domingo, 26 de janeiro de 2014

Cozinha ganha visibilidade em apartamentos compactos


 fonte: Folha

Se por um lado a cozinha extrapola sua função e é usada para reunir a família e os amigos, o espaço dedicado a ela nos empreendimentos não acompanha essa demanda

Ter um ambiente para o preparo das refeições “mais sociável” acaba sendo uma iniciativa do morador e uma estratégia para fazer a cozinha crescer, integrando-a ao restante da casa.
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No mesmo projeto, branco e inox contrapõem-se à escada preta como elemento arquitetônico – Divulgação
Vale derrubar e recortar paredes (sempre que possível), recorrer a pisos e cores que ampliem a sensação espacial e a truques de mobiliário.
No caso dos eletrodomésticos, não basta trazer a última novidade em tecnologia. É preciso que integrem o espaço de maneira harmoniosa, exercendo também o papel de item de decoração.
“As pessoas fazem um curso de culinária e convidar os amigos para jantar vira um programa. A cozinha passou a ser muito importante até do ponto de vista de acabamento e integração”, diz o arquiteto José Ricardo Basiches.
Quando mudou há três anos com a mulher para a Vila Mariana (zona sul), o gerente Leandro Melo, 32, alterou a configuração do imóvel. “Ao entrar na casa, a primeira coisa que se via era uma parede, que escondia o melhor lugar dela, a cozinha.”
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O gerente Leandro Melo, 32, mudou a planta original do seu apartamento em São Paulo para valorizar a cozinha – Zanone Fraissat/Folhapress
Sem o “obstáculo”, buscaram uma aparência mais moderna no ladrilho e mobiliário. Inovar nos utensílios também é uma marca dele. A iniciativa chega a dar origem a “disputas”.
“Minha mulher briga horrores comigo porque a lixeira de cima da pia foi R$ 129″, brinca.
INTEGRAÇÃO
Uma das principais dicas de arquitetos e decoradores para quem busca valorizar a cozinha é integrá-la ao restante da casa.
Isso pode ser feito retirando ou fazendo uma abertura na parede que a separa da sala, desde que a operação não danifique a estrutura do imóvel, ou instalando uma porta de correr mais larga que a tradicional, por exemplo.
Além de permitir a conversa entre duas pessoas em ambientes separados, a operação dá a sensação de amplitude, o que ganha importância ainda maior em apartamentos pequenos.
Para o arquiteto Gustavo Calazans, colocar bancada em dois lados da cozinha, em vez de armários, também causa a impressão de que o ambiente fica maior. A desvantagem é perder espaço de armazenagem.
Quem mantiver os armários poderá colocar iluminação em cima deles, rebatendo para o forro. De acordo com o arquiteto, a luz indireta faz o teto parecer que vai “estourar”.
Conjugar ambientes não é só uma opção na reforma da casa, mas também na compra de apartamentos novos.
Fernando Moliterno, diretor da incorporadora Idea!Zarvos, conta que, de dois anos para cá, a demanda dos compradores passou a ser, principalmente, por plantas com cozinha americana, quando esse cômodo e a sala têm comunicação entre si.
Nesse caso, eles preferem instalar um único piso nas duas peças, normalmente o porcelanato.
“A cozinha americana é uma tendência muito procurada nos lançamentos, independentemente da metragem dos apartamentos. Já quando o assunto é imóvel compacto, ela vira quase uma unanimidade”, diz Fátima Rodrigues, diretora geral de vendas da imobiliária Coelho da Fonseca.
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A arquiteta da incorporadora You, Thaís Fornazari, afirma que, quando a cozinha é integrada à sala, normalmente se utilizam móveis planejados, de forma a acomodar louças e copos nos armários superiores.
As panelas são colocadas nos armários baixos e os utensílios menores e mais bonitos ficam dispostos em nichos abertos.
Quanto à cor e ao material dos produtos, o inox ou acabamentos metalizados, como o evox, lideram a preferência de quem busca dar aparência contemporânea à cozinha, segundo Mario Fioretti, diretor de design e inovação da Whirlpool Latin America, dona das marcas Brastemp, Consul e KitchenAid.
Para quem não busca só espaço, mas diferenciação, o arquiteto José Ricardo Basiches recomenda usar tampos da bancada coloridos, como verde, cor-de-rosa ou laranja que contrastam com o restante do ambiente.
Colaborou ANAÏS FERNANDES
Fonte: Folha

Pibinho, bolsas e trabalhadores aposentados


by mirandasa08
MIRANDA SÁ(E-mail: mirandasa@uol.co.br )
A radiografia de corpo inteiro da economia brasileira, subnutrida de competência, ética e honestidade, mostra um País doente, exangue, que deixa sua Nação sem forças para reagir. Convergem para esta debilidade a inflação crescente e o tratamento volúvel como se fora examinado e consultado por um curandeiro primitivo.
Como remédio, dá-lhe uma garrafada comprada em ponta de feira. Desta vez não ministrada pelo fracassado ministro Mantega, sem idoneidade, mas de outro ‘oriundo’, Tombini, o chairman do Banco Central lulo-petista.
A beberagem traz o rótulo do Copom, e é ineficaz para combater a pertinaz febre inflacionária que chegou oficialmente a 5,91 no ano passado, mas que não corresponde às compras de supermercado, pois está muito aquém da subida de preços da cesta básica.
Subir juros como processo de cura é impróprio, como é desastrado o desempenho do PIB – apelidado de ‘pibinho’ quando comparado aos países emergentes e latino-americanos como a Colômbia, o Chile e o México. Bastou soltar a inflação da jaula do Plano Real, e o fraco desempenho do sistema produtivo, com o déficit recorde da indústria com US$ 105 bilhões no vermelho.
Para camuflar tal rebaixamento, multiplicam-se as bolsas esmolas – já não mais visando à miséria nacional, mas bolsas para tudo além da bolsa-família: bolsa-prisão, bolsa-vadiagem, bolsa-eleitoral e a mais recente e vergonhosa bolsa-crack!
Tudo isso traça a caricatura do Partido dos Trabalhadores, chegado ao poder a 12 anos por um estelionato eleitoral. Entre as promessas mentirosas arquivadas em hemerotecas e videotecas, tivemos o repúdio a esse tipo populista de assistência social.
E com essa fraude a quadrilha se mantém, e mantém um projeto de eternização no poder do “partido dos pobres”, a que o missivista do jornal Estado de São Paulo, Nelson Pereira Bizerra, acrescentou “dos pobres de idéias”.
Apesar desse execrável narco-populismo (agora comprovado com a bolsa-crack), o projeto da reeleição de Dilma desvaloriza seu próprio Ministério, expondo-o no balcão do varejo corrupto, à disposição das quadrilhas organizadas como partidos.
E a desigual disputa no campo democrático tem ainda um componente subversivo e terrorista. De um lado, os lulo-petistas achincalham o Poder Judiciário, ao contestar a decisão do Supremo Tribunal Federal que condenou a gangue do Mensalão; e do outro, estimulando bandos de baderneiros que ameaçam a segurança pública e o direito de ir e vir da cidadania.
Assim, o lulo-petismo abre todas as frentes possíveis para se manter no poder. Só não faz o que a Nação almeja e necessita: Educação e Saúde de qualidade, e a paz social. E ainda por cima, nega um olhar solidário para a grande riqueza humana deste País que é, sem dúvida, a legião dos trabalhadores aposentados, atirados ao desprezo por uma legislação injusta.
O tratamento dado aos beneficiários do Regime Geral da Previdência Social, cerca de 30,3 milhões de pessoas, não tem similar entre as nações civilizadas. Isto não foi uma criação do lulo-petismo, mas o que era criticado anteriormente pelos sindicatos e o próprio PT manteve-se, apesar do PT-governo contar com larga maioria no Congresso.
Os aposentados e pensionistas teem seus benefícios achatados, muitos ganhando menos do que as bolsas eleitoreiras distribuídas pelo PT-governo. O piso acaba de ser corrigido em 6,78% para R$ 724,00 - ou seja, apenas 1,22 pontos porcentual mais do que a correção de 5,56%.
Nos 12 anos de PT-governo, mesmo os aposentados que recebem acima do piso sofrem essa redistribuição de renda ao contrário. Quem contribuiu por 17 salários-mínimos, por exemplo, recebe em contrapartida de 11 a 12 salários...
Ainda não estão confirmados os candidatos que pleiteiam a sucessão presidencial. Também, pouco importa; para se afirmar como oposicionistas devem enfrentar esta condenável conjuntura exibindo publicamente sua diferença do lulo-petismo, inimigo dos aposentados e pensionistas.
Se quiserem fazer oposição, comprometam-se com o fim da falácia do equilíbrio das contas previdenciárias em defesa dos trabalhadores aposentados, e combater a inconseqüência do pibinho e a demagogia das bolsas eleitoralistas!

Valorização de imóvel no Brasil foi a maior do mundo nos últimos 5 anos


LONDRES – Nos últimos cinco anos, nenhum lugar do planeta viveu valorização imobiliária tão grande como a ocorrida no Brasil. Comparação entre 54 países realizada por bancos centrais de todo o mundo mostra que o preço médio dos imóveis brasileiros subiu 121,6% no período pós-crise de 2008.

O fôlego, porém, segue o ritmo da economia e os negócios estão em franca desaceleração. Da liderança nos cinco anos, o Brasil cai para o décimo lugar em valorização no acumulado em dois anos e está em um modesto 22.º lugar no último semestre.
Em 2008, o mundo mergulhou na maior crise econômica em décadas e o setor imobiliário dos Estados Unidos estava na raiz do problema. O diagnóstico fez com que medidas coordenadas fossem tomadas ao redor do mundo.
Uma delas foi o início de um inédito levantamento global sobre preços do mercado imobiliário residencial. O levantamento é feito em mais de 50 países e coordenado pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), instituição que funciona como o banco central dos bancos centrais.
No Brasil, o levantamento ficou a cargo do Banco Central e começou a ser divulgado em abril do ano passado. É esse estudo que mostra que o valor médio dos imóveis mais que dobrou em cinco anos até o terceiro trimestre de 2013.
A valorização brasileira superou mercados aquecidos, como o de Hong Kong – cujo metro quadrado ficou 101,4% mais caro em cinco anos – e foi praticamente o dobro da observada em Kuala Lumpur, na Malásia (62,5%), e em Cingapura (61,6%). Dependendo do país, a pesquisa do BIS usa dados do mercado nacional, como no Brasil, ou de algumas cidades, como na China.
Um grande problema para a comparação entre mercados imobiliários do mundo costumava ser a falta de padronização dos índices locais de preço. Para resolver o problema, o BIS aceita duas referências: valor do metro quadrado e valor de cada negócio.
Para o Brasil, é usada a segunda opção. O Índice de Valores de Garantia de Imóveis Residenciais Financiados é calculado mensalmente pelo Banco Central conforme o valor de avaliação de cada imóvel financiado pelos bancos. São consideradas 11 regiões metropolitanas, entre elas Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio, Salvador e São Paulo.
Desaceleração. O fôlego do mercado, porém, diminuiu. A forte alta ocorreu especialmente entre 2008 e o início de 2011, quando a valorização anual dos imóveis permaneceu sistematicamente acima de 20%. Nos trimestres seguintes, o ritmo desacelerou para perto de 15% e a subida reduziu ainda mais o passo para o patamar dos 9% no ano passado.
O fenômeno fica ainda mais explícito no horizonte de curto prazo. Nos últimos 12 meses, a alta de preços no Brasil foi de 7,1%, o 16.º maior resultado da pesquisa do BIS. Em seis meses, a valorização foi de 4,6%, a 22.ª maior alta do mundo.
“O mercado brasileiro passa por um período de ajuste alinhado com o menor crescimento da economia. Essa desaceleração pode ser considerada positiva porque eleva a sustentabilidade do setor”, diz Liam Bailey¸ chefe da área de pesquisa internacional da maior imobiliária independente do mundo, a britânica Knight Frank.
Apesar da avaliação positiva, Bailey reconhece que, após certa euforia, atualmente há opções mais atrativas que o Brasil para investir em emergentes, como Dubai ou a Turquia.
“Mas ainda há bons negócios no Brasil, especialmente em áreas com melhor infraestrutura de São Paulo e Rio de Janeiro”, diz Bailey. O executivo comenta que poucos europeus consultam a Knight Frank sobre oportunidades no Brasil. “Mesmo com o crescimento recente, o País ainda é um mercado majoritariamente para investidores locais.”
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Post originalmente publicado em Estadão.

Cresce onda de assaltos a restaurantes em Porto Alegre

Transcrito do Blog do Políbio Braga

Sem policiamento nas ruas de Porto Alegre, outro restaurante foi assaltado no final da noite de ontem. Os dez clientes foram rendidos e roubados por cinco homens armados. A ação do grupo ocorreu após as 23h30min, menos de meia-hora antes do The Weiss Pub fechar as portas.

. Funcionários do estabelecimento contam que um Corsa Sedan preto foi estacionado nas proximidades do bar, na Avenida Eudoro Berlink, bairro Auxiliadora. Quatro pessoas desceram e uma quinta pessoa ficou no veículo — acredita-se que a maioria seja menor de idade.

. Na semana passada, outros dois restaurantes foram assaltados da mesma forma. Um deles, o Riverside's, localiza-se na movimentada avenida Nilo Peçanha.

. Porto Alegre está sem policiamento. A cada 25 minutos há um assalto na Capital.