sábado, 16 de junho de 2012

As marcas de carros que mais baratearam após corte no IPI



Queda nos preços dos veículos em maio foi a maior desde a crise de 2008

  
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Silvio Gioia/Quatro Rodas
J3, da JAC Motors
A JAC foi a montadora com maior redução de preços: 6%
São Paulo – Os carros vendidos no Brasil ficaram 2,6% mais baratos em maio, maior queda desde a crise de 2008, segundo estudo da AutoInforme/Molicar, que há nove anos acompanha os preços de todos os veículos vendidos no país. A redução reflete a medida do governo de reduzir o IPI para veículos automotores em meados do mês passado.
As marcas que mais tiveram redução de preço (acima da média) foram, nesta ordem, JAC, Renault, Volkswagen, Fiat, Citroën e Ford. De todas as 47 marcas, 22 apresentaram queda de preço em maio, 15 se mantiveram estáveis e 10 tiveram aumento de preço, a maioria marcas de luxo ou com pequeno volume de vendas. As que apresentaram queda de preço são as marcas mais importantes e com maior volume de vendas no país.
Veja na tabela abaixo de quanto foi a redução de preços para cada marca:
MarcaRedução (%)
JAC-6,00
Renault-5,92
Volkswagen-5,82
Fiat-5,76
Citroën-3,73
Ford-3,55
Média-3,29
Nissan-3,21
Lifan-2,97
Mahindra-2,39
Honda-2,14
GM-2,1
Hyundai-2,03
Kia-1,86
Peugeot-1,52
Chery-1,42
Maserati-1,28
Hafei-0,87
Toyota-0,82
Mitsubishi-0,66
Suzuki-0,61
Effa-0,32
Audi-0,25
Volvo0
TAC0
Porsche0
MG0
Lobini0
Lexus0
Jinbei0
Jeep0
Jaguar0
Dodge0
Chrysler0
Changan0
Chamonix0
Bentley0
Aston Martin0
Ssangyong0,23
BMW1,40
Subaru1,64
Mini Cooper2,26
Iveco3,32
Smart4,86
Land Rover5,84
Troller5,91
Ram6,74
Mercedes-Benz6,84
O aquecimento das vendas passou a ocorrer neste mês: foram vendidas 15.000 unidades por dia apenas na primeira semana de junho. Durante todo o ano passado, os carros zero encareceram 0,14%.

Histórias de pessoas que abandonaram suas carreiras, encerraram as contas bancárias e há anos vivem - bem - na base do sistema de trocas e doações


Viver sem dinheiro


Rachel Costa 
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"Conseguir roupas, lugar para dormir e comida não são problemas
para mim. As pessoas têm prazer em me receber em suas casas"

Heidemarie Schwermer, sem dinheiro desde 1996
Nos Estados Unidos, um homem das cavernas moderno vive em grutas no deserto de Utah, mantém um blog e participa ativamente da comunidade. Na Alemanha, uma avó viaja de uma cidade a outra para pregar o desapego aos bens materiais. No Reino Unido, um ex-economista sem conta no banco nem dinheiro no bolso empenha seu tempo em recrutar voluntários para uma comunidade autossustentável. Em comum, eles tomaram a decisão de nunca mais ter dinheiro. O americano Daniel Suelo, 50 anos, doou seus últimos dólares em 2000. A lituana radicada alemã Heidemarie Schwermer, 69 anos, nem chegou a ter um euro. Quando a moeda entrou em circulação, em 2002, já fazia seis anos que a simpática senhora não via a cor do vil metal. Já o irlandês Mark Boyle, 32 anos, em jejum financeiro desde 2009, garante que não ter dinheiro é sinônimo de liberdade, não de dificuldade. Utopia? Loucura? Exemplos a ser seguidos? 

Seja o que eles representarem, Suelo, Heidemarie e Boyle têm outro ponto em comum. Todos tiveram suas histórias registradas em livro ou filme. Heidemarie é a estrela do documentário “Vivendo sem Dinheiro” (2009, tradução livre); Suelo teve sua trajetória registrada no recém-lançado “O Homem que Largou o Dinheiro” (tradução livre, sem edição brasileira) e Boyle na obra “O Homem Sem Grana”, que chega ao Brasil no final de junho, pela editora Best Seller. “Muitas pessoas trabalham em empregos que odeiam só para ganhar dinheiro e depois tentam se sentir recompensadas por isso, sem sucesso, comprando férias em resorts, carros caros e almoços finos”, disse à ISTOÉ o escritor Mark Sundeen, autor do livro sobre Daniel Suelo. Para Sundeen, histórias como a de Suelo ilustram a verdade contida na velha máxima “dinheiro não traz felicidade”. Suelo decidiu ser pobre inspirando-se nos sadhus, hindus que abrem mão de todos os seus bens materiais para mostrar que o ser é mais importante que o ter. Em vez de ir para a Índia, porém, se impôs o desafio de viver sem dinheiro dentro da sociedade mais consumista do mundo, a americana.
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SONHO
Desde 2009 em jejum financeiro, Mark Boyle planeja agora formar uma
comunidade autossustentável, onde tudo virá da produção própria ou de trocas
Contestar o consumo é mesmo o principal alvo de quem resolve aderir ao cotidiano sem nenhum centavo. “Nós vivemos sem dinheiro 95% do tempo de nossa existência e todas as outras espécies vivem sem ter de comprar”, disse à ISTOÉ Mark Boyle. “Passei quatro meses me preparando, fazendo uma lista de tudo que eu consumia quanwdo tinha dinheiro e então pensando em novas formas para ter essas coisas sem pagar por elas”, diz ele, que resolveu trocar a cidade pelo campo e aprendeu, entre outras coisas, a tirar seu sustento da terra e manter sua casa com energia solar. Embora o campo seja mais amigável à vida sem recursos financeiros, é possível se manter sem dinheiro nos grandes centros urbanos, ensina a ex-professora e psicoterapeuta Heidemarie Schwermer. “Roupas, lugar para dormir e comida não são problemas para mim”, disse ela à ISTOÉ. “As pessoas têm prazer em me receber em suas casas.” Para conseguir o que precisa, Heidemarie usa o sistema de trocas. Na cidade onde vivia, na Alemanha, criou um espaço para esses intercâmbios em 1994. Foi a partir dessa experiência que decidiu, em 1996, passar um ano sem dinheiro. Vencido o período com êxito, Heidemarie se propôs a aumentar para mais 12 meses, até resolver prorrogar indefinidamente. Foi assim que doou tudo o que tinha, das roupas à casa, e restringiu todos seus pertences a uma pequena maleta com algumas roupas. 

Na trilha desses gurus da vida sem dinheiro, é possível encontrar discípulos menos radicais. Um deles é o espanhol Juan Manuel Sánchez, que, da cidade de Almeria, na Andaluzia, coordena o site SinDinero (de dicas sobre como reduzir os gastos), com 50 mil acessos semanais. “Vivo com 400 euros por mês. Pago aluguel, casa, luz, telefone, mas reduzo ao máximo minhas contas buscando lazer de graça e fazendo trocas para ter o que preciso”, disse à ISTOÉ. Cortar custos foi a maneira que encontrou para largar o trabalho, do qual não gostava, e ter mais tempo para si. Exemplo semelhante vem do fotógrafo Marco Aurélio Bastos, criador do Núcleo de Permacultura da Mantiqueira, em São Francisco Xavier. Envolvido com comunidades de autossustento desde a década de 80, ele vive bem com menos de um salário mínimo, gasto para comprar o que não produz, viajar e cobrir os custos de internet e celular. “Você tem de estar disposto a viver mais com o que tem no coração e menos com o que tem para comprar”, diz, numa linguagem própria dos desapegados.
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EUA legalizarão imigrantes jovens


BBC BRASIL

Atualizado em  15 de junho, 2012 - 21:07 (Brasília) 00:07 GMTsão para impressão
Os Estados Unidos decidiram deixar de deportar imigrantes ilegais que entraram no país quando ainda eram crianças.
A nova regra se aplica para estrangeiros que tenham menos de 30 anos, tenham frequentado o sistema educacional americano e não tenham antecedentes criminais.
O presidente Barack Obama afirmou que "não fazia sentido expulsar jovens talentosos que para todos os propósitos eram americanos".

Transações imobiliárias por email com clientes estrangeiros: como proceder?




Imagine a situação do corretor de imóveis, que depois de uma longa troca de e-mails, consegue concluir com sucesso a negociação com um comprador estrangeiro. As tratativas por email podem ser válidas nesse caso? E qual é a lei aplicável a este contrato?

Segundo o advogado, especialista em Direito Internacional, Adler Martins, a Lei de Introdução ao Direito Brasileiro aponta que para reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituírem.
“A mesma lei diz que o contrato será considerado celebrado no lugar em que residir o proponente. Se o proponente residir na Irlanda, por exemplo, então é a lei da Irlanda a apta a reger o contrato. O código civil, em seu artigo 435, diz algo muito semelhante”, afirma Martins, em seu blog.

Como definir o proponente

Se o corretor de imóveis e o comprador continuam a negociação durante a troca de emails, estabelecer quem é o proponente é outra questão a ser resolvida. Martins aponta que quem responde a uma proposta concordando com quase tudo, mas fazendo pequenas alterações, na verdade cria uma nova proposta.

“Assim, se o corretor sugere um preço de 10, e o comprador responde que concorda, desde que o pagamento seja feito em duas parcelas, é o comprador que deve ser considerado o proponente, pois ele alterou a proposta original”, explica.

O especialista alerta que é preciso garimpar com cuidado todas as mensagens e verificar quem fez a última alteração aos termos do negócio. Este terá sido o proponente, e a lei do país dele deve ser aplicada ao contrato.

Fonte: Redimob

Comissão muda regra de compra de terra por estrangeiro


quinta-feira, 14 de junho de 2012



A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira o relatório da subcomissão criada no ano passado para analisar e propor medidas sobre a compra de terras por empresas brasileiras controladas por capital estrangeiro. O relatório propõe o fim às restrições ao tamanho dos imóveis rurais para aquisição e arrendamento.

A norma hoje em vigor leva em conta um parecer de agosto de 2010 da Advocacia Geral da União (AGU) sobre a Lei nº 5.709/71. O parecer limita as compras e arrendamentos a 50 módulos para pessoas físicas e a 100 módulos para empresas estrangeiras, mediante aprovação prévia do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O relatório aprovado nesta quarta-feira libera as compras por parte de companhias de capital aberto com ações negociadas em bolsa de valores no Brasil ou no exterior, mas exclui organizações não-governamentais, empresas e fundos soberanos estrangeiros.

A próxima etapa depende de decisão do presidente da Câmara dos Deputados, pois o relatório pode ser encaminhado direto para votação pelo plenário ou antes passar pelo crivo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Fonte: Agência Estado

‘Volta a farsa do ‘golpe do mensalão”, editorial do Globo


14/06/2012
 às 15:56 \ Feira Livre

Augusto Nunes

PUBLICADO NO GLOBO DESTA QUARTA-FEIRA

A proximidade do julgamento do mensalão agita os espíritos militantes e passionais, mesmo aqueles mais sofisticados, revestidos de uma camada de educação e fineza.
Já houve a atrapalhada intervenção do ex-presidente Lula no encontro indevido com o ministro do Supremo Gilmar Mendes, um dos juízes do processo, intermediado pelo também ex-presidente da Corte Nelson Jobim. Artilharia no próprio pé, pois a iniciativa deve ter levado o STF a acelerar o calendário do julgamento. Passou, também, o gesto infanto-juvenil do mensaleiro José Dirceu de conclamar estudantes a ir às ruas, no estilo “Cinelândia 1968″, para defendê-lo perante os 11 magistrados do Supremo. Teatral e inócuo, por óbvio.
No fim de semana, foi a vez do ex-ministro da Justiça no primeiro governo Lula, Marcio Thomaz Bastos, no programa “Ponto a Ponto”, da TV Bandeirantes, entrar em ação, de forma mais sutil, ao seu estilo. Ministro quando explodiu o escândalo, em 2005, e hoje advogado de um dos réus, José Roberto Salgado, ex-diretor do Banco Rural, instituição acusada de participar da operação de lavagem daquele dinheiro, Thomaz Bastos explora um tema caro a certos petistas: a suposta interferência da imprensa profissional no caso.
Teme o advogado o que chama de “publicidade opressiva” dos meios de comunicação independentes contra os réus. De forma elegante, até oblíqua, o advogado repõe em circulação a tese surrada e risível de que uma “imprensa golpista” inventara o mensalão e, em seguida, tratara de prejulgar os denunciados pelo Ministério Público. A tese até recebeu a unção de uma certa intelligentzia petista. Agora, na visão de Thomaz Bastos, influenciáveis ministros do STF, sufocados por uma “publicidade opressiva”, se preparam para executar a condenação orquestrada.
Ora, quem denunciou o mensalão foi um dos participantes dele, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), da base do governo. O esquema de desvio de dinheiro público e privado para comprar apoio parlamentar ao governo não surgiu de qualquer laboratório de maquiavelismos oculto em alguma redação. Foi escancarado numa entrevista de Jefferson à “Folha de S.Paulo”. Lula não iria fazer um pedido público de desculpas à população por algo inexistente (embora tenha aderido depois à tese conspiratória). Tanto que os maiores desdobramentos políticos do caso foram a cassação dos mandatos de Roberto Jefferson e do principal denunciado, José Dirceu, deputado pelo PT paulista.
Impossível mascarar a verdade de que a imprensa profissional é movida por fatos. Já a opinião sobre eles é exposta de maneira translúcida no espaço dos editoriais. E é fato, por exemplo, que, em 2006, o então procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, ofereceu denúncia contra os mensaleiros ao Supremo. Outro fato: no ano seguinte, os ministros consideraram consistentes os argumentos do MP para abrir o processo, no qual Dirceu é tachado de chefe de uma “organização criminosa”.
E serão fatos condenações e absolvições a serem decididas no julgamento que se inicia em agosto. Nada mais nem menos do que isto

O plano para libertar Cachoeira falhou


15/06/2012
 às 19:29 \ Direto ao Ponto, Sem categoria

Augusto Nunes

O penúltimo parágrafo do texto que resumiu a aula de ética ministrada pelo advogado Sobral Pinto acionou o sinal amarelo: o desembargador Tourinho Neto, relator do pedido de habeas corpus impetrado por Márcio Thomaz Bastos em favor de Carlinhos Cachoeira, resolvera encampar integralmente os argumentos e reivindicações do especialista em garantir a impunidade de clientes culpados. “Tourinho votou pela soltura do meliante, preso desde 29 de fevereiro e considerou ilegal a escuta telefônica feita por agentes da Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo”, alertou o post. “Falta apenas um voto para a consumação da ignomínia”.
O próprio Tourinho tentou consumá-la nesta sexta-feira. Sem paciência para aguardar a manifestação dos dois desembargadores que completam a trinca incumbida pelo Tribunal Regional Federal de cuidar do caso, votou pela segunda vez a favor de Márcio, agora para aprovar outro recurso apresentado pelo doutor em truques de tribunal. O defensor de Cachoeira solicitou que fosse estendido ao chefe o habeas corpus concedido a um integrante da quadrilha. Muito justo,  acedeu o desembargador já assinando o alvará de soltura.
Restrita à Operação Monte Carlo, a indulgência de Tourinho tropeçou no mandado de prisão expedido em decorrência de uma segunda investigação conduzida pela Polícia Federal. Cachoeira vai passar pelo menos mais um fim de semana na cadeia. Os dois desembargadores atropelados pelo relator deverão avalizar ou rejeitar, já na próxima semana, o parecer de Tourinho. Se a imensidão de provas resultantes da escuta telefônica sumir pelo ralo da esperteza, será ratificada a constatação incluída no post: sempre que Márcio Thomaz Bastos ganha uma causa, a Justiça é derrotada.