quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Petismo continua tentando desmoralizar o procurador-geral da República; homem de Dirceu entra com representação contra Gurgel


Reynaldo Azevedo

O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) é um dos fiéis escudeiros de José Dirceu. É tão íntimo que se encontrava com ele naquele famoso quarto de hotel, mesmo sendo, então,  líder do governo na Câmara — do governo, reitero, não no PT. Enquanto o julgamento se dá no STF, os petistas e seus aliados insistem na desmoralização política do procurador-geral.  Leiam trecho da reportagem de Cátia Seabra e Andréia Sadi. Na madrugada, volto ao tema.
Autor de representação, petista acusa Gurgel de ‘avacalhação’
Ex-líder do governo Dilma Rousseff e, ainda hoje, um dos mais combativos articuladores do Palácio, o deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP) é autor de representação contra o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no Conselho Nacional de Justiça.
Vaccarezza, que diz que entrará com a representação nesta quinta-feira (9), afirma que a cartilha produzida pelo Ministério Público para traduzir o escândalo do mensalão para crianças “é um acinte”. ”É uma avacalhação do trabalho da Procuradoria-geral da República. Não sei se Gurgel tem respaldo dos demais procuradores. É um engajamento político-eleitoral. Ele pode fazer na vida privada. Mas não no site da Procuradoria”.
Na representação, elaborada pelo coordenador do setorial jurídico do PT de São Paulo, Marco Aurélio de Carvalho, Vaccarezza acusa o procurador-geral de “carnavalização” do julgamento do mensalão ao divulgar, no site oficial da Procuradoria-geral da República, uma cartilha dirigida às crianças sem que o julgamento estivesse concluído.
No documento, ao qual a Folha teve acesso, o petista acusa o procurador de preconceito e prejulgamento.
“Gurgel foi rápido. Essa não é uma caracterísitca dele. Se fosse, ele teria sido rápido no caso Cachoeira”, atacou Vaccarezza. Mais de uma vez, o petista usou de ironia ao perguntar “por que o procurador não fez uma cartilhinha para explicar o caso do Cachoeira”. É uma alusão ao fato de Gurgel não ter apresentado denúncia contra o então senador Demóstenes Torres em 2009, quando foi informada pela Polícia Federal que o parlamentar fora flagrado nos grampos.
Segundo Vaccarezza, a edição da cartilha revela um esforço de encobrir as deficiências da acusação de Gurgel, segundo o petista, “simplória e fraca”. ”A Procuradoria tenta fazer uma lavagem cerebral nas crianças, o que é uma perversidade”, disse Vaccarezza, para quem o Ministério Público tem de “descobrir o objetivo político de Gurgel”.
Vaccarezza disse não ter consultado o presidente nacional do PT, Rui Falcão, sobre a iniciativa, “embora tenha passado o dia inteiro com ele”. Na representação, o petista pede que o Conselho Nacional atue para remediar e impedir a carnavalização do julgamento do mensalão, além de suspender a veiculação da cartilha.
“Trata-se de evidente desvirtuamento da atividade do Ministério Público, que está custeando com recursos públicos propaganda pretensamente educativa, informativa e de orientação social, mas com notória intenção de, para utilizar as palavras do respeitado jornalista, carnavalizar um julgamento sério, cuja tão somente ocorrência já impacta severamente a vida da nação e dos acusados.Não é isso que se espera do Ministério Público. Isso não faz parte, certamente, das atribuições elevadas cometidas ao Ministério Público pela Carta da República!”, diz o documento.
(…) 
Por Reinaldo Azevedo

MEU AMIGO PETISTA


AnhangüeraVocês pensam que este jornal geriátrico é dos poucos a tentar fazer desandar o bolo dos incompetentes petistas? Né não!  Os aposentados estão usando a internet para isso. Magu publicou a carta da aposentada que é produtora rural desancando a “presidenta”. E vejam com que verve a Dra. Elizabeth Rondelli, (foto) Doutora em Ciências Sociais, professora aposentada das Universidades Federais do Rio de Janeiro e Juiz de Fora, se manifesta, em carta com o mesmo título desta matéria:
“Tenho um amigo petista (pessoa incrível e honestíssima), que escreveu sobre o relatório da OIT Org. Internacional do Trabalho, mostrando que a pobreza no Brasil caiu 36% em 6 anos, e dizendo que deve ter gente mordendo os cotovelos de tanta raiva. Não resisti e respondo publicamente. ‘Rir com dente é fácil’. Quero ver agora que o preço das commodities caiu, que o modelo de exploração de petróleo criado pela presidanta prova-se inviável, que a Petrobras não consegue mais segurar a inflação artificialmente baixa, que o pibinho petista não vai sequer chegar a 2%, que o Brasil começa a ser encarado como um país onde é difícil fazer negócio por tanta intervenção e achaques às empresas, que o prazo razoável de fazer as importantes reformas (previdenciária, tributária, fiscal, política…) já venceu, que não houve um mísero progresso nas variáveis que impactam o aumento da produtividade e da competitividade (infraestrutura, educação, ciência e tecnologia), que todos os esforços foram direcionados à anabolização dos números no curto prazo em detrimento da poupança e do investimento no longo, que os sete (eu disse SETE) pacotes lançados nos últimos meses para tentar ressuscitar o paciente moribundo mostraram-se tão patéticos quanto as pessoas que os maquinaram, que as famílias estão endividadas até o talo de tanto estímulo ao consumo, que a arrecadação já dá demonstração de queda (mesmo com o aumento das alíquotas, o que representa perda real em base tributável — ou atividade econômica)…
Eu poderia continuar por mais uma semana elencando a sequência de burradas dos governos petistas. E olha que eu nem entrei no mérito moral — aí, é “capivara” mesmo, ficha policial!
Com economia aquecida e uma carga tributária boçal (em ambos sentido: quantidade e qualidade), é fácil ter muito dinheiro para gastar. Distribuir aos pobres parece coisa de gente de bom coração. Renda na mão de pobre vira consumo e consumo conta para o PIB. E, na mão de petista, vira voto na certa.
Mas agora que o dinheiro vai começar a rarear, quero ver onde vai estar o coração dessa gente. Ou vão cravar mais fundo os dentes no setor produtivo da sociedade ou vão ter que escolher o que deixa de receber recursos. Tenho certeza de que o caixa 2 das campanhas eleitorais deles está garantido — até porque este parece ser (por mais surreal que possa parecer) o ÁLIBI dos 36 réus do mensalão.
O fato é que, 10 anos depois, o pobre brasileiro pode ter ficado momentaneamente menos pobre na carteira, mas não se tornou um milímetro mais capaz de enfrentar os desafios do mundo moderno em que o país compete. Basta ver que os analfabetos funcionais das faculdades de gesso do Luladdad chegam a 38% (é inacreditável, mas é verdade).
Acabada a farra da gastança, voltaremos para a mesma estaca em que estávamos antes. Um pouco piores, na verdade, graças aos retrocessos que representam os constantes ataques às instituições da sociedade (a Justiça, a liberdade de imprensa, a independência dos poderes, o que restava de honradez no Congresso, a política externa que deixou de servir à nação para se dobrar a um projeto particular de poder…) e às bases da economia de mercado tão sólidas que os petistas herdaram de seus antecessores mais capazes (a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Bolsa Escola — este, sim, carregava uma contrapartida que produzia um efeito positivo no longo prazo em vez de boçalizar a população com esmola–, a autonomia do Banco Central, a confiabilidade dos dados oficiais, o modelo de privatização, o ordenamento jurídico que atraiu o investidor estrangeiro, a estabilidade econômica e de regras, a não-intervenção nos mercados…).
Eu não mordo os cotovelos porque as pessoas estão menos pobres. Mordo de ver que o PT transformou em mais um vôo de galinha a maior oportunidade que o Brasil jamais teve de entrar definitivamente para a elite global. Mordo de ver que gente inteligente como você não consegue perceber a destruição do nosso futuro que está sendo promovida dia após dia por gente que só quer se locupletar e perpetuar seu poder sobre a máquina estatal — cada dia maior e mais nefasta para a economia e, por extensão, à sociedade. Mordo de ver que estamos abandonando as fontes que trouxeram riqueza para este país para nos alinharmos cada dia mais aos membros do Foro de São Paulo — do qual fazem parte o mais abominável ditador do século na América do Sul e o grupo narco-guerrilheiro que ele apóia no país vizinho. Mordo de ver que gente do bem ainda se alinha com os maiores bandidos que já ocuparam o poder central deste país. Mordo de pena. Mordo de tristeza. Mordo de desesperança”.
Este redator encerra, primeiro perguntando como a Dra. conseguiu um amigo petista honestíssimo, e depois, inquirindo-se como vai ser, pouco mais para a frente, quando os dentes caírem e o Corega não segurar mais as próteses?

Salve-se quem puder: ex-capacho da ditadura, para tirá-lo do Ministério das Minas e Energia querem “dar” a Lobão a presidência do Senado


Ricardo Setti

Lobão: (Foto José Cruz/ Agência Brasil)
Na política brasileira, parece — torçamos para que só pareça — que quanto mais pesada a ficha do cidadão em questão, mais possibilidades ele tem de galgar postos.
O lulalato só acentuou esse traço, que já vem de longe.
Vejam este caso, de agora, de hoje, noticiado pelo site de VEJA: porque quer um titular técnico, que entenda do assunto, à fente do Ministério das Minas e Energia — o ministro Edison Lobão, velho político, conhece energia somente na qualidade de quem sabe acender e apagar o interruptor de luz –, a presidente Dilma Rousseff trabalha para retirá-lo do cargo.
Até aí, tudo bem. Certamente a saída de Lobão preencherá uma lacuna.
Para isso, porém, pretende fazê-lo presidente do Senado.
Num país “normal”, ser presidente do Senado, a casa que reúne os representantes dos Estados, com mandato de 8 anos, e que tem altas responsabilidades ditadas pela Constituição, é muitíssimo mais do que ocupar uma pasta de ministro, servidor passível de demissão por uma canetada, e até por telefone — como fez Lula durante seu governo com o então ministro da Educação Cristovam Buarque.
Então, Dilma, embora tenha boas relações com Lobão, quer livrar-se dele instalando-o nesse altíssimo cargo.
E quem é Lobão?
Lobão era um simples jornalista do Maranhão que escrevia sobre política, em Brasília, para jornais decadentes do Rio de Janeiro que já não existem mais quando suas ligações com o senador José Sarney (PMDB-AP) o levaram a eleger-se deputado federal em 1978 pelo então partido do regime militar, a Arena. Posteriormente, se reelegeu pelo sucessor da Arena, o PDS, e continuou a ser o que era: um incondicional, um capacho da ditadura militar que, como jornalista, sempre defendeu.
A partir daí, foi senador, governador do Maranhão, senador de novo etc etc.
Desde 1978 só fazendo política, Lobão conseguiu a proeza de se tornar riquíssimo — graças, claro, ao especial tirocínio de que são dotados certos políticos para os negócios, exercido evidententemente nos poucos intervalos de sua dedicação integral à carreira púbica.
Sua ficha, para resumir, se completa com a maravilhosa circunstância de que ele não vê probema algum em ter o filho como seu suplente no Senado. Licenciado pela segunda vez para ser ministro – durante o lulalato, já permanecera dois anos no posto –, seu rebento, Lobão Filho, desfruta de todas as prerrogativas de senador da República sem jamais ter recebido um único voto.
Pelo descrito, Lobão parece dispor, de fato, de todas as qualidades para estar bem num governo do lulo-petismo.

Não se pode esquecer o dinheiro que o Brasil doa a países estrangeiros


Guilherme Almeida
Só relembrando mensagem que circulou na internet no inicio de 2011: Lula distribuiu R$ 61 bilhões para 27 países em 2 anos.
Só para lembrar: “o governo Lula e Dilma dizem não ter dinheiro para reajustar os aposentados. Mas, tem para doar para os estrangeiros.
A defasagem dos aposentados que recebem mais que um salário mínimo:
1. No Governo FHC : 18,77%
2. No Governo Lula : 42,27%
Somente nos dois últimos anos de seu governo, o ex-presidente Lula distribuiu mais de R$ 61 bilhões do contribuinte brasileiro para 27 países, a maioria na América Latina, sendo oito na África, para além de algumas das mais tenebrosas ditaduras, como Líbia, Síria e Irã.
Parte expressiva dos recursos saiu do Brasil por meio de financiamento do BNDES, para obras tocadas por empreiteiras favoritas do governo.
PERPLEXIDADE
A lista dos 27 países aos quais Lula deu dinheiro causou perplexidade nos senadores, até nos governistas, da Comissão de Assuntos Econômicos.
A indignação dos senadores também decorreu do fato de que os R$ 61 bilhões terem deixado os cofres públicos sem autorização do Senado.
“DESEMBOLSOS”
Oficialmente, o BNDES admite “desembolsos” de US$ 1,2 bilhão na América Latina e de US$ 906 milhões na África. Ou seja, R$ 3,38 bilhões.
Detalhe final: os R$ 61 bilhões destinados por Lula aos 27 países em dois anos é um valor superior à soma das transferências para os Estados, no período.
via tribuna da internet

ORIGEM DAS ESPÉCIES


Magu
No século XIX, existiu um sujeito, nascido na Inglaterra, na cidade de Shrewsbury, em 1809, que formou-se em Medicina, onde se interessou especialmente por história natural e, estranhamente,  formou-se depois em Teologia. Não se apressou em ser ordenado, e ingressou no curso de Geologia. Coisa de maluco lá das estranjas. Entretanto, o interessante foi que, após 4 anos e 9 meses de viagem a bordo de um brigue, o HMS Beagle, observando e estudando 2/3 desse tempo em terra firme, seus escritos, da observação realizada, fizeram-no ser reconhecido geólogo e, ao mesmo tempo, escritor. Seu nome era Charles Robert Darwin. Além de vários outros escritos, sua obra mais famosa foi o livro, publicado em 24 de Novembro de 1859, nomeado Sobre a Origem das Espécies por Meio da Seleção Natural,  também chamado A Preservação das Raças Favorecidas na Luta pela Vida.
Acabou sendo um sujeito tão importante que é classificado em 16º lugar na lista das 100 maiores personalidades da História e, recentemente, teve sua efígie colocada na nota de 10 libras esterlinas no lugar de Charles Dickens.
Voltando um pouco, faltou explicar que Darwin participou, na verdade, de uma expedição cujo propósito era o levantamento cartográfico das costas marítimas do Sul da América, uma continuidade de trabalhos anteriores, para medições mais exatas, o que incluiu as Falklands e Galápagos. Darwin acabou desembarcando em Salvador, Bahia, e escreveria depois: “A vista de florestas selvagens irá levar todo e qualquer naturalista a lamber o pó dos pés de um brasileiro”. Um evidente exagêro. Parou também no Rio de Janeiro, onde embrenhou-se a cavalo pela Mata Atlântica, seguindo depois para Montevidéu e posteriormente, à Terra do Fogo. Darwin faleceu em 1882, 19 de Abril, em Kent, no país de origem.
Sua teoria, adotada definitivamente pela comunidade científica, espalhou-se pelo mundo. Incluindo o Brasil. Em virtude das várias reviravoltas políticas ocorridas em nossa terra, com revoluções, ditaduras, fases democráticas, etc, a prova de sua teoria pode ser vista na ilustração acima, onde aparece o “homo petistatæ”.
 

Os pilotos do tráfico


José Casado, O Globo

Há duas semanas a agência antidrogas dos Estados Unidos (DEA) interceptou um avião monomotor que sobrevoava Catacamas, no Oeste do departamento de Olancho, em Honduras. Rastreada a partir da Venezuela, a aeronave foi forçada a aterrissar à beira de uma estrada rural, na manhã de quinta-feira (19). Dois homens tentaram fugir. Eram os pilotos brasileiros Elias Aureliano Rivera e George Luis Herrera Bueno.

Ferido, Bueno se entregou. Rivera "ignorou ordens para se render", segundo Daw Dearden, porta-voz da DEA. Foi morto pelos agentes americanos. Tornou-se a oitava vítima da equipe, nas últimas seis semanas. Do avião foram retirados 968 quilos de cocaína.

Honduras ganha destaque nos mapas do narcotráfico. Tornou-se a primeira escala de 79% dos voos de transporte de cocaína que decolam do Brasil, da Colômbia, do Suriname e da Venezuela, porque faz fronteira com três países (Nicarágua, El Salvador e Guatemala) e tem saída para o litoral do Caribe. Nessa logística, a Venezuela é base avançada da narcoguerrilha colombiana.

No início deste ano, o Departamento do Tesouro dos EUA listou sete oficiais militares e funcionários do governo Hugo Chávez por participação no tráfico, entre eles o ministro da Defesa. O governo Hugo Chávez refutou, atribuindo tudo ao "imperialismo".

Em maio, o juiz Eladio Ramón Aponte Aponte, então presidente da Suprema Corte venezuelana, fugiu do país, entregou-se à DEA e confessou cumplicidade com uma rede de narcotráfico. Admitiu ter manipulado processos judiciais para favorecer traficantes com negócios partilhados -contou - com alguns dos mais graduados funcionários do governo Chávez. E listou: o ministro da Defesa, general Henry de Jesus Rangel Silva; o presidente da Assembleia Nacional, deputado Diosdado Cabello; o vice-ministro de Segurança Interna e diretor do Escritório Nacional Antidrogas, Néstor Luis Reverol; o comandante da IV Divisão Blindada do Exército, Clíver Alcalá; e o ex-diretor da seção de Inteligência Militar, Hugo Carvajal.

Nessa rede sul-americana de tráfico cresce, também, a participação de pilotos brasileiros, com habilidade testada nas rotas de garimpo de ouro e diamantes na Amazônia - onde o desafio de manobras pode ser tão arriscado quanto as de caças sobre porta-aviões durante guerras. Eles seguem a trilha de Leonardo Dias Mendonça, preso há nove anos no Pará, que ficou milionário ao se associar ao general Desiré Bouterse, o líder político e militar mais poderoso do Suriname, antiga colônia holandesa.

Bouterse, o ditador que nos anos 80 proclamou uma "república socialista" no Suriname, tem mais 36 meses de mandato, até 12 de agosto de 2015. No dia seguinte, perde a imunidade presidencial e será apenas um narcotraficante de 70 anos, com prisão decretada no Brasil e em mais meia centena de países - a pedido da Holanda, onde foi condenado a 16 anos de prisão por tráfico de cocaína.

Sob o manto do "socialismo", Bouterse organizou rotas para a Europa. Entre os anos 80 e 90, ele e Mendonça ganharam dinheiro com a narcoguerrilha colombiana: vendiam armamento e recebiam em cocaína. É ampla a documentação indicando que o piloto brasileiro somou um patrimônio de quase US$ 250 milhões.

Mendonça "apadrinhou" a aliança do traficante carioca Luiz Fernando da Costa, o Beira-Mar - na época em ascensão, hoje preso na Paraíba - com Tomás Medina Caracas (o "Negro Acácio"), responsável pelo narcotráfico das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) na fronteira com o Brasil. "Negro Acácio" foi morto em setembro de 2007.

Mendonça e Bouterse financiaram no Brasil a montagem de uma rede de apoio político, na qual se destacou o ex-deputado federal Pinheiro Landim. Acusado em uma CPI, Landim negou ("nunca vi um pacote de cocaína") mas passou à história como o deputado que renunciou duas vezes em cinco semanas: em 15 de janeiro de 2003, no encerramento de uma legislatura (1999-2003), e em 25 de fevereiro, na abertura da legislatura seguinte. Atualmente, é um influente líder do PMDB no Ceará.

AGORA, A PASMACEIRA Carlos Chagas




                                               Mais do que para a rotina, caminha para a pasmaceira a  seqüência de intervenções dos advogados dos mensaleiros, depois da segunda-feira já conhecida como Dia da Fantasia, quando os principais réus foram apresentados como  anjinhos. Ontem mesmo,  ninguém  agüentava mais  ouvir a defesa de outros cinco, senão de menor  culpabilidade, ao menos de menor importância. Imagine-se  então o tédio que por três  semanas  tomará conta dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal, obrigados a ficar cinco horas por dia  escutando discurseiras sem fim. Talvez a exceção em termos de atenção venha a ser a última intervenção, do patrono de Duda Mendonça, certamente mostrado como outro querubim  que nem sabia dos milhões depositados pelo PT em  suas contas no exterior.
                                               A dúvida continua a mesma que vem desde 2005: irão ou não parar  na cadeia os responsáveis pelo maior escândalo político da República? Conseguirão safar-se pela prescrição da lei ou  a benevolência dos julgadores?
                                               A fase atual é de indigestão de julgamento, pois a partir de amanhã a  própria mídia arrefecerá em espaço e tempo dedicados aos trabalhos na mais alta corte nacional de justiça. A menos, é claro, que sobrevenham fatos inusitados, daqueles impossíveis de prever.
                                               Ficam alguns sinais da performance dos advogados de Dirceu, Genoíno, Delúbio e  Valério: se o  primeiro “desligou-se do PT assim que assumiu a Casa Civil”, como esquecer que durante quase um ano enfeixou a coordenação política  do governo Lula,   da qual só abriu mão forçado  pelo acúmulo com as  funções administrativas? Se Genoíno não cuidava das finanças do partido, por que assinou e endossou todos os pedidos de empréstimo junto ao Banco Rural e penduricalhos? Quanto a Delúbio, se não mantinha contacto com Dirceu, por que dispunha de gabinete no quarto andar do palácio do Planalto? De Valério, como passou de publicitário vitorioso a operador que autorizava a remessa de  dezenas de milhões em malas entregues a pombos-correio dos partidos da base do governo, que nenhuma relação tinham com campanhas publicitárias  junto à mídia?
                                               Enfim, cada ministro que vá formando suas convicções e retocando seus votos, a maioria dos quais já esboçada.  A gente só não sabe de seu conteúdo...