Páginas
- Contatos e Perfil
- Tabelionatos em Porto Alegre
- Registros de Imóveis em Porto Alegre
- Cartórios de Registro Civil em Porto Alegre
- Salário Mínimo Nacional 2016
- Salário Mínimo Regional do RS 2015 (válido até 31.01.2016)
- RETENÇÃO IMPOSTO DE RENDA 2016
- TAXA REFERENCIAL (TR)
- INDICADORES ECONÔMICOS (IGP-M, INCC, IGP, ETC)
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Inflação não é bicho de sete cabeças
Tadeu Cordova Borges
Como ciência, a Economia é controversa e polêmica. Dentre seus elementos, fenômenos, acidentes, circunstâncias, a inflação é a que menos se aproxima da unanimidade. Nem mesmo em sua definição há comunhão de conceito. Já se disse que inflação é o excesso de moeda em circulação. Contesto, indagando quem calcula ou como se aquilata a quantidade ideal de moeda em circulação. O fiado concedido na quitanda da esquina é considerado nesse cálculo?
Numa reunião de economistas, questionei quantas formas de inflação existiam. Dois professores universitários responderam simultaneamente: um afirmou que eram quatro, enquanto o outro disse que eram cinco e enumerou: conjuntural, estrutural, inercial, de demanda e de custos. O primeiro contestou que conjuntural e estrutural seriam a mesma coisa. Foi então que informei haver mais um tipo de inflação: a importada.
Durante os preparativos do Plano Cruzado, com Dilson Funaro no comando da economia, houve uma acelerada na inflação decorrente do aumento do preço do milho, porque houve alta na Bolsa de Chicago. Na ocasião cogitou-se expurgar o preço do milho do cálculo da inflação, conforme registro no livro “Aventura e agonia: O Plano Cruzado” de Carlos Alberto Sardenberg, que à época comandava a comunicação de João Sayad, ministro do Planejamento.
Os cereais (principalmente o milho) influenciam os preços porque são insumos das rações que funcionam como principal matéria-prima da produção de aves, leite, ovos e suínos e toda a variada gama de produtos que deles derivam. Por isso, uma das primeiras providências dos governos deveria ser estabilizar o preço do milho e demais grãos. Com esta medida, mais de 50% dos problemas inflacionários estariam debelados, independentemente da taxa de juros, da política monetária ou das condições fiscais.
SEM TABELAMENTO
A estabilização se faria sem tabelamento, utilizando ferramentas de que o governo federal dispõe, a Conab principalmente, e o sistema adotado seria o que foi aplicado na política do trigo, tanto nacional como importado, e que durou quase três décadas, desde Juscelino até Sarney. O governo adquire a produção e fornece a quem se interessar, em cotas semanais.
Esta experiência e outras que colhi no exercício da pesquisa que desenvolvo, reforçam o entendimento de que Brasília está coalhada de autoridades e funcionários públicos que não estão trabalhando em prol do país, possivelmente subornados.
Antes que comentaristas afirmem que nossa política agrícola é igual a dos Estados Unidos, devo registrar que este país merece os parabéns pela estratégia montada. Eles conseguem exportar inflação, sem produzi-la para consumo próprio.
Existe uma pequena diferença entre o modelo americano e o brasileiro, mas que gera resultados gigantescos. Lá não existe a figura do atravessador ou intermediário, enquanto que aqui predomina essa perversa figura, que é quem efetivamente lucra com a produção agrícola. Como lá nos Estados Unidos não existe a figura do atravessador, as oscilações na Bolsa de Chicago, em razão de intempéries são insignificantes não gerando inflação. Já no Brasil tivemos caso em que os grãos oscilaram 60% em trinta dias. É aquela história: um espirro na Bolsa de Chicago provoca uma epidemia mundo afora.
OS VIGARISTAS
06/02/2013
Marreta®
O termo 171 é usado como gíria, principalmente quando se pretende ganhar ou obter benefícios e/ou favores com uma simples conversa.
No Código Penal brasileiro o estelionato é capitulado como crime econômico (Título II, Capítulo VI, Artigo 171), sendo definido como obter para si ou para outro, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento.
Conto do vigário, (Wikipédia) segundo a pesquisadora Denise Lotufo, teria como palco uma disputa entre dois vigários em Ouro Preto, ainda no século XVIII.
Tudo começou com a disputa entre os vigários das paróquias de Pilar e da Conceição pela mesma imagem de Nossa Senhora.
Um dos vigários teria proposto que amarrassem a santa num burro que estava solto na rua. Pelo plano, o animal seria solto entre as duas igrejas. A paróquia que o burro tomasse a direção ficaria com a imagem.
O animal foi para a igreja de Pilar, que acabou ganhando a disputa. Mais tarde teria sido descoberto que, o burro era do vigário dessa igreja. Segundo a pesquisadora, essa é uma das possíveis origens da palavra vigarista.
Conto ou golpe do operário é quando o meliante se diz operário, com macacão e tudo e só bebe vinho de 600 reais a garrafa. É quando tem uma evolução patrimonial que nem o COAF e a Receita Federal conseguem averiguar, e no dizer de um estatístico de conveniência ideológica, foi um sucesso financeiro acima de qualquer expectativa razoável, sorte de operário que agora só vai de camarote.
Estou pensando em fazer concorrência com a Wikipédia editando na íntegra todos os verbetes possíveis que se enquadrem na Nova Enciclopédia da Patifaria.
Certamente vou contar com colaboradores para a edição da obra, estou pensado em contatar elementos que detenham fé do ofício nesse mister, colaborações do alto petralhato, do tucanato, zeladores de más reputações e outros experts.
No Código Penal brasileiro o estelionato é capitulado como crime econômico (Título II, Capítulo VI, Artigo 171), sendo definido como obter para si ou para outro, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento.
Conto do vigário, (Wikipédia) segundo a pesquisadora Denise Lotufo, teria como palco uma disputa entre dois vigários em Ouro Preto, ainda no século XVIII.
Tudo começou com a disputa entre os vigários das paróquias de Pilar e da Conceição pela mesma imagem de Nossa Senhora.
Um dos vigários teria proposto que amarrassem a santa num burro que estava solto na rua. Pelo plano, o animal seria solto entre as duas igrejas. A paróquia que o burro tomasse a direção ficaria com a imagem.
O animal foi para a igreja de Pilar, que acabou ganhando a disputa. Mais tarde teria sido descoberto que, o burro era do vigário dessa igreja. Segundo a pesquisadora, essa é uma das possíveis origens da palavra vigarista.
Conto ou golpe do operário é quando o meliante se diz operário, com macacão e tudo e só bebe vinho de 600 reais a garrafa. É quando tem uma evolução patrimonial que nem o COAF e a Receita Federal conseguem averiguar, e no dizer de um estatístico de conveniência ideológica, foi um sucesso financeiro acima de qualquer expectativa razoável, sorte de operário que agora só vai de camarote.
Estou pensando em fazer concorrência com a Wikipédia editando na íntegra todos os verbetes possíveis que se enquadrem na Nova Enciclopédia da Patifaria.
Certamente vou contar com colaboradores para a edição da obra, estou pensado em contatar elementos que detenham fé do ofício nesse mister, colaborações do alto petralhato, do tucanato, zeladores de más reputações e outros experts.
Agora as falanges do PT querem acabar com a delação premiada; ela só era boa quando punia seus adversários!
Posted: 14 Feb 2013 09:00 AM PST
Do jornalista Reinaldo Azevedo - Que país exótico! A delação premiada fez uma bomba explodir no DEM. Foi a concessão do benefício, com redução da pena, que transformou Durval Barbosa — lembram-se dele? — no algoz do então governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Barbosa, como se sabe, também cometeu uma penca de crimes. Nem eu nem você, leitor amigo, o queremos como professor de Educação Moral e Cívica. Eu mesmo já escrevi aqui sobre inconvenientes desse expediente, especialmente quando o delator continua, como Durval continuou durante algum tempo, a fazer política. Mas daí a tentar declarar a prática ilegal ou inconstitucional? Ora, tenham a santa paciência! Sigamos. Enquanto a delação premiada servia para fazer picadinho de um partido político da oposição, a “consciência jurídica” da nação se calou, não é? Agora, advogados de mensaleiros, como Antônio Carlos de Almeida Castro e José Luiz de Oliveira Lima, defensores, respectivamente, de Duda Mendonça e José Dirceu, decidiram atestar a sua suposta amoralidade. Dizem que nem mesmo aceitariam advogar para clientes que a ela recorressem. Entendi. A concessão de um benefício como esse a Marcos Valério, então, nem pensar, certo? Ainda que ele pudesse revelar tudo o que ainda não sabemos sobre a tramóia do mensalão. Enquanto a delação serviu para quase destruir o DEM, com seus óbvios efeitos eleitorais, tudo parecia um grande movimento de moralização da nação. Agora, passou-se a considerar a prática o sumo da amoralidade. O próprio presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, afirma que vai propor que a Ordem discuta se o expediente é ou não constitucional. Huuummm… É… Se dois advogados de mensaleiros demonstram seu inconformismo tardio, é mesmo o caso de debater, né? Ai, ai… Perguntem no que teria dado a Operação Mãos Limpas, na Itália, que tirou de circulação um bando de bandidos, sem a prática. Como a Constituição não são cartas de tarô, cujo sentido depende bastante de quem as lê, o presidente da OAB poderia dar uma dica de quais artigos da Carta alimentam a sua dúvida. Esse debate é ridículo. É claro que nem toda delação é aceitável e que é preciso que venha acompanhada de algumas exigências: a) que o delator já tenha parado de delinquir; b) que seja necessariamente punido, porque também criminoso, ainda que com pena menor do que se não tivesse colaborado; c) que preste informações fidedignas e relevantes ao esclarecimento do caso, sem selecionar alvos, o que poderia concorrer para encobrir crimes, não para solucioná-los. Satisfeitas essas condições, é evidente que se deve considerar a delação premiada entre os instrumentos para investigar e punir crimes. Os juízes, diga-se, na fase da dosimetria, já fazem, à sua maneira, uma espécie de “delação premiada”: a colaboração do réu é contada entre os elementos que minimizam a pena. Os petistas e seus prepostos são mesmo pessoas notáveis. As três gestões do PT (duas de Lula e a de Dilma, em curso) jamais deram bola para a situação dos presídios brasileiros, por exemplo. Nada! Bastou que surgisse a possibilidade de alguns companheiros irem em cana, e então os patriotas se lembraram das agruras em que vivem os presos. Num rompante, José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, chegou a dizer que preferiria o suicídio a ficar numa cadeia no país. Ele se tranquilize. Dirceu certamente ficará numa cela confortável e não é do tipo que possa tirar a própria vida, constrangido pela vergonha. Se um petista vier a cometer matricídio, aparecerá um “jurista” para dizer que a gente não deve se meter na sagrada relação entre mãe e filho… |
CATÁSTROFES ANUNCIADAS OU A “ÉTICA NÃO É O FIM”
08/02/2013
Adauto Medeiros (1)
Assisti na TV ao programa que gosto muito, em canal fechado, chamado de “Painel”, e que tratou sobre o incêndio da Boate em Santa Maria. Três intelectuais debateram sobre o assunto, sendo eles, Roberto Romano, Luiz Felipe Pondé e Oscar Melo (foto). Discutiram e procuraram explicar as causas do desastre no Rio Grande do Sul.
Enumeraram as causas que segundo eles foram: corrupção, Leis e fiscais, ignorância e desvalorização da vida. Ora, a nossa cultura é tão autoritária (ainda que disfarçada) que é comum vermos aquelas frases chavões: “você sabe com quem está falando?”. A nossa ética cultural na verdade nos obriga a estacionar o carro em lugar proibido, principalmente se for em vagas de deficiente físico, a furar fila, em suma, o que buscamos e ser feliz por não cumprirmos a lei e é por isso no Brasil tem lei que pega e tem (muito mais) as que não pegam.
Para ser franco, diria mesmo que a nossa alma autoritária não nos deixa sermos um povo que pensa no próximo e por isso apesar de vivermos sob a lei, sempre a contrariamos. Claro que nesse episodio da Boate Kiss, podemos perceber que só um idiota pode acender um fósforo em lugar fechado, mas contra idiota não há legislação.
Bom, mas o certo é que os itens que causaram o desastre poderiam ter sido evitados, se o Brasil fosse um país que valorizasse melhor a vida dos outros.
Podemos pensar também que quando a corrupção chega a níveis que chegaram cabe perguntar se os nossos aviões tem manutenção adequada, se os remédios em suas bulas tem realmente a quantidade certa, ou seja, vivemos em um país que tudo tem o jeitinho brasileiro como forma de se dar bem, enganando os trouxas, nós, os contribuintes.
Isso é de uma verdade tão presente que o usuário de qualquer boate nos país pode enxergar um extintor e deveria ficar seguro, mas em sua maioria, é provável que os extintores estejam descarregados ou vencidos. Por outro lado, há também como causa a falta de estrutura dos bombeiros que demoram muito tempo para conceder os alvarás de licença para que as empresas funcionem e como demoram as empresas terminam tendo que funcionar antes da autorização.
Aliás, quero registrar que logo após o acidente, eu fui um dos que disseram que o grande culpado da tragédia em Santa Maria eram os bombeiros. Muitos acharam que eu estava exagerando. Pois bem, semana passada vi pela internet o laudo do Crea do Rio Grande do Sul dizendo exatamente isso.
Bom, mas voltando ao programa “Painel”, chamou minha atenção a informação dada por um dos debatedores, o Roberto Romano, que o viaduto do chá em São Paulo tem rachaduras tão velhas e profundas que já nasceram árvores e que já estão até frondosas e o prefeito de São Paulo ainda não viu. Pode isso? Quanto absurdo! Não é à toa que tivemos que ouvir do novo presidente do senado, Renan Calheiros dizer em alto e bom som, que “no Brasil a ética não deve ser um fim”. Mas (rezemos para que não) se o viaduto do chá vier a cair um dia, será apenas mais uma catástrofe anunciada.
(1) Engenheiro civil e empresário.adautomedeiros@bol.com.br
Assinar:
Postagens (Atom)