domingo, 30 de setembro de 2012

Mergulho nas alturas: prédio residencial no Peru terá piscinas suspensas


Chamado de Sky Condos, o empreendimento será construído em Lima pela empresa mexicana DCPP Arquitectos e terá a fachada de vidro transparente

Quem sofre de vertigem deve ficar bem longe dos andares mais altos deste novo empreendimento que será construído em Lima, no Peru. O Sky Condos terá piscinas privativas que ficarão praticamente suspensas nas alturas, como grandes trampolins – e sem grades de proteção. Além disso, toda a fachada do prédio de 20 andares, de autoria da mexicana DCPP Arquitectos, será de vidro transparente, unindo o ambiente exterior à vida dos moradores e permitindo maior iluminação natural. 

Divulgação / DCPP Arquitectos

A ideia dos arquitetos foi projetar um edifício nada tradicional. Em vez de vários apartamentos idênticos, foram criados três modelos residenciais, cada um com diferentes características, em uma área total de 10 mil metros quadrados. 

Divulgação / DCPP Arquitectos

Os profissionais acreditam, ainda, que, mesmo em apartamentos, é preciso investir em áreas externas. Sendo assim, foram construídos ambientes com terraço e piscina para cada unidade. 

Divulgação / DCPP Arquitectos


Criminosos se passam por fiscais eleitorais em Porto Alegre


11:30, 27 DE SEPTEMBER DE 2012 
IGORPAULIN
 

A campanha da candidata a prefeita de Porto Alegre, Manuela D’Ávila (PCdoB), protocolou uma notícia-crime na Justiça Eleitoral em que acusa criminosos de depredar suas peças de propaganda espalhadas na capital gaúcha. Segundo a denúncia, depredadores se identificam como fiscais da Justiça Eleitoral, vestidos em coletes azuis e verdes, e recolhem os cartazes de publicidade de D’Ávila. Os criminosos não foram identificados.
Igor Paulin

Bens que se quis: Justiça bloqueia Délvio Buffulin, ex-presidente do TRT-SP




A Justiça decretou o bloqueio dos bens do ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª RegiãoDélvio Buffulin.Acusado de improbidade administrativa por liberar R$ 58 milhões em aditivos para a construção do Fórum Trabalhista de São Paulo, Buffulin fora absolvido em primeira instância havia dez meses. A União recorreu e, agora, o pedido foi acatado. A desembargadora federal Cecília Marcondes decidiu que o patrimônio ficará indisponível até o final do processo. A decisão se estende ao engenheiro Antônio Carlos da Gama e Silva, acusado de ser cúmplice de Buffulin. Recentemente, a Justiça recuperou parte do desvio da obra do Fórum graças ao bloqueio de bens do ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, e do ex-senador Luiz Estevão.
Igor Paulin

- Charge do Paixão, via Gazeta do Povo.


Enquanto isso, na sala de Justiça… 



- Charge do Paixão, via Gazeta do Povo.

A supremacia do pensamento



Carla Kreefft (Jornal O Tempo)
São imensuráveis os riscos que a sociedade corre ao caminhar para a polarização e a radicalização das posições, sejam elas ideológicas, religiosas ou comportamentais. Essa história de declarar os que estão ao lado de amigos e os que estão do outro, de inimigos, não permite autocrítica, compartilhamento e, principalmente, estimula a violência – muitas vezes – por motivos extremamente banais.
Certamente, política, religião e esporte – até por serem temas apaixonantes – são áreas em que o radicalismo mais aparece em todo o mundo e em todos os tempos. Uma das capacidades humanas mais admiráveis é a de se organizar de forma coletiva em torno de um objetivo comum que não seja simplesmente a sobrevivência, como fazem os animais. Assim, a associação para a luta em favor de um ideal é a base para a organização da sociedade humana. E, por isso mesmo, também é ela que, no seu exagero, provoca grandes tragédias.
Ações e reações radicais que levam a guerras, genocídios, assassinatos, torturas e outros crimes contra a humanidade não têm explicações, mas, sem dúvida, tiveram origem em um mesmo lugar: a incapacidade de conviver com o diferente. E, neste mundo globalizado, em que tudo é cada vez mais igual, a diferença tem cada vez menos lugar.
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SISTEMA DE VIGILÂNCIA
Aquele prognóstico, explorado vastamente pela literatura e pelo cinema, de que a sociedade humana acabaria em um tipo de organização de permanente vigilância, sob os olhos do grande irmão, tem se mostrado verdadeiro. Há algum tempo, essa tese foi associada à proposta do regime comunista. Mas, agora, depois da queda do muro de Berlim e do fim da Guerra Fria e com a sociedade mundial caminhando para a consolidação dos regimes democráticos, percebe-se que o sistema de vigilância não é algo de uma ideologia específica.
O grande irmão parece ser mais um ente da sociedade moderna que, independentemente de regimes, não tolera a diferença e, por isso, a aprisiona na marginalidade.
O progresso da tecnologia e a possibilidade de a sociedade se organizar de maneira virtual facilitam o estabelecimento de conceitos e padrões dominantes que alimentam mercados, mas, principalmente, criam linhas de condutas sociais rígidas.
E são rígidas porque não são cobradas por uma autoridade, mas por alguém de mesmo nível hierárquico, alguém que está ao lado o tempo todo e em todos os lugares. Trata-se de uma supremacia do pensamento que ninguém sabe de onde veio e a que se destina. Porém, desrespeitá-la é um risco.

Artigo| Os esquecidos 30 de setembro de 2012 0 O país continua à espera das reformas do doutor Chico, quase esquecidas


FLÁVIO  TAVARES*
A perda do passado é nosso maior vício como sociedade organizada. Esquecemos a História ou não lhe damos importância, como se o passado ou a própria vida fossem um móvel carcomido de cupim atirado ao lixo. Há 50 anos, em 27 de setembro de 1962, por exemplo, o país inteiro foi sacudido pela morte repentina de Francisco Brochado da Rocha. Apenas 11 dias antes, este gaúcho afável, professor de Direito Constitucional da UFRGS, tinha renunciado ao posto de primeiro-ministro e chefe do governo, numa dramática madrugada em Brasília, quando o Congresso negou-se a lhe conceder poderes para executar um programa de reformas sociais e um plebiscito sobre o sistema parlamentarista, então vigente. Só o suicídio de Getúlio Vargas ou a lenta agonia de Tancredo Neves tiveram dimensão mais trágica, no Brasil, que a morte do "doutor Chico", como o chamávamos.
Ao recusar que ele levasse adiante as reformas agrária e bancária, o Congresso evitou resolver uma situação até hoje insolúvel ou só maquiada. O governo Brochado da Rocha durou apenas 67 dias, num dinamismo inversamente proporcional à sua brevidade. Estruturou a Eletrobrás e o sistema energético, esboçou o regulamento da mineração e o planejamento do governo além de criar a Embratel, tida como "exótica" num tempo em que telefonar era um luxo. E, por fim, enfrentou uma crise militar! Onze dias depois, a revolucionária e breve passagem pelo poder ativou um aneurisma cerebral e ele morreu em Porto Alegre, após três cirurgias e 40 horas de agonia.
Hoje, a Embratel (em que se assenta a telefonia nacional fixa ou móvel) foi entregue ao mexicano Carlos Slim e o país continua à espera das reformas do doutor Chico, quase esquecidas.
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A atual campanha política, em que todos se igualam no linguajar medíocre do jargão, me leva ao passado para não esquecer a astúcia cínica. Meu velho amigo Rubens Barbosa (ex-embaixador do Brasil em Washington e noutras praças) redescobriu agora uma carta do ano 64 A.C., em que Quinto Túlio, general de Roma, faz recomendações ao irmão Marco Túlio Cícero, grande tribuno e candidato ao Senado.
Com mais de 2 mil anos, tudo ali é atual: "Para seduzir os indecisos, faz pequenos favores. Em quem despertes esperança, faz acreditar que os ajudarás sempre. Faz com que saibam que estás agradecido por serem leais e que és grato pelo que cada um faz por ti. Encoraja aos que já te conhecem e adapta tua mensagem à situação de cada um, mostrando gratidão ao apoio que te dão" _  são as instruções iniciais ao irmão-candidato.
Após lembrar que "favores, esperança e relações pessoais" garantem votos, o general sugere buscar "as pessoas chaves" em cada povoado: "Reconhecer a diferença entre os úteis e inúteis evitará investir tempo e recursos em quem seja de pouca ajuda".
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O cinismo da Roma de ontem difere do cinismo do Brasil de hoje só na forma, não no conteúdo. O general aconselha: "Mantém por perto os teus amigos. E teus inimigos, mais perto ainda. Identifica quais os amigos com que podes contar e, depois, dá atenção aos inimigos. Faz promessas de todo tipo. As pessoas preferem uma mentira de conveniência a uma recusa direta. Deves prometer sempre fazer qualquer coisa para qualquer um, a menos que uma clara obrigação ética te impeça".
"O mais importante _ observa _ é incentivar a esperança no povo e nele criar um sentimento de boa vontade. Mas, não faças promessas específicas para o Senado nem para o povo. Fica só em vagas generalidades".
Mesmo se houvesse apenas isto a não esquecer, lembro o que me disse um peão rural ao ver, agora, o horário eleitoral na TV: "Se fosse para capinar, não haveria tanto candidato!".
* Jornalista e escritor

Uma das melhores do Queen.



Queen - 'Bohemian Rhapsody'
The official 'Bohemian Rhapsody' music video. Taken from Queen - 'Greatest Video Hits 1'.