domingo, 26 de janeiro de 2014

Maranhão: Microcosmo do PT-Brasil



by mirandasa08
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )
Não se sabe quem contribuiu (exceto o pomposo Nelson Jobim, com R$10 mil) para o quadrilheiro do Mensalão, José Genoino, pagar a multa imposta pela condenação no STF. As doações estão encobertas por um segredo que só ele e sua ‘famiglia’ sabem.
Poucos reais ou polpudas contribuições serviram para pagar um escandaloso assalto aos cofres públicos, e chocam todos que se preocupam com a situação dos trabalhadores aposentados, com o benefício achatado e ameaçados de ficarem pior.
A indignação que isto provoca nos leva a perguntar se a Receita Federal fiscalizará os valores destinados a esta provocação feita à Justiça e se teem alguma coisa a ver com o confisco das cadernetas de poupança e o patrimônio da Petrobras que escorre pelo ralo da corrupção.
Tal situação nos leva ao Maranhão dos Sarney, um microcosmo do Brasil do PT, onde a "Ordem e Progresso foram transformados em anarquia e retrocesso", conforme escreve o missivista do Estadão, Roberto Twiaschor.
 A verdade é que a desordem e o retrocesso que se viu emergir dos ocorridos no Maranhão retratam o modelo implantado no País, onde a cumplicidade – no mínimo, a negligência – do governo federal, se alastra como uma epidemia de roubo e violência pelos estados e municípios. A complacência e a criminalidade dos detentores do poder se refletem em suas bases.
Vê-se a insensibilidade sócio-política dominar todo corpo social. Relega-se a um segundo plano o estudo das causas criminológicas e a busca dos meios para combatê-las; seria como querem alguns, produto da miséria, dos contrastes flagrantes de uma sociedade desigual?
Ou será o enfraquecimento do Estado em virtude de um governo comprometido apenas com a manutenção do poder? Li outro dia (permitam não citar a fonte e o autor, que caíram no meu esquecimento) que “a incúria do Estado e da própria sociedade mais se acentua em face da Lei de Execução Penal (Lei n.º 7.210/ 84)”. E nisso encontra-se a contradição entre a legalidade democrática e o País de Fantasia que a Presidente da República tenta impingir nos seus pronunciamentos.
A contradita entre a realidade e a ficção provoca aberrações, como a defesa dos direitos humanos dirigida apenas ao marketing eleitoral do PT e seus satélites. Com toda cultura da repressão violenta imposta aos aparelhos policiais do Estado, não me parece justo responsabilizar as polícias pela reação extrajurídica de grupos organizados sob a orientação dos partidos governantes.
A discriminação aos agentes da lei leva ao totalitarismo e ao surgimento de mecanismos policiais comuns às ditaduras. Parece-me que é isto que o lulo-petismo quer, andando para trás como caranguejo, em vez de rever as promessas que o levaram a conquistar o poder.
Com todos os defeitos que o colonialismo europeu lhe tenha ideologizado, o reacionário Winston Churchill nos legou um preceito que precisa ser analisado: "A democracia é a pior de todas as formas imagináveis de governo, com exceção de todas as demais que já existiram"
Baseado nesse ensinamento de Churchill, um editorial do vetusto Estado de São Paulo transcreve que “a democracia é, sem dúvida, o regime que melhor funciona”. E é dentro do Estado Democrático de Direito que devemos combater a realidade traumática que o Brasil observa aparentemente impotente para reagir.
A gravidade da situação nos alerta contra a propaganda governamental maciça e massiva de que está tudo bem, no delírio egocentrado de um partido narco-populista, que defende a oligarquia maranhense em troca de votos.
Os princípios de ordem e progresso escritos na bandeira republicana não permitem a existência de capitanias hereditárias coloniais substituindo os estados definidos na Constituição, a Carta que, aliás, o PT não assinou, e tudo faz para substituí-la por modelos despóticos de tiranias africanas, asiáticas ou caribenhas...
Não se pode consentir que o microcosmo maranhense do PT-governo generalize-se nas consciências, corações e mentes do povo brasileiro. Chega. Impeachment de Roseana Sarney já!

Como aprender a negociar até com tubarões


Novo livro ensina como ser mais eficiente durante uma negociação

ROLEZINHO E PRECONCEITO - Percival Puggina

           Honestamente, devo reconhecer: tenho um preconceito. Os rolezinhos me ajudaram a percebê-lo. Para ampla maioria, a moda de invadir shoppings é mais uma das tantas perturbações da ordem mediante ações coletivas que ocorrem no Brasil. Viés oposto, para ampla minoria, tais perturbações são veneráveis expressões de honoráveis movimentos sociais. Voto com a maioria, mas isso não é preconceito. É simples constatação. O meu preconceito aparecerá adiante.

            A massa dos rolezinhos está nessa para zoar. Não passa pela cabeça dos jovens a ideia de estarem decapitando Maria Antonieta ou restaurando a República nestes tempos nada republicanos. No entanto, como em todas as mobilizações desse tipo, há alguém mexendo cordéis para que elas aconteçam. Diariamente, jovens entram e saem dos shoppings, Brasil afora, sem qualquer restrição de circulação. E não chegam às centenas, numa determinada hora, em determinado lugar, sem prévia e bem concebida articulação. Existem peritos nessas coisas. Perguntem ao ministro Gilberto Carvalho que ele explica como é que se faz.

            Meu recém descoberto preconceito aparece ante o que vem depois da invasão. Ele se ouriça com aqueles que, tão logo os fatos ocorrem, deitam falação sobre apartheid social, racismo, segregação, consumismo, desalmado capitalismo e, claro, preconceito. Com sua vigarice intelectual, essas pessoas despertam em mim, como diria Roberto Jefferson, sentimentos primitivos. Constroem ódios para fazerem política. Entram em dispneia numa atmosfera sem conflito. Então, para produzir luta de classe onde não há, concebem analogias idiotas como esta, que ouvi: "Aconteceria a mesma coisa se fossem centenas de senhoras com bolsas Louis Vuitton?".  Ou ainda: "Ah! Se fossem músicos de orquestra para surpreender com um recital seriam recebidos sob aplausos". É claro que seriam recebidos sob aplausos! As pessoas distinguem, sem canseira mental, um espetáculo de uma invasão. Ora bolas! Meu preconceito vai contra os que têm esse delírio de ver preconceito na mais límpida normalidade. Explicam a reprovação aos rolezinhos com frases assim - "É a velha suspeição que, no Brasil, incide sobre quem é pobre, pardo ou preto". Ora, pessoas de todas as condições sociais circulam nos estabelecimentos desse tipo. Lojistas promovem custosas campanhas publicitárias para seduzir seus variados públicos. Disputam-nos entre si com concorrência de preços e de prazos de pagamento. Aliás, tanto os lojistas se interessam em atrair as populações de baixa renda que preferem vender-lhes a prazo para que periodicamente retornem às suas vitrinas e balcões.

            Nestes últimos dias, os ideólogos do preconceito entraram em prontidão. No Planalto aconteceu uma reunião de emergência que superou, no interesse das autoridades, até mesmo a chacina no Maranhão. Foi aí que aflorou, ainda mais nitidamente, meu preconceito contra essa mistificação intelectual, de motivação política e ideológica. Experimente, leitor, organizar um rolezinho no Palácio Piratini. Basta um pequeno grupo de pessoas de qualquer cor, pêlo e extrato social, se reunir na esquina da praça para que um pelotão policial, pronto para combate, aflore das entranhas palacianas e se poste diante do prédio em atitude defensiva. E olhe que o Piratini é um bem público! Já o shopping é um negócio privado, uma empresa comercial para centenas de outros negócios e local de trabalho para milhares de comerciários.

            Note mais: os que mexem os cordéis dos rolezinhos e os que saem em sua defesa remam o mesmo barco. São estrategistas da destruição, atuantes em todos os setores da vida nacional. Rolezinho, no fundo, é peça do jogo de poder.

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Percival Puggina (69) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, membro do grupo Pensar+.

CASTELOS DE CARTAS - Percival Puggina


           "Qualquer idiota com mãos firmes e um par de pulmões funcionando pode construir um castelo de cartas e depois soprar para derrubá-lo".

            O que aconteceu na Boate Kiss teve muito a ver com as afirmações dessa frase de Stephen King. Aquele local de lazer era um castelo de cartas à espera do sopro fatal.

            Muitos brasileiros que emigram para o assim dito Primeiro Mundo passam por um período de adaptação. Para uns, é rápido. Para outros, porém, é um tempo de frustração que se encerra com a decisão de retornar às origens. Na essência da adaptação ao cotidiano dos países mais bem organizados, marcando-a de modo decisivo, está a absorção da seguinte regra geral de convivência: as leis valem para todos e não são inconsequentemente desrespeitadas. Isso costuma ser um choque. A ordem que produz costuma ser vista como enfadonha. Para muitos de nós, o respeito às leis, às regras de condomínio, aos preceitos de um contrato, aos costumes locais, cria uma atmosfera irrespirável.

            No entanto, o Primeiro Mundo é o que é, em grande parte, por causa disso. Em virtude de tão fundamental norma alguns países europeus estão fechando presídios. Há cada vez menos pessoas dispostas a aceitar os riscos inerentes à tentativa de prosperar no mundo agindo no submundo. Em virtude dessa regra certos imigrantes preferem retornar à zorra nacional, aqui onde as leis são feitas para luzirem no papel e não para, de fato, sinalizarem as condutas.

            No Brasil, o costumeiro desrespeito às leis, regras e costumes vai construindo castelos de carta em toda parte. Há castelos institucionais que vemos ser soprados pela falta de racionalidade, desde dentro e desde fora, comprometendo o funcionamento da República. Há castelos de carta estatísticos e contábeis, feitos para iludir, construídos por governos prestidigitadores.  Há castelos de carta empresariais, concebidos para encher o peito de vaidades, de dinheiro os bolsos de alguns, e de problemas a vida de muitos. Há castelos de carta em políticas públicas, ineficientes ante a realidade para a qual foram concebidas. E há castelos de carta como a Boate Kiss, à espera do sopro quente da morte, à espera da ignição lançada ao ar na madrugada de 27 de janeiro de 2013.

            Irving D. Yalom, no livro "O dia em que Nietzsche chorou", afirma que se subirmos suficientemente alto chegaremos em um nível a partir do qual as tragédias deixam de parecer trágicas. Ele estava errado. Não há nível a partir do qual deixe de ser pungente o diuturno sacrifício humano nas estradas e ruas do país, nos becos das drogas, nos presídios que o Estado já delegou ao comando dos próprios reclusos, nas filas de espera do SUS, na indigente atenção à saúde pública, no mau agouro enfermiço da falta de saneamento básico. Não há altura nem distância a partir das quais o incêndio da Boate Kiss deixe de nos queimar a todos. Ele é uma consequência doída, ardida na alma, de uma outra tragédia, que quase não vemos: nosso hábito de dar um jeitinho e driblar a lei. Até que o país nos caia na cabeça.

Zero Hora26 de janeiro de 2014

Burocracia retarda a entrega de imóvel do Minha Casa

As construtoras apontam a burocracia dos bancos públicos como um dos outros entraves para os empreendimentos direcionados à faixa 1 do programa

Murilo Rodrigues Alves, do 

ARQUIVO/WIKIMEDIA COMMONS
Agência da Caixa Econômica Federal
Agência da Caixa Econômica Federal: a Caixa afirma que observa com o mesmo rigor as especificações dos projetos aprovados em todas as faixas do Minha Casa Minha Vida 
Brasília - As construtoras apontam a burocracia dos bancos públicos - Caixa e Banco do Brasil - como um dos outros entraves que impedem que os empreendimentos direcionados à faixa 1 do programa Minha Casa Minha Vida sejam com mais rapidez.
O tempo de aprovação desses projetos, segundo fontes ouvidas pelo jornal O Estado de S. Paulo, é o dobro do dispensado aos empreendimentos das outras faixas de renda.
Além disso, de acordo com construtoras que preferem o anonimato, por temerem retaliação do governo, engenheiros dos bancos visitam quinzenalmente as obras da faixa 1, enquanto a vistoria dos outros empreendimentos do programa é feita remotamente.
Nessas visitas, cada etapa da obra é fiscalizada, incluindo os materiais que são utilizados. Para o mercado imobiliário, a equipe dos bancos oficiais é pequena para atender a tantas exigências.
Segundo o vice-presidente da Câmara Brasileira de Construção Civil (CBIC), José Carlos Martins, a Caixa foi obrigada a ser mais rigorosa na contratação de unidades isoladas para as faixas 2 e 3 do programa depois que o banco estatal foi obrigada a arcar com as despesas de falhas em imóveis prontos.
Os problemas nos imóveis financiados pelo programa também são entendidos pela Justiça como responsabilidade da Caixa.
Requisitos
Atualmente, a instituição financeira observa uma série de pré-requisitos, como comprovação dos materiais e andamento das obras, para aceitar financiar, pelo programa, casas ou apartamentos contratados de forma isolada. "Essa medida começou a tirar picaretas do mercado", diz o vice-presidente da CBIC. "Hoje, as exigências estão próximas."

Em nota, a Caixa afirma que observa com o mesmo rigor as especificações dos projetos aprovados em todas as faixas do Minha Casa Minha Vida e que conta com 5 mil engenheiros para a execução de vistorias.
O BB informa que conta com 66 profissionais em seu quadro próprio e outros 500 terceirizados para a análise e viabilidade dos projetos e financiamentos contratados pelo banco. No Minha Casa Minha Vida, o BB tem menos de 200 mil unidades habitacionais populares contratadas.
Martins, da CBIC, diz que a entrega dos imóveis para a população mais necessitada também é prejudicada pelo atraso das prefeituras em oferecer serviços para esses novos bairros, que são construídos, geralmente, nas periferias das cidades por conta do alto preço dos terrenos que inviabiliza a construção desses empreendimentos.
Zero
Em Brasília, por exemplo, não se construiu nenhum condomínio destinado à faixa 1 do programa porque o custo do terreno na capital chega a representar até metade dos recursos destinados ao empreendimento, o que inviabiliza as obras.
Enquanto os governos municipais não fornecem transporte público, escola, água e energia, entre outros serviços, os empreendimentos, mesmo prontos, não podem ser ocupados.
O atraso também é consequência da falta de estrutura dos cartórios para atender a uma demanda acima da média por regularização de escrituras. Quem obtém a moradia pelo Minha Casa Minha Vida tem desconto de até 75% sobre o valor do registro do imóvel caso esteja cadastrado na faixa 1. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Empresária denuncia: "Levei R$ 200 mil para o ministro Lupi"

Transcrito do Blog do Políbio Braga

A revista IstoÉ deste final de semana publica reportagem de capa na qual a empresária Ana Cristina Aquino diz que pagou propina para o ex-ministro Carlos Lupi e que o esquema para criação de sindicatos no Ministério do Trabalho permanece na gestão de Manoel Dias. 

. Lupi e Manoel Dias estiveram esta semana em Porto Alegre.

. Leia tudo:

A empresária mineira Ana Cristina Aquino, 40 anos, é uma conhecedora dos meandros da corrupção no Ministério do Trabalho e desde dezembro do ano passado vem contando ao Ministério Público Federal tudo o que sabe. As revelações feitas por ela tanto aos procuradores como à ISTOÉ mostram os detalhes da atuação de uma máfia que age na criação de sindicatos – setor que movimenta mais de R$ 2 bilhões por ano – e que, segundo a empresária, envolve diretamente o ex-ministro e presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e o atual ministro, Manoel Dias. "Levei R$ 200 mil para o ministro Lupi numa mochilinha da Louis Vuitton", diz a empresária. De acordo com ela, o ministro Manoel Dias faz parte do mesmo esquema.

Ana Cristina é dona de duas transportadoras, a AG Log e a AGX Log Transportes, e durante três anos fez parte da máfia que agora denuncia.

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Dilma passa o final de semana no doce e caro ócio de Lisboa. Ela reservou 30 apartamentos.

Transcrito do Blog do Políbio Braga

Tapete vermelho para Dilma, mesmo quando vai curtir o final de semana em Lisboa. A foto ao lado não é desta viagem e é usada apenas para ilustração.



A presidente Dilma Rousseff está em Portugal, onde passa o fim de semana, segundo descobriu o jornal O Estado de S. Paulo deste sábado. A comitiva presidencial ocupa mais de 30 quartos de dois dos hotéis mais caros de Lisboa. Segundo o Estado apurou, a suíte que ela utiliza custa, no preço da tabela, cerca de R$ 26,2 mil (8 mil euros). Saiba mais:

A viagem não estava na agenda oficial da presidente, divulgada na sexta-feira à noite, e foi mantida em sigilo pelo Palácio do Planalto. A informação era de que ela estaria "sem compromissos oficiais" hoje e amanhã.

. Entre Davos e Cuba, Dilma e sua delegação decidiram passar o sábado em Lisboa. Além da presidente, a comitiva conta com alguns dos ministros que a acompanharam até a Suíça.

. Ela se hospeda no hotel Ritz de Lisboa. O estabelecimento colocou uma enorme bandeira do Brasil na sua parte frontal.