sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Sob aplausos da peronista populista e muito incompetente Cristina Kirchner, emissora pró-Kremlin chega à Argentina

sexta-feira, 10 de outubro de 2014


O presidente russo Vladimir Putin pode estar cada vez mais isolado devido às sanções contra a Rússia em resposta à invasão da Ucrânia, mas em alguns países seu regime ainda é bem-vindo. A Argentina da peronista populista e muito incompetente Cristina Kirchner é um deles, como demonstrou nesta quinta-feira o lançamento do serviço em espanhol do canal estatal russo RT (Russia Today). O anúncio foi feito com pompa, por meio de uma videoconferência entre Cristina Kirchner e Putin. A mandatária disse que o canal "vai aprofundar os laços de amizade, o conhecimento e irmandade entre a Argentina e a Federação Russa" e permitir que “todos os argentinos possam conhecer a verdadeira Rússia e todos os russos possam conhecer a verdadeira Argentina, não a que nos querem mostrar alguns meios internacionais e nacionais". “Precisamos ter acesso direto à informação, sem intermediários que queiram nos mostrar as coisas de maneira diferente", acrescentou. Putin, que comanda um regime no qual a oposição política é sufocada e a imprensa, controlada, também não economizou no cinismo ao afirmar que o "direito à informação é tão inalienável como os mais importantes direitos humanos". “O desenvolvimento veloz dos meios de comunicação eletrônicos permitem também manipular a consciência social. As guerras da informação, com tentativas de atores internacionais de estabelecer o monopólio da verdade, caracterizam o tempo atual”, disse: “Nestas condições, são especialmente reclamadas fontes de informação alternativas”. Cristina Kirchner e Putin não especificaram qual a "verdadeira Rússia" que vai aparecer na programação da RT, que transmite uma mistura de noticiários, talk shows e documentários e possui ainda serviços em inglês e árabe. A RT é distribuída em mais de 100 países, entre eles nações da Europa e dos Estados Unidos, por meio da TV a cabo, onde é incluída, graças ao dinheiro do Kremlin, em pacotes básicos de assinatura. Na Argentina, o canal vai ser transmitido por meio da Television Digital Abierta, um sistema de transmissão gratuito criado pelo governo em 2010. O sistema conta com 82 estações digitais de transmissão pelo país e concorre com as operadoras de TV a cabo privadas, entre elas empresas que fazem oposição à Casa Rosada.

Limpando a sujeira do país

João Bosco Leal

Limpando a sujeira do país
"Nunca antes na história deste país" a disputa pela eleição para Presidente da República foi tão suja. Denúncias de verdadeiros assaltos às empresas estatais, utilização da máquina pública em benefício próprio, desvio de verbas, surgem em tal quantidade que mal temos tempo de tomar conhecimento de uma, já surge outra.
Assistindo um vídeo onde, em uma reunião do partido, o Deputado Durval Ângelo (PT-MG) diz textualmente: "tem dedo forte dos Petistas nos Correios" , e outro onde um funcionário dos Correios é flagrado distribuindo propaganda eleitoral de Dilma , fica fácil entender porque Aécio Neves, mesmo tendo deixado o governo de Minas Gerais com 82% de aprovação foi menos votado do que Dilma nesse estado.
Os partidos que compõe o grupo de apoio à candidatura de Aécio Neves entraram, também, na Justiça Eleitoral, com denúncia crime contra a EBCT, porque naquele estado os Correios não distribuíram as propagandas dele e de outros candidatos do PSDB.
São tantas as artimanhas sujas utilizadas pelo PT para continuar governando, que só se pode chegar a uma conclusão: Estão todos com muito medo de serem presos, pois não há mais como esconder tantos crimes sem que pessoas sejam responsabilizadas.
A luta pelos votos do segundo turno destas eleições será travada entre o Brasil rico, culto e produtivo, em oposição ao Brasil da pobreza, analfabeto e submisso aos coronéis da política, que se aproveita de sua miséria para submetê-los a uma dependência cada vez maior do Estado através das mais diversos tipos de esmolas, como as "bolsas" ou "vales".
Esse governo não proporciona e jamais lhes proporcionará educação, pois com ela tomariam conhecimento das realidades e deixariam de votar em troca de pequenas quantias ou "favores".
Assim, sem cultura, acesso a jornais ou outros meios de informação, essa massa, hoje infelizmente ainda grande parte da população brasileira, continuará dependente dos Lula, Dilma, Sarney, Collor, Lobão, Renan e tantos outros exploradores da miséria nordestina que só nesses estados conseguem os votos necessários para sua permanência no poder.
Isso ficou muito claro no primeiro turno das eleições deste ano, onde Dilma - à exceção de Minas Gerais onde literalmente roubou as eleições com a ajuda dos Correios - só venceu nos estados do Norte e Nordeste.
Enquanto a população das regiões Norte e Nordeste não tiver acesso à educação, teremos diversos embates entre o Brasil produtivo contra o Brasil dependente das esmolas públicas.
Os eleitores precisam perceber isso com clareza e a tempo, para que possamos não só estar vivendo o auge da sujeira, mas sim o início da limpeza desse país.
João Bosco Leal*    www.joaoboscoleal.com.br
*Jornalista, escritor e empresário

Unidos pelo repúdio

http://vespeiro.com/2014/10/09/unidos-pelo-repudio/

by fernaslm
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Artigo para O Estado de S. Paulo de 9/10/2014
O divisor de águas, afinal, é “social” ou é ético?
Ha duas maneiras de ler o resultado do 1º Turno.
O que nos disse esse PT que dispensa a contribuição dos fatos para compor a sua versão da realidade com o bombardeio de “reclames” do gênero daqueles em que os pratos de comida de uns esvaziavam-se na proporção em que os dos outros enchiam-se, é que não apenas faz sentido que a “Bélgica” vote maciçamente em Aécio e a “Índia” vote maciçamente em Dilma – tanto mais quanto mais para baixo estiver o eleitor no IDH – como que não ha outro caminho nesta nossa “Belíndia” onde, por definição, o bolo não cresce e cada um só pode aumentar o seu quinhão às custas dos demais, senão uma submeter a outra, pela força se houver resistência.
A mesma receita que o partido reconfirma com sua política de alinhamento automático com todas as ditaduras que cavalgam essa mesma falácia na arena internacional.
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Mas esta eleição provou que se existe um país manipulável porque vive na insegurança econômica extrema e tem prioridades mais urgentes que distinguir a verdade da mentira ou pensar além da sobrevivência até amanhã, convive com ele outro que, por cima dos matizes ideológicos em que se divide internamente, pode olhar para mais adiante e responde com avalanches de indignação às que lhe têm sido atiradas desaforadamente à cara, como confirma o contingente antipetista que chegou às urnas maior do que partiu.
Por que a relação desse Brasil com o PT que sobrou (depois da debandada da esquerda honesta) se vai tornando tão radicalmente insuperavel?
Porque sendo esse PT, essencialmente um produto desse mesmo Brasil com mais capacidade de discernimento, não poderá jamais convencê-lo de que não está mentindo a cada vez que mentir.
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Para atrair o Brasil que vive da assistência à miséria, à margem da economia real, e continuar acenando-lhe com “uma melhora geral da economia” e uma “redução da desigualdade” que o IBGE não confirma, o PT que sobrou terá de continuar mentindo, e cada vez mais à medida que suas mentiras forem piorando o ambiente econômico e empurrando os indicadores mais para baixo. E quanto mais mentir, maior será a indignação que colherá no Brasil que não só não engole suas mentiras como, principalmente, sente-se cada vez mais ameaçado pela temerária realimentação do ódio de classes para os quais elas inevitavelmente nos empurram.
O resultado que as urnas de domingo colheram reflete um movimento de autopreservação desse Brasil que, tudo indica, ainda não se completou. Pois ao assumir a mentira como linha mestra de sua campanha, o PT que sobrou não está apenas confessando falido o “projeto” com que tenta vender-se ao outro, está declarando guerra ao Brasil com discernimento posto que esse caminho não tem volta: ou o país inteiro regride ao estágio de que ainda não conseguiram sair os grotões – como foi feito nas ditaduras que o PT nos aponta como exemplos e trata-se de fazer nos rebentos “bolivarianos” que nos cercam calando a imprensa (e até o IBGE) e substituindo os debates legislativos dos representantes eleitos pelo povo pelos decretos das Organizações Não Governamentais Organizadas pelo Governo (ONGOGs), ditas “movimentos sociais”, conforme prescrito no Decreto 8243 baixado pela “presidenta” – ou confina esse PT ao nicho reservado aos dinossauros políticos que, em todo o resto do planeta, foram à extinção no ano 89 do século passado.
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É isto que tem mantido unidas a esquerda e a não esquerda honestas e democráticas que, somadas, ainda são maioria na sociedade brasileira.
É normal e saudável que haja divergências a respeito do que se deseja para o pais e que isso mude, na visão dos mesmos grupos, em diferentes momentos da conjuntura nacional e internacional.
Mas, até para que isso possa continuar sendo assim, tem de haver uma concordância de todos a respeito do que não se deseja para o país, qualquer que seja a circunstância. E esse limite é o da preservação da democracia representativa (de todos os brasileiros e não só de alguns).
É sobre esse ponto que mostram estar de acordo os brasileiros todos que votaram sob o signo do antipetismo e, felizmente, tanto Aécio Neves quanto Marina Silva parecem ter entendido perfeitamente que é disso que se trata.
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A “polarização entre PT e PSDB” em que insistia Marina Silva é um falso problema. Ela existe no mundo inteiro, sob siglas variadas, com a diferença de que, quanto mais alto o IDH, os extremos entre as partes em disputa se vão aproximando do centro e a alternância no poder entre elas se vai tornando menos turbulenta.
Aqui mesmo já estiveram muito menos afastados um do outro do que a distância para a qual voltaram a ser empurrados pelo sistemático processo de subversão de significados que o PT que sobrou conseguiu instalar nas escolas e universidades brasileiras, estas que vão despencando em queda livre pelos rankings internacionais de qualidade em função dessa violência.
O próprio Lula entendeu em 2002 que, para eleger-se, teria de comprometer-se com a democracia e com o modelo econômico civilizado, por acaso implantado no Brasil pós-Sarney pelo PSDB. A grande “novidade” que Marina Silva prometia, para além do repúdio moral à mentira generalizada como modelo político, era recolocá-lo no lugar de onde foi expulso pelo voluntarismo arrogante e mal articulado de Dilma Vanna Rousseff.
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Tudo o mais – as dosagens de assistência aos necessitados, desde que com os indispensáveis dispositivos de saída obrigatórios como provas de boa fé para diferenciá-los das execráveis operações de compra de votos e exploração da miséria dessa“política” de fato “velha” aliada ao PT que sobrou – como tem dito Aécio e como tem dito Marina, mantem-se ou até expande-se se for o caso.
O Brasil pode tranquilamente arcar com isso.
Com o que não pode mais arcar, por um minuto que seja, é com o resto do pacote de aparelhamento do Estado e compra de poder às custas do futuro do Brasil do PT que sobrou e da legião dos indecorosos bilionários vendedores de “governabilidade” abraçado à qual ele tem a cara-dura de nos falar em “mudança”.
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LIBERDADE - by Miranda Sá


MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br)

Defensor extremo da liberdade aproveito o que nos resta da expressão livre na Rede Social para refletir sobre as ameaças concretas contra ela. Enfrentamos o estratagema lulo-petista de manter um poder duradouro sob a máscara de uma “democracia popular”. Este prenúncio vem com o decreto 8243, que substitui a democracia representativa do Poder Legislativo pelos “conselhos populares” controlados pelo PT-governo.
Tratei disto em vários artigos. A denúncia contra a marcha totalitária do PT e seus aliados, sofre a crítica ferrenha de pessoas equivocadas, sugestionadas há 12 anos pelos ocupantes do poder.
Pouco se me dá sofrer os ataques de quem quer trocar a sociedade democrática por leis disciplinadoras para a imprensa, e prescrições sociais, por autoridades cujo único interesse é o poder pelo poder.
Já surgiram abortos legislativos tipo Marco Civil da Internet, que institui cibercrimes de responsabilidade civil a usuários da Rede Social. Nele, as denúncias se farão em nome da “segurança da informação”, mas que poderão ser usadas, ao sabor dos governantes, em defesa da “segurança nacional” deles...
Mantendo a hegemonia no governo, o PT traz no seu programa propostas de controle da mídia, submetendo jornais ao domínio governamental e sujeitando jornalistas à “disciplina” (!?). Isto seria o fim do jornalismo investigativo, criticado publicamente pela presidente Dilma, impedindo-se levar à opinião pública as denúncias de crimes de peculato e extorsões na administração pública.
Como enfrentar sem liberdade a marcha batida para uma ditadura de nova roupagem? É preciso, como ensinou Montesquieu, que os poderes republicanos sejam independentes e iguais, para que o poder freie o poder.
Assistimos indignados que somente a metade da população resiste conscientemente à supressão da liberdade por que todas as informações disponíveis, poucas, aliás, atingem uma minoria. A resistência é mantida por uma fração letrada e bem informada que enfrenta a amoralidade dominante nas esferas de governo.
Apenas as redes sociais da internet contribuem na divulgação de dados, oferecendo para isto a criatividade de artistas, cientistas, historiadores e jornalistas independentes, revelando os desmantelos econômicos e a corrupção endêmica que grassam e corroem o patrimônio nacional.
As personagens oficiais que temos são apenas auto-falantes de um grupo stalinista que explora o hipnotismo colorindo uma ideologia superada e deturpada, inspirados por um aspirante a ditador, cujo autoritarismo medíocre é notório.
Reconheço (perdoem-me os defensores do politicamente correto) que o megafone lulo-petista planta em solo fértil. Atinge as pessoas mais sugestionáveis, principalmente os jovens sem experiência histórica, incucados pelos pregoeiros de utopias inviáveis.
A maioria dos adolescentes de hoje não acompanhou a juventude do século passado que defendia a ética e a moralidade pública, nem se sensibiliza pela convivência com a evolução das novas idéias trazidas pela terceira grande divisão do trabalho produzida pela tecnologia.
Esta situação deve ser uma preocupação para educá-los através da linguagem, a ferramenta que tornou possível o progresso do homem da selvageria à civilização, como ensina Aldous Huxley no seu livro “Regresso ao Admirável Mundo Novo”. Huxley chama atenção para o grito juvenil “Dêem-me uma televisão e cachorros quentes, mas não me assombrem com as responsabilidades da liberdade”.
É exatamente isto que querem os defensores da ditadura bolivariana, sem atentar para que a sociedade que troca a igualdade nivelada por baixo pelas liberdades democráticas terminará sem uma nem outra, como temos os tristes exemplos de Cuba, Venezuela e na caminhada capenga da Argentina.
A História nos ensina que os ditadores antigos caíram, por maior força que alcançaram, e que o chamado “socialismo real” jaz sob os escombros do muro de Berlim.
Restarão ainda muitos anos para revelar os males do lulo-petismo e o despertar do QI das massas? Acho que não, e que Deus permita que esteja certo... Às vésperas de uma eleição presidencial, a ânsia por liberdade, justiça e desenvolvimento econômico, pode ser saciada pelo voto. Aécio Neves é o candidato que nos traz esta esperança.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Cláusula que proíbe alienação de imóveis de programas sociais não é abusiva


ASIDE

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) garantiu à Caixa Econômica Federal (CEF) a reintegração na posse de um imóvel arrendado pelas regras do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) e que havia sido alienado a terceiros.
A CEF, agente executor do PAR, arrendou um apartamento e transferiu sua posse direta aos arrendatários, que deveriam utilizá-lo exclusivamente como residência própria. Cláusulas do contrato vedavam qualquer disponibilização do imóvel, fosse de forma onerosa ou gratuita, sob pena de rescisão.
Ao tomar conhecimento de que o imóvel havia sido alienado, a CEF ajuizou ação possessória para a reintegração de posse. A sentença, confirmada no acórdão de apelação, julgou o pedido procedente.
Função social
O entendimento da primeira e segunda instâncias foi de que, sendo o PAR um programa social de política habitacional para a população de baixa renda, a alienação seria um desvirtuamento dos seus objetivos sociais, haja vista que tais imóveis não podem entrar para o mercado imobiliário.
De acordo com a sentença, “as cláusulas que estabelecem a resolução do contrato são instrumentos indispensáveis ao sucesso do PAR, porque coíbem a fraude. A contrapartida financeira para a aquisição de moradia por meio do PAR é extremamente benéfica ao arrendatário, por isso as condições para se manter no programa são e devem ser rigorosas, em obediência à proporcionalidade e à razoabilidade”.
No STJ, o arrendatário alegou ser abusiva a cláusula que determina a rescisão do contrato na hipótese de cessão ou transferência de direitos decorrentes da pactuação. Para ele, como a cessão da unidade foi destinada a pessoa de baixa renda, a alienação não desvirtuou os objetivos do programa e deveria ser reconhecida como legal.
Amparo legal
O relator do recurso, ministro Villas Bôas Cueva, negou provimento ao pedido. Segundo ele, a Lei 10.188/01, que instituiu o PAR, é expressa ao determinar que o contrato de compra e venda referente ao imóvel objeto de arrendamento, ainda que o pagamento seja feito à vista, “contemplará cláusula impeditiva de o adquirente, no prazo de 24 meses, vender, prometer vender ou ceder seus direitos sobre o imóvel alienado” (artigo 8º, parágrafo 1º).
“Essas exigências, além de propiciarem a viabilidade do PAR – observando-se o equilíbrio econômico-financeiro do contrato, de forma a permitir a continuidade do programa –, também visam a coibir o arrendamento do imóvel para moradia de pessoa diversa do beneficiado pelo programa e a mercancia imobiliária, que configuram verdadeira burla ao sistema de habitação popular”, disse o ministro.
“Não há como considerar ilegais as cláusulas que estabelecem a resolução contratual na hipótese de transferência ou cessão de direitos decorrentes do contrato de arrendamento residencial no âmbito do PAR, pois encontram amparo na legislação específica que regula a matéria, bem como se alinham aos princípios e à finalidade que dela se extraem”, concluiu.
Fonte: STJ

DA ARRISCADA E DELICIOSA ARTE DE PROVOCAR UM CRETINO






Da arriscada e deliciosa arte de provocar um cretino


Um dia, desses dias definitivos na vida de toda gente, um homem ordinário olhou para os lados e se viu cercado de idiotas. Era isso. Estavam explicados a sua insônia, sua falta de apetite, sua impotência sexual, sua raiva do mundo, sua apatia no trabalho. Ele acabara de descobrir a causa de suas mazelas. O mundo lhe fazia mal porque estava povoado de imbecis. Pronto. Essa era a sua doença, ele estava diagnosticado! Agora só faltava iniciar um tratamento radical: daquele dia em diante, o homem dedicou seu tempo a catalogar e punir os patetas que encontrasse vida afora.
Começou com os estúpidos da empresa em que trabalhava, os arrogantes que supervalorizam assuntos mínimos em reuniões intermináveis para mostrar eficiência e esconder sua escandalosa barbeiragem. Seu ataque era simples e impecável: antes de uma reunião, ele consumia toda sorte de alimentos que lhe provocassem gases intestinais. Leite, paçoca, empadinha, café melado, canjica e abacate, muito abacate.
Sentava-se ao lado de sua vítima e, tão logo a ladainha pedante começasse, abria os portões de seu purgatório interior e transformava aquele ambiente de vidro e mármore numa câmara de tortura, ventarolando suas entranhas francamente entre seus colegas. E nunca mais uma reunião ultrapassou o tempo necessário para resolver o essencial.
Depois, saiu às ruas em busca de toda sorte de patifes fazendo das suas. Encontrou de tudo. Homofóbicos posando de moralistas, preconceituosos pregando verdades absolutas, vigaristas, machões de todos os sexos, espertinhos furando fila, subornando guardas de trânsito e reclamando de políticos corruptos. E o trabalho estava só no começo. A cada idiota, ele dava um tipo diverso de castigo.
Para as pessoas que insistiam em conversar no cinema durante o filme inteiro, essas que obrigam os desconhecidos da sala a participar da desgraça de sua existência, ele tinha uma punição especial. Sentava duas fileiras atrás e passava o tempo todo atirando amendoins em suas cabeças duras. Até fazê-las calar ou expulsá-las silenciosamente do lugar.
Aos bobalhões com carteira de habilitação ele dedicou uma represália sutil e audaciosa. Mal avistava um parvo acelerando com violência seu veículo em busca de atenção, como uma foca pedindo sardinhas, “vejam, eu tenho um carro e o motor faz barulho!”, ele parava na calçada em frente à faixa de pedestres, esperava a hora certa, estendia a mão e atravessava a rua caminhando devagar na frente do sujeito apressado, obrigando-o a frear bruscamente sua máquina e seu ímpeto raivoso de quem avança contra homens e mulheres e crianças e velhinhos e ciclistas, buzina em frente a hospital, passa no sinal vermelho, atropela e foge. Idiotas, idiotinhas e idiotões em motos e carros e carrões de todos os portes. O motorista surpreendido demonstrava sua ira acelerando mais forte, a pressão cardíaca ia às tampas, e o herói ordinário sorria satisfeito e vitorioso em sua empreitada.
Por vezes, ele quase fora atropelado, mas esse era um risco necessário em sua missão. Sabia o que estava fazendo. A arte de provocar um idiota consistia justamente em não se deixar atingir por seus ataques. Se havia de cutucar a onça, escolhia uma vara bem longa e se posicionava em canto seguro para fora da jaula.
E os mentecaptos perdidos de amor cego por si mesmos, então? Ah… esses sempre mereceram sua predileção. Porque nunca se tratava de mero amor próprio, autoestima elevada e essas coisas. Não. Para ele, era sempre um caso de polícia o sujeito que se adora acima de todas as coisas e passa o tempo todo falando de si mesmo, exaltando suas façanhas, enumerando em listas intermináveis as pessoas que o amam e admiram e o querem perto.
É, talvez fossem apenas seres inseguros mitigando a secreta certeza de sua miséria pessoal, mas isso não os faz menos panacas. Esses mereciam uma sanção exemplar. Ao avistar um deles, o homem ordinário enchia a boca de saliva, chegava bem perto e lhes dirigia uma série de gentilezas com as letras f e s, desaguando-lhe na cara uma chuvarada sutil de bombinhas de cuspe, uma saraivada de verdades incômodas. Depois desaparecia no mundo, sorrindo satisfeito.
Os canalhas estão em toda parte, pensava o homem contente com seu empenho. Havia muito o que fazer, esse trabalho era dele e um dia o mundo reconheceria a importância de sua missão. Alguém finalmente resolvera se lançar ao exercício de provocar as criaturas tacanhas, tirá-las de seus disfarces, puxar-lhes as máscaras e revelar o escroque essencial que nelas havia. Assim seguiu o homem, levando em frente sua arriscada e deliciosa arte de provocar um cretino. A insônia e a falta de apetite e a impotência já iam longe. Ele estava em paz e estado de graça.
Até que um dia, no fim da tarde, olhou de um lado, olhou do outro e nada. Não havia nenhum estúpido por perto, à espera para ser atacado. Mirou para cima, para baixo. Ninguém. Ali, sem nenhuma criatura grosseira a quem aporrinhar, ele sentiu a mais abjeta solidão.
Procurou de novo ao redor, em cima e embaixo, virou para um lado e para o outro e não encontrou o panaca seguinte. Então olhou para a frente e achou o que queria: lá estava, mergulhado num rio de autossuficiência e empáfia, um tremendo imbecil. Parado em frente ao espelho.
Visto assim, à luz da noitinha, seu próprio reflexo tinha um ar desconhecido, desesperado e banal, pavorosamente ordinário.

O crime organizado deixará de presidir o Brasil? Tomara!



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão – serrao@alertatotal.net

Dilma Rousseff e sua base aliada não têm mais a mínima condição moral e legal de continuar (des)governando o Brasil, depois de tanta sujeira que emerge nos depoimentos da “Colaboração Premiada” da Operação Lava Jato. As revelações bombásticas varrerão a petralhada do mapa, junto com o esquema que lhes dá sustentação, pela via dos “mensalões”  pagos por grandes empreiteiras que fazem negociatas superfaturadas com a máquina estatal capimunista.

Independemente do resultado do segundo turno, a gestão petista se autodestruiu. Por isso, soa como piada de fim de festa o lançamento que o presidente do PT, Rui Falcão, fez ontem da candidatura presidencial de Luiz Inácio da Silva, para o ano de 2018. Só Deus sabe se o grande líder terá saúde para encarar tal desafio daqui a quatro anos. Pelo navegar da barca do inferno, são gigantescas as chances de que Lula e as maiores lideranças políticas de sua base amestrada sejam obrigados a enfrentar processos judiciais resultantes da Lava Jato, Porto Seguro e desdobramentos da segunda fase do Mensalão.

Tecnicamente falando, muita gente estará cotada não para a Presidência da República, mas sim para técnico do time da Papuda ou outras penitenciárias menos votadas. Todos os escândalos podem ficar amplificados se houver interesse em estabelecer uma relação perigossíma entre lavagem de dinheiro público roubado e financiamento de atividades do tráfico de drogas que serve como uma das fontes alternativas de investimentos para grupos que se proclamam “revolucionários”. Algumas entidades criminosas – a quem o Banco Central tem ordem expressa de não fiscalizar – se escondem por trás de “cooperativas de crédito” que estão dando ares de legalidade ao dinheiro vindo da corrupção e do narcotráfico.

Eis o monstro que Aécio Neves terá de enfrentar se conseguir se eleger Presidente da República. Esta é a máquina do mal que vai desestabilizar qualquer governo brasileiro nos próximos anos. O Brasil caminha para se tornar algo pior que aquela violenta Colômbia dos tempos do senhor do tráfico Pablo Escobar – o chefão do Cartel de Medelin que soube misturar política, revolução e narcotráfico, até ser eliminado pelos Estados Unidos da América.

Os mafiosos esquemas brasileiros e suas relações políticas farão a História considerar Escobar um mero aprendiz de bandido.

Pesquisas e pesquisas...


Deletação premiada


Aviso aos comentadores

Por problemas insolúveis em nosso computador, ontem tivemos problemas para liberar a publicação dos comentários.

Como o caos deve se repetir hoje – inclusive para postar a edição normal – pedimos paciência aos leitores.
Nosso sistema está igual ao Brasil: calma, porque ainda vai piorar muito...

Abusando da paciência




© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 9 de Outubro de 2014.