a transmissão da vitória brasileira por 5 a 2 diante dos donos da casa, a Suécia, o engenheiro utilizou áudio ambiente retirado de uma película inglesa, com imagens obtidas em 2006 e narradas em russo. Ele as usou como base em vídeo e cobriu as imagens com áudios de rádios brasileiras.

O trabalho com o som foi ainda mais difícil. Além do áudio ambiente, ele queria usar narrações brasileiras da época. Mas os arquivos que obteve da Rádio Bandeirantes e da Rádio Nacional não tinham a narração completa. Cada um omitia uma parte do jogo. Por isso, ele resolveu juntar as duas. Como naquela época havia um narrador para cada lado do campo, a versão final ficou com quatro narradores. Faltou apenas um minuto do jogo para cobrir com o áudio, que ficou apenas com o som ambiente da partida.





FONTE - https://prosaepolitica.wordpress.com/2015/09/10/um-documento-historico/

MILITARES JA FALAM EM EJETAR DO PODER A MÁFIA PETISTA - LEUDO COSTA



by Leudo Costa
O Presidente do Clube Militar, General Gilberto Rodrigues Pimentel tem produzido textos extremamente duros e ácidos contra Lula, a quem chama de  "líder aventureiro,  irresponsável, despreparado, desprovido de caráter e de condições morais e intelectuais".  Na publicação estampada na página do Clube, datada de 09 de setembro,  Pimentel não mede palavras para afirmar que " o PT não passa de  uma verdadeira quadrilha,  que roubaram tudo que puderam, corromperam, praticaram um populismo fiscal eleitoreiro insuportável e reelegeram-se de modo fraudulento".
Leia na íntegra a nota do Clube Militar
PERSISTIR NO ERRO É BURRICE!
Ninguém, em sã consciência, pode prever como sairemos da caótica situação a que nos levaram esses anos de experiência petista. Muitos souberam desde logo que seu líder não era mais do que um aventureiro irresponsável, despreparado, desprovido de caráter e de condições morais e intelectuais.
Para esses últimos soava inacreditável o que ocorria num país com as dimensões e projeção do Brasil já próximo a ingressar no rol dos países desenvolvidos.
Entretanto a sociedade entendeu que devia embarcar na canoa furada.
Deu no que deu.
Valendo-se da nossa distorcida e frágil Democracia, aparelharam o Estado, montaram uma verdadeira quadrilha, roubaram tudo que puderam, corromperam, praticaram um populismo fiscal eleitoreiro insuportável e reelegeram-se de modo fraudulento.
Afundaram o País.
A Justiça está à caça de quase todos eles, inclusive dos principais chefes.
E o que desejam agora, em meio à bagunça social, política e econômica que se estabeleceu? Simplesmente mais impostos. Mas para quê? Para dar continuidade ao assalto? Para tentar comprar aqueles a quem caberá julgá-los?
Não vamos entrar nessa outra vez!
Que vamos pagar essa conta não tenho dúvidas. Mas tributos novos?
Se é o caso, gente, primeiro um novo governo. Fora todos eles. Depois recomeçamos. Nossa Constituição garante os caminhos institucionais e democráticos para ejetar do Poder a máfia petista.
Afinal, por muito menos Collor se foi.
Gen Gilberto Rodrigues Pimentel é Presidente do Clube Militar.
FONTE - http://cristalvox.com.br/2015/09/10/militares-ja-falam-em-ejetar-do-poder-a-mafia-petista/

O GRAVÍSSIMO PECADO DOS OMISSOS - PERCIVAL PUGGINA


Percival Puggina
Percival Puggina

1. O PAÍS PERDE TRINTA ANOS EM 13

 Os responsáveis pela crise brasileira podem ser classificados em três grupos principais. O primeiro inclui políticos, governantes e formadores de opinião que, numa rara e fecunda combinação de ignorância, incompetência e desonestidade, jogaram o país no abismo. O segundo é formado pelos que se beneficiando do governo concederam sucessivos mandatos a quem, diligentemente, conduzia o país de volta aos anos 80. Uniram-se no palco para a grande mágica petista: o país perde trinta anos em 13! O terceiro é o dos tão descontentes quanto omissos. Refiro-me à turma que não sai do sofá. Quando a água bate nas canelas, pegam as velhas listas telefônicas e sentam em cima. Estes últimos incorrem no gravíssimo pecado de omissão. Eu ficaria feliz se os ônus do que vem por aí incidisse, direta e pessoalmente, sobre cada um desses três grupos em vez de se repartir de modo tão injusto sobre o conjunto da população


2. OMISSOS!

 É gravíssimo o pecado dos omissos no atual momento histórico brasileiro! O sujeito lê uma pesquisa e fica sabendo que quase 70% da população quer o impeachment da presidente e que ela conta com a confiança de menos de 8% da sociedade. Diante desses dados, em seu comodismo, ele se considera contado e se dá por representado. Naquela cabeça de cidadão omisso, o dado da pesquisa fala por ele. Representa-o.


3. TERCEIRIZAM O PRÓPRIO DEVER

Pouco importa se seu congressista, ou o Congresso inteiro, não o fazem. Pouco lhe interessa se o único assunto das lideranças com poder de fogo no parlamento é a formação de um “acordão” que mantenha tudo como está. Não o perturba a inconfiabilidade dos tribunais superiores. Ele terceirizou todas as suas responsabilidades cívicas. Ou o fez para as Forças Armadas, que não podem e não devem intervir fora das previsões constitucionais. Ou o fez para o juiz Sérgio Moro, como se o bravo magistrado e a sala onde trabalha não estivesse situada no andar térreo do enorme e pouco confiável edifício judiciário. A pachorra dos processos criminais contra personalidades do mundo político é simétrica à pachorra dos cidadãos omissos. E esta serve àquela.


4. MOBILIZAÇÃO OU CAOS

No entanto, o fio pelo qual pende esse trágico governo, só poderá ser rompido quando a mobilização do povo, fonte legítima de todo poder, alcançar proporções multitudinárias, se dezenas de milhões (e não centenas de milhares) forem às ruas, pacífica e ordeiramente, rugir de modo reiterado e insistente sua inconformidade para desestabilizar a quietude das instituições.

Uma das páginas mais aviltantes da nossa história está sendo escrita no tempo presente com as tintas da ignorância, da incompetência, da desonestidade e da omissão.


PUGGINA-livro-simul* Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site http://www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+. Seu livro mais recente: A Tomada do Brasil pelos Maus Brasileiros. Editora Concreta.

Suseranos e vassalos no Brasil dos dias de hoje - PEDRO LAGOMARCINO


por PEDRO LAGOMARCINO*
suserania-e-vassalagem-historia-da-idade-mediaUma das relações de poder e política mais deploráveis que a história registrou foi a relação de suserania e vassalagem. Produto do feudalismo, para alguns historiadores esta seria uma evolução pedestre da relação escravista greco-romana; ao passo que para outros a relação significava apenas o fato de o suserano “oferecer” suas terras para quem aceitasse produzir, cuidá-las, auxiliar em guerras e a pagar impostos. Nestes casos, quem aceitasse tal condição passava a ser considerado vassalo.
Em tempos de República e em plena vigência do Estado Democrático de Direito, constitucionalistas e historiadores são unânimes ao dizer que a relação de suserania e vassalagem não guarda mais espaço no tempo atual. Entretanto, em se tratando de política e poder, a relação que é modificada ou substituída deixa traços inconfundíveis na relação modificante ou substituinte. É como se substituíssemos apenas o rótulo e houvessem pequenas alterações no “sabor” e “aroma” no seu produto, a ponto de o “paladar” e o “olfato”, habitualmente, reportarem-se ao que era o produto original, embora agora ambos estejam um tanto diferentes.
Ao passarmos a visualizar que o Suserano de ontem é a autoridade Estatal de hoje e o vassalo do passado é o cidadão atual, nos parece que o pensar unânime dos constitucionalistas e historiadores foi colocado em xeque. É que por um lado o suserano não oferece mais as terras ao vassalo, mas diz lhe “conceder” a liberdade e “reconhecer” sua cidadania. Por outro lado o vassalo segue tendo de pagar tributos, para habitar em uma terra que não lhe pertence, nem irá lhe pertencer, dado que a República é de todos. Tributos estes que não sabemos mais em troca de que, dada a ineficiência e o pouco caso que lhe faz o Suserano. Mesmo em tempos de República seguem no sistema atual dois traços característicos do sistema anterior: o pagamento de impostos (cada vez maiores, em níveis nunca antes vistos) e a obrigação de “lutar” em guerras. De lutar em guerras? Sim, porque não há guerra maior para o vassalo (ou cidadão, se preferirem) do que ter de trabalhar comprovados 4 meses do ano, para sobreviver e para custear a carga dos tributos que lhe impõe o Suserano (ou Estado, como queiram).
Como vimos, trocam-se os rótulos, modifica-se um pouco a roupagem, mas tudo segue lembrando o que era o produto original. Em se tratando de Brasil, o “gosto” historicamente é sempre ácido e não se pode falar em “aroma”, e sim em “odor”. Uma Lei praticamente irrevogável. Uma sina. Um paradoxo: tudo muda, mas ao mesmo tempo nada muda. Os suseranos de ontem serão ou foram os Presidentes dos últimos 12 anos, ou foram e são Ministros do Executivo de hoje durante o mesmo tempo. E os vassalos de outrora seguem sendo os cidadãos de hoje.
Mas será que nos últimos 12 anos de história, o Brasil não produziu nada de novo?
Sim, produziu: o vassalo-mor.
Diferentemente do vassalo comum, o vassalo-mor aceita um jugo que, ao lhe ser imposto, chega ao ponto de revelar um determinismo natural: o de trabalhar por terras inférteis e combater em guerras ímpias. É o que podemos observar de muitos Ministros do Poder Executivo, nos últimos 12 anos. Embora o pronome de tratamento nos exija tratá-los por Excelências, muitos não fazem por merecer tratamento algum, essa é a verdade. Dentre os predicados de muitos não estão conhecimentos e sim o fato de possuírem as qualificações, diga-se de passagem, as piores, como investigados ou denunciados, em inquéritos da Polícia Federal ou em denúncias que contra eles promove o Ministério Público. Há outros Ministros que têm mais predicados desabonadores, qual sejam, os de condenados, por usurparem o poder, desviarem-se completamente de suas funções, praticarem improbidade (leia-se: o oposto da probidade), crimes dos mais diversos como verdadeiros representantes de seus mentores. Uma espécie de via do ilícito, engendrada de modo que os “negócios” que passassem por ela, fossem tratados ares de normalidade, mesmo que em tais casos todos saibam que a ilicitude é manifesta.
O poder sempre foi um atributo da autoridade e possui o traço de ungir e revelar grandes homens e/ou estadistas, ou pequenos homens e vermes. Exatamente porque o poder corrompe e o homem é corrompível. Que o digam aqueles que frequentam com habitualidade o balcão de negócios, através do “toma lá, dá cá”. Hoje, articuladores políticos com pseudo-prestígio. Amanhã, investigados, denunciados, réus implorando pela delação, condenados e ímprobos. Algo que passa ao largo das noções mais elementares da República e da Democracia. Pelo contrário, são os exemplos vivos da violação de ambas e da inobservância estreita dos Princípios Constitucionais da Administração Pública (da legalidade, da moralidade, da impessoalidade, da publicidade e da eficiência). Aliás, não precisa ser jurista para saber que os atos atentatórios a estes Princípios, todos, sem exceção, produzem ao fim e ao cabo o Brasil que temos: um case de má gestão de políticas públicas e, em que pese este país tenha uma das mais altas cargas tributárias do mundo (atualmente a 8ª), é um dos que proporciona o pior retorno dos valores arrecadados em prol da sociedade. Para se ter uma ideia, o Brasil arrecada mais tributos que os EUA, que a Suíça e que o Reino Unido. É ou não é de se questionar como eles são tão desenvolvidos e prósperos e nós tão atávicos? A resposta é curta e simples: pela má gestão pública e pelos vassalos-mores que temos. Mais ainda, se somos indiferentes ou omissos, pois em tais casos criamos o habitat necessário para que se reproduzam e deixem seus aprendizes.
É exatamente no momento em que cada autoridade ou agente público acha que pode fazer das atribuições de que está investido um balcão de negócios, através do “toma lá, dá cá”, que passam a existir, dentro do próprio Brasil, milhares de sucursais de “outros escritórios”, nos quais os “donos” são exatamente as próprias autoridades. Consequentemente, interesses manifestamente privados passam a ser travestidos de interesses públicos. Eis os porquês de, de norte a sul, existirem muitos “brasis”, dentro do próprio Brasil. Eis os porquês de a Polícia e o Ministério Público terem de se esforçar para achar nomes impactantes que possam dar a devida conotação do escárnio praticado contra a nação, a exemplo da Operação Cosa Nostra, da Operação Castelo de Areia, da Operação Anaconda, Operação Lava-Jato, da Operação Rodin. E o produto dos crimes comprovados nestas operações e praticados pelos Vassalos-mores é que faz o Brasil não sair do estado de letargia nunca. O Brasil fica sempre para amanhã, fica sempre por acontecer. O estado e a atual situação da falta de gestão, destacamos, eficiente, no ensino público, nas escolas públicas, na segurança pública, no sistema de saúde, na ciência e tecnologia faz do nosso país um ente imediatista, autóctone, sem planejamento, nem alinhamento estratégico, ingovernável e talidomídico.
O grupo de suseranos que dita as ordens é o mesmo há 12 anos e o avião que ensaiava manter a estabilidade, em tempos de Plano Real, está em queda livre. Não há alternância deste sistema completamente esgotado, marcado pelo locupletamento ilícito, a malversação de verbas públicas e pela corrupção. Não bastasse tudo isso, a casta dos vassalos-mores está cada vez a aumentar mais.
Ao que tudo indica o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, parece estar em vias de pleitear seu ingresso nesta nova casta. Chega a ser contraditório, pois recentemente, referido Procurador-Geral nos dava provas de que não iria declinar de exercer suas atribuições, em prol da República, enfatizo, República, do latim, res publica, coisa de todos. Era o que todo brasileiro pensava ao ver a manifestação de Janot diante dos questionamentos e dos olhos de fogo do Senador Collor, perante a Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Resultado? Janot se posicionou de forma exemplar e a votação lhe rendeu 26 votos favoráveis e apenas 1 desfavorável, de modo a não deixar dúvidas, tanto do êxito de seus posicionamentos e, provavelmente, que o único voto contrário, seja do Senador que teve sua Lamborghini apreendida pela Polícia Federal em uma investigação atualmente em curso. Mas, infelizmente, não demorou muito para que algo emergisse dentro de Rodrigo Janot. Simplesmente do dia para a noite, o Procurador-Geral “decidiu”, ou melhor, achou que tinha poderes, para se sobrepor à mais alta Corte, em matéria de legislação eleitoral do Brasil, o TSE – Tribunal Superior Eleitoral. Simplesmente com um “canetaço”, Janot arquivou a investigação da campanha que reelegeu a Presidente Dilma Rousseff. Janot parece mesmo estar de fraldas, quando o assunto é exercer as atribuições de Procurador-Geral da República e não a de advogado de campanha de Dilma, a ponto de o Ministro Gilmar Mendes dizer que a fundamentação para o arquivamento “vai de infantil a pueril” (nestas palavras).
Desde há muito se sabe que no tempo do feudalismo, os senhores feudais não costumavam sujar as mãos e determinavam aos seus vassalos o cumprimento de suas ordens. Será que Janot está se habilitando a vassalo-mor, ao confundir as atribuições de Procurador-Geral da República, com as de advogado particular de Dilma Rousseff? Fato é que, com tal “canetaço”, Janot é um cristal quebrado e já inicia seu novo mandato por negar-se a cumprir não uma simples decisão, mas um acórdão do TSE.
Embora eu seja um tanto avesso a Karl Marx, foi o referido pensador que nos disse que “todo produto guarda em si os traços vestígios do sistema que o engendrou”. Sou mais próximo das ideias de Milton Friedman e Ludwig Von Mises, mas não posso deixar de dizer que, neste caso, a lição de Karl Marx veste como uma luva.
*Pedro Lagomarcino é Especialista em Direito da Propriedade Intelectual (FADERGS), Especialista em Gestão Estratégica de Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual (AVM/Cândido Mendes) e Especialista em Gestão Estratégica, Inovação e Conhecimento (ESAB).