quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Privilégio às avessas


Dora Kramer - O Estado de S.Paulo
O exemplo de um deputado federal condenado em outubro de 2010 pelo Supremo Tribunal Federal, até hoje solto e no exercício do mandato, pesa contra dois pedidos feitos pelo Ministério Público aos juízes do mensalão: a prisão imediata dos réus e a cassação automática dos parlamentares condenados.
Natan Donadon foi condenado a 13 anos, quatro meses e dez dias de prisão por peculato e formação de quadrilha na Assembleia Legislativa de Rondônia, mas a execução da pena ainda aguarda o julgamento de um embargo de declaração.
Aplicado o conceito de mesmo peso e igual medida, a princípio nem seria lógico todo esse debate sobre prisão e perda de mandatos de imediato em relação aos réus da Ação Penal 470.
Donadon não teve questionado o mandato nem se cogitou de sua prisão porque a sentença não transitou em julgado, faltando o exame de um último recurso.
Por que os culpados por arquitetar e participar do esquema do mensalão receberiam tratamento diferente?
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, argumenta que por se tratar de ação julgada na última instância, os recursos possíveis (embargos infringentes e de declaração) não modificarão as decisões já tomadas e, portanto, não se justificaria a espera.
Na opinião dele são muito otimistas as previsões de que as penas serão cumpridas a partir de 2013. "Se não houver prisão imediata o meu horizonte é 2014 ou bem depois, porque temos um grande número de réus que poderão interpor recursos durante muito tempo", pondera Gurgel.
Ora, havendo a possibilidade de recursos, como ignorá-la? Fica difícil aceitar o raciocínio de que o mensalão é um caso exemplar e por isso a execução das penas deve ser feita desde logo, pois a punição desses condenados representa "um marco na história de Justiça brasileira". É o que diz o procurador, mas não necessariamente é o que aconselha o bom senso.
O STF estaria dando razão às acusações de que atua como "tribunal de exceção" se agora determinasse prisões, decretasse a cassação de três deputados e deixasse o colega Donadon, condenado muito antes, na posse de suas prerrogativas legais.
Um questionável privilégio às avessas.
Rede. Em seus depoimentos no Congresso, o ministro da Justiça nada acrescentou que possa ajudar a esclarecer as atividades da quadrilha dos pareceres técnicos, tráfico de favores e peripécias outras.
O que confirma a impressão de que esteve lá para aplacar cobranças de explicações e ganhar tempo a fim de impedir que Rosemary Noronha seja convocada.
José Eduardo Cardozo disse que ela não foi protegida nas investigações da Polícia Federal. Como se viu pelo resultado da Operação Porto Seguro, não parece mesmo ter sido.
No entanto, agora que o caso passou à administração política do Planalto, na prática a moça está sob a proteção do Estado a fim de se preservar o ex-presidente Lula.
Infantaria. Governadores de um lado, prefeitos de outro e a maioria da Câmara atuando de perto na pressão, será pesado o movimento em favor da derrubada do veto da presidente à nova lei de distribuição dos royalties do petróleo.
Raras vezes um assunto reuniu tantos interesses contrariados.
Vetos presidenciais não costumam ser derrubados. Aliás, nem costumam ser examinados. Até outro dia ainda havia - e talvez ainda haja - vetos do governo Itamar Franco na fila da pauta.
A votação é conjunta do Congresso e por isso cabe ao presidente do Senado a decisão de levar vetos ao plenário.
Devido à proximidade do recesso parlamentar, o assunto talvez fique para a próxima legislatura e o abacaxi transferido ao sucessor de José Sarney.

FALOU E DISSE




Giulio Sanmartini
O leitor e comentarista contumaz que assina Joseph Janosek, sobre me artigo Casal 25 (milhões) – 5/12. escreveu tudo  com poucas e irônicas  palavras:janosk
“…Como disse o ex-Presidente francês Jacques Chirac: Para o Presidente Lula, o que é dele é dele, e o que é dos outros pode ser dividido”.
Esperidião Amim (ex-governador), asseverou: “O pior atentado que se pode cometer contra o Lula, além de alvejá-lo com um Mortífero Dicionário, é atirar-lhe uma Carteira de Trabalho”.
Nada a acrescentar!

A FOTO DIZ TUDO



Ancião
A descortesia da presidente Dilma Rousseff, não conhece limites. Ela fez  questão de mostrá-la cruamente durante a posse do ministro Joaquim Barbosa, no Supremo Tribunal Federal STF.
Segundo uma pesquisa de opinião Joaquim só não ocupará o lugar em que ela está sentada, se não quiser.DilmaeJoaquim
Caso aconteça assim, o sorriso sincero desse negro honrada, que se fez na vida sem precisar das demagógicas cotas raciais, e sem jamais ter-se vendido, será apreciado por todo o Brasil, quando receber a faixa presidencial, para desesperos do lixo humano da “cumpanheirada petista”.
Aí sim voltaremos a ver este olhar de ódio animalesco, de desprezo, dando-lhe um aperto de ponta dos dedos, mas nesse ponta a ex-presidenta, estará começando a ouvir o trombetear forte  do juízo universal.
O jornalista Augusto Nunes, escreveu sobre o assunto com muita propriedade, em seu artigo “O sorriso e o esgar”:
“A foto de Dida Sampaio é mais que o registro do momento em que Dilma Rousseff, presidente da República há quase dois anos, cumprimentou o ministro Joaquim Barbosa, que acabara de assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal. A imagem documenta a colisão frontal, consumada em estridente silêncio, entre um homem e uma mulher assaltados por sentimentos opostos e movidos por antagônicos estados de ânimo.
O chefe do Poder Judiciário está feliz, de bem com a vida. A chefe do Poder Executivo está contrafeita, nas fímbrias da amargura. Joaquim Barbosa é o anfitrião de uma festa. Dilma Rousseff é a convidada que nada tem a festejar. Está lá por não ter conseguido livrar-se do convite.
Ele se sente em casa e pensa no que fará daqui por diante. Ela pensa no que ele fez e anda fazendo. E se sente obrigada a enviar um recado fisionômico ao padrinho e aos condenados no julgamento do mensalão: se pudesse, estaria longe dali”. (Leia mais: O sorriso e o esgar « Augusto Nunes).

Pinterest: o seu painel de imóveis na internet


05/12/2012


Com a quebra de barreiras ocasionada graças à internet, interagir e se comunicar com pessoas do outro lado do mundo faz parte da realidade de muitas pessoas, facilitando também áreas como a pesquisa e o comércio. A palavra de ordem para negociações, de qualquer tipo, seja em ambiente físico ou virtual, portanto, é: relacionamento.
No setor imobiliário, a história não é diferente. O relacionamento continua sendo um dos pilares para a construção de boas negociações, especialmente quando o assunto é compra e venda de imóveis pela internet. O ramo seguiu a tendência das redes sociais virtuais e passou a utilizar sites como o Pinterest para ampliar o seu mercado.
Funcionando como uma rede social dedicada ao compartilhamento de fotos, o Pinterest é uma espécie de painel virtual onde os usuários cadastrados podem organizar e compartilhar imagens. O conteúdo pode ser dividido por categorias, destacando temas segmentados como arquitetura, design e decoração de interiores.
Seu papel se baseia em um verdadeiro “quadro de inspirações”. Os usuários podem reunir, divulgar e comentar as imagens que julgarem mais interessante, interagindo com outros perfis e descobrindo novas fontes de conhecimento.
Em meio a tantas possibilidades, a rede social abre as portas para profissionais do mercado imobiliário se aproximarem de seu público, gerando conteúdo relevante para clientes em potencial.
Perfil do portal imobiliário Agente Imóvel mostra como o setor de imóveis pode usar o Pinterest a seu favor.
Trabalhando temas como dicas de decoração, arte, paisagismo, sustentabilidade, entre outros, perfis de imobiliárias e, até mesmo, construtoras têm ganhado o seu espaço, fazendo do Pinterest um meio eficaz para criar relacionamentos. Além disso, a opção é usada, ainda, para postar fotos de lançamentos, cômodos decorados, imóveis reformados, técnicas de design diferenciado e muitas outras possibilidades.
Somando aos benefícios do compartilhamento de imagens e interação com públicos segmentados, o Pinterest conta com o diferencial de redirecionar as imagens postadas para outros sites. Ou seja, é possível gerar links diretos para o seu próprio site ou blog, aumentando suas referências e favorecendo o aumento de visitas.
A dica para o bom uso da ferramenta, porém, é não utilizar a rede social como simples método de autopromoção. Afinal, como já foi dito anteriormente, a ordem da vez é criar relacionamento a partir da interação e criação de conteúdo de qualidade. Dessa forma, o Pinterest pode ser encarado como um novo aliado do marketing imobiliário, inovando no modo de atrair clientes e fechar negócios.
Para fazer parte da rede social, basta acessar o site do Pinterest e clicar no ícone “Participe do Pinterest”, localizado na parte superior da página. Você pode se registrar usando o seu endereço de e-mail, Twitter ou Facebook, ampliando suas chances de interação com outras comunidades virtuais.

Lei dos Meios: Governo Kirchner veta juízes que julgarão caso ‘Clarín’


Magistrados deveriam decidir sobre aplicação da Lei de Meios


BUENOS AIRES e BRAsÍLIA – No que foi considerado o maior ataque à independência judicial já cometido por um governo desde o retorno da democracia à Argentina, em 1983, a Casa Rosada recusou nesta quarta-feira todos os membros da Câmara Civil e Comercial, âmbito em que deve ser resolvida sua disputa com o ‘Clarín’ sobre a Lei de Meios.
Poucas horas depois, importantes dirigentes kirchneristas, entre eles o deputado Carlos Kunkel, acusaram a Justiça de “estar gestando um golpe institucional para romper a continuidade da democracia”.
Os magistrados recusados pelo governo deveriam decidir se prorrogam ou não liminar obtida pelo Clarín, que suspendeu a aplicação dos artigos 45 e 161 da lei, considerados inconstitucionais pelo grupo por suposta violação de direitos adquiridos. Só que os próprios juízes deverão aceitar ou não a recusa do Executivo.
— Esta é uma manobra sem precedentes em nosso país. Nunca vimos, desde 83, uma pressão tão forte do governo sobre a Justiça — disse ao GLOBO o gerente de comunicações do grupo Clarín, Martin Etchevers.
A Associação Internacional de Radiodifusão (AIR) participará amanhã de manifestações em Buenos Aires em apoio aos grupos de comunicação locais pressionados pelo governo da presidente Cristina Kirchner.
O representante brasileiro na missão da AIR será o advogado Alexandre Jobim, integrante do Conselho Diretor da entidade e também conselheiro da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV (Abert).
A Casa Rosada promete aplicar integralmente a partir desta data a Lei de Meios, aprovada em 2009 pelo Congresso. A “adequação compulsória” de empresas privadas a novos limites de concessão e cobertura significará que nenhum grupo privado poderá cobrir mais que 35% da população do país.
O envio da missão foi decidido na última Assembleia Geral da AIR, no fim de outubro, em Montevidéu. A entidade representa 15 mil emissoras de rádio e televisão privadas, a maioria nas Américas. (Colaborou Mônica Tavares)

Romário reúne 188 assinaturas em 24h e protocola CPI da CBF



05 de Dezembro de 2012 
Romário começou coleta de assinaturas às 15h de terça-feira e reuniu 188 nomes Foto: Fabrício Escandiuzzi / Terra
Romário começou coleta de assinaturas às 15h de terça-feira e reuniu 188 nomes
Foto: Fabrício Escandiuzzi / Terra

O deputado Romário (PSB-RJ) anunciou nesta quarta-feira que reuniu o número de assinaturas necessárias para a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Confederação brasileira de Futebol (CBF). Ele protocolou o requerimento na Secretaria Geral da Mesa, no subsolo do anexo principal da Câmara dos Deputados, às 18h30.
Em seu perfil no Facebook, Romário exaltou o recolhimento das assinaturas em tempo recorde. Para abrir uma CPI, a Câmara exige apoio de um terço dos deputados, ou seja, 171. O ex-atacante conseguiu 188 nomes em cerca de 24h – fez tudo pessoalmente, conversando com os deputados desde as 15h de terça-feira.
“Nós aqui da Câmara não estamos admitindo mais este tipo de sacanagem com o povo”, afirmou Romário, que denuncia irregularidades na exploração e administração do futebol brasileiro e, ao longo dos anos, tem sido crítico e opositor de Ricardo Teixeira, que presidiu a CBF de janeiro de 1989 a março de 2012.
Romário pede investigação de contratos firmados pela CBF com empresas patrocinadores que beneficiam outras empresas de propriedades de amigos ou "laranjas" de Ricardo Teixeira. Ele também contesta a sucessão de Ricardo Teixeira, que colocou José Maria Marin como presidente da entidade.
A CBF já foi alvo de um CPI, em 2000, que investigou a ligação da entidade com a Nike sob a suspeita de desvios de recursos e ingerência. Os trabalhos da CPI foram encerrados sem conclusão ou punições. Em 2011, o deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) tentou protolocar pedido e chegou a alcançar 146 nomes, mas deputados retiraram apoio.

Escolha: inimigo do PT. Ou bobo, por Ricardo Noblat



"Chegou a hora da verdade para Lula e o PT! É preciso ter a grandeza de vir a público para tratar francamente tanto do caso do mensalão como do esquema de corrupção denunciado pela Operação Porto Seguro, a partir do escritório da Presidência da República em São Paulo, pois não podemos eternamente apenas culpar os adversários pelos males que nos afligem. Isso não resolve." (Ricardo Kotscho, ex-secretário de Imprensa do primeiro governo Lula)

A cobrança bem-intencionada, mas um tanto ingênua de Kotscho terá o mesmo destino daquela formulada por Tarso Genro, ministro do governo Lula em meados de 2005. Na época, o mensalão denunciado por Roberto Jefferson arrastava reputações morro abaixo, como a chuva costuma fazer no Rio de Janeiro entre dezembro e janeiro. Ou de repente.
Por duas vezes, pelo menos, cercado de poucos amigos e sob o efeito de algumas doses de álcool a mais, Lula ameaçara renunciar à presidência da República.
Marcos Valério, um dos operadores do mensalão, mandara dizer que estava disposto a contar tudo - salvo se fosse socorrido com uma quantidade razoável de dinheiro.
- É preciso refundar o PT - conclamou Tarso, hoje governador do Rio Grande do Sul.
José Dirceu havia perdido a chefia da Casa Civil, mas ainda conservava o mandato de deputado federal e o prestígio dentro do partido que ajudara a montar.
O que Tarso sugeriu pintava como uma nota de pé de página na história futura do PT.
Por decisão de Lula, Tarso largou o ministério da Educação para substituir interinamente José Genoino na presidência do PT. Instalou-se ali no início de julho de 2005.
Seu trato com Lula: transferir de setembro para o primeiro trimestre de 2006 a eleição do novo comando do PT. E livrar-se de Dirceu, que seria cassado pela Câmara.
Cinquenta dias depois, Tarso abdicou da missão que Lula lhe confiara. Poucas boas almas haviam comprado a ideia de refundar o PT.
Dirceu, por exemplo, não comprara. E mais: garantira que jamais deixaria o Diretório Nacional do PT como era desejo de Tarso. Mais do que desejo: condição para que Tarso entrasse 2006 à frente do PT.
O gato comeu a refundação do PT e nunca mais se falou dela.
Como refundar o PT se o partido nada fizera de mais?
Mensalão? Mentira de Jefferson! Caixa 2, isso sim, como antecipara Lula, orientado por Márcio Thomaz Bastos, ministro da Justiça e sujeito esperto. Que partido não se valia de Caixa 2 para financiar despesas de campanha?
"Como na Inquisição, nós fomos para a condenação. Não era para ter julgamento", provocou Dirceu esta semana, entre uma e outra manifestação de desagravo a ele animada por militantes do partido.
Antes de Dirceu dizer o que disse, Lula dissera: "Não serão juízes que escreverão o último capítulo da minha biografia. Mas o povo".
Algum sinal de que Dirceu e Lula possam escutar o conselho de Kotscho? Sim, sei... É claro... Compreendo...
O estatuto do PT determina a expulsão de filiados que tenham sido julgados e condenados em última instância. Os mensaleiros foram. A direção do partido adiantou que mesmo assim não serão expulsos. Ora, por que não?
Simples: porque o PT não dará a ninguém, nem mesmo à mais alta Corte de Justiça do país, o gostinho de admitir que os seus mais notáveis membros são criminosos.
Não tem como impedi-los de ir para a cadeia, é verdade. Mas tem como impedi-los de ser expulsos. Basta rasgar uma das páginas do seu estatuto. Sem dramas.
Lula não obrigou o Senado a rasgar uma das páginas do seu regimento interno?
Estava lá na página: se o Senado rejeita para qualquer cargo a indicação de um nome feita pelo presidente da República, o nome não pode mais ser apreciado.
O Senado rejeitou em dezembro de 2010 o nome de Paulo Vieira para a Agência Nacional de Águas (ANA).
Em abril do ano seguinte, contra um parecer da Comissão de Constituição e Justiça, o Senado aprovou o nome de Paulo Vieira. Por insistência de Lula. Que por sua vez se rendera à insistência de Rosemary Noronha, chefe do gabinete da presidência da República em São Paulo, acostumada a se apresentar como se fosse namorada dele.
Anote aí: favorecida por Lula, Rose empregou Paulo, Ruben, irmão de Paulo, o ex-marido dela, o atual marido, a filha, e sabe-se mais quem...
Juntou empresários interessados em negócios com governadores interessados em empresários. Fez lobby em favor do presidente do Banco do Brasil. Em troca ganhou presentes, respeito e medo.
Se todo mundo achava que ela namorava Lula, se ela só viajava com ele ao exterior quando dona Marisa não ia, se muitas vezes seu nome era omitido da lista normal de passageiros, se visitava Lula na cabine do avião presidencial e depois avisava aos convidados para deixá-lo descansar - quem se arriscaria a ignorá-la? Ou a enfrentá-la?
O PT foi capaz de levar sete anos negando por todos os santos a existência do mensalão. Admitirá que o mensalão existiu e que Rosemary pintou e bordou com Lula?

A Nau dos Insensatos - xilogravura, Sebastian Brant, 1549

Escreva aí por fim: Lula foi apunhalado pelas costas no caso do mensalão e também no caso de Rosemary. Quem diz ou pensa o contrário é inimigo do PT. Ou bobo.
Bola pra frente.