quarta-feira, 22 de abril de 2015

Ampliação do Canal do Panamá é oportunidade para empresas brasileiras

quarta-feira, 22 de abril de 2015


Embora o Brasil já esteja bem posicionado na área de obras públicas no Panamá, com a ampliação do canal, que ficará pronta em um ano, há um espaço a ser ocupado por empresas brasileiras, a exemplo de companhias de países desenvolvidos. Brasil, Espanha e Itália são hoje os responsáveis pelos principais contratos do governo panamenho. Enquanto os espanhóis e os italianos detêm a expansão do Canal, o Brasil venceu licitações de hidrelétricas, estradas, aeroporto, urbanização da via costeira da capital, entre outras obras. Países desenvolvidos, por sua vez, como Estados Unidos, Reino Unido, Japão, além de Coreia, China e Cingapura, se concentraram nas áreas de logística, portos, zonas francas e serviços ligados a transportes marítimos. Colombianos, venezuelanos e panamenhos predominam na construção privada. Grande parte dos prédios novos e altíssimos na Cidade do Panamá são investimentos de grupos venezuelanos, além de colombianos. As construtoras que erguem os edifícios residenciais e corporativos são, em geral, da Colômbia e do próprio Panamá. Venezuelanos e colombianos estão também muito concentrados no setor de bancos. O Panamá é o segundo mercado financeiro da América Latina, atrás de São Paulo e antes do México, com cerca de US$ 100 bilhões em ativos. Está em lista de paraíso fiscal em vários países, como o Brasil. A ampliação do canal permitirá a circulação de navios maiores, o que mais do que triplicará o volume local com a passagem de embarcações com até 13 mil containers de 20 pés – hoje passam só os de cerca de 3.400 containers. Com a expansão, estima-se que em dez ou 15 anos, 10% do comércio mundial passarão pelo Canal. Companhias estrangeiras têm se posicionado no país atentas a esse potencial. Uma oportunidade para empresas brasileiras seria fazer a consolidação da carga de exportação de minérios e grãos para navios maiores no Panamá, afirma o embaixador do Brasil no Panamá, Adalnio Senna Ganem: "Em vez de usar serviços de uma empresa estrangeira, se investirmos aqui, dominaríamos a logística da exportação de nossos produtos". É o que fazem os chineses que têm a logística completa. Há portos privados, abertos a estrangeiros. Ganem vê ainda oportunidades na finalização de produtos para aproveitar acordos de livre comércio que o Panamá tem com quase todos os países do mundo. Em geral, esses pactos exigem integração local de cerca de 25%: "Uma terceira possibilidade é a distribuição de produtos brasileiros pelo país para rapidamente chegarem a outros mercados. Podem ser artigos de confecção e outros que sejam competitivos para exportação".

Dilma apanha por dar mais grana a partidos, enquanto cidadão paga R$ 13 trilhões em impostos em 10 anos



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Dilma Rousseff, que acabou forçada a terceirizar sua Presidência, levou ontem muita bordoada de todos os lados, até da mídia dependente da verba governista, porque sancionou o orçamento federal triplicando a verba pública destinada aos partidos políticos. O salto em favor da politicagem foi de R$ 289,5 milhões para R$ 867 milhões. Dilma não poderia ter tomado decisão mais burra, justo no momento em que as ruas se rebelam. Nova manifestação gigante está agendada para 17 de maio...

Em Portugal, o Presidente Terceirizado, Michel Temer, teve até de advertir que "parte dessa verba que foi acrescida ao fundo partidário pode vir a ser contingenciada em face do ajuste econômico" do Joaquim Levy "Mão de Tesoura" (que só não funciona para os bancos - baixando os juros - e para reduzir ainda mais os altíssimos e absurdos 92 impostos, taxas, contribuições que somos obrigados a pagar para sustentar a máquina ineficiente, perdulária e corrupta).     

O desgoverno joga inteiramente na contramão do interesse da sociedade. Nos últimos 10 anos, sob gestão do PT, os brasileiros pagaram nada menos que R$ 12,878 trilhões em impostos, taxas e contribuições à União, estados e municípios. O número é revelado pelo Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que completou uma década na segunda-feira (20). Só neste ano, o cidadão-eleitor-contribuinte já pagou R$ 587,1 bilhões em impostos até agora (manhã deste 22 de abril). Neste regime estatal capimunista, a arrecadação governamental cresce mais que economia...

Quer desgraça maior que ser assaltado a mão armada pelo Estado? É você ser obrigado a financiar a máquina que nos roubai, com o dinheiro que suamos para ganhar. Além de pagar impostos, empresários e trabalhadores vivem acuados pelo terror regulatório das ilegítimas "gestapos" que somos forçados, legalmente, a bancar. Lamentável é que as fiscalizações das receitas federal, estadual e municipal são pródigas em punir os honestos e acobertar os desonestos, até a hora que um escândalo estoura... Por isso, empresários e cidadãos precisam, urgentemente, de um judiciário que funcione eficazmente, no tempo certo, punindo, de forma exemplar, quem pratica extorsão contra pessoas e empresas.

O impostômetro marca que, nos últimos anos, a carga tributária aumentou. Saltou de 34,13% do PIB, em 2005, para 36,42%, em 2013. Para 2014, a ACSP estima que ela ficará menor que a de 2013, em cerca de 36%, em função da estagnação do PIB e das desonerações concedidas. No entanto, com o fim das desonerações e do ajuste fiscal, a entidade prevê que a carga tributária deverá ser maior neste 2015 de crise, carestia, inflação e desemprego e crescente bronca popular.
O Impostômetro considera todos os valores arrecadados pelas três esferas de governo a título de tributos: impostos, taxas e contribuições, incluindo as multas, juros e correção monetária. Para o levantamento das arrecadações federais a base de dados utilizada é a Receita Federal Brasil, Secretaria do Tesouro Nacional, Caixa Econômica Federal, Tribunal de Contas da União, e IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
As receitas dos estados e do Distrito Federal são apuradas com base nos dados do CONFAZ – Conselho Nacional de Política Fazendária, das Secretarias Estaduais de Fazenda, Tribunais de Contas dos Estados e Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda. As arrecadações municipais são obtidas através dos dados da Secretaria do Tesouro Nacional, dos municípios que divulgam seus números em atenção à Lei de Responsabilidade Fiscal, dos Tribunais de Contas dos Estados.
O Impostômetro pode ser conferido, on line, em:http://www.impostometro.com.br/
Os brasileiros não aguentam mais este modelo capimunista - que precisa ser mudado, urgentemente. Chega de "Estado Hobin Hood de araque" - pois rouba pobres, ricos e só locupleta a politicagem e os corruptos que comandam a máquina pública sem transparência e controle social legítimo. Basta!

O Senhor das Mesadas


Saudades do Tesoureiro?


© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 22 de Abril de 2015.

LEVY, NOVA IORQUE, PRODUZIU A PIADA DA SEMANA: "NO BRASIL, QUEM FAZ ERRADO (NO GOVERNO) VAI PRESO" - POLIBIO BRAGA


Em Nova York, ao ser questionado sob os protestos contra o governo, o ministro da Fazenda foi sabatinado na Cúpula das Américas de Política Monetária, evento promovido pela agência de notícias Bloomberg, e pronunciou a pérola da semana:

- No Brasil, as pessoas que fazem o que é errado são presas.

Fosse isto verdade, Joaquim Levy nem seria ministro, já que o presidente que o nomeou seria outro. 

O ministro disse ainda que a divulgação do balanço da Petrobras será um passo importantíssimo na reconstrução da empresa e que país tem, sim, condições de alcançar este ano a meta de superávit primário de 1,2% do PIB

Dilma sanciona aumento do fundo partidário para R$ 868 milhões

terça-feira, 21 de abril de 2015


A presidente Dilma Rousseff sancionou o Orçamento Geral da União de 2015 sem vetar a proposta que triplicou os recursos destinados ao fundo partidário, uma das principais fontes de receita dos partidos políticos, hoje com dificuldades de financiamento por causa da Operação Lava Jato. Em seu projeto original, o governo destinava R$ 289,5 milhões para o fundo, mas o valor foi elevado para R$ 867,5 milhões pelo relator do Orçamento no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR). Em um momento de ajuste fiscal para reequilibrar as contas públicas, o caminho natural seria o veto da proposta. Mas politicamente a recomendação foi de manter o novo valor para não desagradar a base aliada da presidente no Congresso. Além disso, tecnicamente só era possível vetar toda verba destinada ao fundo, e não apenas o montante extra. Segundo um assessor, isso iria gerar uma "guerra" com a base aliada e comprometeria a votação do ajuste fiscal. Os presidentes dos partidos governistas chegaram a enviar uma carta a Dilma solicitando a sanção da verba. Todos trabalham com a redução de doações de empresas privadas após a Operação Lava Jato. Empreiteiras já informaram a dirigentes partidários que não devem doar recursos na eleição municipal do próximo ano. Autor da emenda, Jucá justifica a medida como uma "necessidade dos partidos" e "início da discussão do financiamento público das campanhas". Se o financiamento eleitoral for exclusivamente público, como defende o PT (sem apoio do PMDB), seriam necessários de R$ 5 bilhões a R$ 7 bilhões para bancar as campanhas, diz Jucá. O fundo partidário é usado para custear gastos dos partidos. Cada sigla define como utilizará o dinheiro. Muitas aplicam em campanhas, somado a doações privadas. Agora, após a sanção do Orçamento Geral da União, que será enviada ao Congresso nesta quarta (22), Dilma vai definir com sua equipe econômica o tamanho do bloqueio de verbas para garantir o cumprimento da meta de superávit primário de 2015. Provisoriamente, o governo editará um decreto mantendo o corte temporário de 33% das verbas de cada ministério, que ficará em vigor até a definição final, que deve ocorrer em maio. Um assessor da presidente diz que o corte será "forte" e "expressivo" para reequilibrar as contas públicas e ajudar o Banco Central no combate à inflação, permitindo, inclusive, que os juros comecem a cair ainda neste ano. A equipe do ministro Joaquim Levy (Fazenda) defende um corte na casa de R$ 80 bilhões para atingir a economia de 1,2% do PIB (Produto Interno Bruto) para pagamento de juros da dívida pública neste ano. Outra ala do governo defende um valor menor, na casa de R$ 70 bilhões. Ministros políticos querem um bloqueio ainda menor, de R$ 60 bilhões, sob o argumento de que um contingenciamento de R$ 80 bilhões levaria a uma paralisia do governo.

A guerra suja da Polícia Federal - a KGB petista fugiu de controle e se tornou em uma central de chantagens políticas

terça-feira, 21 de abril de 2015


O blog O Antagonista, dos jornalistas Mario Sabino e Diego Mainardi, publica uma sequência de notas mostrando o que aconteceu na Polícia Federal durante o regime petista, uma verdadeira balcanização de grupos internos que se empenham em operações ilegais para a obtenções de vantagens corporativas e outras. O regime petista prostituiu a Polícia Federal, exigindo dela serviços porcos, como a abertura de inquéritos e ações para enlamear as reputações de adversários, como foi o caso, no Rio Grande do Sul da ilegal Operação Rodin, ou da ilegalíssima Operação Satiagraha, e criou um monstro, porque parcela de seus quadros aprendeu a tirar proveito sujo disso. Diz a sequência de notas de O Antagonista: "A disputa entre a Procuradoria-Geral da República e os delegados da Polícia Federal, que resultou na suspensão temporária dos depoimentos dos políticos envolvidos na Operação Lava Jato, não é uma "guerra de vaidades", como escreveram jornalistas desinformados. Assim como tantos outros neste país infeliz, é um embate entre o certo e o errado; entre o honesto e o desonesto; entre o Bem e o Mal, se quisermos ser épicos. Quem primeiro soou o alerta foi o jornalista Claudio Tognolli, no seu blog. O Antagonista, que sempre esteve ao lado dos procuradores, leu com estupor o que Claudio Tognolli apurou e publicou. Não por desconfiança do jornalista - um excelente repórter investigativo -, mas porque queríamos tentar ir um pouco além na verdade horripilante, fomos ouvir nossas próprias fontes. Antes de mais nada, elas confirmaram o que Claudio Tognolli publicou: a) Os delegados federais da Lava Jato estão empenhados, muito além do que seria razoável, na aprovação de um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) que dá autonomia funcional, administrativa e financeira à Polícia Federal. Uma vez aprovada a PEC, os delegados seriam os máximos dirigentes de um "Quarto Poder" na República, completamente independente da Justiça. b) Para a aprovação dessa PEC, o presidente da Associação dos Delegados de Polícia Federal, Marcos Leôncio, estava no gabinete do senador petista Humberto Costa, investigado pela Lava Jato, quando o ministro Teori Zavascki atendeu o pedido de Rodrigo Janot, procurador-geral da República, para que os depoimentos dos políticos fossem suspensos. c) Marcos Leôncio também fez lobby com dois investigados pela Lava Jato: os deputados Eduardo Cunha, do PMDB, presidente da Câmara, e Arthur Lira, do PP, presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, encarregada de levar adiante ou não a PEC que interessa aos delegados da Polícia Federal. Cunha e Lira também são investigados pela Lava Jato. O que foi prometido a esses políticos? O jornalista Claudio Tognolli publicou que os delegados federais da Lava Jato ofereceram ao senador petista Humberto Costa ouvi-lo sem a presença de procuradores e com perguntas entregues antecipadamente. Pois bem, O Antagonista apurou que a mesma maracutaia foi oferecida aos deputados Eduardo Cunha, do PMDB, e Arthur Lira, do PP. Diante dessas informações, Rodrigo Janot, acertadamente, pediu a suspensão temporária dos depoimentos. O jornalista Claudio Tognolli publicou que os delegados da Lava Jato seguraram as informações sobre o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, durante a campanha eleitoral. Em troca do silêncio, arrancaram de Dilma Rousseff a assinatura da medida provisória que lhes garante privilégios nas promoções de carreira, em detrimento dos agentes e peritos da própria corporação. Dilma Rousseff vendeu a idéia de que, assim, o seu governo fortalecia a Polícia Federal, mas na verdade ela foi chantageada. O Antagonista apurou que Dilma Rousseff não foi a primeira ocupante do Palácio do Planalto a sofrer achaque. Ao balcanizar a Polícia Federal desde o escândalo do Mensalão, o PT criou um monstro. E esse monstro perdeu o freio. De acordo com um dos relatos ouvidos pelo Antagonista, delegados federais têm em seu poder diálogos de Lula, obtidos por meio de escutas telefônicas, que mostram sem nenhuma sombra de dúvida o papel do ex-presidente no esquema do Mensalão. Delegados da Polícia Federal e representantes da associação que defende os interesses desse pessoal aproveitam-se da má fama de Rodrigo Janot, criada por jornalistas, para dizer que a interrupção dos depoimentos dos políticos da Lava Jato foi uma manobra do procurador-geral da República para atrapalhar as investigações. Que os delegados da Lava Jato que tentaram ouvir os políticos envolvidos, sem o conhecimento dos procuradores, queriam apenas acelerar o processo. Balela. O que Rodrigo Janot impediu foi que se replicasse na Lava Jato um modelo adotado sob o desgoverno do PT: o achaque sistemático de políticos, não importa o partido. O modelo pode ser resumido da seguinte forma, segundo as fontes do Antagonista: a prova aparece, negocia-se com o interessado, extrai-se a prova do inquérito, a prova é destruída. "A coisa atingiu tal ponto ao longo dos últimos anos, que foi criado na Polícia Federal um Departamento de Inquéritos Especiais, ao qual só alguns poucos têm acesso. Ali são guardados os inquéritos usados para achaque. O Departamento de Inquéritos Especiais é uma central do achaque", disse uma respeitada autoridade ao Antagonista. No final da década passada, a Polícia Federal adquiriu maletas que, se localizadas próximas do alvo a ser investigado, podem realizar interceptações telefônicas. Isso elimina a necessidade de fazer escutas ambientais ou solicitar a operadoras que grampeiem telefones. Agentes da Polícia Federal relatam que, oficialmente, cinco maletas foram importadas. No entanto, vieram mais duas "de brinde" - que nunca foram tombadas. Por quê? A Polícia Federal do Brasil conta com uma maioria de profissionais abnegados e honestos, entre os quais os agentes que atuam na Operação Lava Jato, fazendo o trabalho de campo. A série que termina aqui não tem como objetivo miná-la. Pelo contrário, deveria servir para fortalecê-la. Mas, como voltamos a ouvir algumas histórias já descritas por Romeu Tuma Jr., no seu "Assassinato de Reputações", a situação está longe de melhorar desde a publicação do livro, em 2013. Que a Polícia Federal extirpe dos seus quadros quem mancha a sua reputação, tirando vantagem do conturbado quadro político-institucional vivido pelo País".

FONTE - http://poncheverde.blogspot.com.br/2015/04/a-guerra-suja-da-policia-federal-kgb.html

MINEIROS PROTESTAM NA ENTREGA DA MEDALHA DA INCONFIDÊNCIA, ATÉ STEDILE FOI MEDALHADO PELO PETISTA FERNANDO PIMENTEL

terça-feira, 21 de abril de 2015



Manifestantes foram às ruas de Belo Horizonte e de Ouro Preto (MG) neste feriado de Tiradentes para protestar contra a escolha dos homenageados que receberam a Medalha da Inconfidência. A homenagem, principal honraria concedida pelo Estado de Minas Gerais, foi feita pelo governador Fernando Pimentel (PT), que entregou a medalha a 141 personalidades durante cerimônia na manhã desta terça em Ouro Preto. Fernando Pimentel é um ex-terrorista que tentou sequestrar o cônsul americano em Porto Alegre e se deu mal. Entre os homenageados estava o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, que recebeu o Grande Colar da Inconfidência. Em 2013, o homenageado foi o ex-presidente da corte, Joaquim Barbosa. Durante o julgamento do Mensalão do PT, Lewandowski e Barbosa protagonizaram troca de farpas públicas. Em diversas situações, Lewandowski tomou posições a favor dos réus do Mensalão enquanto Barbosa era contra. O protesto foi organizado nas redes sociais por grupos como Vem Pra Rua, Movimento Brasil Livre, Basta Brasil, Brava Gente Brasileira, Movimento Pró Brasil, Minas Sem PT, entre outros. Muitos professores, que estão em campanha salarial, engrossaram a manifestação. Levando uma faixa onde se lia "A Inconfidência é dos brasileiros e não do PT", os manifestantes chegaram ao evento logo cedo, dizendo que o objetivo era repudiar a decisão de dar a Medalha da Inconfidência a "apadrinhados do PT de reputação duvidosa". Nas redes sociais, o grupo Vem Pra Rua afirmou que "Tiradentes é um herói que não merece essa afronta". Alguns manifestantes batiam tampas de panela durante o discurso de Pimentel e Lewandowski. O governador chegou a dizer, ao iniciar seu discurso, que respeitava as vozes contrárias, mesmo que elas usem "palavras equivocadas". Além de Lewandowski também foi homenageado João Pedro Stédile, presidente do Movimento Sem -Terra. Em Belo Horizonte, o protesto começou na praça Tiradentes e seguiu em direção à praça Floriano Peixoto. O governo de Minas Gerais afirmou que os homenageados são escolhidos por um conselho formado por representantes de entidades civis, professores, pesquisadores, historiadores, juristas e representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, "com plena independência de atuação". "A definição dos homenageados, portanto, tem como critérios os relevantes serviços prestados ao Estado, dentro das respectivas áreas de atuação de cada agraciado", afirmou, por nota, a assessoria. Durante a solenidade para entrega da Medalha da Inconfidência, o governador petista citou a história de Tiradentes para defender a presunção de inocência de réus, e criticou "justiçamentos" feitos para saciar "sede de vingança". Em seu discurso, o ex-terrorista Pimentel afirmou que Tiradentes "foi punido pela conveniência de não se punir mais ninguém. Foi levado ao altar dos sacrifícios para saciar a sede de vingança dos poderosos da época". "Todo réu é inocente até que sejam esgotadas todas as possibilidades de defesa. Isso não é um mantra contra os desmandos. É sim, um limite contra os desmandos, como aquele que afligiu Tiradentes", disse. Não se sabe por que ele não falou logo o nome de seu companheiro Vaccari. Sem mencionar diretamente julgamentos da história recente, como o Mensalão, o governador afirmou: "Justiçamentos podem ser tudo, menos justiça. Justiçamentos podem saciar a voracidade do arbítrio, podem apetecer a gana das vaidades, mas jamais irão alimentar a fome de justiça". Sobre o ministro Lewandowski, o petista disse que ele "já se mostrou fiel a mais sublime e nobre missão de um magistrado: ter a coragem de ir contra os aparentes consensos, guiado apenas pela solitária e genuína convicção da inocência ou da culpa, mas sem se deixar intimidar pelos clamores de um, de outro, ou de qualquer lado".

terça-feira, 21 de abril de 2015

Ministério Público suspeita da existência de dinheiro do petista Vaccari em paraíso fiscal e Polícia Federal já investiga viagem da cunhado do tesoureiro do PT

terça-feira, 21 de abril de 2015



Marice Corrêa de Lima faz depósito na conta da irmã e mulher de Vaccari, Giselda Rousie de Lima, em agência do Itaú, em São Paulo 

O Ministério Público e a Polícia Federal suspeitam que o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, preso preventivamente, e seus familiares, mantiveram dinheiro sujo em paraísos fiscais. A mulher de Vaccari, Giselda Rousei de Lima, e a filha, Nayara Vaccari de Lima, já são investigadas por lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito. Agora a recente viagem da cunhada do petista, Marice Corrêa de Lima, ao Panamá, na América Central, será investigada pela força-tarefa da Operação Lava Jato. Ela viajou no início deste mês, às vésperas de ser presa pela Polícia Federal. Nesta segunda-feira, Marice foi questionada pelo delegado da Polícia Federal, Eduardo Mauat da Silva, se sua irmã Giselda ou seu cunhado Vaccari mantêm dinheiro, ativos ou investimentos no Exterior. "Acredito que não", ela respondeu. Além de operadora de propinas para Vaccari e o PT, Marice agora é apontada como uma auxiliar para que o ex-tesoureiro petista recebesse "vantagens pessoais indevidas". Segundo o Ministério Público Federal, a mulher de Vaccari recebia uma mesada paga pela irmã. Os investigadores já encontraram na conta bancária da mulher de Vaccari uma série de depósitos não identificados entre 2008 e 2014, que somam 583.400 reais. A maior parte dos depósitos (322.900 reais) foi feita de maneira fracionada (abaixo de 2.000 reais cada), uma forma de despistar os órgãos de controle. Os 260.500 reais restantes foram parar na conta de Giselda em valores maiores que 10.000 reais. Câmeras de segurança do Banco Itaú flagraram Marice fazendo depósitos do tipo para Giselda em duas ocasiões no mês passado, embora ela tenha declarado à Polícia Federal que não transferiu dinheiro para a irmã ou a sobrinha neste ano. Durante o interrogatório, o delegado interpelou Marice sobre o motivo do deslocamento ao Panamá. Ela já havia sido monitorada pela Imigração no ano passado, mas estava fora do País quanto a Polícia Federal deflagrou a 12ª fase da Lava Jato, na última quarta-feira. Uma das missões dos agentes era prendê-la e fazer buscas no apartamento de Marice em São Paulo, cujo endereço aparece em documentos e interceptações telefônicas como uma espécie de central de propina, ou money delivery (entrega de dinheiro, em inglês), conforme anotado em uma planilha apreendida. À Polícia Federal, Marice disse que estava em um compromisso profissional. Formada em Administração, ela trabalha desde 2006 como coordenadora financeira na Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas (CSA) e recebe 9.000 reais brutos, segundo declarou. Marice afirmou ao delegado que viajou no dia 5 de abril ao Panamá para "participar de uma reunião do conselho da CSA e de um Fórum Sindical das Américas". Ela disse "não ter realizado nenhuma atividade ou contato no país a pedido de sua irmã Giselda ou de Vaccari". Marice disse também que, assim que tomou conhecimento da decretação da sua prisão temporária, retornou imediatamente ao País, para se apresentar à Superintedência da Polícia Federal, em Curitiba (PR), onde está presa. A versão não convenceu os procuradores da República. "Nunca é demais agregar que Marice estava no Panamá, conhecido paraíso fiscal da América Central. Em que pese a sua viagem por si só não seja ilícita, este fato associado ao contexto das atividades de Marice, aparentemente operadora de recursos ilícitos, merece no mínimo aprofundamento investigativo, pois levanta suspeitas da manutenção de depósitos ocultos no Exterior, como por diversas vezes se verificou com outros investigados nesta operação", disseram os responsáveis pela força-tarefa da Lava Jato, no pedido de prisão preventiva de Marice enviado ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba.